domingo, janeiro 22, 2017

AS BAILARINAS



Há determinados temas na pintura que inevitavelmente nos levam a recordar alguns pintores que os abordaram de forma magistral. Edgar Degas, como é vulgarmente conhecido, foi um pintor que sempre ficou na minha memória como um exímio pintor, que nos deixou delicadas pinturas de bailarinas, que o tornaram um pintor de renome.

Muitas vezes classificado como um impressionista, embora não tenha utilizado as cores que caracterizam este estilo, era muito mais conservador e terá tido por isso mesmo menor impacto na opinião pública da época do que Monet, este sim um verdadeiro impressionista.

Degas também se distinguiu na escultura, e A pequena bailarina de catorze anos, esculpida em bronze, terá sido talvez um dos maiores marcos da sua obra, deixando chocados os seus colegas e toda a «boa sociedade da época». Vale a pena ler o texto constante na Wikipedia (AQUI).


The Opera Dance Studio on the Rue Le Peletier

The Star - Dancer on Stage

quarta-feira, janeiro 18, 2017

PÁTIO DA AUDIÊNCIA DO PAÇO DE SINTRA

 
Esta é uma foto do Pátio da Audiência do Palácio Nacional de Sintra, de 2000, onde se sabe que D. João I recebeu os espiões que mandara a Ceuta para verem as defesas e as fraquezas das suas muralhas, antes de seguir para a sua conquista como relata Azurara. 


Esta cena do filme Camões, de 1946, é responsável pela tradição que foi passando de pais para filhos, segundo a qual o poeta teria lido a sua obra maior ao rei D. Sebastião neste local. Não existe qualquer prova documental de tal acontecimento, mas a tradição, tal como as lendas, dão sempre um toque de interesse que perdura nas lembranças, muito mais do que a História contada de forma enfadonha.

Postal antigo com a referência tradicional

segunda-feira, janeiro 16, 2017

AVALIAÇÃO NEGATIVA DA CULTURA

A última avaliação mensal feita pela Eurosondagem mostra que o ministro da Cultura é o segundo ministro que apresenta uma avaliação mais negativa por parte dos inquiridos, facto que não é normal, e que surpreende todos pela negativa.

Esta avaliação surge pouco tempo depois da decisão do governo de se voltar a ter entradas grátis nas manhãs de todos os domingos e feriados, em contraste com o que existia, que era a entrada grátis apenas nos primeiros domingos de cada mês durante todo o dia.

Um pouco antes tinha-se entrado nas comemorações do tricentenário do Palácio Nacional de Mafra, com festa e foguetes como convém. O anúncio da conclusão da construção do Palácio Nacional da Ajuda também é ainda recente, como o anúncio da conclusão do projecto museológico do Museu dos Coches (este ainda por realizar).


Com tantos anúncios e factos que em princípio deviam agradar aos cidadãos, como explicar esta avaliação tão negativa deste ministro rotulado de diplomata? Dá que pensar…  


sábado, janeiro 14, 2017

REAIS PALÁCIOS DE VERÃO


A monarquia portuguesa tinha à sua disposição diversas residências não permanentes em diversas localidades, e como tal ia-as usando em ocasiões tão diversas como refúgio de Verão, época de caça, zona segura em tempos de peste, ou até para impressionar chefes de Estado estrangeiros.


A residência permanente foi quase sempre em Lisboa, o que é natural, mas isso nunca impediu que os monarcas tivessem algumas preferências diferentes, deslocando-se mais ou menos a uma ou outras.


Nas residências não permanentes normalmente não ficavam muitos móveis, mesmo nos últimos séculos, e por isso quando os reis decidiam deslocar-se para lá, havia quase sempre quem fosse à frente com móveis, e outros itens para proporcionar aos monarcas e seus acompanhantes, uma estadia confortável.


O estado dessas residências também determinava o uso de certas dependências em melhor estado de conservação, em detrimento de outras menos cuidadas, e também era determinante o tempo de estadia esperado e os actos oficiais que estavam previstos.


