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segunda-feira, outubro 24, 2022

IDOSOS SENTENCIADOS PELO GOVERNO DE COSTA

O Governo de António Costa está a penalizar duplamente os pensionistas deste país, não apenas porque as pensões em muitos casos são miseráveis e estão a desvalorizar-se por não acompanharem a inflação como foi prometido, mas agora também porque, como é natural, os mais idosos são os que mais consomem medicamentos, mas o Estado não está disposto a comparticipar mais esses mesmos medicamentos.
 
O ministro da saúde veio dizer expressamente que o Estado não pode continuar a ter uma fatura tão elevada com comparticipações de medicamentos, e o das finanças disse que por causa da sustentabilidade da Segurança Social não se poderia continuar a garantir a subida das pensões ao nível da inflação.
 
Como já se dizia por aí, ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS, pelo menos com este 1º ministro e seus ajudantes.  


 

sexta-feira, outubro 21, 2022

HÁ FOME EM PORTUGAL

Hoje viram-se diversas notícias relatando o aumento de furtos em supermercados, a grande maioria em artigos de primeira necessidade, de alimentação e de higiene pessoal, confirmados pelas grandes superfícies.

É extraordinário que os órgãos de comunicação social dêem esta notícia, com comentários de representantes do comércio alimentar, e não tenham uma linha sequer de declarações dos responsáveis políticos deste país, nomeadamente do Governo.

Recordo-me de há poucos dias ter comentado que em Espanha existem as filas da fome (são assim conhecidas) e que em Portugal uma manifestação de pobres ter sido evitada. Fui insultado por alguns, porque achavam que a fome não tem grande expressão e que havia ali muita instrumentalização, não sei se também agora mantêm a mesma opinião.

Existe fome em Portugal, isso é cada vez mais evidente, e já não são só os desempregados, bastantes imigrantes, e os sem tecto, mas a estes juntam-se também muitos pensionistas (que o Governo defraudou recentemente) mas também muitos trabalhadores com salários baixíssimos que não asseguram uma vida digna.

De quem podemos esperar ajuda?

 

quinta-feira, setembro 22, 2022

A TRISTE REALIDADE NESTE PAÍS...

Não sou um grande adepto das sondagens mas vivo no mundo real, contacto com bastantes pessoas e sei que a vida está difícil para muita gente, até porque grande parte dos salários é muito baixa e das pensões nem é preciso dizer nada, pelo que ouço muitas conversas sobre as dificuldades das pessoas.
 
Os baixos rendimentos, a inflação, e o preço das casas (aluguer ou prestações) são um tema obrigatório. A ida ao mercado ou ao supermercado dá sempre para registar aumentos de preços, a chefa das contas dá sempre dores de cabeça, e o dia de se receber o vencimento ou a pensão é sempre ansiado, mas depois fazem-se as contas e nesse mesmo dia fica-se teso.
 
Alguns ainda podem cortar alguma coisa extra, outros são obrigados a cortar na alimentação e nos medicamentos, e outros deixam de participar nas tertúlias pois nãp suportam a vergonha de estar na miséria.
 
Esta realidade passa muito ao lado de quem está no poder e tem o poder de decidir...



 

segunda-feira, abril 11, 2022

A RAZÃO DO AUMENTO DOS PARTIDOS POPULISTAS

As eleições na França demonstram que os partidos populistas aproveitam bem os problemas sociais se isso lhes for conveniente, e se os partidos envolvidos na governação forem insensíveis para esses problemas.
 
O aumento da inflação que é transversal aos países europeus, obriga a que os políticos tenham a devida sensibilidade aos problemas dos cidadãos, e não venham com discursos do tipo " não embarcar na ilusão", ao recusar aumentar salários. 
 
Também não é com medidas para certos nichos de população (com rendimentos abaixo dos 415€), que não passam de esmolas. Os salários em Portugal são, há muitos anos, insuficientes para proporcionar um nível de vida decente de quem trabalha, e as pensões são ainda mais miseráveis. Combater as grandes diferenças salariais é um dever de qualquer governo, ainda por cima socialista. 
 


