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terça-feira, março 27, 2018

ACESSIBILIDADES E INFORMAÇÃO

Duas das maiores carências dos nossos monumentos, sempre justificadas pela natureza dos edifícios e pela crónica falta de verbas, são as acessibilidades e a informação.

Em boa parte do património monumental as pessoas com dificuldades motoras têm grande dificuldade em poder aceder aos espaços, quando não estão mesmo impossibilitados de os visitar devido às barreiras arquitectónicas, sejam elas alguns degraus ou mesmo grandes escadarias. Em alguns casos as dificuldades existentes são muito difíceis de ultrapassar sem desvirtuar o edifício, mas noutros casos os simples elevadores bastam para resolver o problema.

Outra carência gritante é a falta de informação em alguns museus e monumentos, que é fácil de resolver em termos de tabelas colocadas em locais estratégicos, e que pode ser complementada por écrans/quiosques, ou por aplicações informáticas para telemóveis que são fáceis de implementar, agora que existem programas para implementar wi-fi em monumentos.


Este post foi motivado por uma notícia segundo a qual os “monumentos melhoram acessos a turistas com investimento de dois milhões”, segundo a qual os primeiros resultados do Programa Valorizar a realizar pela DGPC vai utilizar a verba de 770 mil euros nos três projectos apresentados. Outras entidades estão também contempladas neste programa como sejam a EGEAC e a Tapada de Mafra.

segunda-feira, março 19, 2018

CULTURA E SENSIBILIDADES

No princípio de Fevereiro falou-se duma notícia sobre um quadro (Hylas and the Nymphs) que teria sido retirado de exposição, alegadamente por nele figurarem ninfas pubescentes, nuas, que tentam aliciar um jovem, mas que foi considera por alguns visitantes como um cenário impróprio e ofensivo.

Agora é notícia uma exposição para se visitar despido, no Palais de Tokyo,  em Paris, que se vai realizar no próximo dia 5 de Maio, que logo depois de ser anunciada, e em círculo bastante restrito, esgotou e quase 22 mil pessoas manifestaram o seu interesse, apesar de apenas serem aceites 3.145 visitas.


Estas duas situações são um retrato bem curioso das diferentes sensibilidades, dos diferentes públicos, dos museus em todo o mundo. A Cultura tem por dever ser um espaço de liberdade, sem nunca se descurar o bom senso e a correcta informação, procurando desse modo obviar constrangimentos desnecessários.

Hylas and the Nymphs

Cartaz de Anna Wanda Gogusey feito para o evento de 5 de Maio

sexta-feira, março 03, 2017

INFORMAÇÃO EM MUSEUS, PALÁCIOS E MONUMENTOS

Uma das falhas mais apontadas pelos visitantes nacionais e estrangeiros, aos nossos museus, palácios e monumentos, é a falta de informação. Convenhamos que em alguns serviços a informação é escassa, por vezes em suportes antiquados, e sobretudo em poucas línguas.

Este assunto é sempre controverso porque será sempre impossível agradar a todos, como se sabe. Muitas vezes para se dar toda a informação sobre uma sala teria que se ocupar imenso espaço, o que prejudicaria a exposição e causaria uma concentração de pessoas a consultar as tabelas, que prejudicaria a fruição e a fluidez do movimento dos restantes visitantes.

Nos nossos dias existem suportes que podem obviar estes problemas, porque basta existir uma App que após a sua descarga para um simples smartphone, ultrapasse o problema. O aluguer de áudio-guias é outro meio de disponibilizar informação mais detalhada a quem a procura.


Nada disto é novo, e podemos aprender com os museus que são referências de qualidade, como o Louvre, por exemplo, e afinal são coisas que até nem custam muito dinheiro e não são difíceis de conseguir.


sábado, dezembro 17, 2016

A IMPRENSA LUSA - SONDAGENS E NÚMEROS

Todos sabemos que com certas perguntas se conseguem certas respostas e isso sem se falsearem resultados de forma grosseira. Não é necessário fazer perguntas apenas a pessoas com pouca cultura cívica ou pouca informação, como por vezes acontecia no passado, porque agora as coisas são mais científicas.

Concluir numa sondagem que os portugueses concordam com os salários elevados na CGD, consegue-se não revelando o valor dos tais salários, nem os bónus previstos, é relativamente fácil, e extrapolar que um relatório da OCDE terá registado que Portugal tem registado na última década das maiores diminuições nas disparidades salariais nos 35 países da OCDE, é quase que tão arriscado como dizer o diabo vem aí a partir de Janeiro.


Sou um leitor de jornais, DN e Expresso, mas tenho que reconhecer que a qualidade da nossa imprensa, escrita e não só, tem piorado muito nos últimos anos, e que os interesses ditam o que se noticia, e como se noticia. 

quinta-feira, dezembro 01, 2016

POR FALAR EM DITADORES

Existem pessoas a quem é dada uma tribuna para expressarem as suas opiniões, a que evidentemente têm direito, mas que não se ouvem a si próprios, para perceberem a sua falta de coerência, que até tem consequências porque a sua opinião é difundida, em meios de comunicação social ou equiparados, podendo influenciar terceiros.

Estava eu a ouvir um telejornal num dos canais nacionais, e o apresentador referindo-se a Cuba diz “… a morte do ditador…”, e eu fiquei à espera de alguma correcção. Não houve, e o apresentador passou a outras notícias de âmbito internacional. 

Mantive a televisão no mesmo canal e as notícias seguintes foram sobre Angola e Luaty Beirão, sobre a Rússia de Vladimir Putin, e sobre a Síria de  Bashar al-Assad. Em nenhum dos casos se ouviu uma só palavra sobre ditaduras, o que diz muito sobre o jornalista em questão, e sobre a sua “imparcialidade”.


A liberdade de opinião merece o meu maior respeito, mas em informação num canal público espera-se ouvir notícias e não opiniões, a menos que isso seja bastante claro, o que não foi o caso.


terça-feira, janeiro 19, 2010

DESVIAR ATENÇÕES

Tenho muito respeito pela comunicação social séria, que talvez já não seja assim tanta como alguns julgam, mas desprezo a outra, que defendendo interesses de diversa espécie, que nem me apetece precisar, confunde propositadamente notícia com opinião, e divulga apenas o que não belisca os interesses de quem os domina economicamente.

O Haiti está a passar por uma provação de proporções trágicas, mas isso não pode servir para distrair as atenções das pessoas para os problemas que por cá existem. Não fiz qualquer cronometragem do tempo ocupado com notícias relativas ao Haiti, mais as de futebol e o tempo dedicado à situação nacional, mas a desvantagem é gritante.

Dentro das nossas fronteiras enfrentamos o risco da miséria. Dizem-me que só um em cada cinco dos portugueses está nessa situação, mas isso sossega alguém? O desemprego, que já foi uma bandeira dos governos por ser baixo, já é superior ao da média europeia, e nem os mais optimistas acreditam que baixe este ano. Pessoas a pedir ajuda alimentar aumentam de uma forma exponencial, e agora já há uma percentagem apreciável de gente que está empregada mas nem assim consegue evitar as necessidades.

O Haiti não é aqui, mas arriscamo-nos a ser o Haiti da Europa, ainda que o TGV possa trazer os madrilenos a banhos nas nossas praias.

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Fotos Diferentes
Женя и Олеся

Малыш в капусте

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Humor e Obesidade