quarta-feira, agosto 29, 2018

A UNIÃO EUROPEIA EM DESAGREGAÇÃO


O falhanço da União Europeia no campo económico e no campo político está à vista de todos, e são os políticos os que menos parecem preocupados com os sinais que surgem um pouco por todo o lado.

A falta de solidariedade e de acção atempada quando a crise atingiu em cheio as economias mais fracas da União (Grécia, Portugal, Espanha, e Itália), foi gritante. Os “remédios” aplicados foram uma verdadeira punição, e apesar de parecer existir agora alguma bonança, a verdade é que continuam a existir problemas graves por resolver, quer do lado do investimento, quer do lado da dívida soberana.

Esta falta de solidariedade e de coesão, facilmente verificável quando dois ou três países acabam por determinar as políticas, transformando os restantes em meros espectadores, fomentaram o surgimento dos populistas que mascarados de nacionalistas, começam a proliferar em diversos países, por toda a Europa.

O problema do Brexit, e os nacionalismos ameaçam uma Europa onde pontuam os interesses económicos, e onde os políticos fingem não ver o que se passa na Itália, na Hungria e na Polónia, para nomear apenas alguns dos países que têm estado em foco nos últimos dias com atitudes que deviam envergonhar a Europa.



segunda-feira, agosto 27, 2018

50 ANOS É MUITO TEMPO

Foi há 50 anos que foi lançada esta música dos Beatles. Sem serem brilhantes estes músicos conseguiram ser uma pedrada no charco da grande roda musical, dando origem a uma verdadeira revolução, em que surgiram outros grupos igualmente famosos que começaram as suas carreiras nos anos 60 e 70 do século passado.


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sábado, agosto 25, 2018

O INCÊNDIO DO CHIADO HÁ 30 ANOS

Cumprem-se hoje 30 anos sobre o grande incêndio do Chiado. Mais abaixo o clip da música dos UHF, Rua do Carmo.

Há 30 anos

Eu trabalhava quase em frente a esta montra quando isto foi gravado

quinta-feira, agosto 23, 2018

VISITANTES DOS MUSEUS E MONUMENTOS

Os nossos museus e monumentos são, cada vez mais, frequentados por um público que se preocupa mais com as fotos e selfies  em que os museus e monumentos não passam de fundo de fotografias que pouco depois são publicadas e partilhadas nas redes sociais.

Cada vez menos se vêem os visitantes que apreciam o nosso Património sem ser através do visor do telemóvel ou da máquina fotográfica, infelizmente.


terça-feira, agosto 21, 2018

MOSTEIRO DA BATALHA

O Mosteiro da Batalha é um dos mais belos monumentos portugueses. Hoje deixo aqui algumas imagens antigas, quem sabe desconhecidas de alguns que conhecem o mosteiro como está nos nossos dias.


domingo, agosto 19, 2018

O INFINITO

"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta."

Albert Einstein


quinta-feira, agosto 16, 2018

EM TORNO DA IDADE DE REFORMA

Veio agora a lume a intenção do governo de acabar com a reforma obrigatória aos 70 anos, como está instituído desde 1926. Pelos vistos a promessa eleitoral de permitir a reforma dos funcionários públicos com pelo menos 60 anos e 40 anos de serviço, que ainda não foi cumprida, fica adiada porque a proposta do CDS/PSD é mais importante para o governo de António Costa.

Foi com um sorriso que vi alguns senhores, todos ocupantes de altos cargos públicos, falarem da sua vontade de continuar nas suas funções depois dos 70 anos, e não foi uma grande surpresa. Ficaria muito surpreendido se fossem subalternos, com carreiras contributivas de 40 ou mais anos de serviço a manifestar tamanha vontade de continuar a desempenhar as mesmas funções, depois dos 70 anos.

Não se infira das minhas palavras que eu seja contra o trabalho depois dos 70 anos, porque não sou contra, mas sou contra a perpetuação de altos dirigentes em cargos públicos, e acho que a experiência pode ser aproveitada, na base do voluntariado, quando muito complementado com uma verba correspondente às despesas acrescidas pelas deslocações e subsídio de alimentação, para além do valor da reforma.

Já estou naquela idade em que sinto que os anos pesam, e que apenas a experiência me diferencia dos mais novos, sendo que me considero perfeitamente capaz, mas também sinto que já mereço a aposentação por ter ultrapassado o tempo de serviço que me era exigido quando comecei a trabalhar.

Espero que o Centeno e o Costa não estejam a usar este tema do trabalho depois dos 70 anos, para legitimar mais aumentos na idade para a reforma sem penalizações, como se os 40 anos de descontos para nada contassem.


CARTOON

quarta-feira, agosto 15, 2018

A QUEDA DE MAIS UM MITO

A imagem de que a função pública é um paraíso, onde se ganham fortunas e tudo está garantido, começa a cair, pois por muito que se faça propaganda negativa, os factos acabam por desmentir os detractores do serviço público.

Grosso modo existem três grupos de trabalhadores na generalidade dos serviços públicos, os assistentes operacionais, os assistentes técnicos e os técnicos superiores, posicionados nesta mesma hierarquia no que diz respeito às remunerações.

Hoje mesmo ouvi alguns comentários sobre as vagas abertas em concurso na Segurança Social, em que os salários variam entre os 683 euros, para os assistentes técnicos e os 1.202 euros brutos, para os técnicos superiores. Estes salários, mesmo os mais elevados, foram considerados irrisórios e pouco competitivos pelos intervenientes na conversa.

É verdade que os salários na função pública são, e sempre foram baixos, por muito que se tente manipular a opinião pública. Quem diria que os assistentes operacionais auferem o salário mínimo nacional?