Estas explicações parecem óbvias para os conhecedores, mas outros menos informados ficam bastante surpreendidos com diferentes fotos ou gravuras de alguns palácios, de épocas relativamente recentes, e é preciso explicar as razões para que possam melhor apreciar o Património e as suas vivências em tempos passados.


Imagem da Sala dos Cisnes (P.N.Sintra) com mesa de jogo do pião em 1º plano
Este mesmo jogo do pião está hoje em exposição no Palácio de Mafra

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quarta-feira, janeiro 11, 2017

RELAXANDO JUNTO AO MAR

Por vezes não encontro nada melhor do que uma paragem junto ao mar, de preferência algo revolto, ouvindo o barulho das ondas e o piar da aves marinhas que fazem o seu bailado enquanto se alimentam junto à praia.

Bailado By Palaciano

Baile By Palaciano

segunda-feira, janeiro 09, 2017

AS RESPONSABILIDADES DOS CICLISTAS

Desde já me declaro como não sendo um ciclista, para que não restem dúvidas, mas hoje vou escrever algo politicamente incorrecto sobre os ciclistas, ou pelo menos sobre alguns e uma associação de ciclistas.

Quando se fala da obrigatoriedade do uso de capacete por parte dos ciclistas, no parecer sobre o Plano Nacional de Segurança Rodoviária, eis que surge uma associação de vários ciclistas a contestar essa obrigação, argumentando que “são os veículos motorizados com a sua grande massa e elevadas velocidades, e a sua utilização irresponsável, que constituem a principal fonte desse risco e causa da grave sinistralidade em Portugal”, e que o que mais contribui para o aumento da segurança de cada ciclista “é precisamente o incremento do número de bicicletas em circulação”, e que a obrigatoriedade do uso do capacete teria um efeito dissuasor à adesão de mais utilizadores.

Não sei o que seria da segurança rodoviária se cada grupo de utilizadores dos diferentes meios de locomoção decidisse ser contra as obrigatoriedades decididas nos últimos anos pelas autoridades. Imagine-se que os condutores dos automóveis decidiam ser contra o uso do cinto de segurança, ou se os motociclistas decidissem ser contra o capacete de protecção.

Todos sabemos que existem os mais vulneráveis, como sejam os peões, ou os ciclistas, e até os motociclistas, mas é por isso mesmo que se fazem leis para os proteger, não deixando por isso de continuar a ser vulneráveis. Sabe-se que as leis não conseguem evitar os maus comportamentos, mas têm a sua utilidade.

Devo lembrar os senhores ciclistas que a ausência de leis a que os ciclistas estejam obrigados me incomoda, porque partilham a via pública e quase não têm obrigações nem normas de segurança para os veículos que conduzem. Estou a lembrar-me de que podem circular sem qualquer superfície reflectora que os torne mais visíveis, de não serem obrigados a ter nos veículo espelhos que lhes permitam ver os veículos que os antecedem, de poderem circular a par e em grupos grandes em estradas de uma só via, não permitindo que os outros veículos os ultrapassem mesmo quando vão em passeio e amena cavaqueira a baixíssimas velocidades, etc.


Todos temos direito às nossas escolhas na locomoção, todos temos que nos respeitar, e não podemos querer partilhar as estradas sem obrigações. 


sábado, janeiro 07, 2017

PORTUGAL

Avivo no teu rosto o rosto que me deste,
E torno mais real o rosto que te dou.
Mostro aos olhos que não te desfigura
Quem te desfigurou.
Criatura da tua criatura,
Serás sempre o que sou.

E eu sou a liberdade dum perfil
Desenhado no mar.
Ondulo e permaneço.
Cavo, remo, imagino,
E descubro na bruma o meu destino
Que de antemão conheço:

Teimoso aventureiro da ilusão,
Surdo às razões do tempo e da fortuna,
Achar sem nunca achar o que procuro,
Exilado
Na gávea do futuro,
Mais alta ainda do que no passado. 


