segunda-feira, dezembro 30, 2019

A IMPRENSA COMPROMETIDA

A nossa imprensa, jornais diários e semanários, está em evidente declínio não só económico mas também no que respeita a credibilidade.

Fala-se na possibilidade de haver incentivos à imprensa , possivelmente com dinheiros públicos, e eu confesso que não concordo com isso apesar de ser um leitor assíduo de jornais. 

Para quem não anda distraído já se reparou que existem jornais que (pouco) discretamente vão dando eco à propaganda e acção do Governo, e temos jornais que representam fielmente interesses económicos e políticos. Nada disto seria condenável, se isso fosse assumido por cada  título.

Precisamos duma imprensa de qualidade, mas livre de amarras, sejam elas quais forem.  


sábado, dezembro 28, 2019

terça-feira, dezembro 17, 2019

QUEM PAGA O EXCEDENTE?


O ministro Centeno, o tal que diz ter elaborado um OE histórico, diz várias coisas que ou são evidências, ou então não são verdades absolutas.

Quando anunciou aumentos de 0,3% para os funcionários públicos, veio também dizer que n a verdade eles são maiores por causa da actualização dos escalões e das subidas na carreira. Claro que o senhor ministro sabe que está a omitir que progressões na carreira são uma mentira, e que o descongelamento dos escalões é algo que pecou por anos de atraso. Outra omissão de peso é que os funcionários públicos ganham menos hoje do que em 2010, se for considerada apenas a inflação, mesmo desprezando qualquer ganho de produtividade.

O aumento salarial de 0,3 % ao fim de 10 anos de congelamento, é um verdadeiro insulto a quem trabalha na Função Pública, e certamente não motiva ninguém.

Outra verdade que não é dita, e até é em grande parte desvirtuada, é sobre quem paga o excedente, que segundo Centeno são os contribuintes, mas que em grande medida são os contribuintes que trabalham para o Estado, que perdem poder de compra há mais de uma dezena de anos, ajudando o país a sair da crise, e os bancos e PPP’s que têm sido o maior sorvedouro de dinheiros públicos.



domingo, dezembro 15, 2019

A RAZÃO


Porque o Povo Diz Verdades

Porque o povo diz verdades,
Tremem de medo os tiranos,
Pressentindo a derrocada
Da grande prisão sem grades
Onde há já milhares de anos
A razão vive enjaulada.

Vem perto o fim do capricho
Dessa nobreza postiça,
Irmã gémea da preguiça,
Mais asquerosa que o lixo.

Já o escravo se convence
A lutar por sua prol
Já sabe que lhe pertence
No mundo um lugar ao sol.

Do céu não se quer lembrar,
Já não se deixa roubar,
Por medo ao tal Satanás,
Já não adora bonecos
Que, se os fazem em canecos,
Nem dão estrume capaz.

Mostra-lhe o saber moderno
Que levou a vida inteira
Preso àquela ratoeira
Que há entre o céu e o inferno.

António Aleixo

quarta-feira, dezembro 11, 2019

GOVERNO SEM VERGONHA

Os aumento salariais anunciados para a Função Pública de 0,3%, são no mínimo um insulto para quem trabalha.

Todo e qualquer aumento depois de 10 anos de congelamento, só devia ser num montante igual para todos e nunca numa base percentual, pois o custo de vida aumentou igualmente para todos e não mais para uns do que para outros, e ainda por cima quem menos ganha menos margem tem para diminuir consumos sem entrar em carência.

A proposta apresentada agora pelo Governo resume-se em 1,905€, mensalmente e em termos brutos, para quem aufere 635€ que é o salário mínimo actualmente na Função Pública.

O ridículo não mata, pois em caso contrário haveria uma grande razia no executivo de António Costa e Mário Centeno...


segunda-feira, dezembro 09, 2019

ANTES E DEPOIS

Este é o aspecto actual da Sala do Trono do Palácio Nacional de Mafra, depois do restauro das pinturas.
 
Aqui está o aspecto da mesma sala uns anos antes dos trabalhos de restauro

Uma fotografia também anterior ao restauro, mas tirada a partir do lado contrário.

domingo, dezembro 01, 2019

BEIRA, A MINHA TERRA

Enquanto recordo a terra onde nasci, a Beira, vendo vídeos anteriores e posteriores à independência de Moçambique, também vou vendo fotografias dum passado ainda anterior ao meu nascimento, como estas que vos deixo mais abaixo.

