segunda-feira, janeiro 09, 2017
AS RESPONSABILIDADES DOS CICLISTAS
quinta-feira, julho 31, 2008
COISAS DO “MERCADO”
Ouvi há dias um comentador económico afirmar a propósito da baixa de preços do petróleo, “que para desespero dos que são contra o liberalismo económico, o mercado funcionou no caso do crude”. É uma conclusão discutível, porque todos sabem que um produtor só tem mercado assegurado se houver dinheiro para o comprar, e portanto «só pode esticar a corda» até níveis que não inibam o consumo do dito produto. Não vou debruçar-me sequer sobre a especulação em torno do mercado, que existe e não pode ser negada, para vos dizer que os mercados devem ser livres, mas com regras.
A inflação que tem subido muito acima do esperado, a nível europeu, deriva das distorções e desequilíbrios dos mercados, de bens alimentares e energéticos bem como da depreciação do dólar. Estes factores não explicam tudo bem entendido, porque ainda há a acrescentar a abertura dos mercados à concorrência desleal, que originou imensas deslocalizações e consequentemente aumento do desemprego nos países mais desenvolvidos. Falo em concorrência desleal, porque é impossível concorrer em pé de igualdade com países onde a mão-de-obra é explorada e não tem praticamente direitos.
A falta de regras no mercado apenas beneficia o capital, e é na defesa dos interesses desse mesmo capital que o mercado do trabalho tem vindo a sofrer sucessivos golpes, sendo clara a intenção de nivelar por baixo salários e direitos, dizem-nos que a favor de uma maior competitividade.
Será que é este o caminho que queremos, e que beneficia a maioria dos cidadãos? Não creio que seja este o caminho, nem creio que isto contribua para a melhoria das condições de vida, embora vá encher ainda mais os bolsos dos mais abonados.

quinta-feira, agosto 09, 2007
RESCALDO DAS FÉRIAS

A vida simples e do campo, está contudo ameaçada pelo que pude comprovar. A pesca num ribeiro onde há alguns anos não se vislumbrava um único ser humano, pode, e foi, ser interrompida pela autoridade que exige a devida licença e mostra grande enfado por ter de caminhar até à minha viatura, para conferir os documentos. Claro que estava a cumprir a sua missão, mas tratava-se duma propriedade privada, da qual são proprietários uns familiares meus, e devidamente delimitada. Talvez um excesso de zelo, digo eu.
Mas as desventuras dum citadino não ficaram por aqui, pois até uma sardinhada no quintal da casa, para a família e uns amigos, recebeu a visita dos bombeiros, que teriam sido alertados por um vizinho, situado a cerca de 500 metros de distância, que decidiu reportar que alguém tinha feito uma fogueira em local proibido. Mais explicações e um convite aos diligentes bombeiros e tudo se resolveu a contento de todos.
A vida no campo já não é como eu a recordo dos meus dias de infância. Há mais regras e muitas limitações legais que temos de ter em atenção, se não queremos incorrer em transgressão e multas.





