sexta-feira, setembro 17, 2021

RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL UMA OVA

A propósito da pandemia o governo está a tentar passar a mensagem de que vem aí “a libertação”, curiosamente à beira de eleições, e quando colocado perante os cenários possíveis para o futuro próximo, pretende atirar para a frente “a responsabilidade individual”, como se ele (governo) não tivesse que tomar as rédeas da situação pois é o único que tem os dados necessários para poder prever e evitar situações como a do Natal e Ano Novo passados.

É muito simpático vir anunciar “o sucesso” e ”a libertação”, e atirar as responsabilidades para a esfera individual, mas não é honesto.

O controlo das fronteiras, aéreas, marítimas e terrestres pode evitar a propagação de novas estirpes do vírus, e isso é uma responsabilidade do governo. Saber qual a protecção real das vacinas ao longo do tempo e em cada grupo populacional só pode ser feito pelas autoridades sanitárias e não pelos cidadãos. Reunir dados epidemiológicos em tempo real também não está nas mãos dos cidadãos.

O Outono e o Inverno estão a chegar, bem como a gripe, e vir falar de “libertação” é insensato meus senhores.

Cautelas e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.  


 

segunda-feira, setembro 13, 2021

O OVO DE COLOMBO

Num atelier de arquitectura estalou um discussão acesa sobre a a concepção dos WC's dum edifício destinado a albergar uma empresa de alta tecnologia.
 
Se numa zona onde se iria instalar a chefia da empresa a decisão tenha sido pacífica, já que cada escritório tinha a sua casa de banho, o mesmo não se podia dizer sobre o andar das salas de reunião, nem sobre os espaços amplos onde ficariam as secretárias dos funcionários e os espaços de refeição e de lazer.
 
A empresa emprega trabalhadores altamente qualificados e de diversos países, e portanto havia o cuidado de prever toda e qualquer situação.
 
Na preocupação do politicamente correcto a dúvida era a de estabelecer o número de cabines e de diferentes espaços para atender às diferentes tendências de género, por outro lado pontuavam os mais conservadores que indicavam apenas as duas opções tradicionais.
 
Depois de muita discussão e até alguma acrimónia entra em cena o director executivo da tal empresa de alta tecnologia, que ao ser consultado responde sem hesitar: façam uma casa de banho espaçosa em cada andar com várias cabines e que os urinóis fiquem numa zona mais resguardada. 
 
Era só a solução mais simples e também a mais adequada para a empresa...


 

quinta-feira, setembro 09, 2021

MINISTRA PREOCUPADA COM OS CIDADÃOS

A ministra Alexandra Leitão está ter uma péssima semana, tendo-se colocado a jeito para receber todas as críticas por parte dos funcionários públicos.

Tudo começou com a trapalhada da ADSE, onde parece que negociou (mal) as convenções com os privados, dando origem a recusas de atendimento em certos actos médicos com os valores estabelecidos.

A senhora ministra afirmou que não era admissível, no caso do problema da ADSE, que alguém com a ADSE pudesse ter um tratamento diferenciado, mas logo de seguida, quando questionada sobre aumentos da função pública, veio reafirmar que as opções estratégicas para este OE são uma valorização dos técnicos superiores da AP.

Considerando que, para além das carreiras especiais e dos técnicos superiores, na Administração Pública existem mais dois grupos de trabalhadores, os assistentes técnicos e os assistentes operacionais, que pelas suas palavras podem muito provavelmente vir a ter um tratamento diferenciado.

As coisas já estavam mal para a ministra, mas ela decide subir a parada num visita a uma Loja do Cidadão, onde terá desautorizado os trabalhadores, em tom alterado, demonstrando com o seu acto que desconhece a realidade dos serviços, pois mostrou ignorar que há quem tenha marcações (difíceis de marcar) há várias semanas e esteja à espera de ser atendido.

Gostei imenso da resposta do Governo à indignação (justa) do sindicato, dizendo que a ministra “demonstrou a sua preocupação com a necessidade de responder em tempo razoável”. Onde esteve a senhora ministra nos últimos meses? Saberá quantas pessoas estão à espera há meses por uma aberta para resolverem os seus assuntos?

