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sábado, dezembro 18, 2021

BEATI PAUPERES SPIRITU…

Apesar da maioria dos portugueses ter aderido à vacinação e estar a respeitar a regras do uso da máscara onde é recomendado, da higienização das mãos e do distanciamento social, há ainda quem não queira aceitar a evidência dos números e da ciência.

Nós vivemos em sociedade, não somos ilhas, e os nossos comportamentos têm influência naqueles que nos rodeiam, e é por isso que existem regras de convivência, que existem as leis, exactamente para evitar que os nossos comportamentos (indevidos)  possam prejudicar aqueles que estão ao nosso redor.

Não existe Liberdade quando não há responsabilidade, e há quem não o queira perceber.  


 

sexta-feira, junho 25, 2021

A MINISTRA IRRELEVANTE

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, demitiu com efeitos imediatos o director-geral do Património Cultural, Bernardo Alabaça, por considerar que a DGPC está "inoperacional".
 
Não sei onde tem estado a senhora ministra durante este tempo todo, porque a DGPC já está paralisada há muito tempo, sobretudo por falta de meios para sair da decadência e do marasmo que se tem prolongado pelas últimas décadas.
 
Uma ministra sem peso político, como Graça Fonseca, não consegue com que o todo poderoso ministro das Finanças abra os cordões à bolsa para se garantir sequer a manutenção dos edifícios e o pessoal que garanta um funcionamento minimamente aceitável dos serviços dependentes da DGPC. 
 
Casa onde não há pão...
 
Mais uma vez se percebe que os problemas deste Governo se resolvem com as demissões de pessoal inferior, porque os ministros se consideram a última bolachinha do pacote.

 


terça-feira, novembro 24, 2020

O ESPARGUETE DOS TEMPOS DIFÍCEIS...

Vivemos tempos difíceis e dificilmente conseguiremos ultra+assar esta crise sanitária sem o contributo de todos. 

Eu sei que é difícil e basta ver em que mundo vivemos, onde metade desconfia de outra metade, onde a liberdade é encarada de diferentes formas, a responsabilidade é muitas vezes descartada, e a idiotice atinge as raias da loucura.

Aguardemos melhores dias, o que geralmente proporciona mais harmonia...




 

domingo, março 22, 2020

O COVID 19 E OS COMPORTAMENTOS


As autoridades de saúde europeias continuam a dizer que o uso de máscaras de protecção não é recomendada para quem não está infectado, que pode dar uma falsa sensação de segurança que não existe, mas em França (por exemplo) pedem que as máscaras sejam entregues aos hospitais para serem usadas pelos profissionais de saúde. Há limites para a hipocrisia, pois todos sabemos que os países que as usaram intensivamente (no oriente) e seguindo instruções das autoridades de saúde, conseguiram diminuir mais rapidamente as taxas de contaminação. Outra verdade, porventura mais cruel, é que as autoridades não conseguiram ter as reservas necessárias de material de protecção para responder às necessidades dos profissionais de saúde.

Outra asneira de bradar aos céus foi o facto de ser recusado o desembarque dum navio de cruzeiro em Portugal, e de seguida receber uns 90 autocarros com pessoas desse navio que acabou por aportar em Cádiz. O ministro Cabrita não se limitou a este triste espectáculo, pois logo em seguida autorizou que um navio de cruzeiros com destino a Espanha, aportasse em Lisboa, escudando-se no facto de 27 dos passageiros serem portugueses. Senhor ministro, eu obviamente demitia-o.

Neste fim-de-semana muitos portugueses saíram à rua “para apanhar ar e dar uma volta” ignorando as mais elementares regras de segurança, e curiosamente alguns foram contra o estado de emergência. É muito tuga só acatar ordens quando a isso são obrigados.



terça-feira, fevereiro 27, 2018

TOMAR DECISÕES NOS GABINETES

Já ando no mercado de trabalho há muitos anos, já passei por diversas empresas de diversos ramos, e por várias repartições públicas, e conheci muitas chefias, mas tem sido no sector público que tenho deparado com mais decisões e ordens que raiam a anedota e que prejudicam grandemente a imagem dos serviços.

