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sábado, novembro 03, 2018

PATRIMÓNIO E MAUS COMPORTAMENTOS

Há coisas que nos entristecem, e nada mais triste para quem trabalha no Património há mais de três décadas, do que ver jovens a comportarem-se como perfeitos ignorantes num monumento.

Hoje repreendi um jovem de cerca de 30 anos por ter ultrapassado o espaço delimitado por cordas, e o jovem atirou prontamente com  a frase "eu é que lhe pago o salário" e que por isso não o devia repreender, porque ele tinha pago a sua entrada e por isso tinha os seus direitos.

Já não tenho idade para aturar tanta ignorância, nem acredito que se consigo suprir a falta de educação de jovens como este de que falo, porque tudo falhou até aqui, pelo menos com este indivíduo, ao qual faltou uma educação familiar adequada, e uma formação académica que foi insuficiente para colmatar as faltas anteriores.

Creio que houve uma geração que não soube dizer NÃO quando era necessário, e de incutir o respeito pelos outros. O jovem é mais um boçal, mas talvez a culpa não seja apenas sua. 



domingo, outubro 23, 2016

DOUTRINA M.S.T.

Portugal é um dos países onde as desigualdades são mais gritantes, e onde os impostos são mais injustos, mas há pessoas que preferem ter uma visão mais centrada no próprio umbigo, do que tentar perceber que existem muitos outros que estão em situação bem pior, e desesperam por falta de esperança num futuro melhor.

A leitura dos escritos de Miguel Sousa Tavares revolta as entranhas de qualquer cidadão com um pingo de sensibilidade social, porque na sua defesa usa argumentos simplesmente vergonhosos.

Perante críticas de um leitor, MST não hesita em afirmar que o seu crítico devia fazer parte dos 53% de portugueses que pagam zero de IRS, e que apesar de pagarem IRS cerca de 47% dos contribuintes, são os 10% dos que mais recebem que contribuem com 70% de todo o imposto.

A bravata de MST, que se julga um injustiçado relativamente à maioria dos portugueses, é tão ignóbil que até mete dó. Para além da ignorância demonstrada, porque a maioria do dinheiro recolhido pela via fiscal advém dos impostos indirectos, onde contribuem todos, independentemente dos rendimentos, também parece ignorar que os tais 53% dos que não pagam IRS, gostariam de o pagar, mas infelizmente não auferem o suficiente para serem taxados.


Só por óbvia boçalidade pode um indivíduo sentir-se prejudicado por haver quem não pague os mesmos impostos por ter muito menos rendimentos, e é ainda mais revoltante que quem tem tribuna em mais do que um meio de comunicação social, a use para difundir ideias tão desprovidas de razoabilidade.

quarta-feira, outubro 14, 2009

COM AMIGOS ASSIM!...

Maitê Proença é uma actriz brasileira que, em tempos, encantava o público masculino português que assistia às novelas vindas do outro lado do Atlântico. Digo isso porque o tempo passa e até as mais cuidadas senhoras vão mostrando no seu rosto (e não só) a passagem dos anos, algumas até com muito charme e elegância.

Falo nesta actriz e refiro-me ao charme e elegância, porque Maitê Proença foi deselegante e muito mal agradecida para com os portugueses que sempre a receberam com carinho e sem comentários ofensivos.

O vídeo que podem ver mais abaixo, não tem qualquer graça, prima pelo mau gosto, roçando mesmo a boçalidade e não abona a favor de nenhuma das pessoas que ali vi, e que certamente têm que cuidar melhor da imagem, já que lidam com o grande público que já se habituou a ter opinião e a criticar livremente, tanto cá como no Brasil.

Talvez Maitê Proença se tenha esquecido de que as ditaduras não são um exclusivo português e que o respeito pelos povos é também o respeito pela sua liberdade e identidade.

Moça, a vulgaridade fica-lhe mal!





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