terça-feira, julho 17, 2018

O ADEUS ÀS FÉRIAS

Porque se acabaram as férias, e amanhã será o regresso às tarefas rotineiras a que estou destinado, nada como um almoço leve e uma bebida diurética para habituar o organismo.

Nota: A caneca foi alterada pois não me apeteceu fazer publicidade gratuita.


sexta-feira, julho 06, 2018

UM TRONO DIFERENTE


Falar de D. João VI sem ser por causa da ida para o Brasil, por causa das perninhas de frango, dos órgãos de Mafra ou da sua esposa, é uma tarefa delicada, mas ligar este rei a um trono muito diferente do usual, é estranho.

O rei não era propriamente um símbolo de boa saúde, porque tinha problemas digestivos, problemas de locomoção, e ainda, facto menos divulgado, problemas de audição.


Hoje venho falar-vos do “trono acústico” de D. João VI, feito por encomenda real por F. C. Rein, um fabricante inglês de aparelhos auxiliares de audição. O conceito não era novo, já tinha sido inventado um século antes por M. Duguet, para doentes franceses com alto grau de surdez.


Este “trono” era constituído por uma cadeira ao estilo da época, em que os braços eram perfurados terminando com a forma de cabeça de leão de boca aberta, formando condutas que se encontravam nas costas da cadeira, ao qual estava ligado um tubo flexível com um terminal idêntico aos actuais auscultadores, que o rei podia introduzir no seu pavilhão auditivo.


O método discreto de disfarçar a dureza de ouvido, ajudava o monarca durante as cerimónias do beija-mão, em que os súbditos se ajoelhavam diante do rei, falando assim ao mesmo nível dos braços da cadeira.


Infelizmente não se conhece o paradeiro deste “trono acústico”, mas conhecem-se réplicas do mesmo em Inglaterra, e seria interessante ter uma réplica num dos nossos museus ou palácios, possivelmente no de Mafra, que tem bastantes pontos de ligação a D. João VI.  



Trono







         Costas da cadeira                                                                                              Terminal

terça-feira, julho 03, 2018

UM CANDEEIRO

Hoje trago uma fotografia dum majestoso candeeiro que alguns devem conhecer. Para os que não o identificaram logo, deixo outra fotografia onde ele também se encontra, ainda não electrificado, porque o postal é bastante antigo, e a sala tem agora outra decoração, também já não ostenta o dito candeeiro. Descubram qual é, e onde está agora este candeeiro.


quinta-feira, junho 28, 2018

A RESIDÊNCIA HABITUAL DO DEPUTADO

Houve em tempos uma grande celeuma acerca do abuso no recebimento de subsídios, por parte de deputados, e a pedido de Ferro Rodrigues a auditoria jurídica da Assembleia da República pronunciou-se hoje, sobre qual é a morada relevante, se a fiscal ou a não fiscal.

Como convém nestas coisas, o parecer tem 22 páginas, com uma conclusão clara: a residência habitual do deputado (e não a fiscal) é que deve ser comunicada aos serviços para efeitos de cálculo de subsídio, e quando houver duas, a escolha da morada a indicar é do parlamentar.

É também interessante registar que a fiscalização da veracidade da declaração não cabe aos serviços parlamentares, e o deputado deve informar sempre que alterar a sua residência habitual.

Registe-se a singularidade de haver (para os deputados) uma completa ausência de fiscalização na atribuição de subsídios, que acresce a outra, a de decidirem em causa própria.


Sempre pensei que, numa Democracia, os eleitos faziam questão de ser um BOM exemplo, mas enganei-me!