quinta-feira, junho 13, 2019

A CRISE DOS BAIXOS SALÁRIOS


Agora fala-se muito na crise demográfica e dos efeitos nefastos que poderá vir a ter na economia nacional, mas de soluções apresentadas não se vê quase nada.

Vimos de quase uma década de empobrecimento de quem vive do seu trabalho, ao mesmo tempo que os ricos foram aumentando a sua riqueza, isto apesar da crise económica que o mundo atravessou. 

Durante este tempo, em Portugal, uma geração com formação superior e com vontade de vencer na vida, porque não encontrava emprego compatível cá dentro, resolveu partir pelo mundo procurando realizar-se profissionalmente e como pessoas.

O desemprego durante a crise económica cresceu, os salários foram esmagados, o que fez proliferar uma classe de empregadores que se aproveitaram o mais que puderam, e que agora estão aflitos para encontrar quem queira trabalhar para eles.

O discurso de se facilitar a imigração vem precisamente de quem pretende manter a política de baixos salários, mas a qualidade e o valor acrescentado que um trabalhador satisfeito é sempre mais compensador a médio ou longo prazo, ainda que as vistas curtas destes empregadores não o possam descortinar.

A economia nacional beneficia com as empresas que pagam salários justos, e só assim seremos verdadeiramente competitivos.


domingo, junho 09, 2019

CURTINHAS


A ministra do GPS – Quando foi confrontada com a notícia de 170 obras da colecção de arte da SEC cujo paradeiro é desconhecido, a ministra da Cultura veio dizer, com a sua imensa sapiência, que as obras “precisam duma localização mais exacta”, que é uma admissão do desconhecimento do paradeiro das referidas obras. Espera-se que o GPS da senhora ministra seja mais eficaz, porque há quem diga que existem mais peças cujo paradeiro é desconhecido, há muito tempo, ainda que não desta colecção, mas sim do acervo antigo de alguns palácios e monumentos.

As faltas de memória dos banqueiros – Nenhum dos banqueiros envolvidos nas imparidades registadas pelos bancos nacionais, ou responsáveis pela supervisão dos mesmos admitiu ter sido enganado, ou ter errado, nas inúmeras operações ruinosas que já foram tornadas públicas pela imprensa e pelas comissões de inquérito efectuadas. O mais curioso e, ao mesmo tempo trágico, é que na sua maioria apenas mudaram de cadeiras e estão no activo em entidades ligadas à actividade bancária.

Singularidades bancárias – É simplesmente caricato o facto de ver Ricardo Salgado como um dos lesados do BES, pois fica a ideia de que o banqueiro salgado enganou o depositante Salgado, e o mesmo se passa com outros altos cargos do antigo banco. Quem se recorda de Ricardo Madoff?



segunda-feira, junho 03, 2019

COMPORTAMENTOS

Há alguns dias publiquei um post no Facebook sobre uma senhora que foi advertida por ter mexido num livro na Biblioteca de Mafra, e da sua reacção pouco informada, que nos devia fazer meditar sobre a falta de civismo de algumas pessoas. 

Fiquei espantado com alguns comentários que a crucificavam, que punham (quase) todos os portugueses no mesmo saco, e outros que quase que a desculpavam e também os que atiravam as culpas para o palácio, ou para os professores como se o bom senso e o civismo pudessem ser inculcados numa aula ou com avisos à entrada dos museus.

Não mencionei a nacionalidade da senhora, que para mim era irrelevante, nem tão pouco a sua idade aproximada, que também não vinha ao caso, e não queria de modo nenhum que se fizessem generalizações, o que infelizmente aconteceu. Não atribui culpas a ninguém, apesar de ter afirmado que condutas destas podiam ser evitadas com o recurso a barreiras físicas que considero necessárias num espaço tão reduzido e com distâncias muito curtas entre os visitantes e os livros centenários.

Ficou por dizer apenas que a sinalética, que é pobre naquele palácio, na realidade existe, como se pode constatar numa das imagens abaixo, e que é impossível ter sinalética para todos os comportamentos que não se devem ter dentro de museus, palácios e monumentos, como se percebe por outra imagem aqui colocada, que apenas mostra alguns comportamentos não desejados.


sexta-feira, maio 31, 2019

MODAS E EXAGEROS


Há muita gente que se rege pelas regras da moda e se tornam verdadeiros escravos do que está na “berra” e que “todos usam”, e que não abdicam de seguir quer lhes fique bem ou não.

As tatuagens seguiram-se aos piercings, e hoje quase metade dos jovens com menos de 30 anos exibem tatuagens, mais ou menos discretas.

Como aprendi desde muito novo, gostos não se discutem, mas podemos gostar dumas coisas ou não gostar delas. Pessoalmente não gosto de piercings nem de tatuagens, mas cada um é como cada qual…


Imagem retirada da Net a que chamei Caminho do Tesouro

terça-feira, maio 28, 2019

FORTE COM OS FRACOS…


A Autoridade Tributária decidiu fiscalizar os condutores com dívidas às Finanças, e se o condutor não tivesse condições para pagar os montantes exigidos pela AT a viatura ficava penhorada.

Todos devem pagar as suas obrigações fiscais, isso decorre da lei, contudo existem processos de cobrança estabelecidos e um princípio de igualdade que as autoridades fiscais são obrigadas a respeitar.

É curioso que este tipo de acções nunca tenha sido posto em prática relativamente aos grandes devedores dos bancos, indivíduos que o Banco de Portugal se recusa a divulgar a identidade, alegando o sigilo bancário.

Os milhares de milhões de euros que nós contribuintes já cobrimos por causa das dívidas de grandes devedores, não nos dão o direito de conhecer os seus nomes e os montantes em dívida? Qual a diferença entre os grandes devedores aos bancos, e os pequenos devedores de impostos, quando os contribuintes são chamados a pagar?

O tratamento desigual desprestigia as instituições do Estado democrático.


domingo, maio 26, 2019

A MINHA REFLEXÃO


Hoje os portugueses votaram para as europeias e as projecções indicam que o papão da extrema-direita não se confirmou nesta votação, como muitos temiam.

O que acontece em Portugal não é exactamente o mesmo que se passa no resto da Europa, e o que foram os resultados nas europeias não se podem projectar para as legislativas nacionais.

Os foguetes que se lançam agora podem rebentar nas mãos de quem hoje fica por cima e depois pode ficar a perder.

Quando os eleitores votarem tendo em conta o dinheiro que têm nos seus bolsos, os que agora cantam victória, se calhar não recolhem tantos votos, e os populistas que cavalgam o descontentamento, recolhem votos dum povo descontente e pouco informado.