Mostrar mensagens com a etiqueta Sabedoria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sabedoria. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

QUE RAIO DE LEIS…


A imprensa fez eco da notícia segundo a qual, os consumidores finais podem ser punidos com coimas que podem chegar aos 2 mil euros se não pedirem factura numa qualquer transacção comercial.

Esta ideia, que até nem é nova, pode parecer acertada a alguns, mas padece de alguns problemas que não entraram na cabeça do legislador, talvez porque ele próprio não faça muitas compras, por ter alguém que as faça por ele.

Em primeiro lugar as facturas pedidas só encontram algum retorno em alguns serviços, que por acaso são prestados por pequenas empresas e pequenos empresários. É curioso que não existam benefícios fiscais em serviços prestados por grandes empresas, por profissionais liberais como advogados, médicos e engenheiros, ou até pela banca.

Finalizo dizendo o que a experiência já comprovou, que se recolhem mais impostos quando eles não vão além do que é suportado pelos cidadãos, e que com cidadãos com um grau de satisfação razoável, estas medidas de controlo fiscal são mais bem aceites.


quinta-feira, fevereiro 07, 2013

O ENGODO FALHOU



A intenção de fazer com que os duodécimos viessem a ser implementados em todo o universo dos trabalhadores, falhou como era de se esperar.

Ficou claro para grande parte dos trabalhadores que o que estava em causa, com esta medida, era apenas uma estratégia de ocultar o impacto do aumento dos impostos no salário mensal. Contudo a médio e longo prazo todos viram que a intenção maior era a de acabar de vez com os dois subsídios.

Curioso foi ler alguns comentários dos “comentadores do regime” que vieram dizer que afinal os portugueses ainda são capazes de suportar mais cortes mensais, como se o subsídio restante não tivesse já o destino traçado.

A música deste governo não agradou aos ouvidos dos trabalhadores, muito em especial aos que têm salários mais baixos, o que só surpreendeu quem não sabe o que são dificuldades.



sexta-feira, fevereiro 10, 2012

NINGUÉM SABE COISA ALGUMA

Porque nós não sabemos, pois não? Toda a gente sabe. O que faz as coisas acontecerem da maneira que acontecem? O que está subjacente á anarquia da sequência dos acontecimentos, às incertezas, às contrariedades, à desunião, às irregularidades chocantes que definem os assuntos humanos? Ninguém sabe, professora Roux. «Toda a gente sabe» é a invocação do lugar-comum e o inimigo da banalização da experiência, e o que se torna tão insuportável é a solenidade e a noção da autoridade que as pessoas sentem quando exprimem o lugar-comum. O que nós sabemos é que, de um modo que não tem nada de lugar-comum, ninguém sabe coisa nenhuma. Não podemos saber nada. Mesmo as coisas que sabemos, não as sabemos. Intenção? Motivo? Consequência? Significado? É espantosa a quantidade de coisas que não sabemos. E mais espantoso ainda é o que passa por saber.

Philip Roth

««« - »»»
Foto - Dália
By Amelia Arria
««« - »»»
Humor Desempregado

sábado, novembro 26, 2011

PENSAMENTO

Perante a falta de valor que os políticos dão à sua própria palavra e aos seus compromissos assumidos perante os cidadãos, deixo aqui um sábio pensamento.

É indispensável boa memória após se haver mentido.

Pierre Corneille
««« - »»»
Humor - Eu sou mais mentiroso do que tu

««« - »»»
Pintura Outonal

terça-feira, agosto 02, 2011

A SABEDORIA DO HOMEM COMUM

Os ignorantes e o homem comum não têm problemas. Para eles na Natureza tudo está como deve estar. Eles compreendem as coisas pela simples razão delas existirem. E, na realidade, não dão eles provas de mais razão do que todos os sonhadores, que chegam a duvidar do seu próprio pensamento? Morre um dos seus amigos, e como julgam saber o que é a morte à dor que sentem por o perderem não acrescentam a cruel ansiedade que resulta da impossibilidade de aceitar um acontecimento tão natural... 