 

sexta-feira, novembro 25, 2016

O TRABALHO E O DINHEIRO

Uma das coisas que o tempo se encarregou de me ensinar foi o facto de ninguém enriquecer apenas com os proveitos do trabalho honrado. Já sei que me chamaram cínico, talvez porque exista alguém que o conseguiu, mas se virem bem serão bem poucos, e encaixam perfeitamente na classe das honrosas excepções.

É sabido que os portugueses têm trabalhado cada vez mais horas, cada vez mais se acumulam funções, e cada vez mais se penaliza a saúde e a família.

Os salários não esticam e cada vez mais estão desadequados. Quem se pode admirar que existam cerca de metade dos portugueses com falta de dinheiro para honrar os seus compromissos?

Quando falamos de riqueza geralmente referimos o que consta das estatísticas, e portanto à actividade legal e registada para efeitos fiscais, mas estamos a ignorar toda a economia subterrânea, que tem uma grande expressão no nosso país, como é sabido.


A redistribuição da riqueza é mal feita, apesar do que dizem os especialistas, e os políticos, e o resultado está plasmado nos estudos mais actuais em que se constata que há cada vez mais ricos, ao mesmo tempo que há mais gente em sérias dificuldades para levar uma vida decente, mesmo tendo emprego e não tendo hábitos consumistas.


sexta-feira, janeiro 04, 2013

LIXADOS E MAL PAGOS



Estes dois anos do governo de Passos Coelho tiveram o condão de conduzir Portugal ao top de muitos patamares europeus.

Estávamos habituados a considerar que o país estava num nível mediano, comparativamente ao universo dos países europeus, principalmente desde o alargamento, mas em apenas dois ou três anos as coisas mudaram radicalmente.

Segundo os padrões da UE temos mais de 800 mil trabalhadores mal pagos, isto é, recebendo menos de 3,4 euros por hora, proeza que só tem como concorrente a Roménia.

Passos Coelho e Vítor Gaspar podem orgulhar-se de terem conseguido aquilo a que se propuseram, que foi o projecto de embaratecer o custo do trabalho, afinal o seu objectivo de poder, que muitos não quiseram ver.


Pawel Kuczynski

segunda-feira, dezembro 17, 2012

CONVERSAS DA TRETA



Apesar do que dizem os nossos governantes o país está de rastos, a fome é uma dolorosa realidade, o desemprego é galopante, os hospitais já não conseguem responder às necessidades, os salários dos que ainda têm trabalho já não garantem uma vida decente, e as empresas fecham às dezenas a cada dia que passa.


Este Natal vai ser um Natal sem presentes para muita gente, e os que ainda têm algum dinheiro gastam-no em roupas, comida e outros bens essenciais, porque o ano que se segue promete ser ainda pior.


Vamos no bom caminho diz Passos Coelho, mas não é isso que sentem a maioria dos cidadãos deste país. Esperança, a que se refere Cavaco Silva, não existe, pelo menos para os tempos mais próximos e com estes governantes.


Caminho by Slawomir-Luckzynsk

terça-feira, agosto 28, 2012

A FRASE DA SEMANA


“A pobreza está regressar à Europa”, é a frase que sem surpreender os mais atentos, será talvez a mais forte para a opinião pública e porventura para o poder político europeu.

Jan Zijderveld, o responsável pela unidade de negócios do mercado europeu da Unilever, não poupou nas palavras nem colocou paninhos quentes na situação, quando apresentou as soluções da sua empresa para a situação de crise que grassa pela nossa zona económica.

Se a utilização de produtos mais baratos e de embalagens mais pequenas, são quase que óbvias, o que importa referir no discurso deste responsável da Unilever, é que as empresas “sabem como fazer isso, mas na Europa esquecemo-nos disso nos anos anteriores à crise”.

Não serão muitas as empresas a conseguir adaptar-se com a rapidez necessária à situação de crise que vai alastrando pela Europa, mas se todos os empresários e o poder político prestarem atenção ao fato de estar a Europa à beira da pobreza, talvez ainda seja possível evitar a descida ao fundo do poço.


sexta-feira, maio 25, 2012

REGRESSO AO PASSADO

Não sou propriamente um saudosista do passado, ainda que tenha tido uma juventude relativamente interessante, mas por vezes certos factos do presente fazem-me recordar outros do passado. 

