Mostrar mensagens com a etiqueta Exemplo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Exemplo. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, abril 16, 2021

PALAS NOS OLHOS

Um dos ditos populares que mais tenho usado por estes dias é, “não há maior cego do que o que não quer ver”, porque às vezes as coisas estão mesmo em frente dos olhos mas a cegueira ideológica não deixa que os vejamos.

O caso das moradas falsas dadas por alguns deputados, que os fez embolsar verbas indevidas, tem sido alvo de bastantes comentários nas redes sociais, mas até agora para atacar ou defender a deputada do Bloco de Esquerda, Sandra Cunha, ainda que, segundo as notícias, existam mais outros deputados na mira do Ministério Público, e ainda mais dois sob suspeita.

Não sou militante de nenhum partido, nem sequer do Bloco de Esquerda, mas tenho que registar que ela foi a única deputada que renunciou ao mandato logo após a notícia ser conhecida, enquanto que todos os outros se remeteram ao silêncio ou atiraram para canto as suspeitas.

Todos conhecemos este expediente em diversas situações e meios, que se aproveitam ter residências em locais diversos daqueles onde têm o seu posto de trabalho, que no entanto só usam esporadicamente, residindo efectivamente a maior parte do tempo nas imediações dos locais de trabalho.

Dos deputados da nação exige-se muito mais do que a esperteza, ou os expedientes legais mas manhosos, para beneficiarem de verbas indevidas. Os deputados eleitos deviam ser um exemplo para os eleitores, e parece que não o são.

Lamento que muitos portugueses ataquem apenas aqueles de quem não gostam, fingindo não saber nada sobre os outros, e que admitam certas desculpas ou argumentos de uns e não dos outros.


 

sábado, novembro 07, 2020

CONSTATAR O MAU EXEMPLO

Li a notícia “Teletrabalho também será obrigatório nos serviços públicos dos concelhos de risco” e confesso que fiquei siderado.

Segundo o Público esta obrigatoriedade foi esclarecida pelo Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública, mas depois acaba por afirmar que, “porém, os funcionários públicos não são abrangidos pelos mecanismos previstos para o sector privado e que permitem ao trabalhador contestar a decisão da empresa de não adoptar o teletrabalho.”

Enfim, ou o artigo está truncado, ou então isto é muito confuso e demonstra que o Estado não respeita o que impõe ao sector privado.

Seja verdade ou engano, importa dizer que o Estado não se obriga a fornecer o computador para o funcionário trabalhar de sua casa, nem prevê qualquer pagamento compensatório pela utilização do seu material, da sua rede e da sua energia para desenvolver o seu trabalho, aliás como fez na 1ª vaga do Covid.

Enfim, nada de novo para quem conhece por dentro o Estado, que como patrão deixa muito a desejar…


 

domingo, março 22, 2020

O COVID 19 E OS COMPORTAMENTOS


As autoridades de saúde europeias continuam a dizer que o uso de máscaras de protecção não é recomendada para quem não está infectado, que pode dar uma falsa sensação de segurança que não existe, mas em França (por exemplo) pedem que as máscaras sejam entregues aos hospitais para serem usadas pelos profissionais de saúde. Há limites para a hipocrisia, pois todos sabemos que os países que as usaram intensivamente (no oriente) e seguindo instruções das autoridades de saúde, conseguiram diminuir mais rapidamente as taxas de contaminação. Outra verdade, porventura mais cruel, é que as autoridades não conseguiram ter as reservas necessárias de material de protecção para responder às necessidades dos profissionais de saúde.

Outra asneira de bradar aos céus foi o facto de ser recusado o desembarque dum navio de cruzeiro em Portugal, e de seguida receber uns 90 autocarros com pessoas desse navio que acabou por aportar em Cádiz. O ministro Cabrita não se limitou a este triste espectáculo, pois logo em seguida autorizou que um navio de cruzeiros com destino a Espanha, aportasse em Lisboa, escudando-se no facto de 27 dos passageiros serem portugueses. Senhor ministro, eu obviamente demitia-o.

Neste fim-de-semana muitos portugueses saíram à rua “para apanhar ar e dar uma volta” ignorando as mais elementares regras de segurança, e curiosamente alguns foram contra o estado de emergência. É muito tuga só acatar ordens quando a isso são obrigados.



quinta-feira, junho 28, 2018

A RESIDÊNCIA HABITUAL DO DEPUTADO

Houve em tempos uma grande celeuma acerca do abuso no recebimento de subsídios, por parte de deputados, e a pedido de Ferro Rodrigues a auditoria jurídica da Assembleia da República pronunciou-se hoje, sobre qual é a morada relevante, se a fiscal ou a não fiscal.

Como convém nestas coisas, o parecer tem 22 páginas, com uma conclusão clara: a residência habitual do deputado (e não a fiscal) é que deve ser comunicada aos serviços para efeitos de cálculo de subsídio, e quando houver duas, a escolha da morada a indicar é do parlamentar.