Sei que devem estar a pensar que me esqueci da segurança laboral, mas olhem que nem isso é hoje garantido, porque muitos serviços têm apenas um quadro do pessoal, e as mudanças de local de trabalho podem acontecer a qualquer momento (eu que o diga), e na maioria dos casos sem qualquer aviso prévio, sem qualquer consideração ou respeito pelos agregados familiares e pela idade dos funcionários.

Por favor não confundam os nomeados pelos diversos governos, que estão por todo o lado, mas que nunca ingressaram por concurso na função pública, com os verdadeiros funcionários públicos, admitidos em concursos públicos. 


segunda-feira, agosto 13, 2018

SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO?

Ouvir algumas pessoas que até fugiram ao serviço militar obrigatório na sua juventude, vir agora defender o mesmo, deixa-me verdadeiramente incomodado. Estou farto de hipocrisia.

Lembro-me bem dos tempos passados, por força da minha idade, e não gostaria de ver os meus netos obrigados a fazer o serviço militar obrigatório, provavelmente contra a sua vontade. Há alguns anos pensou-se na possibilidade de se instituir a obrigação de durante um ano os jovens terem de passar pelo serviço militar, mas existindo outras opções, do tipo do serviço cívico, junto de entidades ou organizações com funções sociais, em serviços públicos como museus, e outras hipóteses a estudar, mas depois caiu tudo no esquecimento. Um ano de pausa nos estudos desempenhando um trabalho de acordo com a escolha de cada jovem, pode ser formativo e dar uma experiência de vida que não mais será esquecida.

A obrigatoriedade do SMO (sem alternativas) não me agrada nada, porque todos sabemos que existe sempre a possibilidade de haver a guerra, ou de haver tropas portuguesas noutras paragens, e as guerras não despertam em nós as melhores qualidades humanas.


No caso de haver escolha, as coisas podem ser encaradas de outro modo, e acho mesmo que o Estado devia dar melhores condições aos militares (voluntários e profissionais), por razões que todos entendem, estou certo.


quarta-feira, agosto 08, 2018

DESCOBRIMENTOS E ESTA PINTURA


O tema Museu dos Descobrimentos ou das Descobertas parece que ainda não está esgotado, e continuam a ouvir-se vozes a favor e contra.

É curioso que alguns dos opositores a um museu com esta designação, que ainda nem sequer tem planos definitivos, nem se lhe conhece o conteúdo, ou o propósito (mensagem), sejam pessoas com algum crédito na área da História.

Como circulo um pouco nesse meio, sem currículo nem pretensões como os dos especialistas de que falei, também tenho tentado perceber as razões deles. Foi precisamente num encontro casual de amigos que tive oportunidade de questionar um historiador, e a questão era muito simples, como me podia ele explicar o quadro que eu vira exposto no Museu de Arte Antiga, que exponho mais abaixo.

A resposta foi pronta: a pintura não é tão antiga como dizem e não existem provas concludentes de que represente Lisboa. Fiquei esclarecido, e cada vez mais convicto de que existe muito preconceito ideológico envolvido, para não dizer coisas menos elegantes.



terça-feira, agosto 07, 2018

MUSEUS E OS SEUS PROBLEMAS


Não adianta iludir a questão, os problemas dos museus, palácios, monumentos e sítios arqueológicos existem, e são de diversa ordem.

À cabeça podemos apontar a falta de recursos, materiais e humanos, que não são ultrapassados por causa da falta de importância que os diferentes governos dão à pasta da Cultura. O dinheiro escasseia, sem dúvida, e o pessoal mais ligado ao funcionamento e à manutenção e restauro é manifestamente insuficiente e mal remunerado.

Nada disto é segredo, ou sequer desconhecido pelos responsáveis e até pela opinião pública. Podem pergunta porque é que são poucos a denunciar a situação, começando pelo ministro da Cultura que não ergue a voz, ou pela directora-geral da DGPC, que também não se manifesta publicamente, ou ainda por inúmeros directores de museus 
que se mantêm silenciosos, perante tanta penúria.

O conformismo e a vontade de não fazer ondas de tantos responsáveis a vários níveis da pirâmide que é responsável pelo Património, está espelhada nos serviços, nas colecções, na sua exposição, na conservação, e no funcionamento dos serviços, para dar apenas alguns exemplos.

Como diria La Fontaine, “as pessoas que não fazem barulho são perigosas”.



domingo, agosto 05, 2018

PATRIMÓNIO E SEGURANÇA


Nestes dias quase todos recebemos mensagens sobre o risco de incêndios, o que podia significar que as autoridades estão todas muito preocupadas com a segurança das pessoas, mas será que é mesmo assim?

Nas sociedades modernas enfrentamos todos os dias diversas ameaças, sendo que os incêndios apenas representam uma pequena parte, e que por via dos acontecimentos do último ano saltaram para a ordem do dia e para a primeira prioridade das autoridades.

Não podemos negligenciar outras situações de perigo, como o terrorismo, os terramotos ou outro tipo de eventos que causem o pânico ou ponham em risco as pessoas, nomeadamente em locais muito frequentados.

Os museus e monumentos são locais muito sensíveis, que nesta época do ano juntam duas situações, a aglomeração de público e um património que todos queremos preservar.

Podem falar de planos de segurança, que podemos discutir, de cautelas suplementares em ocasiões específicas, que diria raras, e de formação adequada com mecanismos de resposta, em que não acredito. As situações de emergência não tem merecido a atenção devida, esta é uma realidade, infelizmente.

Confiar na sorte tem sido a prática até ao presente, esperemos que um dia mude, de preferência antes de se registar alguma tragédia.