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sábado, março 07, 2026

A RENDA IMAGINÁRIA

Infelizmente temos ainda alguns portugueses que acreditam que os EUA ainda nos pagam uma renda pelo uso da base das Lajes, o que é uma rotunda mentira, que o governo não se dá ao trabalho de desmentir, como aliás já o devia ter feito.
Na realidade o que importa saber é que os EUA e Israel são os responsáveis pelos aumentos dos combustíveis, e por arrasto de tudo o que consumimos. 
Portugal e os portugueses carregam com a inflação que ainda está a começar, e não lucra absolutamente nada com esta guerra, cujos beneficiários são os EUA e, pasme-se, a Rússia. 


 

quarta-feira, outubro 18, 2023

SALVAR VIDAS SEGUNDO O DR. COSTA

António Costa reafirmou ontem o que já se tinha ouvido no lançamento do " Ligue SNS24, salve vidas", que já arrancou em Vila do Conde e Póvoa do Varzim, uma iniciativa lançada em Maio passado e da qual não existem resultados conhecidos.

Uma pessoa que se sinta subitamente doente sabe que na maioria dos casos não pode recorrer aos Centros de Saúde onde não se conseguem consultas com a celeridade necessária, e portanto só tem como recurso as urgências hospitalares, mas o dr. Costa acha que antes de lá se deslocar deve telefonar para a Saúde 24.

É evidente que nós descontamos para o SNS, e como tal devíamos ter direito a ser vistos por um médico quando estamos doentes, contudo o dr. Costa acha que em princípio temos que passar pelo veredicto duma pessoa que não é um médico, que não nos conhece, nem tem meios para nos fazer um qualquer diagnóstico, a não ser fazer-nos perguntas. Só depois da indicação do operador da linha SNS24 ou do médico de família é que devemos ir para as urgências dum hospital. 

O dr. Costa não sabe o que é desesperar por uma consulta de rotina, ou para uma consulta de especialidade, pois não tem necessidade disso, e é por isso mesmo que diz estes disparates que são um atentado à saúde dos portugueses.


 

segunda-feira, janeiro 11, 2021

FAZER E DESFAZER

Parece que vai em frente a ideia peregrina de José Sá Fernandes, no seu papel de novo Marquês, de retirar os brasões, que representam as armas das cidades capitais de distrito portuguesas e das ex-colónias, do jardim da Praça do Império, por considerar já estarem “ultrapassados" e desconfigurados devido à falta de manutenção.
 
Nunca terá passado pela cabeça deste novo tirano municipal, que há quem possa arranjar os ditos brasões, e que eles fazem parte da História de Portugal. Transformar aquilo num relvado talvez seja mais barato, e irá permitir que no Verão sejam muitos os turistas a deitar-se por ali dando uma imagem que deve agradar mais a JSF.
 
O facto dos brasões terem sido acrescentados alguns anos depois de ter sido feita a praça. não invalida que tenham sido lá colocados no V Centenário da morte do Infante D. Henrique, de algum modo ligado aos maior feitos marítimos, que afinal são a razão de ser da praça.
 
Há quem nasça para fazer, e quem nasça para desfazer...




 


domingo, março 22, 2020

O COVID 19 E OS COMPORTAMENTOS


As autoridades de saúde europeias continuam a dizer que o uso de máscaras de protecção não é recomendada para quem não está infectado, que pode dar uma falsa sensação de segurança que não existe, mas em França (por exemplo) pedem que as máscaras sejam entregues aos hospitais para serem usadas pelos profissionais de saúde. Há limites para a hipocrisia, pois todos sabemos que os países que as usaram intensivamente (no oriente) e seguindo instruções das autoridades de saúde, conseguiram diminuir mais rapidamente as taxas de contaminação. Outra verdade, porventura mais cruel, é que as autoridades não conseguiram ter as reservas necessárias de material de protecção para responder às necessidades dos profissionais de saúde.