Estava vivo, e agora encontra-se morto; falava-me, o seu espírito prestava atenção ao que eu lhe dizia, mas hoje já nada disso existe: resta apenas aquele túmulo - mas repousa ele nesse túmulo, tão frio como a própria sepultura? Erra a sua alma em redor desse monumento? Quando eu penso nele é a sua alma que vem assolar a minha memória? O hábito traz-nos de novo, contudo, ao nível do homem comum.

Quando o seu rasto se tiver apagado - não há dúvidas de que ele morreu! - Então a coisa deixará de nos incomodar. Os sábios e os pensadores parecem portanto menos avançados que o homem comum, já que eles próprios não têm a certeza, em relação a si mesmos, do que pretendem provar... Sou um homem. Mas o que é um Eu? E um homem? Eles passam metade da sua vida a analisar, uma a uma, as mais pequenas coisas, a verificar tudo o que já se sabe; e a outra metade, passam-na a colocar os fundamentos de um edifício que nunca chega a levantar-se...

Eugène Delacroix, in 'Diário'

««« - »»»
Pinturas
Claro que se trata de um pintor, mas não foi isso que o impediu de pensar e de escrever sobre o que lhe apeteceu, transmitindo assim outra faceta sua que não está exposta em nenhum museu.

domingo, junho 26, 2011

DE QUE VALE A SABEDORIA?

Os homens que se entregam à sabedoria são de longe os mais infelizes. Duplamente loucos, esquecem que nasceram homens e querem imitar os deuses poderosos, e a exemplo dos Titãs, armados com as ciências e as artes, declaram guerra à Natureza. Ora, os menos infelizes são aqueles que mais se aproximam da animalidade e da estupidez.

Tentarei fazer-vos entender isto, usando, em vez dos argumentos dos estóicos, um exemplo crasso. Haverá, pelos deuses imortais, espécie mais feliz que os homens a quem o vulgo chama loucos, parvos, imbecis, cognomes belíssimos, na minha opinião? Esta afirmação poderá a princípio parecer insensata e absurda e, no entanto, nada há de mais verdadeiro. Tais homens não receiam a morte, e, por Júpiter! Isso já não representa pequena vantagem! A sua consciência não os incomoda. As histórias de fantasmas não os aterrorizam, nem os afecta o medo das aparições e espectros, nem os males que os ameaçam ou a esperança dos bens que poderão vir a receber. 

Nada, em resumo, os atormenta, isentos dos mil cuidados de que a vida é feita. Ignoram a vergonha, o medo, a ambição, a inveja e chegam mesmo, se são suficientemente estúpidos, a gozar o privilégio, segundo os teólogos, de não cometerem pecados.

Passai agora em revista, ó louco sábio, todas as noites e infinitos dias em que a inquietação crucifica a tua alma. Olha bem para todos os aborrecimentos da tua vida e tenta compreender, enfim, de quantos males eu liberto os meus loucos. Acresce ainda que não só passam o tempo em divertimentos, risos e canções, como levam a todos os que os rodeiam o prazer, os seus jogos, o divertimento e a alegria, como se a indulgência divina os tivesse destinado a afastar a tristeza da vida humana. Além disso, quaisquer que sejam as disposições de uns para os outros, todos os reconhecem como amigos; procuram-nos, adoram-nos, acarinham-nos, gostam de conversar com eles, permitem-lhes que tudo digam e tudo façam. Ninguém os tenta prejudicar e os próprios animais ferozes evitam fazer-lhes mal como se instintivamente os soubessem inofensivos. Estão, com efeito, sob a protecção dos deuses e sobretudo sob a minha égide, rodeados pelo respeito universal.

Erasmo de Roterdão, in "Elogio da Loucura" (fala a Loucura)

««« - »»»
Pintura - Erasmo de Roterdão

««« - »»»
Humor - Prevenção

quinta-feira, julho 22, 2010

PENSAMENTO E PALAVRA

Para não fazeres ofensas

e teres dias felizes,

não digas tudo o que pensas,

mas pensa tudo o que dizes.
António Aleixo
««« - »»»
Foto - Um Toque de Vermelho
By Raymond Borg

««« - »»»
Humor e Economia
A origem da crise por Bahram-Arjmandnia