sábado, setembro 19, 2026
quarta-feira, julho 22, 2026
O MINISTRO-SOL
sexta-feira, setembro 17, 2021
RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL UMA OVA
A propósito da pandemia o governo está a tentar passar a mensagem de que vem aí “a libertação”, curiosamente à beira de eleições, e quando colocado perante os cenários possíveis para o futuro próximo, pretende atirar para a frente “a responsabilidade individual”, como se ele (governo) não tivesse que tomar as rédeas da situação pois é o único que tem os dados necessários para poder prever e evitar situações como a do Natal e Ano Novo passados.
É muito simpático vir anunciar “o sucesso” e ”a libertação”, e atirar as responsabilidades para a esfera individual, mas não é honesto.
O controlo das fronteiras, aéreas, marítimas e terrestres pode evitar a propagação de novas estirpes do vírus, e isso é uma responsabilidade do governo. Saber qual a protecção real das vacinas ao longo do tempo e em cada grupo populacional só pode ser feito pelas autoridades sanitárias e não pelos cidadãos. Reunir dados epidemiológicos em tempo real também não está nas mãos dos cidadãos.
O Outono e o Inverno estão a chegar, bem como a gripe, e vir falar de “libertação” é insensato meus senhores.
Cautelas e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
sexta-feira, junho 11, 2021
MEDINA O SONSO
A explicação dada por Medina para a partilha de dados de manifestantes com embaixadas estrangeiras não tem qualquer sustentação, porque não houve qualquer base jurídica para o fazer, e também porque já anteriormente o facto tinha sido contestado noutra ocasião anterior e mesmo assim a irregularidade persistiu.
Um dos factos que pode não ter qualquer significado, mas que é curioso, é que os nomes e moradas de manifestantes só foram partilhados com regimes onde a contestação é ferozmente reprimida, como sejam a China, a Rússia, Israel e Venezuela.
Um responsável político não pode nem deve desculpar-se com erros burocráticos dos serviços numa questão desta gravidade, e a atitude mais séria teria sido o pedido de demissão imediato.
sexta-feira, maio 14, 2021
INCOERÊNCIAS
quarta-feira, maio 12, 2021
ESTÁ TUDO BEM...
Portugal é um país de brandos costumes, é o que se diz e é bem verdade. Infelizmente, e m diversos aspectos, essa realidade não é boa para todos nós.
Os incidentes da festa do título, justamente ganho pelo Sporting, foram uma vergonha, maior ainda do que os ajuntamentos num miradouro de Lisboa, e infelizmente aconteceram.
Alguns vieram minimizar os dois problemas, dizendo que eram inevitáveis, que eram uma reacção compreensível depois de tanto tempo de confinamento, e que as consequências em termos da epidemia, deverão ter pouca expressão.
Não discuto a vontade de socializar, ou de festejar, mas continuamos a braços com a epidemia, a maioria dos portugueses cumpre as regras impostas, e respeita os outros, mas pelos vistos há quem não tenha consciência e ignore o que é mais básico sobre a Liberdade, é que a nossa não pode interferir com a dos outros.
Estas considerações não ilibam os maiores responsáveis, que estão no Governo, na autarquia e no clube em causa.
Também no sacudir de responsabilidades nada de novo, ninguém as assume. António Costa diz que tem um excelente ministro da Administração Interna. Medina ficou-se pelas covas e em silêncio. O Secretário de Estado que disse anteriormente que estavam a planear o acontecimento diz que a responsabilidade dele é o desporto e que não tem nenhuma responsabilidade neste caso. O ministro Eduardo Cabrita manda abrir um inquérito à PSP. Uns quantos comentadores bem conhecidos, vêm imputar todas as responsabilidades aos cidadãos, que deviam seguir as instruções da DGS. O Sporting diz que não sabe quem colocou os ecrãs gigantes no exterior do seu estádio.
