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quarta-feira, janeiro 09, 2019

CULTURA - OS CONSELHOS DA DGS


Estamos a atravessar uma época com temperaturas baixas e por isso mesmo propícia a resfriados e gripes, que quando não devidamente curadas podem levar a problemas mais graves.

Os locais de trabalho nem sempre oferecem condições mínimas para que alguém se proteja devidamente do frio, até porque há quem trabalhe no exterior, quem tenha que entrar e sair de ambientes com temperaturas diferentes, ou mesmo quem trabalhe em edifícios ou postos em que as condições são de risco, ou mesmo más (correntes de ar, frias, poeirentas, e até em contacto com pessoas de outras paragens).

Lendo atentamente os conselhos da DGS, e começando por manter o corpo quente, ficamos logo elucidados sobre a inadequação a muitos postos de trabalho (luvas, gorro/chapéu e várias camadas de roupa). Gostei imenso do conselho de evitar quedas, e adorei o cuidado em manter o contacto e a atenção aos outros, ajudando-os a protegerem-se.

Como a DGS está preocupada comigo, e com todos os portugueses, também acho estar no direito de aconselhar a DGS a propor ao Governo que em caso verificado de sintomas gripais os funcionários sejam aconselhados a ficar em casa por 3 a 5 dias, consoante a prescrição médica de tratamento da maleita.

Já que estamos a falar da saúde das pessoas, apetece-me perguntar quando é que a DGS aconselhará o Ministério da Cultura a cumprir as suas obrigações no que respeita à Medicina do Trabalho?



terça-feira, outubro 27, 2015

VIVER É UM RISCO PARA A SAÚDE

Com alguma periodicidade somos bombardeados com notícias, que nos querem fazer crer que a ingestão deste ou daquele alimento, ou bebida, podem ser prejudiciais à nossa saúde.

Os avisos mais recentes incidem sobre a carne processada e sobre a carne vermelha, mesmo quando não processada, que seriam cancerígenas ou provavelmente cancerígenas. Ainda há poucos dias também foi noticiado que as águas podiam ser más para a saúde, no caso de terem um PH mais baixo que o PH corporal.

A sabedoria popular diz-nos que devemos variar a nossa dieta alimentar, ingerir sobretudo produtos da época, bastante fruta e legumes, e preferir os produtos naturais e tradicionais.

A OMS devia dizer era as razões que levam a que as carnes processadas, segundo processos autorizados, as transformem em produtos cancerígenos. Talvez seja importante recordar que os processos tradicionais, e ancestrais, foram abandonados por serem considerados pouco seguros para a saúde.


O fundamentalismo é sempre mau conselheiro.


terça-feira, junho 16, 2015

POBRE SAÚDE



Enquanto se ouvem uns quantos “comentadores” dizer que o ministro da Saúde tem feito um excelente serviço à frente do ministério, contatamos que se fazem menos consultas no serviço público, mesmo que depois surjam outros números, encomendados pelo dito ministério, ou pelo governo, que dizem o contrário.

A dura realidade é que os portugueses ganham cada vez menos, pelo menos a grande maioria, e as taxas moderadoras não baixam, os portugueses gastam cada vez mais com a saúde, mesmo que muitos deixem de comprar tudo o que lhes é receitado, por manifesta falta de dinheiro.

Fecharam vários hospitais e muitos centros de saúde, os cuidados continuados continuam a ser manifestamente insuficientes, o acesso a alguns exames e consultas é cada vez mais difícil, faltam medicamentos, e o acesso a camas hospitalares são mais difíceis, mas temos cada vez mais camas no sector privado, e este vai prosperando devido à escassez de resposta do sector público.

