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sexta-feira, março 09, 2012

O SUPER-MARIO E O BCE

Em poucos meses à frente do BCE, Mario Draghi já deu nas vistas, fazendo jus à sua alcunha, impondo a aprovação do “pacto orçamental” e por ter feito com que o BCE emprestasse um bilião de euros à banca europeia a um juro de 1% ao ano.

Alguns analistas e economistas de renome vieram apressadamente dizer que Draghi tinha salvado a Europa da crise, apenas porque os juros da dívida da Itália e da Espanha baixaram um pouco nos dias seguintes.

A causa da trégua dada pelos mercados foi outra bem diferente, e prendia-se com a importância que começa a ser dada ao crescimento económico e ao desemprego, apesar de ainda ser apenas um tema sobre a mesa e não tenha resoluções concretas em implementação.

Na realidade Mario Draghi apenas beneficiou a banca privada em detrimento dos países em maiores dificuldades de acesso ao crédito, o que não aliviou em nada a situação destes últimos. O dinheiro emprestado à banca apenas serviu para esta trocar outros créditos a juros superiores por outros a 1” ao ano, e no caso dos países em dificuldades esse dinheiro não chegará à economia real.

Como sem dinheiro não há crescimento nem se criam empregos, o Super-mario não resolveu os problemas da Europa, apesar do elevado montante emprestado pelo BCE, muito superior às "ajudas" dadas aos países alvo de programas de resgate.



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terça-feira, abril 19, 2011

A “AJUDA” EXTERNA

Muito se tem falado da “ajuda” que estamos em vias de receber por parte do FMI e dos nossos “parceiros” europeus, mas poucos se detêm sobre a factura que iremos pagar.

Estes nossos “amigos” parecem dispostos a emprestar ao Estado português cerca de 80 mil milhões de euros por um prazo de poucos anos a um juro que deverá rondar os 5 ou 6 por cento, o que é cerca de 3% acima do que são os juros correntes entre as economias mais desenvolvidas e com boa cotação.

Sem qualquer surpresa lemos que o FMI quer “obrigar” a cortes nos subsídios de férias e de natal dos reformados, e naturalmente o mesmo para os funcionários públicos. Maior facilidade dos despedimentos é mais um dos “remédios” preconizados, tal como os cortes nos subsídios de desemprego e na sua duração.

Com tantas”ajudas” destes nossos “amigos”, quem precisa de inimigos?

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Foto - Ursinho Rico
Little Teddy Got Rich by daniellerhianne
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Humor - Não Incomodar

quinta-feira, abril 07, 2011

PEDIR AGORA PARA PAGAR AMANHÃ

O governo de José Sócrates, mesmo demissionário e sem se achar com legitimidade para tal, acabou por pedir a ajuda externa. Relutante, ou talvez não, o executivo cedeu à vontade expressa dos representantes dos bancos, que também tinham começado por dizer que Portugal não precisava de ajuda externa.

Existem dois pormenores que ninguém parece disposto a esclarecer: o primeiro é o do Estado real das contas públicas, e o segundo é sobre as medidas que negociámos com o Fundo Europeu de Equilíbrio Financeiro.

Não dá para acreditar que as entidades que nos vão emprestar dinheiro não tenham exigido saber a verdade sobre a nossa economia, e muito menos que não tenham imposto medidas para a concessão da ajuda.

Será desta que os nossos políticos nos vão dizer a verdade? Afinal somos nós que vamos pagar a factura da sua incompetência governativa.

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Foto - Escultura
By Palaciano
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Humor - Páscoa e Eleições
Dave Granlund

segunda-feira, outubro 27, 2008

LIGEIRINHO

Quando estamos a conversar entre amigos, num domingo quente de Outono, com umas loirinhas à frente e uns petiscos prontos a marchar, o mais natural é que a conversa seja leve e pontuada por algum humor.

Uma conclusão que foi consensual à mesa, foi o apoio claro dado à banca e às empresas por parte do Estado, que não teve igual reflexo no apoio ao cidadão comum que trabalha por conta de outrem. Os bancos vão livrar-se dos papéis tóxicos e podem ganhar assim alguma liquidez, compensada pelo recurso ao crédito com o aval concedido, e as empresas vêem aberta linhas de crédito para investimento, mesmo as pequenas e médias empresas porque a própria UE também disponibiliza fundos que se podem aproveitar.

O cidadão comum, que enfrenta dificuldades em enfrentar a alta do custo de vida, não vê nenhum alívio no IRS, no IVA e no ISP, o que não augura nada de bom para o ano de 2009.

Não julguem que na mesa não havia nenhum socialista, porque havia, e embora não seja um apoiante de José Sócrates, lá atirou para a discussão os aumentos da Função Pública e do salário mínimo, assuntos que trouxeram uma pitada de humor à conversa.

Todos, concordaram que os portugueses tinham muito a ganhar com eleições mais frequentes, porque rebuçados destes só acontecem em ano de eleições.

Teremos sido injustos com o Governo, ou terá sido esta uma conversa que, mais coisa menos coisa, se repete nas conversas informais que os portugueses têm quando se encontram e se discute política de forma ligeira e descomprometida?



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PINTURA - RECORDAR AMADEU 90 ANOS DEPOIS DA SUA MORTE
Menina dos Cravos

Canção Popular a Russa e o Fígaro

Cozinha da Casa de Manhouce

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Humor em Bonecos
Lino vê no Magalhães uma ajuda às exportações

Alinhar ao centroA vingança de Adão e Eva