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segunda-feira, dezembro 19, 2016

O FMI E A PRODUTIVIDADE

O FMI e os seus “eminentes economistas” é conhecido por dizer tudo e o seu contrário, e por ser o prestamista mais cruel a nível internacional, comportando-se como um verdadeiro agiota sem rosto.

Esta semana um jornalista do Dinheiro Vivo foi buscar um estudo dessa organização internacional, que parece concluir que os empregados mais velhos são menos produtivos.

Quem diria que o FMI que defende o aumento da idade de reforma, especialmente nos países do ajustamento, com os conhecidos maus resultados para o emprego jovem, viria a concluir isto? Curiosamente o peso dos trabalhadores com idades entre os 55 e os 64 anos, é mais baixo nos países ricos, do norte da Europa, e maior no sul, onde até os horários de trabalho são maiores em termos anuais.

Não se pode dizer que a produtividade dos mais idosos é mais baixa, e ao mesmo tempo querer que se trabalhe cada vez mais até mais tarde. Também não acho que as empresas beneficiem em ter funcionários até mais tarde, em vez de irem renovando os seus quadros, equilibrando experiência com sangue novo e novas mentalidades. O problema maior é o da Segurança Social, que pode não ter capacidade para absorver muita gente com idade (+60 anos) e tempo de descontos (+40 anos), mas daqui a uns anos será muito pior.


O FMI não tem autoridade nesta matéria, e com maior produtividade, com trabalhadores mais novos e bem preparados, com um mercado do trabalho regulado e sem incentivos a um patronato que se aproveita do desemprego jovem para os explorar sem encargos para a Segurança Social, todos ganharão a prazo.  


sexta-feira, abril 15, 2016

REJUVENESCER A FORÇA DE TRABALHO

Em Portugal temos diversos problemas no que diz respeito ao trabalho, à produtividade, às qualificações e ao desemprego.

Em geral os governos e os empresários olham para estes problemas com uma preocupação de muito curto prazo, e pedem ou implementam soluções que visam a poupança imediata, sem qualquer visão do futuro a médio e longo prazo, o que tem sido prejudicial para todos e tem gerado tensões desnecessárias.

O Estado e muitas empresas de grande e média dimensão, têm quadros demasiadamente envelhecidos, sendo mais os que estão em fim de carreira do que os que dão nela os primeiros passos. A experiência é muito importante em todas as actividades, mas a inovação e a necessidade de afirmação das novas gerações é o combustível para a renovação.

Enquanto as grandes empresas estrangeiras preferem facilitar as rescisões voluntárias dos seus funcionários mais velhos e com mais anos de serviço, arcando com os encargos dessas saídas, até à idade de reforma com todos os direitos, por cá dificultam-se e penalizam-se as saídas de pessoas com grandes carreiras contributivas, como se isso fosse benéfico para a Segurança Social.

Encontrar o equilíbrio entre a experiência e a juventude é um processo difícil e controverso, mas ter uma juventude qualificada desempregada, e trabalhadores em fim de carreira, com saúde muitas vezes frágil, quantas vezes já desmotivados e a contar os dias para a reforma, não será a melhor política laboral.


É óbvio que o ónus da mudança não pode ficar apenas para o Estado e para a Segurança Social, porque os próprios empregadores que também são beneficiários desta mudança, também devem contribuir para cobrir os encargos que daí possam advir, na renovação dos seus quadros.

Pode gostar de ler ISTO 

PAWLA KUCZYNSKIEGO was born in Poland in 1976, where she studied at the Academy of Belle Arts in Warsaw. At a young age Pawl developed an interest in the political cartoon format. She has received over ninety awards since her work got noticed due to the strong social content depicted on her cartoons which gives you the sensation of being the work of an old time cartoonist and not of such a young artist. Her themes are still issues that have not yet been resolved in her society and across the world in many countries.

quarta-feira, agosto 11, 2010

REFORMADORES REFORMADOS

Não dá para perceber o alarido em torno das reformas milionárias que se vão atribuindo e conhecendo, a não ser pelo facto de se dizer que se tratam de reformas de funcionários públicos, porque aí há marosca.

Ainda era pequenino quando me ensinaram o ditado popular, “quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é burro, ou não tem arte”. O ditado é verdadeiro e portanto basta levar a coisa à letra e logo se encontra a explicação para o assunto.

Li a notícia no I online e no económico, e confesso que não me surpreendi nada com os nomes que por lá li, e só não concordo com a designação de funcionários públicos, porque estou certo que se aqueles senhores não tivessem passado pelo poder, ou não tivessem sido nomeados pela confiança política, não estariam a auferir aquelas quantias, “bem generosas”, que acumulam com outros rendimentos de trabalho, pelo menos em alguns casos.





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Música a Meu Gosto

terça-feira, julho 20, 2010

DE BARRIGA CHEIA

Vivemos num país injusto onde a riqueza está muito mal repartida, mas onde se dizem os maiores disparates sobre a melhor forma de enfrentar a crise, parecendo que muitos nem sabem em que país vivem.

Ouvir um senhor que até já passou pelo governo e que aufere legalmente uma reforma que obteve aos 47 anos, do generoso Banco de Portugal, dizer que uma das medidas que propõe é a de cortar no próximo ano 20 ou 25% aos ordenados da função pública, confesso que me revolta.

O bodo dos ricos, de que esse senhor não fala, está bem patente na venda de viaturas de luxo, que registaram um nível recorde no 1º semestre deste ano, subindo qualquer coisa como 50%. Não sei quantos funcionários públicos terão comprado um Jaguar ou um Porsche, mas o senhor Ernâni Lopes deve saber.

Que eu saiba o senhor Ernâni Lopes não propôs taxas mais elevadas para bens de luxo, ou sobre reformas chorudas, talvez porque deve pensar que devem ser os pobres a pagar a crise. Falar grosso com a barriga cheia é fácil, mas o desplante tem limites e já não são poucos os que começam a estar fartos de tanta injustiça e falta de vergonha.

Pode também ler AQUI, AQUI e AQUI

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Humor Negro



quarta-feira, junho 09, 2010

SEM COMENTÁRIOS

Nota Informativa da Presidência da República

A Presidência da República procede à divulgação da seguinte nota informativa:

"Perante notícias, que têm sido publicadas na imprensa, referindo que o Presidente da República recebe três pensões de reforma, uma das quais sob a forma de subvenção vitalícia, como ex-Primeiro-Ministro, esclarece-se o seguinte:

1 - O Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva não recebe qualquer subvenção em resultado do exercício de cargos políticos;

2 - O Prof. Doutor Aníbal Cavaco Silva recebe duas pensões de reforma em resultado, exclusivamente, dos descontos que, ao longo da sua vida profissional, efectuou para a Caixa Geral de Aposentações, como professor, e para o Fundo de Pensões do Banco de Portugal, como funcionário do Banco."



Com esta Nota Informativa ficámos todos a saber que podemos acumular várias pensões de reforma e um qualquer vencimento. Será mesmo que eu também posso?