Viagem de D. Luís Filipe Príncipe da Beira a Moçambique 1907

Caserna da Polícia 1908 (Beira)

Fotos publicadas no Facebook por Hélder Martins

segunda-feira, novembro 25, 2019

CRÍTICAS POUCO RAZOÁVEIS

O politicamente correcto é muitas vezes um perfeito disparate, em que se confunde o que se quer defender com tudo e mais alguma coisa. 

Em geral pega-se em algo do passado e vai de tecer condenações a torto e a direito, sem olhar às condicionantes do tempo, dos usos e costumes e até da racionalidade.

Alguém postou  numa rede social uma imagem publicitária da vetusta Casa Africana, que sempre foi aceite como razoável e inócua, mas logo surgiram as vozes críticas que só conseguiram realçar a cor da pele do símbolo da empresa em questão.

Infelizmente os críticos da imagem, que a ligaram apenas ao facto de ser de cor negra e à exploração que julgavam evidente pelos embrulhos que segurava, não viveram no século XX, desconhecem completamente as funções dos porteiros e bagageiros de hotel, e até de comboios e navios.

Enfim, a ignorância e a sede de protagonismo de quem apenas segue a onda do politicamente correcto...






domingo, novembro 24, 2019

NO REINO DA ALDRABICE


Portugal continua a ser um país virtual, em que aquilo que consta não bate certo com a realidade do dia-a-dia dos seus habitantes.

Os patrões acham que um ordenado mínimo nacional de 635€ podem ser factor desequilibrador para muitas pequenas e médias empresas nacionais, o que poderia ser prejudicial para muitos trabalhadores dessas empresas. É curioso que num país onde a maioria das 1,2 milhões de empresas nacionais não apresentam lucros, e os seu donos e gestores andam em carros topo de gama, o que não bate muito certo, bem como a baixa produtividade, que com dados martelados só pode mesmo ser baixa.

O Estado que devia ser o exemplo para todos, promete aumentos que deviam cobrir a inflação, afinal use dados de anos anteriores, como se os custos se mantivessem ao nível do modelo utilizado. Também convém recordar que os salários da função pública estão congelados desde 2009, sim, há dez anos.

Se os políticos (e os governantes são políticos), e os patrões usam destes estratagemas para iludir quem trabalha, então é licito dizer que vivemos num país dominado por aldrabões, tanto na política como no patronato.

 


segunda-feira, novembro 18, 2019

OS AUMENTOS DE LUXO QUE SE ESPERAM

Chegou o anúncio pomposo da "vontade" de aumentar os salários da Função Pública com base na inflação de 2019 e é ver por todo o lado funcionários a festejar.

Consta que as encomendas de Porsches, Mercedes e BMW's já nem são aceites por não haver produção suficiente para atender aos pedidos já feitos.

Os condomínios de luxo anunciados para toda a zona da Grande Lisboa e Grande Porto já estão vendidos, mesmo aqueles que ainda não foram iniciados.

As agências de viagens estão desesperadamente a lutar por encontrar destinos de sonho para tanta procura.

Desta vez os aumentos não serão percentuais mas sim iguais para juízes e assistentes operacionais, medida que é aplaudida por todos os sindicatos e partidos.
 

terça-feira, novembro 12, 2019

NOTÍCIAS E MUSEUS


Vamos ouvindo e lendo notícias boas e menos boas sobre o nosso Património, e enquanto o novo Orçamento de Estado não for aprovado só podemos fazer suposições baseadas na experiência.

Do Museu Nacional de Arte Antiga chegam algumas notícias boas, com o restauro dos Painéis de São Vicente e dos medalhões da oficina Della Robbia. Sobre a contratação de pessoal em falta só saberemos alguma coisa depois do OE.

Do Museu Nacional da Música pouco se tem ouvido, mas parece que a intenção de o vir a instalar no Real Edifício de Mafra se vai concretizar, apesar das resistências que se conhecem, e infelizmente não creio que isso traga benefícios para o Palácio Nacional de Mafra que está a necessitar muita atenção e algum investimento, para continuar a merecer a classificação recentemente atribuída pela UNESCO.

A Cultura tem sido relegada para os últimos lugares das prioridades dos últimos governos, vamos ver se existe alguma mudança nos próximos anos.