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sexta-feira, dezembro 30, 2016

PORQUE EMIGRAM OS PORTUGUESES?

Quando se ouvem os políticos a falar das causas da emigração ficamos todos confusos porque todos acusam os outros e ninguém admite culpas na matéria.

Para quem está no mercado de trabalho, quem tem filhos adultos desempregados, e quem caiu no desemprego, conhece bem muitas causas deste êxodo que compromete o futuro de Portugal.

Outro dos flagelos da nossa sociedade é a baixa natalidade, e também aqui as causas do problema suscitam divergências entre a classe política, mas o cidadão nacional conhece bem as causas deste problema.

A precariedade, os baixos salários, a falta de protecção social, a falta de investimento e um evidente desequilíbrio entre o factor trabalho e o factor capital não só em termos de direitos mas também na redistribuição da riqueza produzida, são apenas alguns dos factores que saltam à vista de qualquer pessoa.


Ainda perguntam porque emigram os portugueses?...  

terça-feira, novembro 03, 2015

PAÍS DE EMIGRANTES



Foi preciso vir o Observatório da Emigração apresentar um estudo para se dar alguma atenção ao facto conhecido por muitos, de que temos a maior taxa de emigrantes dos países europeus, com mais de 20% dos cidadãos a viver fora do país.

Antes do 25 de Abril era por causa do serviço militar e por causa das más condições de vida, depois do 25 de Abril começou por ser por causa do grande número de retornados e pelas dificuldades da economia, depois e com a Democracia razoavelmente instalada e estabilizada, a emigração continuou, e a partir de 2010 voltou a subir dum modo dramático, que continua até hoje.

Os portugueses que emigram fazem-nos porque o país não lhes oferece oportunidades de fazer uma vida decente e relativamente desafogada cá dentro. Governos de má qualidade, empresários de igual qualidade, e cidadãos pouco exigentes, têm permitido que as coisas tenham acontecido deste modo.

Enquanto tudo for comandado do exterior, seja através da União Europeia seja dos pelos mercados e seus agentes, Portugal continuará a assistir a este êxodo, em maior ou menor quantidade. Os cidadãos têm que ser mais exigentes, mais participativos e têm que saber agir sempre que necessário, manifestando a sua opinião, protestando contra o que não concordam e punindo quem tão mal nos tem governado.

Quem não usa dos seus direitos não será nunca ouvido!



quinta-feira, janeiro 12, 2012

DESLOCALIZAR OU INCENTIVAR?

Recentemente foi notícia o caso dos proprietários do Pingo Doce que deslocalizaram a sede da SGPS para a Holanda, mas sobre as deslocalizações dos sectores produtivos das empresas nacionais, não se ouve uma palavra.

É sabido que há diversas empresas nacionais que deslocalizaram a sua produção para países estrangeiros, do norte de África e da Ásia, apesar da elevada taxa de desemprego que o país tem e que tão cara nos sai.


Nos EUA, o presidente Barack Obama vai anunciar em breve medidas para incentivar um aumento do investimento no país e trazer de volta postos de trabalho para os EUA. Por cá não consta que o Ministério da Economia tenha alguma estratégia idêntica.


O discurso que temos ouvido a membros deste governo, que se tem norteado apenas pela facilitação dos despedimentos é claramente demagógico como facilitador do investimento em Portugal ou como incentivo à produtividade.


Talvez seja altura de Passos Coelho e o Álvaro prestarem atenção ao que se vai fazer lá no outro lado do Atlântico, em vez de colaborarem no aconselhamento vergonhoso à emigração.



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Foto Amarelinha

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Humor - A (in)Justa Repartição

quarta-feira, dezembro 21, 2011

FALAR DE BARRIGA CHEIA

Depois de um secretário de Estado, e do primeiro-ministro, eis que vem um deputado ao Parlamento Europeu, de peso e com peso no PSD, exaltar a solução da emigração para quem não encontra trabalho em Portugal.

Aquilo que podia ter sido um mero lapso comunicacional, afinal é uma ideia arreigada neste partido instalado no poder, o que dá um sinal muito negativo deste tipo de governação.

Já se sabia que o ministério da Economia tem sido inoperante, mas faltava ainda ouvir da boca de governantes que não existe qualquer estratégia de crescimento para o país.

Quanto a Paulo Rangel, para quem este tipo de declarações não são “motivo para escândalo”, convém recordar que é um emigrante privilegiado que pouco ou nada sabe das dificuldades ligadas ao desemprego e à emigração forçada. Apetece dizer que para o seu lugar, senhor deputado há mais de 700 mil candidatos.

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Foto - Vermelha

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Humor e Ideias

segunda-feira, junho 11, 2007

FORMAS DE ESCRAVATURA

Todos lemos há pouco tempo notícias sobre as condições de trabalho miseráveis em que se encontravam portugueses em alguns países estrangeiros. Quase logo a seguir vieram outros dizer que não era bem assim e que tudo corria bem. Claro que não foram os mesmos a dizê-lo e claro que as segundas fontes foram oficiais.
A emigração nunca foi uma situação fácil, nomeadamente para aqueles que a ela recorrem em situações já de si más, devido ao desemprego e com baixas qualificações. Para dificultar as coisas temos os intermediários e as empresas de trabalho temporário que não aparecem do nada, mas sim para lucrarem com tudo isto. Alguns trabalhadores passam um pouco ao largo destes problemas por partirem com contratos válidos e por terem sido bem encaminhados por amigos ou familiares, mas não é esta a situação da maioria dos que recorrem à emigração.
Quando as coisas correm mal, só há três caminhos a seguir: ou se faz queixa a quem de direito e se procura apoio nas representações consulares, ou se aguenta aguardando por melhores dias, ou então regressa-se a Portugal. A primeira opção concorre para o despedimento imediato e a ajuda consular nem sequer chega a acontecer, a segunda muitas vezes nem chega a ser opção porque as condições são absolutamente miseráveis e, a terceira é a admissão da derrota.
Cidadãos de outros países já passaram por isto mesmo, cá dentro e lá fora, mas cada vez são mais defendidos pelas suas representações diplomáticas antes da partida e depois nos países de acolhimento. Por parte das autoridades portuguesas, não há apoio e informação suficiente nem antes da partida, nem depois quando a situação exige uma resposta adequada.
Talvez seja altura para meditar sobre o fecho de consulados e outras representações e sobre um modo expedito de proteger os cidadãos nacionais de situações de exploração e condições degradantes de vida.

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Fotografia
Moxica


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Humor muito escuro

À francesa by Dilem