sexta-feira, dezembro 30, 2016
PORQUE EMIGRAM OS PORTUGUESES?
terça-feira, novembro 03, 2015
PAÍS DE EMIGRANTES
quinta-feira, fevereiro 20, 2014
quinta-feira, janeiro 12, 2012
DESLOCALIZAR OU INCENTIVAR?
É sabido que há diversas empresas nacionais que deslocalizaram a sua produção para países estrangeiros, do norte de África e da Ásia, apesar da elevada taxa de desemprego que o país tem e que tão cara nos sai.
Nos EUA, o presidente Barack Obama vai anunciar em breve medidas para incentivar um aumento do investimento no país e trazer de volta postos de trabalho para os EUA. Por cá não consta que o Ministério da Economia tenha alguma estratégia idêntica.
O discurso que temos ouvido a membros deste governo, que se tem norteado apenas pela facilitação dos despedimentos é claramente demagógico como facilitador do investimento em Portugal ou como incentivo à produtividade.
Talvez seja altura de Passos Coelho e o Álvaro prestarem atenção ao que se vai fazer lá no outro lado do Atlântico, em vez de colaborarem no aconselhamento vergonhoso à emigração.

quarta-feira, dezembro 21, 2011
FALAR DE BARRIGA CHEIA
Depois de um secretário de Estado, e do primeiro-ministro, eis que vem um deputado ao Parlamento Europeu, de peso e com peso no PSD, exaltar a solução da emigração para quem não encontra trabalho em Portugal.
Aquilo que podia ter sido um mero lapso comunicacional, afinal é uma ideia arreigada neste partido instalado no poder, o que dá um sinal muito negativo deste tipo de governação.
Já se sabia que o ministério da Economia tem sido inoperante, mas faltava ainda ouvir da boca de governantes que não existe qualquer estratégia de crescimento para o país.
Quanto a Paulo Rangel, para quem este tipo de declarações não são “motivo para escândalo”, convém recordar que é um emigrante privilegiado que pouco ou nada sabe das dificuldades ligadas ao desemprego e à emigração forçada. Apetece dizer que para o seu lugar, senhor deputado há mais de 700 mil candidatos.

segunda-feira, junho 11, 2007
FORMAS DE ESCRAVATURA
A emigração nunca foi uma situação fácil, nomeadamente para aqueles que a ela recorrem em situações já de si más, devido ao desemprego e com baixas qualificações. Para dificultar as coisas temos os intermediários e as empresas de trabalho temporário que não aparecem do nada, mas sim para lucrarem com tudo isto. Alguns trabalhadores passam um pouco ao largo destes problemas por partirem com contratos válidos e por terem sido bem encaminhados por amigos ou familiares, mas não é esta a situação da maioria dos que recorrem à emigração.
Quando as coisas correm mal, só há três caminhos a seguir: ou se faz queixa a quem de direito e se procura apoio nas representações consulares, ou se aguenta aguardando por melhores dias, ou então regressa-se a Portugal. A primeira opção concorre para o despedimento imediato e a ajuda consular nem sequer chega a acontecer, a segunda muitas vezes nem chega a ser opção porque as condições são absolutamente miseráveis e, a terceira é a admissão da derrota.
Cidadãos de outros países já passaram por isto mesmo, cá dentro e lá fora, mas cada vez são mais defendidos pelas suas representações diplomáticas antes da partida e depois nos países de acolhimento. Por parte das autoridades portuguesas, não há apoio e informação suficiente nem antes da partida, nem depois quando a situação exige uma resposta adequada.
Talvez seja altura para meditar sobre o fecho de consulados e outras representações e sobre um modo expedito de proteger os cidadãos nacionais de situações de exploração e condições degradantes de vida.