Miguel Torga

Entardecer by Palaciano

quinta-feira, janeiro 05, 2017

CULTURA E GESTÃO

Não vejo nenhuma incompatibilidade entre a Cultura e a economia, por isso acho que a sustentabilidade dos equipamentos culturais é sempre desejável, mesmo que por vezes tenham que se associar alguns equipamentos da mesma área para encontrar sinergias que puxem por todos e racionalizem o investimento.

Esta semana conheceu-se a intenção do CCB de lançar um concurso para construir um hotel de cinco estrelas e outras áreas comerciais, o que nos fez recordar os argumentos de João Soares quando chumbou o plano para o eixo Ajuda/Belém protagonizado por António Lamas, que se sintetizava no facto de “esvaziar o CCB da sua missão primordial”. É curioso como a memória pode ser tão selectiva.

O CCB afinal não é o grande sucesso que “nos vendem”, e mesmo com entradas pagas em 2017 não garante a sua autonomia, tendo que recorrer a rendas (do hotel e das lojas) para ser viável economicamente, o diabo vai ser o investimento necessário para a construção dos dois módulos ainda inexistentes.

Nestas coisas do investimento temos sempre um problema para resolver que é encontrar os parceiros para o negócio, e aqui voltamos à vaca fria, e lá surge o turismo de Lisboa (ATL) e a Câmara de Lisboa (CML), que por acaso já estão envolvidos na solução para o fecho do Palácio Nacional da Ajuda, para não falar num outro negócio ainda pouco falado do antigo quartel dos lanceiros.


Com outra geometria e sem puxar por outros equipamentos culturais menos visitados da zona, estamos perante uma realidade pouco diferente do plano de Lamas, ainda que com menos ambição e sem o aproveitamento de sinergias, mas ainda estamos agora na fase de intenções…


terça-feira, janeiro 03, 2017

A CONCESSÃO DE PATRIMÓNIO A PRIVADOS

Nos últimos dias foi conhecida a decisão do governo de concessionar diversos monumentos a privados, e eu manifestei alguma apreensão por não serem conhecidos os detalhes das concessões, o modo como os privados irão rentabilizar os mesmos, e quais as condições de acesso público aos mesmos, ou parte deles, por parte do público em geral.

Não tenho qualquer preconceito relativamente à exploração por privados dos monumentos que o Estado não consegue cuidar devidamente, mas tenho muitas dúvidas quanto ao modo como ficam acautelados os direitos do Estado, e portanto dos cidadãos, já que o Estado não tem sido bom negociador nesta matéria.

Fui diversas vezes confrontado com a experiência bem conseguida da empresa Parques de Sintra, mas esta não pode servir de exemplo nesta matéria já que, apesar de ter uma gestão de direito privado, a empresa é inteiramente de capitais públicos. Mesmo reconhecendo o excelente trabalho da PSML, não podemos esquecer que no seu início a gestão não foi muito feliz, e só com uma mudança entrou no caminho de sucesso que todos aplaudimos.


Vamos esperar que tudo corra pelo melhor, mas convém manter a pressão sobre o governo, de modo a que o processo seja transparente e que existam meios de monitorizar a actuação dos concessionários durante todo o processo.


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domingo, janeiro 01, 2017

A ESPERANÇA

Quando nos preparamos para começar um novo ano o desejo mais expresso por quase toda a gente é a Paz entre os homens, a realidade contudo acaba por nos fazer descer à terra, e já só esperamos ter saúde e que o novo ano não seja pior do que o que terminou...

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sexta-feira, dezembro 30, 2016

PORQUE EMIGRAM OS PORTUGUESES?

Quando se ouvem os políticos a falar das causas da emigração ficamos todos confusos porque todos acusam os outros e ninguém admite culpas na matéria.

Para quem está no mercado de trabalho, quem tem filhos adultos desempregados, e quem caiu no desemprego, conhece bem muitas causas deste êxodo que compromete o futuro de Portugal.

Outro dos flagelos da nossa sociedade é a baixa natalidade, e também aqui as causas do problema suscitam divergências entre a classe política, mas o cidadão nacional conhece bem as causas deste problema.

A precariedade, os baixos salários, a falta de protecção social, a falta de investimento e um evidente desequilíbrio entre o factor trabalho e o factor capital não só em termos de direitos mas também na redistribuição da riqueza produzida, são apenas alguns dos factores que saltam à vista de qualquer pessoa.