É também interessante registar que a fiscalização da veracidade da declaração não cabe aos serviços parlamentares, e o deputado deve informar sempre que alterar a sua residência habitual.

Registe-se a singularidade de haver (para os deputados) uma completa ausência de fiscalização na atribuição de subsídios, que acresce a outra, a de decidirem em causa própria.


Sempre pensei que, numa Democracia, os eleitos faziam questão de ser um BOM exemplo, mas enganei-me!


segunda-feira, junho 18, 2018

O TRABALHO E A FAMÍLIA

Os discursos e as promessas são, por parte de muitos políticos, uma forma de tentar convencer os cidadãos das suas intenções, ou para apenas fingir que têm reais preocupações com o seu bem-estar.

António Costa veio desafiar os parceiros (sociais) para “grande acordo” que permita conciliar trabalho e família, no dia em que o acordo para a revisão da legislação laboral foi formalizado entre patrões e, claro, a UGT.

O 1º ministro desconhece, ou finge desconhecer, que há profissionais de diversas actividades, mesmo na função pública, em que os funcionários praticam horários em que é praticamente impossível conciliar o trabalho com a família, como por exemplo nos museus, onde o pessoal de vigilância, lojas e bilheteiras, só consegue passar dois dias por mês com os familiares.


Costa tem um discurso com o qual é fácil concordar-se, mas a prática do seu governo desmente claramente as sua palavras. Que tal começar por dar o exemplo na própria casa, senhor 1º ministro?


sábado, junho 02, 2018

AS MORADAS FALSAS E OUTRAS TRAPALHADAS


O caso das suspeitas de moradas falsas na escola que liderou o ranking nacional voltou a ser notícia e a Justiça parece já estar em campo para “castigar exemplarmente” quem tenha “aldrabado o sistema”, usando de artimanhas para conseguir matrículas para os filhos na escola que lhes parecia mais conveniente para um melhor aproveitamento.

Este caso está na berra e já existem medidas especiais para se evitarem estes comportamentos ilegais, por parte de pais que apenas desejam o melhor para os filhos.

Convém recordar que vários políticos mudam de residência quando são nomeados, e não para mais próximo do local onde prestam serviço à nação, e há mesmo quem dê uma morada onde, de facto, não residem, mas não consta que a Justiça tenha actuado exemplarmente, nem que tenha sido produzida qualquer instrução ou medida preventiva, para que estes actos não continuem a verificar-se.

Outra coisa vergonhosa a que estamos a assistir é que políticos, alguns com funções governativas, venham declarar desconhecer a lei, quando são apanhados em comportamentos incompatíveis com as funções que desempenham, o que não é admitido por parte de nenhum funcionário público, mesmo de modesta condição.

A Lei é igual para todos? A ver vamos, como soi dizer-se…



quinta-feira, abril 12, 2018

FISCALIZAÇÃO E RIGOR

Alguns pais deram moradas de amigos para poderem matricular os filhos em escolas mais perto dos serviços, ou com melhor posição no ranking, e efectivamente podem prejudicar outros estudantes, que na realidade vivem na área destas escolas mais procuradas.

Parece que se prepara uma maior fiscalização no sentido de se evitar esta prática, mas já se fala em procedimentos criminais, o que me parece ser um exagero, porque todos conhecemos situações mais graves, envolvendo políticos e dinheiros públicos, que até agora não mereceram qualquer acção do ministério público, apesar de serem públicos casos bem graves.

Atenção senhores políticos, o exemplo deve vir de cima, e esse tem sido péssimo...


sábado, dezembro 03, 2016

ESTADO DÁ MAU EXEMPLO

Uma ida de rotina ao médico de família depois de uma barragem de exames e análises, e eis que surgiram as boas notícias, e afinal estou tão bem quanto as minhas maleitas o permitem 

Em conversa com o médico, desabafei que em mais de 40 anos de serviço apenas tinha ido à medicina no trabalho 3 vezes, nos anos em que estive ao trabalho duma empresa com gestão privada. Esperava que o médico mostrasse a sua incredulidade, mas ele também estava exactamente na mesma situação. 

O Estado sempre tão lesto na elaboração de leis e de regulamentos, não as cumpre, e no caso da medicina no trabalho existem muitos funcionários públicos que nunca foram avaliados para sua própria protecção e para os serviços terem uma ideia sobre a saúde dos seus funcionários. 

Os nossos governantes desconhecem isto? Talvez, mas isso demonstra a falta de interesse dos maiores responsáveis pelos seus funcionários, pelo cumprimento da lei, e pela política de recursos humanos.


sábado, setembro 10, 2016

O EXEMPLO



Não há modo de mandar, ou ensinar mais forte, e suave, do que o exemplo: persuade sem retórica, impele sem violência, reduz sem porfia, convence sem debate, todas as dúvidas desata, e corta caladamente todas as desculpas. Pelo contrário, fazer uma coisa, e mandar, ou aconselhar outra, é querer endireitar a sombra da vara torcida. 

Manuel Bernardes


Sombras By Palaciano