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sexta-feira, dezembro 23, 2016

HIGIENIZAR A DEPENDÊNCIA ELECTRÓNICA

Uma das notícias mais curiosas desta semana terá sido esta: ”Aeroporto do Japão cria papel higiénico paratelemóveis”.

Já estamos todos habituados a ver gente agarrada aos telemóveis um pouco por todo o lado, é uma verdadeira praga tamanha dependência, e também é conhecido que estes dispositivos são verdadeiros ninhos de bactérias, ainda que isso tenda a ser ignorado por quem é mais dependente.

Os japoneses são conhecidos pelo seu medo de casos de transmissão de vírus, basta ver como protegem a cara quando estão constipados, mas agora nisto do papel higiénico para limpeza dos telemóveis, que é dispensado nas instalações sanitárias parece que foram ainda mais longe.


Não sei como é que os japoneses encararam esta novidade, mas parece-me que será mais um convite a demorar mais um pouco sentado na sanita fazendo uns telefonemas ou consultando algum site, aproveitando no final o papel para limpeza do telemóvel, que naturalmente será adequadamente perfumado…


quarta-feira, março 30, 2016

RESULTADO DOS MURROS NA TOLA

Houve quem estivesse na política, e por lá tivesse feito asneira q.b., e depois tenha usado os contactos e outros conhecimentos para singrar na vida e nos negócios. Esta carapuça serve a muitos cidadãos, tanto de direita como de esquerda, se podemos chamar esquerda ao PS.

Hoje li umas declarações dum político de outros tempos, não muito longínquos, que terá andado ao soco, penso que por desporto, e que terá experimentado umas substâncias, também elas nocivas à saúde, mas que agora é um opinion maker, bastante escutado pela direita, e pelos vistos, especialista em assuntos africanos.

O que eu mais gostei foi ele ter considerado que os portugueses têm um “tonto complexo colonial ao contrário”, isto a propósito das opiniões negativas sobre o caso dos dissidentes em Angola que foram condenados nos últimos dias.

O social-democrata (?) disse que o Estado de Direito em África, não corresponde à visão europeia. Pelos vistos nem o desacordo ortográfico consegue sanar essas diferenças.


Fiquei mais descansado quando li que o antigo ministro afirmou e reafirmou a sua posição de princípio em condenar quaisquer condenações por delito de opinião, porque bem podia ter começado por aí, em vez de dizer as coisas sem nexo que li em quase todo o artigo do “Observador”. Ainda a propósito das declarações de Morais Sarmento, devo dizer que são muitos os que acham tão suspeito o investimento chinês como o angolano, e não me consta que seja por algum complexo colonialista, opinião que não é partilhada por muita gente do PSD e do CDS, por estranho que possa parecer, atendendo ao que o "comentador" disse... 


segunda-feira, fevereiro 09, 2015

A DEPENDÊNCIA ALIMENTAR



Os agricultores portugueses estão a virar-se cada vez mais para a exportação dos seus produtos, que são de elevada qualidade, mas o mercado nacional continua inundado de produtos de qualidade inferior vindos do estrangeiro.

A situação actual parece estranha mas na verdade é bastante fácil de explicar. Muitos países têm excesso de produção que necessitam de vender a qualquer preço, e Portugal é um destino excelente para esses produtos, porque com um baixo poder de compra e habituados a consumir legumes e frutas em quantidade, os portugueses compram aquilo a que podem aceder, apesar da baixa qualidade.

Os produtores nacionais não podem competir com o dumping que existe, pelo menos no preço dentro de fronteiras, por isso a sua única solução é a exportação, onde podem conseguir bom retorno económico, competindo pela qualidade.

No final disto tudo temos esta situação: os portugueses porque têm baixos salários e pensões, comem alimentos de baixa qualidade, ainda que os produtores nacionais produzam artigos de boa qualidade, que têm que ser exportados por não serem competitivos cá dentro.