domingo, abril 18, 2021

DISCRIMINAÇÃO DESCARADA

Quando se vê diversos grupos a lutar contra a discriminação, de género, de etnia, de religião, ou outra qualquer, em Portugal temos também uma discriminação por idade, e pasme-se, no campo da saúde.

As vacinas que são suspeitas de causar problemas de coagulação deixaram de ser administradas a pessoas com idade inferior a 60 anos. Uns diziam que seguiam indicações das autoridades europeias de saúde, mas isso foi desmentido por não existir uma única indicação nesse sentido da EMA, nem sequer da OMS. Houve quem dissesse que era porque não se tinham verificado casos dessa natureza nesse grupo etário, mas matematicamente isso era natural pois o universo de vacinados idosos com aquelas vacinas era também muitíssimo menor.

O que todas as autoridades de saúde disseram claramente é que os casos verificados eram extremamente raros e que o risco/benefício aconselhava a toma da vacina, mesmo assim ela passou a ser administrada apenas aos mais idosos. Será justo que uma vacina fiável e segura (palavras usadas pelas autoridades de saúde) não seja para todos? Quem encara a possibilidade de administra uma dose duma vacina e outra dose de outra que utiliza uma tecnologia diferente (algo não suficientemente testado) quer fazer crer que os mais velhos não estão a ser discriminados?

Portugal nesta matéria tem ainda uma particularidade nesta discriminação, que é “a lotaria das vacinas”, que traduz na não indicação da vacina que vai ser administrada aos idosos, quando são chamados para vacinação, criando-se uma rotação das vacinas para transformar este acto numa autêntica lotaria, ou roleta russa se preferirem.

Um Estado que é o único que pode comprar vacinas para esta pandemia, estando por isso numa posição monopolista, pratica também uma imposição aos cidadãos de terem de aceitar a vacina que for determinada, sob pena de não ser vacinado nos próximos tempos, tirando-lhe qualquer hipótese de escolha razoável.

Afinal temos uma DITADURA DE ESTADO nas vacinas.


 

sábado, abril 17, 2021

A LENDA DE GERALDO GERALDES, O SEM PAVOR

Esta lenda passou-se no ano de 1166, no tempo em que Évora era ainda a Yeborath árabe, para grande desgosto de D. Afonso Henriques que a desejava como ponto estratégico da reconquista de Portugal aos Mouros. 

Geraldo Geraldes, um homem de origem nobre que vivia à margem da lei, era chefe de um bando de proscritos que habitavam num pequeno castelo nos arredores de Yeborath. 

Conhecido também pelo Sem Pavor, Geraldo Geraldes decidiu conquistar Évora para resgatar a sua honra e o perdão para os seus homens. Disfarçado de trovador rondou a cidade e traçou a sua estratégia de ataque à torre principal do castelo que era vigiada por um velho mouro e pela sua filha. 

Numa noite, o Sem Pavor subiu sozinho à torre e matou os dois mouros, apoderando-se em silêncio da chave das portas da cidade. Mobilizou os seus homens e atacou a cidade adormecida numa noite sem lua que, surpreendida, sucumbiu ao poder cristão. No dia seguinte, D. Afonso Henriques recebeu surpreendido a grande novidade e tão feliz ficou que devolveu a Geraldo Geraldes as chaves da cidade, bem como a espada que ganhara, nomeando-o alcaide perpétuo de Évora. 

Ainda hoje, a cidade ostenta no brasão do claustro da Sé, a figura heróica de Geraldo Geraldes e as duas cabeças dos mouros decepadas, para além de lhe dedicar a praça mais emblemática de Évora.

Texto do bog Lendas e Tradições

 

Foto da Wikipédia

 

sexta-feira, abril 16, 2021

PALAS NOS OLHOS

Um dos ditos populares que mais tenho usado por estes dias é, “não há maior cego do que o que não quer ver”, porque às vezes as coisas estão mesmo em frente dos olhos mas a cegueira ideológica não deixa que os vejamos.

O caso das moradas falsas dadas por alguns deputados, que os fez embolsar verbas indevidas, tem sido alvo de bastantes comentários nas redes sociais, mas até agora para atacar ou defender a deputada do Bloco de Esquerda, Sandra Cunha, ainda que, segundo as notícias, existam mais outros deputados na mira do Ministério Público, e ainda mais dois sob suspeita.