Ainda perguntam porque emigram os portugueses?...  

quarta-feira, dezembro 28, 2016

POBRE JORNALISMO

É cada vez mais deprimente seguir os meios de comunicação social e dar-lhes o crédito que já mereceram no passado, porque hoje faz-se, em geral, muito mau jornalismo.

Sabemos que os títulos têm que ser convidativos, mas nunca nos deviam levar ao engano, nem devem servir para ocultar a verdade, que deve ser a finalidade mais nobre do jornalismo.

Ler ou ouvir o título “os trabalhadores com rendimentos mais baixos vão ter mais dinheiro disponível já apartir de Janeiro”, e depois chegar-se à conclusão que se referem a 1 ou 2 euros mensais referentes ao fim da sobretaxa do IRS para os escalões de rendimentos mais baixos, é apenas um exemplo do mau serviço que se presta.

Sem qualquer relevo a mesma notícia revela que nos escalões mais altos também vão ganhar devido ao aumento do salário mínimo, que influencia descontos nos impostos, e certamente serão mais relevantes do que os modestos 1 a 2 euros, mas isso não interessa nada para o jornalista.

Para que não fique qualquer dúvida sobre a parcialidade do mesmo jornalista, aqui fica outro título por ele assinada, “salários mais altos do estado com menos um quinto em comparação a 2010”, por causa do aumento dos impostos e dos descontos para a ADSE, curiosamente os funcionários que ganham menos também têm hoje um salário líquido menos do que em 2010, mas que interesse tem isso para opinião pública?


sexta-feira, dezembro 23, 2016

HIGIENIZAR A DEPENDÊNCIA ELECTRÓNICA

Uma das notícias mais curiosas desta semana terá sido esta: ”Aeroporto do Japão cria papel higiénico paratelemóveis”.

Já estamos todos habituados a ver gente agarrada aos telemóveis um pouco por todo o lado, é uma verdadeira praga tamanha dependência, e também é conhecido que estes dispositivos são verdadeiros ninhos de bactérias, ainda que isso tenda a ser ignorado por quem é mais dependente.

Os japoneses são conhecidos pelo seu medo de casos de transmissão de vírus, basta ver como protegem a cara quando estão constipados, mas agora nisto do papel higiénico para limpeza dos telemóveis, que é dispensado nas instalações sanitárias parece que foram ainda mais longe.


Não sei como é que os japoneses encararam esta novidade, mas parece-me que será mais um convite a demorar mais um pouco sentado na sanita fazendo uns telefonemas ou consultando algum site, aproveitando no final o papel para limpeza do telemóvel, que naturalmente será adequadamente perfumado…


segunda-feira, dezembro 19, 2016

O FMI E A PRODUTIVIDADE

O FMI e os seus “eminentes economistas” é conhecido por dizer tudo e o seu contrário, e por ser o prestamista mais cruel a nível internacional, comportando-se como um verdadeiro agiota sem rosto.

Esta semana um jornalista do Dinheiro Vivo foi buscar um estudo dessa organização internacional, que parece concluir que os empregados mais velhos são menos produtivos.

Quem diria que o FMI que defende o aumento da idade de reforma, especialmente nos países do ajustamento, com os conhecidos maus resultados para o emprego jovem, viria a concluir isto? Curiosamente o peso dos trabalhadores com idades entre os 55 e os 64 anos, é mais baixo nos países ricos, do norte da Europa, e maior no sul, onde até os horários de trabalho são maiores em termos anuais.

Não se pode dizer que a produtividade dos mais idosos é mais baixa, e ao mesmo tempo querer que se trabalhe cada vez mais até mais tarde. Também não acho que as empresas beneficiem em ter funcionários até mais tarde, em vez de irem renovando os seus quadros, equilibrando experiência com sangue novo e novas mentalidades. O problema maior é o da Segurança Social, que pode não ter capacidade para absorver muita gente com idade (+60 anos) e tempo de descontos (+40 anos), mas daqui a uns anos será muito pior.