Outra asneira de bradar aos céus foi o facto de ser recusado o desembarque dum navio de cruzeiro em Portugal, e de seguida receber uns 90 autocarros com pessoas desse navio que acabou por aportar em Cádiz. O ministro Cabrita não se limitou a este triste espectáculo, pois logo em seguida autorizou que um navio de cruzeiros com destino a Espanha, aportasse em Lisboa, escudando-se no facto de 27 dos passageiros serem portugueses. Senhor ministro, eu obviamente demitia-o.

Neste fim-de-semana muitos portugueses saíram à rua “para apanhar ar e dar uma volta” ignorando as mais elementares regras de segurança, e curiosamente alguns foram contra o estado de emergência. É muito tuga só acatar ordens quando a isso são obrigados.



segunda-feira, novembro 25, 2019

CRÍTICAS POUCO RAZOÁVEIS

O politicamente correcto é muitas vezes um perfeito disparate, em que se confunde o que se quer defender com tudo e mais alguma coisa. 

Em geral pega-se em algo do passado e vai de tecer condenações a torto e a direito, sem olhar às condicionantes do tempo, dos usos e costumes e até da racionalidade.

Alguém postou  numa rede social uma imagem publicitária da vetusta Casa Africana, que sempre foi aceite como razoável e inócua, mas logo surgiram as vozes críticas que só conseguiram realçar a cor da pele do símbolo da empresa em questão.

Infelizmente os críticos da imagem, que a ligaram apenas ao facto de ser de cor negra e à exploração que julgavam evidente pelos embrulhos que segurava, não viveram no século XX, desconhecem completamente as funções dos porteiros e bagageiros de hotel, e até de comboios e navios.

Enfim, a ignorância e a sede de protagonismo de quem apenas segue a onda do politicamente correcto...






sábado, novembro 03, 2018

PATRIMÓNIO E MAUS COMPORTAMENTOS

Há coisas que nos entristecem, e nada mais triste para quem trabalha no Património há mais de três décadas, do que ver jovens a comportarem-se como perfeitos ignorantes num monumento.

Hoje repreendi um jovem de cerca de 30 anos por ter ultrapassado o espaço delimitado por cordas, e o jovem atirou prontamente com  a frase "eu é que lhe pago o salário" e que por isso não o devia repreender, porque ele tinha pago a sua entrada e por isso tinha os seus direitos.

Já não tenho idade para aturar tanta ignorância, nem acredito que se consigo suprir a falta de educação de jovens como este de que falo, porque tudo falhou até aqui, pelo menos com este indivíduo, ao qual faltou uma educação familiar adequada, e uma formação académica que foi insuficiente para colmatar as faltas anteriores.

Creio que houve uma geração que não soube dizer NÃO quando era necessário, e de incutir o respeito pelos outros. O jovem é mais um boçal, mas talvez a culpa não seja apenas sua. 



domingo, fevereiro 19, 2017

A LUZ

Da luz apenas fogem os escaravelhos, os ladrões e os ignorantes.

Paolo Mantegazza

domingo, outubro 23, 2016

DOUTRINA M.S.T.

Portugal é um dos países onde as desigualdades são mais gritantes, e onde os impostos são mais injustos, mas há pessoas que preferem ter uma visão mais centrada no próprio umbigo, do que tentar perceber que existem muitos outros que estão em situação bem pior, e desesperam por falta de esperança num futuro melhor.

A leitura dos escritos de Miguel Sousa Tavares revolta as entranhas de qualquer cidadão com um pingo de sensibilidade social, porque na sua defesa usa argumentos simplesmente vergonhosos.

Perante críticas de um leitor, MST não hesita em afirmar que o seu crítico devia fazer parte dos 53% de portugueses que pagam zero de IRS, e que apesar de pagarem IRS cerca de 47% dos contribuintes, são os 10% dos que mais recebem que contribuem com 70% de todo o imposto.

