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sábado, junho 08, 2024

O DIA DE REFLEXÃO

Um anacronismo "tuga",do qual o Presidente da República e o 1º ministro, que deviam dar o exemplo, abdicaram, apesar de ser uma norma legal que é imposta em todas as eleições.


 

segunda-feira, novembro 25, 2019

CRÍTICAS POUCO RAZOÁVEIS

O politicamente correcto é muitas vezes um perfeito disparate, em que se confunde o que se quer defender com tudo e mais alguma coisa. 

Em geral pega-se em algo do passado e vai de tecer condenações a torto e a direito, sem olhar às condicionantes do tempo, dos usos e costumes e até da racionalidade.

Alguém postou  numa rede social uma imagem publicitária da vetusta Casa Africana, que sempre foi aceite como razoável e inócua, mas logo surgiram as vozes críticas que só conseguiram realçar a cor da pele do símbolo da empresa em questão.

Infelizmente os críticos da imagem, que a ligaram apenas ao facto de ser de cor negra e à exploração que julgavam evidente pelos embrulhos que segurava, não viveram no século XX, desconhecem completamente as funções dos porteiros e bagageiros de hotel, e até de comboios e navios.

Enfim, a ignorância e a sede de protagonismo de quem apenas segue a onda do politicamente correcto...






sexta-feira, dezembro 07, 2018

COLÓNIAS E COLONIZADORES


Podíamos começar pela origem da palavra colónia, que provém do latim, e cujo significado é exactamente o que ainda hoje se usa em política, território ocupado e administrado por um grupo de indivíduos mais poderosos, ou por representantes dum país a que esse território não pertencia.

Apesar de ser usada uma palavra de origem latina, as colónias já existiam na antiguidade e todos aprendemos na disciplina de História que os fenícios, os gregos, os romanos e os árabes (para mencionar alguns), tiveram colónias espalhadas nas costas do Mediterrânio, e até para além dele.

O colonialismo (estabelecimento de colónias) não surgiu apenas depois do século XV, por via das viagens marítimas portuguesas, como alguns pretendem insinuar, por ignorância ou por agenda política.

O estabelecimento de colónias na antiguidade criou novas rotas de comércio, trouxe desenvolvimento e novos saberes à Europa, alimentou o sentimento de identidade dos povos, que se uniam sob a influência dos colonizadores, e contra eles, acabando por levar ao surgimento do sentimento de nacionalidade e à criação de países, onde antes apenas existiam povos que nem se entendiam entre si. Foi deste caldo de culturas que nasceu Portugal, e não só.

O que se passou depois das viagens marítimas, iniciadas pelos portugueses, não foi na sua essência muito diferente, embora seja hoje transformado num julgamento histórico em que se usam critérios actuais, o que é completamente disparatado.

Na actualidade temos outras formas de colonialismo, mais refinadas e menos óbvias, mas que têm efeitos semelhantes, se não mais perniciosos. Há quem seja subjugado pela força militar, ou pela sua dependência, ou ainda pela fraqueza económica, mas poucos parecem preocupados com esta realidade.

A História não retrocede para podermos alterá-la, e ninguém nos pode garantir que seguindo outros rumos se alcançassem melhores resultados, por isso só nos resta viver e aprender com ela.   


Mediterrâneo no século VI a.C.; Colonização fenícia em amarelo, grega em vermelho, e outras em cinzento.