O FMI não tem autoridade nesta matéria, e com maior produtividade, com trabalhadores mais novos e bem preparados, com um mercado do trabalho regulado e sem incentivos a um patronato que se aproveita do desemprego jovem para os explorar sem encargos para a Segurança Social, todos ganharão a prazo.  


sábado, dezembro 17, 2016

A IMPRENSA LUSA - SONDAGENS E NÚMEROS

Todos sabemos que com certas perguntas se conseguem certas respostas e isso sem se falsearem resultados de forma grosseira. Não é necessário fazer perguntas apenas a pessoas com pouca cultura cívica ou pouca informação, como por vezes acontecia no passado, porque agora as coisas são mais científicas.

Concluir numa sondagem que os portugueses concordam com os salários elevados na CGD, consegue-se não revelando o valor dos tais salários, nem os bónus previstos, é relativamente fácil, e extrapolar que um relatório da OCDE terá registado que Portugal tem registado na última década das maiores diminuições nas disparidades salariais nos 35 países da OCDE, é quase que tão arriscado como dizer o diabo vem aí a partir de Janeiro.


Sou um leitor de jornais, DN e Expresso, mas tenho que reconhecer que a qualidade da nossa imprensa, escrita e não só, tem piorado muito nos últimos anos, e que os interesses ditam o que se noticia, e como se noticia. 

quinta-feira, dezembro 15, 2016

POLITICAMENTE INCORRECTO

Começo por declarar que me estou nas tintas para o politicamente correcto e que ponho acima de tudo a conservação do Património e a fruição do mesmo em condições aceitáveis.

A medida aprovada, por alteração legislativa, de permitir a entrada gratuita nos museus portugueses aos domingos e feriados até às 14 horas, para todos os residentes em território nacional, não me parece adequada para abranger todos os museus e monumentos nacionais, muito especialmente para aqueles que já apresentam níveis de visitas que rondam o limite adequado ao espaço visitável, às colecções expostas e aos meios de segurança ao dispor dos serviços.

As desculpas da tutela usando argumentos como a legislação europeia, não colhe de todo e é quebrada em diversos países e diversos museus, pelo que não será por aí que se encara o problema de frente.

Toda a gente gostaria de visitar gratuitamente o nosso Património, isso é indiscutível, mas não é responsável colocar em causa a segurança dos visitantes e das colecções, só para colher mais uns votos.


Não terei arranjado muitos amigos com este post mas, para mim, existem valores maiores do que as borlas. Por outro lado, e porque acho que os portugueses merecem mais do Estado para o qual contribuem, não vejo nenhuma incompatibilidade em dar entradas grátis nos meses de menor afluxo de visitantes, como seja de Outubro a Março, aos sábados, domingos e feriados. 

Torre de Belém

Palácio Nacional de Mafra

terça-feira, dezembro 13, 2016

IMAGENS AO ACASO

Quantas vezes sentimos um impulso que nos leva a tirar o telemóvel do bolso e fazer umas fotos, só porque sim...

Imagem 1*


Imagem 2*

domingo, dezembro 11, 2016

CONSCIÊNCIA CIVICA

Os nossos museus, palácios e monumentos são visitados por diversos tipos de públicos, e nem todos estão devidamente sensibilizados para a conservação do nosso Património, pelo que acho que devia ser feita uma campanha de sensibilização para que cada vez mais exista uma consciência colectiva da importância da preservação do Património. 

sexta-feira, dezembro 09, 2016

IMAGENS DE ILUSTRES VISITANTES

Antes da utilização das máquinas fotográficas o modo de registar os motivos de interesse dos viajantes era através dos desenhos, e felizmente Portugal recebeu visitantes ilustres em séculos passados, que não só divulgaram desenhos do que viram, como escreveram livros de viagens que chegaram aos nossos dias.

Um desenho da entrada da Torre de Belém, datado de 1888.