A bravata de MST, que se julga um injustiçado relativamente à maioria dos portugueses, é tão ignóbil que até mete dó. Para além da ignorância demonstrada, porque a maioria do dinheiro recolhido pela via fiscal advém dos impostos indirectos, onde contribuem todos, independentemente dos rendimentos, também parece ignorar que os tais 53% dos que não pagam IRS, gostariam de o pagar, mas infelizmente não auferem o suficiente para serem taxados.


Só por óbvia boçalidade pode um indivíduo sentir-se prejudicado por haver quem não pague os mesmos impostos por ter muito menos rendimentos, e é ainda mais revoltante que quem tem tribuna em mais do que um meio de comunicação social, a use para difundir ideias tão desprovidas de razoabilidade.

quarta-feira, julho 20, 2016

JARDINS OU RELVADOS?

A Câmara Municipal de Lisboa vai decidir se os brasões da Praça do Império, fronteiros ao Mosteiro dos Jerónimos, vão ser substituídos por relva, conforme prevê o projecto vencedor do concurso de ideias lançado pela edilidade.

Conhecendo-se o que pensa sobre o assunto José Sá Fernandes e o Antigo presidente, António Costa, nem surpreende a escolha feita pelo júri, basta recordar o que ambos disseram há uns dois anos.

José Sá Fernandes disse que a autarquia não iria despender “recursos financeiros a recuperar os brasões criados pelo Estado Novo das antigas colónias portuguesas e que há muito não existem, nem sequer como arranjos florais no local”. António Costa, ao tempo presidente da CML, não foi tão longe como o seu vereador, mas lá foi afirmando que se devia tentar encontrar uma solução mais barata, porque a manutenção do jardim era muito cara, mas salvaguardando a sua componente histórica.

O senhor vereador arranjou uma desculpa muito esfarrapada e sem qualquer coerência, porque este jardim está enquadrado por dois monumentos do século XVI que são, conjuntamente com os Lusíadas, os expoentes máximos da gesta marítima, que culminaria no império ultramarino, e a praça onde está inserido é, nada mais, nada menos, a Praça do Império. O antigo presidente comete um erro de palmatória, ignorando o facto muito simples de que o investimento de qualidade numa área como esta, é factor de atracção de visitantes, ao contrário da escolha de soluções baratas e sem qualidade. Vão até Monserrate ou até à Gulbenkian para perceber.

Começa a ficar clara a razão por que caiu por terra o projecto que chegou a ser aprovado para o Eixo Belém/Ajuda, em que se previa investir em qualidade e optimização de recursos, que depois se disse que iria ser substituído por outro com uma intervenção relevante da CML, mas que ficou adiado por tempo indefinido.


Porque quem passa muito tempo nos gabinetes não vê as realidades, talvez seja de recomendar uma ida, a pé à zona, e poderão ver que em dias de sol é muito comum ver grupos de pessoas, nacionais e estrangeiros, deitados nos relvados em fato de banho, apanhando sol no intervalo das suas voltas pela zona. O futuro relvado junto à fonte monumental, quase sempre desligada, é um perfeito solário, apetecível para quem quiser obter um bronzeado rápido.

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Fotos da net

sexta-feira, junho 15, 2012

MENOS SAÚDE

Um dos bens mais preciosos de qualquer pessoa é a saúde, que até está inscrita na Constituição como um direito, mas as coisas nunca são assim tão simples como pode parecer. 

Com o pretexto da crise, que serve para explicar quase todas as acções governamentais nos nossos dias, os cortes atingiram também este sector. Não se combateu a incompetência, nem sequer as más práticas, como seria de esperar, mas apertou-se o cinto sem qualquer critério clínico. 

Não se julgue que o ministério não tem mostrado actividade, porque como se viu recentemente, pois até se pretende ir a casa de crianças para avaliar o risco de acidente, a fim de diminuir o risco para as vulneráveis criancinhas. 

Mesmo com medidas louváveis, mesmo que discutíveis, o ministério tem muito mais com que se preocupar, começando por analisar as dificuldades no acesso à saúde por parte de muitos utentes, ou pela extrema demora na obtenção de consultas de várias especialidades, e a dificuldade em fazer determinados exames. 