Nos finais da década de 60 do século passado, havia um número restrito de famílias que dominavam a economia nacional, e eram donas de bancos e das maiores empresas nacionais, com o beneplácito do regime, evidentemente. As coisas continuaram imutáveis até ao 25 de Abril de 1974, e só então o seu poder abanou e, alguns, foram mesmo forçados a fugir para o estrangeiro, e viram parte dos seus bens nacionalizados. 

Em finais da década de 70 e na década de 80, estas mesmas famílias foram indemnizadas, e viram alguns dos seus negócios regressarem ao seu poder, bem ao contrário de milhares de retornados que foram forçados a regressar a Portugal com uma mão à frente e outra a cobrir o traseiro, e que nunca foram indemnizados pelo Estado português nem pelos estados que lhes nacionalizaram os bens. 

As ditas famílias voltaram a ser poderosas, algumas têm hoje mais do que tinham no passado, e a grande maioria do povo que tinha experimentado uma melhoria de vida durante cerca de duas décadas, vê de novo a miséria rondar a porta, devido aos baixos salários e ao desemprego que aumenta todos os dias. 

Por muito que não gostem do título deste post, ou do seu conteúdo, o que ninguém pode negar é que, como no passado que recordei, os ricos estão a ficar cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

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Humor e Servilismo
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Foto - Solarenga
By Palaciano

sábado, maio 12, 2012

VAMOS NO BOM CAMINHO

Uma das frases que me dá arrepios, na voz dos nossos governantes, é precisamente a de que «vamos no bom caminho». Em regra de cada vez que nos vão ao bolso lá vêm pelo menos dois ministros afirmar que vamos no bom caminho. 

Eu devo estar muito confuso, ou então vamos falhar mais uma vez as metas do défice, se não houver mais uma batota contabilística de última hora. Outra coisa que está no meio do tal caminho é o aumento do desemprego, mas para Passos Coelho isso significa o aumento de oportunidades. Também vamos ver os nossos salários descerem ainda mais este ano e no seguinte, mas é porque temos salários “altíssimos”, pelo menos na opinião de certas confederações patronais e analistas do regime. 

Este bom caminho que estamos a trilhar está a enterrar o país e a empobrecer cada vez mais a maioria dos cidadãos, mas a troika diz-se quase satisfeita e isso basta para o nosso governo. Afinal dentro de ti rectângulo à beira mar plantado, quem mais ordena não é o povo mas sim os mercados. É precisamente isso que eu oiço de cada vez que fala um ministro, dizendo que tem de ser assim, porque só assim é que ficaremos nas boas graças dos mercados.

 Um dia destes nem será preciso irem a votos porque até nisso prevalecerá a vontade dos mercados, que não podem ser contrariados
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                                              Humor e Coveiros
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Foto by Palaciano

segunda-feira, março 05, 2012

CEGUEIRA COMPLETA

Passos Coelho diz-se agora “moderadamente optimista” e afirma que 2012 será o ano mais difícil e que depois disso virão dias melhores. Diz o 1º ministro que não prevê mais medidas de austeridade, mas quem é que nele acredita?

A realidade é bastante mais negra, e essa não parece fazer parte do discurso oficial. O aumento das mortes registadas nas últimas semanas já foi desvalorizado pelas autoridades de saúde, que sobre as dificuldades dos cidadãos nada têm a dizer.

Os números do desemprego são incómodos, e já ultrapassaram todas as previsões do governo, mas o alarme só existe na sociedade. O executivo vem agora anunciar uns paliativos que se resumem a uns cursos de formação e nada mais.

Soube-se também que já são mais de 100 mil pessoas com os ordenados penhorados, mas isso é devido à inconsciência dos endividados, que não souberam prever-se, e não das más políticas seguidas e dos erros praticados na economia onde pontuavam os bancos que tudo facilitavam dizendo que o dinheiro era fácil.

Com os ordenados congelados para o próximo ano, com o mercado do trabalho a encolher a cada dia que passa, com a inflação crescente e com o aumento dos impostos, o próximo ano será ainda pior, mas isso não é dito por Passos Coelho, que não vê ou não quer ver o que se passa neste pobre país.

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Humor e Desemprego

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Foto - Flor Amarela