Este desenho de Albrecht Haupt é um exercício sobre o que o autor pensava estar na cabeça dos arquitectos que conceberam as Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha.

quarta-feira, dezembro 07, 2016

VISITAR PALÁCIOS

Quando visito um palácio, procuro perceber como é que ele foi utilizado e o que faziam os seus proprietários quando o ocupavam. Em geral antes da visita procuro ler um pouco sobre o local, recorrendo à minha modesta biblioteca, e só depois à informação dispersa pela internet, que nem sempre é muito rigorosa.

Muita gente desconhece que a decoração de muitos palácios tem variado com regularidade, e que muitas vezes se trocam todos os móveis e outros adereços, chegando-se mesmo a alterar aquilo que é sugerido como utilidade do espaço.


Não querendo agora discutir se as alterações são ou não benéficas para se entender a vivência numa determinada época da utilização, venho hoje desafiar os leitores a descobrir qual das imagens seguintes é mais antiga, e se algum dos móveis, ou adereços, ainda está exposto nos nossos dias nesta sala do Paço de Sintra.

By Palaciano

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SP35

segunda-feira, dezembro 05, 2016

UNS FOGEM AOS IMPOSTOS, OUTROS NEM PODEM FUGIR...

Enquanto os órgãos de comunicação social se debruçam sobre a possibilidade de Ronaldo e Mourinho terem fintado o fisco, aqui o José faz contas e mais contas, mas o ordenado não estica.

Quem tem muito dinheiro contrata especialistas em fintar legalmente o fisco, já quem tem pouco faz acordos com alguns patrões para declarações de vencimento inferiores à realidade, ganhando ambos com a marosca.

Nesta equação complicada os funcionários públicos serão os únicos que não têm qualquer hipótese de fugir ao fisco, mas quem é que está interessado nisso? Os funcionários públicos são uns privilegiados, diz-se, mas são aqueles que independentemente da sua vontade, não podem fugir à voracidade da máquina fiscal, e a comunicação social sabe-o, mas nunca fala disso...

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sábado, dezembro 03, 2016

ESTADO DÁ MAU EXEMPLO

Uma ida de rotina ao médico de família depois de uma barragem de exames e análises, e eis que surgiram as boas notícias, e afinal estou tão bem quanto as minhas maleitas o permitem 

Em conversa com o médico, desabafei que em mais de 40 anos de serviço apenas tinha ido à medicina no trabalho 3 vezes, nos anos em que estive ao trabalho duma empresa com gestão privada. Esperava que o médico mostrasse a sua incredulidade, mas ele também estava exactamente na mesma situação. 

O Estado sempre tão lesto na elaboração de leis e de regulamentos, não as cumpre, e no caso da medicina no trabalho existem muitos funcionários públicos que nunca foram avaliados para sua própria protecção e para os serviços terem uma ideia sobre a saúde dos seus funcionários. 

Os nossos governantes desconhecem isto? Talvez, mas isso demonstra a falta de interesse dos maiores responsáveis pelos seus funcionários, pelo cumprimento da lei, e pela política de recursos humanos.


quinta-feira, dezembro 01, 2016

POR FALAR EM DITADORES

Existem pessoas a quem é dada uma tribuna para expressarem as suas opiniões, a que evidentemente têm direito, mas que não se ouvem a si próprios, para perceberem a sua falta de coerência, que até tem consequências porque a sua opinião é difundida, em meios de comunicação social ou equiparados, podendo influenciar terceiros.

Estava eu a ouvir um telejornal num dos canais nacionais, e o apresentador referindo-se a Cuba diz “… a morte do ditador…”, e eu fiquei à espera de alguma correcção. Não houve, e o apresentador passou a outras notícias de âmbito internacional. 

Mantive a televisão no mesmo canal e as notícias seguintes foram sobre Angola e Luaty Beirão, sobre a Rússia de Vladimir Putin, e sobre a Síria de  Bashar al-Assad. Em nenhum dos casos se ouviu uma só palavra sobre ditaduras, o que diz muito sobre o jornalista em questão, e sobre a sua “imparcialidade”.


A liberdade de opinião merece o meu maior respeito, mas em informação num canal público espera-se ouvir notícias e não opiniões, a menos que isso seja bastante claro, o que não foi o caso.