Não sou militante de nenhum partido, nem sequer do Bloco de Esquerda, mas tenho que registar que ela foi a única deputada que renunciou ao mandato logo após a notícia ser conhecida, enquanto que todos os outros se remeteram ao silêncio ou atiraram para canto as suspeitas.

Todos conhecemos este expediente em diversas situações e meios, que se aproveitam ter residências em locais diversos daqueles onde têm o seu posto de trabalho, que no entanto só usam esporadicamente, residindo efectivamente a maior parte do tempo nas imediações dos locais de trabalho.

Dos deputados da nação exige-se muito mais do que a esperteza, ou os expedientes legais mas manhosos, para beneficiarem de verbas indevidas. Os deputados eleitos deviam ser um exemplo para os eleitores, e parece que não o são.

Lamento que muitos portugueses ataquem apenas aqueles de quem não gostam, fingindo não saber nada sobre os outros, e que admitam certas desculpas ou argumentos de uns e não dos outros.


 

sábado, abril 10, 2021

EVITAR O DESPERDÍCIO

O cinismo das autoridades portuguesas e europeias é notória, tentando fazer passar a ideia de que os efeitos secundários mais graves à vacina da AstraZeneca, não acontecem aos cidadãos com idades mais elevadas, quando é do conhecimento público que a vacina não estava a ser administrada aos maiores de 60/65 anos em toda a União Europeia, porque nem sequer tinha sido devidamente testada neste grupo etário.
 
Há dados que não foram devidamente divulgados no que se refere a esta vacina, e a outras, mas sabe-se que a vacina da AstraZeneca foi a mais comprada por Portugal, talvez por causa do seu baixo preço, o que é um factor que sabemos que conta. 
 
Quando se fala da relação risco/benefício quando se questionam os efeitos secundários (raros é verdade), também podiam falar na relação custo/benefício, pois só assim se percebe a preocupação com as sobras da mesma, referidas pelo primeiro-ministro



 

quinta-feira, abril 08, 2021

VAMOS "EMPANDEIRAR" A VACINA AOS VELHOS

Ficamos sempre mais descansados quando as nossas autoridades nos aconselham, como o fizeram agora pela boca de Graça Freitas: Portugal aconselha vacina da AstraZeneca para pessoas acima de 60 anos.
 
Os professores que eram para ser vacinados com esta vacina já no próximo fim-de-semana, viram a sua toma adiada por uma semana, com "as vacinas que forem apropriadas", segundo o senhor coordenador da task force.. Também não haverá qualquer desperdício de vacinas pois "temos uma população acima dos 60 anos superior a dois milhões de habitantes, portanto, a vacina da AstraZeneca, sendo útil na vacinação dessa população, o plano não vai sofrer grandes alterações e será útil para conseguir dar proteção a uma população mais idosa. Vai ser usada precisamente para isso", também nas palavras de Rui Ivo. 
 
Claro que tanto Graça Freitas como Rui Ivo devem ter informação privilegiada, mas eu, que sou leigo, não vi em lado nenhum (OMS ou EMA) qualquer referência a maior perigosidade (?) desta vacina em qualquer grupo etário, e li tudo o que é público.
 
Sabemos todos que a vacina da AstraZeneca não foi inoculada a pessoas de mais de 65 anos até muito recentemente na União Europeia, por não ter sido devidamente testada em pessoas deste grupo etário, pelo que os dados existentes não comparam de modo nenhum com os outros grupos etários. Sabemos também que esta vacina ainda não foi acreditada pela autoridade de saúde dos EUA.
 
Outra particularidade interessante, mas que carece de explicação, é o que acontecerá com os que já foram inoculados com a 1ª dose da vacina, pois a afirmação de Graça Freitas dizendo que vai esperar "por informação adicional , quer da firma produtora, quer da Agência Europeia do Medicamento (EMA), e agiremos em conformidade", é muito estranha uma vez que foi tão lesta a decidir a vacinação do portugueses com mais de 65 anos com a vacina.
 
Tudo isto tira a credibilidade da vacina, porque fica evidente que há muita coisa que não se sabe, e que as autoridades querem "empandeirar" a AstraZeneca que compraram, em vez de usarem de cautelas e usarem outras vacinas com menos efeitos secundários graves. Outra razão pode ser a diferença de custos...