Claro que todos ouvimos um senhor do governo dizer que os casos divulgados de dificuldade no acesso à saúde, são caricatos. Talvez seja uma boa oportunidade para convidar o senhor a disponibilizar-se a ir sem comitiva e sem aviso prévio aos hospitais do serviço nacional de saúde, e tirar uma senha e esperar junto dos restantes utentes, de ouvidos atentos às conversas em seu redor. 

A culpa será só da troika, ou será que há muita insensibilidade e muita ignorância da realidade por parte dos altos responsáveis da saúde em Portugal?

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Humor a Conta-Gotas

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Foto Florida

sábado, março 03, 2012

A IGNORÂNCIA

Costuma dizer-se que cada um acredita no que quer, o que não significa na verdade que esteja certo ou errado. Há também os que acreditam em coisas para as quais não há uma explicação lógica ou científica, e a isso chama-se fé.

O homem devido à sua própria natureza necessita de acreditar em alguma coisa, chegando mesmo a acreditar no contrário daquilo que é evidente para os outros, o que pode ser devido a uma ilusão ou a pura ignorância.

Passos Coelho foi intérprete de uma tirada daquelas que evidencia a distância enorme existente entre os actores da política nacional e a realidade do país, ao dizer que acredita que os portugueses vão fazer férias de Verão.

Perante comentários negativos e alguns apupos, o primeiro-ministro questionado sobre se pensava que os portugueses ião fazer férias este ano e com que dinheiro, atirou com duas frases lapidares: “Então a senhora acha que o Governo ia decretar que não houvesse férias” e “fazendo uma boa aplicação dos recursos que têm, como é evidente.”

Apetece aqui dizer que a ignorância demonstrada é inadmissível atendendo à posição que ocupa, não só pelo número de desempregados que temos, mas também porque temos boa parte dos que têm trabalho a auferir vencimentos miseráveis, muitos em situações precárias e ainda pensionistas com pensões miseráveis.

Passos Coelho faz mal em fingir que a situação da maioria dos portugueses não é já extremamente difícil, e que já há muita gente que mesmo com empregos só já consegue sobreviver. Fazer uma boa aplicação dos recursos que têm, já não é uma opção para a maioria dos portugueses, por muito que o senhor nos queira fazer acreditar, senhor primeiro-ministro!

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Humor Mal Cheiroso

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Foto - A Flor do Dia

terça-feira, novembro 29, 2011

PECADO DA SOBERBA

Sempre ouvi dizer que “quem tudo quer, tudo perde” mas parece que os senhores que apoiam este governo desconhecem o ditado, ou desconhecem o funcionamento da economia.

Já decidiram o corte dos subsídios de féria e de Natal dos funcionários públicos e dos pensionistas em 2012 e 2013, mas nunca se preocuparam muito com o que vão perder no que respeita a IRS, como se isso não fosse importante. Só o era, na sua óptica relativamente ao sector privado, disseram.

Agora mexeram no IVA, e fizeram disparates que nem um analfabeto faria. A água engarrafada paga o mesmo imposto que o vinho, e a restauração passa para os 23% de IVA.

Ninguém nos veio dizer qual o impacto destas medidas, ao nível das receitas cobradas e do desemprego que vão gerar, porque nem eles sabem em que é que se meteram.

Aumentam os horários de trabalho do sector privado em meia hora, diminuem o número de feriados e cortam nas férias e no pagamento do trabalho extraordinário, sem se perguntarem pelo impacto. Quantos postos de trabalho se vão perder?

Estas medidas, entre outras, vão ter efeitos negativos no emprego e na economia, mas temos um governo que teima em castigar os cidadãos, sem ter qualquer previsão fundada da bondade e da utilidade das mesmas.

