domingo, fevereiro 22, 2015
TORRE DE BABEL
terça-feira, janeiro 31, 2012
AUSTERIDADE E SOBERANIA
De aperfeiçoamento em aperfeiçoamento, sem ser nunca dada qualquer hipóteses de os cidadãos se pronunciarem, e sem uma discussão alargada relativamente ao seu aprofundamento, eis que se chegou a uma crise e estamos perante cenários não previstos.
A fragilidade desta construção arquitectada por gente em quem nem sequer votámos, com projectos nunca democraticamente discutidos, surgiu na sua única forma possível, que se traduziu num directório de dois países que acabou por tomar as decisões por todos os outros.
França e Alemanha, principalmente esta última, ditam os seus termos a troco de empréstimos a que chamam programas de ajuda. A ajuda financeira começa por ser um negócio rentável, eu diria mesmo especulativo, que acaba por asfixiar os ajudados, que são forçados a uma austeridade extrema que impede qualquer hipótese de crescimento, afundando-os irremediavelmente.
Perante a dependência absoluta, a “ajuda” toma uma nova faceta que se traduz na absoluta tutela económica, como a que a Alemanha veio agora propor à Grécia. A Alemanha esqueceu-se do que pode acontecer quando um povo assiste a um atentado à sua soberania e à sua dignidade, e devia ter em conta a sua própria experiência passada, cujos resultados foram os que se conhecem.

terça-feira, novembro 29, 2011
PECADO DA SOBERBA
Sempre ouvi dizer que “quem tudo quer, tudo perde” mas parece que os senhores que apoiam este governo desconhecem o ditado, ou desconhecem o funcionamento da economia.
Já decidiram o corte dos subsídios de féria e de Natal dos funcionários públicos e dos pensionistas em 2012 e 2013, mas nunca se preocuparam muito com o que vão perder no que respeita a IRS, como se isso não fosse importante. Só o era, na sua óptica relativamente ao sector privado, disseram.
Agora mexeram no IVA, e fizeram disparates que nem um analfabeto faria. A água engarrafada paga o mesmo imposto que o vinho, e a restauração passa para os 23% de IVA.
Ninguém nos veio dizer qual o impacto destas medidas, ao nível das receitas cobradas e do desemprego que vão gerar, porque nem eles sabem em que é que se meteram.
Aumentam os horários de trabalho do sector privado em meia hora, diminuem o número de feriados e cortam nas férias e no pagamento do trabalho extraordinário, sem se perguntarem pelo impacto. Quantos postos de trabalho se vão perder?
Estas medidas, entre outras, vão ter efeitos negativos no emprego e na economia, mas temos um governo que teima em castigar os cidadãos, sem ter qualquer previsão fundada da bondade e da utilidade das mesmas.
Será que alguém se convence que quanto mais pobres formos melhor ficará o país?

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