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domingo, novembro 21, 2021

3º DOSE E FRACASSO NA VACINAÇÃO

A saída do vice-almirante da Task Force da vacinação contra a Covid foi prematura, porque já se sabia que a efectividade das vacinas era limitada e que o reforço iria ser necessário, como também era absolutamente necessária a vacinação contra a Gripe para os mais velhos e outros grupos mais fragilizados.
 
A notoriedade de Gouveia e Melo não agradava aos políticos da nossa praça, e houve tanta pressa em o "despachar" que até causaram um problema com Marcelo Rebelo de Sousa.
 
Quando o vice-almirante foi questionado sobre o sucesso da sua missão na vacinação de 85% dos portugueses, ele afirmou claramente que o segredo foi a ausência da política na sua acção, e que ele não era nenhym D. Sebastião.
 
O problema que temos hoje é exactamente o envolvimento da política (e dos políticos) no processo de vacinação, o que está a causar muita confusão: entre os portugueses com mais de 65 anos que tomaram a AstraZeneca, entre os que tomaram a da Jansen que afinal era fraquinha, e entre os pais das criancinhas que já não percebem se devem vacinar ou não os filhos.
 
Correndo risco de acusações de machismo, livrem-nos da Marta Temido e da Graça Freitas que já deram provas de andar à nora com tudo isto.


 

sábado, junho 20, 2020

DOS ELOGIOS À BALDA


Sabe-se que é muito fácil passar-se de bestial a besta, e é um pouco isso que se passou com os portugueses, que de exemplo na contenção e disciplina nos primeiros dias de confinamento, depressa passaram a irresponsáveis.

Os tempos parecem estar tão confusos como boa parte dos irresponsáveis que andam por aí sem os cuidados mais elementares. São os politicamente correctos para quem tudo é racismo, querendo botar tudo no mesmo saco, misturando o passado (que não conhecem) com o presente, como se o tempo e as mentalidades não tivessem mudado. Há também os que levam a sua ignorância para o campo da destruição, pretendendo assim obliterar o passado.

Mundo confuso este em que vivemos, em que parece que todos berram, mas poucos discutem serenamente procurando entender o que se passa, para construir um futuro melhor.

Em tempos de crise, sanitária, económica, de valores, e de instabilidade, pedia-se mais aos políticos que bem podiam ser mais assertivos, menos palavrosos, e sobretudo mais firmes na defesa das populações, actuando sempre que uns quantos colocam em causa a ordem e as normas mais elementares de defesa do bem público.

By Tom Curry

domingo, março 22, 2020

O COVID 19 E OS COMPORTAMENTOS


As autoridades de saúde europeias continuam a dizer que o uso de máscaras de protecção não é recomendada para quem não está infectado, que pode dar uma falsa sensação de segurança que não existe, mas em França (por exemplo) pedem que as máscaras sejam entregues aos hospitais para serem usadas pelos profissionais de saúde. Há limites para a hipocrisia, pois todos sabemos que os países que as usaram intensivamente (no oriente) e seguindo instruções das autoridades de saúde, conseguiram diminuir mais rapidamente as taxas de contaminação. Outra verdade, porventura mais cruel, é que as autoridades não conseguiram ter as reservas necessárias de material de protecção para responder às necessidades dos profissionais de saúde.

Outra asneira de bradar aos céus foi o facto de ser recusado o desembarque dum navio de cruzeiro em Portugal, e de seguida receber uns 90 autocarros com pessoas desse navio que acabou por aportar em Cádiz. O ministro Cabrita não se limitou a este triste espectáculo, pois logo em seguida autorizou que um navio de cruzeiros com destino a Espanha, aportasse em Lisboa, escudando-se no facto de 27 dos passageiros serem portugueses. Senhor ministro, eu obviamente demitia-o.

Neste fim-de-semana muitos portugueses saíram à rua “para apanhar ar e dar uma volta” ignorando as mais elementares regras de segurança, e curiosamente alguns foram contra o estado de emergência. É muito tuga só acatar ordens quando a isso são obrigados.