Será que alguém se convence que quanto mais pobres formos melhor ficará o país?



terça-feira, agosto 02, 2011

A SABEDORIA DO HOMEM COMUM

Os ignorantes e o homem comum não têm problemas. Para eles na Natureza tudo está como deve estar. Eles compreendem as coisas pela simples razão delas existirem. E, na realidade, não dão eles provas de mais razão do que todos os sonhadores, que chegam a duvidar do seu próprio pensamento? Morre um dos seus amigos, e como julgam saber o que é a morte à dor que sentem por o perderem não acrescentam a cruel ansiedade que resulta da impossibilidade de aceitar um acontecimento tão natural... 

Estava vivo, e agora encontra-se morto; falava-me, o seu espírito prestava atenção ao que eu lhe dizia, mas hoje já nada disso existe: resta apenas aquele túmulo - mas repousa ele nesse túmulo, tão frio como a própria sepultura? Erra a sua alma em redor desse monumento? Quando eu penso nele é a sua alma que vem assolar a minha memória? O hábito traz-nos de novo, contudo, ao nível do homem comum.

Quando o seu rasto se tiver apagado - não há dúvidas de que ele morreu! - Então a coisa deixará de nos incomodar. Os sábios e os pensadores parecem portanto menos avançados que o homem comum, já que eles próprios não têm a certeza, em relação a si mesmos, do que pretendem provar... Sou um homem. Mas o que é um Eu? E um homem? Eles passam metade da sua vida a analisar, uma a uma, as mais pequenas coisas, a verificar tudo o que já se sabe; e a outra metade, passam-na a colocar os fundamentos de um edifício que nunca chega a levantar-se...

Eugène Delacroix, in 'Diário'

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Pinturas
Claro que se trata de um pintor, mas não foi isso que o impediu de pensar e de escrever sobre o que lhe apeteceu, transmitindo assim outra faceta sua que não está exposta em nenhum museu.

segunda-feira, agosto 01, 2011

COMBATER A IGNORÂNCIA

A razão das más escolhas do eleitorado português prende-se sobretudo com a ignorância política e com a demagogia com que cá se faz política.

A nossa democracia tem apenas trinta e tal anos, e está apenas a dar os primeiros passos, não tendo encontrado terreno fácil para o seu desenvolvimento, quer por factores sociológicos, quer por factores educacionais.

Hoje apetece-me recordar Aristófanes, um dramaturgo que foi um crítico, até mesmo dos deuses, mas que não se eximiu de criticar ferozmente os demagogos da sua época, sendo um defensor da paz e do mundo rural.

Uma das peças de Aristófanes, Lisistrata, descreve uma greve erótica das mulheres atenienses e espartanas, que acabou por trazer a paz aos dois povos. A resistência pacífica acabou por resolver a beligerância bélica.

Não sou um grande apreciador do pensamento de Aristófanes, mas por vezes acho que só nos faz bem conhecer diferentes pensamentos e um pouco de História da humanidade, para percebermos melhor o mundo em que vivemos.

“Quem é sábio, aprende muito com os seus inimigos.”

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Foto - Fresca

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Humor Ignorante

quinta-feira, abril 07, 2011

PEDIR AGORA PARA PAGAR AMANHÃ

O governo de José Sócrates, mesmo demissionário e sem se achar com legitimidade para tal, acabou por pedir a ajuda externa. Relutante, ou talvez não, o executivo cedeu à vontade expressa dos representantes dos bancos, que também tinham começado por dizer que Portugal não precisava de ajuda externa.

Existem dois pormenores que ninguém parece disposto a esclarecer: o primeiro é o do Estado real das contas públicas, e o segundo é sobre as medidas que negociámos com o Fundo Europeu de Equilíbrio Financeiro.

Não dá para acreditar que as entidades que nos vão emprestar dinheiro não tenham exigido saber a verdade sobre a nossa economia, e muito menos que não tenham imposto medidas para a concessão da ajuda.

Será desta que os nossos políticos nos vão dizer a verdade? Afinal somos nós que vamos pagar a factura da sua incompetência governativa.

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Foto - Escultura
By Palaciano
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Humor - Páscoa e Eleições
Dave Granlund