Em geral as decisões são tomadas dentro dos gabinetes, comunicadas às chefias escolhidas pelos senhores dos gabinetes, que depois dão ordens a quem está no terreno, que bem podem reclamar, que só conseguirão ser considerados inconveniente ou insubordinados.


Descer dos gabinetes ao terreno não faz parte da cultura de muitas chefias, que não o fazem porque também nunca assumem responsabilidades pelos falhanços, que esses ficam sempre para os subordinados. Nas empresas privadas essa atitude geralmente não colhe, já no Estado as coisas correm de modo muito diferente, porque nas avaliações de responsabilidades a palavra da chefia tem mais valor do que a do subordinado, e a chefia quase nunca assume que os erros da sua equipa são da sua responsabilidade directa.


segunda-feira, agosto 29, 2016

DESPORTO, SAÚDE, SEGURANÇA E TRÂNSITO

Andar de bicicleta é bom e recomenda-se a quem tem uma vida sedentária e procura queimar umas gorduras dum modo saudável e seguro.

Quando falamos em actividades saudáveis e seguras, não falamos em percursos perigosos e em situações que colocam em causa quem gosta de andar de bicicleta, e infelizmente é o que mais vemos pelas nossas estradas dentro, e em redor das grandes urbes.

Os “atletas” das duas rodas gostam muito de rodar pelas estradas mais congestionadas onde circula mais gente, lado a lado se tiverem companhia, engarrafando o trânsito o que lhes dá uma maior plateia, sem dispositivos de segurança, como capacetes, coletes reflectores, luzes ou superfícies reflectoras, e sem espelhos que lhes permitam ver quem vem atrás, o que nem é obrigatório, segundo me dizem.

Para quem procura um transporte alternativo, menos poluente e que é benéfico para a saúde, acho que a abordagem é desastrosa e coloca em perigo todos os que andam pelas estradas, especialmente os que menos protecção têm, e esses são os ciclistas.


Talvez seja útil rever as condições em que circulam os nossos ciclistas, e tratar de os proteger, responsabilizando-os e exigindo que cumpram regras que contribuem para a sua própria segurança. As estradas já são muito pouco seguras, não é necessário colocar em perigo quem circula em veículos que não oferecem qualquer protecção aos seus utilizadores.

Nota: Vou de férias e desejo aos meus eventuais leitores muito bom tempo e boas leituras. Até breve.

Quintal By Palaciano

domingo, janeiro 25, 2015

NEM UM PEDIDO DE DESCULPAS...



Quem está em lugares de decisão, espera-se que as pessoas decidam, As decisões podem ser boas, más ou nem boas nem más, e isso mede-se na análise dos resultados.

Em Portugal e em situação de austeridade imposta pela troika e apoiada pelo governo em funções, temos um ministro da Saúde que não se inibiu de encerrar serviços, cortar no orçamento e diminuir despesas.

Como sempre acontece em qualquer situação, as medidas executadas tiveram consequências, e neste caso foi evidente que os hospitais perderam capacidade para enfrentar situações críticas, bem evidentes nos aumentos do tempo de espera nas urgências, nas consultas de especialidade e nas intervenções cirúrgicas e nos exames complementares de diagnóstico.

O lado mais visível destes cortes na saúde, foram os originados pela demora nas urgências hospitalares, que podem ter resultado, sozinhas ou em acumulação com outras carências, na morte de utentes.

Um ministro com alguma sensibilidade e responsabilidade política nunca proferiria uma frase como a que Paulo Macedo proferiu sobre o facto de terem morrido 700 pessoas nas urgências no mês de janeiro, em que disse “nada tem de assustador”. Mesmo salvaguardando o facto de ainda não ter terminado o mês de Janeiro, e de que não podemos ainda apontar que o atraso na prestação de cuidados seja a causa directa de algumas destas mortes, a frase é brutal.

Quem decide pode falhar, há sempre esse risco, mas esta falta de sensibilidade por parte de quem não quer admitir o erro, que é evidente para a generalidade dos portugueses, e que devia antes ter equacionado essa hipótese, ou mesmo ter pedido desculpas, mostra que a saúde não pode estar entregue a uma pessoa com este tipo de abordagem a situações desta natureza.