Alexandra Leitão não soube dirigir-se aos responsáveis pelo serviço para lhes perguntar das razões da demora, preferindo uma abordagem pouco curial e muito criticável.  


 

quarta-feira, setembro 08, 2021

O (MAU) ESTADO DA JUSTIÇA

Pelos vistos temos um juiz negacionista, o que por si só diz muito sobre o seu estado mental, mas para além de negar a existência da doença e as mortes dela derivadas, o juiz também não respeita a lei nem as autoridades policiais ou o Conselho Superior da Magistratura, e isso é preocupante.

O juiz, já suspenso de funções, desobedeceu publicamente à autoridade policial ao não acatar o pedido para colocar a máscara (obrigatória por agora naquela situação), e não contente com a clara infracção acabada de cometer, partiu para a intimidação dos polícias afirmando ser “a autoridade judiciária”, rematando com empáfia uma superioridade relativamente ao policial.

Este assunto não é grave apenas pela atitude do juiz, mas sobretudo porque temos que pensar que o mesmo pode vir a decidir sobre a vida de qualquer cidadão em casos de Justiça.

Outra coisa que me preocupa é o exemplo efectivamente dado pelo juiz negacionista, porque se fosse eu a ter uma atitude semelhante, seria no mínimo multado, e muito possivelmente detido.

Não sei se os senhores juízes não ficam incomodados por terem no ssua actividade um indivíduo com estas características, mas aos cidadãos deste país deve ser impossível admitir que ele possa estar nas funções que desempenhou até aqui.


 

terça-feira, setembro 07, 2021

7 DE SETEMBRO DE 1974

Está a cumprir-se mais um aniversário da traição feita pelo Governo de Portugal da altura, relativamente ao povo de Moçambique, entregando o território à Frelimo como única e legítima representante do povo.

A Democracia foi então metida na gaveta, as eleições livres esquecidas, e os princípios que tinham enformado o próprio 25 de Abril acabaram votados ao esquecimento.

O resultado foi uma matança que foi convenientemente abafada, e depois seguir-se-ia o abandono dos cidadãos portugueses, de todas as cores, que tinham defendido a nossa bandeira, deixados à sua sorte sendo obrigados a ficar num país de partido único e sem segurança, ou então a procurarem fugir pelos seus próprios meios para os países vizinhos ou para o Continente.

Sei que este texto não será popular, mas foi a realidade.

Numa altura que se teme pelas vidas dos deixados para trás no Afeganistão não podia deixar no esquecimento o que se passou em Moçambique a partir desta data.

Leia ISTO , e ISTO

 


sábado, setembro 04, 2021

ESCOLHA ENTRE QATAR E CATAR

A nossa língua tem servido para tudo, desde o tal AO, até às simplificações e entorses que vão sendo aceites por entrarem rapidamente no quotidiano dos portugueses.

Hoje falo do Qatar (emirado árabe) que nos últimos tempos tem vindo a ser grafado como Catar. Não quero discutir qual é a grafia correcta, não sou especialista na matéria, mas para mim catar significa pesquisar, buscar ou buscar e matar parasitas.

Eu não vou em modernices, pronto, mas cada um é como cada qual...


 

quinta-feira, agosto 26, 2021

VACINAS OBRIGATÓRIAS

As vacinas parecem continuar a dividir as opiniões dos portugueses, apesar das evidências dos números e das recomendações médicas. 

Antes tínhamos os negacionistas, que agora se reduzem a números insignificantes em Portugal, agora temos aberta uma guerra no mercado de trabalho, que se prende com a possível exigência, ou preferência, de pessoas vacinadas.

As posições vão-se extremando mas tenho a sensação de que há qualquer coisa que está a passar despercebida.

Ao contrário do que já vi dito por aí, a vacinação obrigatória existe e é composta por várias vacinas contra doenças bem conhecidas. Nos concursos públicos a sua exigência é um requisito. Os políticos nacionais, e até alguns sindicalistas parecem desconhecer isto.

Quanto à obrigatoriedade de se estar vacinado contra a Covid 19, que alguns patrões querem tornar efectiva, esbarra na lei que institui a vacinação obrigatória porque ela não está lá incluída, pelo menos por enquanto.