Detesto estados autoritários, mas acho que o Estado deve ter autoridade e exercer a mesma de acordo com a Lei, mas quando não actua quando deve, quando não sabe prevenir, acabando por deixar a responsabilidade nas mãos dos cidadãos, faz com que os cidadãos percam o respeito pela autoridade do Estado.
quarta-feira, abril 07, 2021
O DESNORTE E A NECESSIDADE
A vacina da AstraZeneca, agora Vaxzevria, tem sido desde o início da sua administração um verdadeiro berbicacho, que deixou os especialistas e os políticos a dizer tudo e o seu contrário, sempre com a convicção de que estavam muito bem informados.
Ninguém parecia, e ainda hoje assim parece, que não se recordam do facto de todas as vacinas contra a Covid 19 terem sido aprovadas em situação de emergência sem terem sido cumpridas todas as etapas que era normal serem cumpridas pelas vacinas anteriores.
Se ainda se lembram esta vacina, a da AstraZeneca, no princípio não era usada em pessoas mais velhas, nuns países acima dos 65 anos, noutros acima dos 55 anos, por não terem sido feitos testes suficientes com pessoas mais velhas. Algum tempo depois decidiram alargar a idade de aplicação da vacina, dizendo que pela experiência não tinham sido encontrados problemas na inoculação a pessoas mais velhas.
O surgimento de mortes e de problemas graves ao nível de coagulação, começaram a ser sistematicamente descartados e a ser rotulados de manobras políticas, argumentos de negacionistas, e alarme infundado. O aumento dos problemas um pouco por todo o lado, fez com que os Estados repensassem a utilização da vacina. Mais uma vez os especialistas vieram negar tudo e mais alguma coisa, até a própria Inglaterra vir afirmar que existiam casos (que sempre tinham negado) no Reino Unido.
Hoje a Agência Europeia de Medicamentos afirma que existe a possibilidade de haver uma relação entre a vacina e as tromboses, mas que os benefícios são superiores aos riscos, como se tudo não passasse duma roleta russa, e não estivéssemos a falar de vidas humanas.
A EMA lavou as suas mãos tal como Pilatos, deixando “que as decisões dos Estados-membros, apesar da natureza política, sejam baseadas na ciência e numa avaliação científica rigorosa dos riscos e benefícios”.
Perante estas “certezas” que são as “avaliações científicas rigorosas” qualquer decisão é absolutamente contestável, e responsabiliza os Estados pelos resultados das suas decisões.
quarta-feira, janeiro 13, 2021
CONFINAR E CRITÉRIOS
A partir da próxima sexta feira Portugal vai, mais uma vez, entrar em confinamento devido à grave situação sanitária que enfrenta devido à pandemia de Covid 19.
A decisão do Governo vem agora tentar inverter uma situação que resulta da abertura inoportuna que permitiu no Natal, que nos levou a tristes recordes de infectados, hospitalizados e mortos.
Costa defendeu-se quanto ao atraso no confinamento, com a necessidade de ouvir os especialistas, mas depois acabou por tomar medidas políticas, como aliás lhe competia.
Na generalidade as medidas são as esperadas, atendendo ao que houve no passado e aquilo que se tem dito nos últimos dias, mas existem decisões muito discutíveis e até incompreensíveis.
O não encerramento das escolas, especialmente dos níveis etários mais altos, é absolutamente incompreensível. A maioria dos especialistas indicaram claramente que quanto mais se confinar, melhores e mais rápidos seriam os resultados, mas Costa ignorou isso. Dizer que “até agora as escolas têm tido um funcionamento exemplar” carece de fundamento científico, e está em absoluta contradição com outra afirmação, também do 1º ministro “quanto mais isolados estivéssemos menos transmitimos. Se todos fizessem isso de forma espontânea não teríamos de estar aqui hoje.”
É discutível que se permitam os serviços religiosos e não se permitam espectáculos culturais, que obedecem às mesmas restrições por parte da DGS, ou que se proíbam os desportos amadores e não os profissionais.
As críticas são legítimas e muitas absolutamente fundadas, mas como a decisão é política, a responsabilidade também é dos decisores, e não vale a pena tentar desviar as responsabilidade para os portugueses, como tem acontecido.