O senhor ministro pode ser um barra em finanças ou em economia, mas a Saúde está pior do que quando ele foi investido, disso não há qualquer sombra de dúvida. 


terça-feira, abril 07, 2015

A SAÚDE EM PORTUGAL



Não faz sentido encarar mais um Dia Mundial da Saúde sem fazer um balanço do que se passa no sector, e especialmente se estamos a melhorar a qualidade dos serviços prestados, ou se pelo contrário estamos a descurar os cuidados de saúde dos portugueses.

Começando pelo número de camas de internamento nos hospitais públicos, temos uma clara diminuição das mesmas, em contraste com o aumento das dos hospitais privados.

Falando de qualidade temos que os internamentos no serviço público foram em 95% dos casos em enfermarias, já nos hospitais privados 61% dos internamentos foi feita em quartos privados.

No atendimento de situações urgentes houve uma ligeira diminuição no serviço público, que mesmo assim esteve com os serviços a rebentar pelas costuras em diversas épocas do ano, e um aumento significativo das urgências no sector privado que quase duplicou esse atendimento.

Se o número de centros de saúde pouco diminuiu, a verdade é que as urgências básicas e os serviços de atendimento permanente ou prolongado foram reduzidos em mais de 60%.

Sendo esta a situação actual, mesmo que em traços bem largos, podemos concluir facilmente que a situação está pior para os que mais necessitam do Serviço Nacional de Saúde devido à sua situação socioeconómica, para os que vivem longe dos grandes centros populacionais, para os mais idosos e para todos os que não podem pagar bons seguros de saúde.

Em termos práticos e numa linguagem simples, a grande maioria dos cidadãos está mais mal servida, os grandes grupos económicos detentores dos hospitais privados, e das companhias de seguros, prosperam à custa da saúde e do erário público por abandono por parte do Estado no investimento no sector, não garantindo assim a igualdade de direitos a todos os portugueses em termos de saúde. 

“É coisa preciosa, a saúde, e a única, em verdade, que merece que em sua procura empreguemos não apenas o tempo, o suor, a pena, os bens, mas até a própria vida; tanto mais que sem ela a vida acaba por tornar-se penosa e injusta.

Michel de Montaigne



segunda-feira, janeiro 05, 2015

A DOENÇA DA SAÚDE



No dia seguinte ao Natal passado escrevi um post com o título “a saúde está muito doente” onde referi esperas por atendimento nos hospitais de cerca de 24 horas, depois disso surgiram casos de espera igualmente estranhos noutros hospitais, e até pelo menos dois casos de pessoas que morreram nas urgências sem sequer terem sido atendidas.

Uma situação destas, que revela carências de pessoal médico e não só, numa altura em que emigram profissionais de saúde todos os dias, atingindo números nunca vistos, tem que ter explicações lógicas e certamente culpados.

Pelo que se soube pela comunicação social a dificuldade em contratar médicos para o final do ano prendia-se com os baixos valores hora oferecidos pelas empresas de prestação de serviços, o que revela a evidência de falta de pessoal efectivo nas unidades de saúde, e com os valores baixos oferecidos aos prestadores de serviços.

Sendo sobretudo um problema de recursos humanos e de salários, então é evidente que temos um Ministério da Saúde que não funciona como deve ser, e que estamos portanto com um problema essencialmente político.

Quando estamos perante uma doença o seu diagnóstico é uma necessidade, e neste caso a doença é da política seguida neste sector, que não pode ser gerido como uma qualquer mercearia, onde os stocks podem ser reduzidos ao mínimo, porque a saúde não é um negócio, porque aqui o que está em causa não são pacotes de bolachas ou latas de atum, mas sim vidas de portugueses, que deviam estar acima de tudo o resto.  



sexta-feira, dezembro 26, 2014

A SAÚDE ESTÁ MUITO DOENTE

Consta que o 1º ministro de Portugal foi com um familiar doente ao hospital Amadora Sintra, onde pôde constatar que o atendimento estava "ligeiramente" demorado, que é o mesmo que dizer que o tempo de espera pelo atendimento rondava as 24 horas.

Passos Coelho que é um adepto fervoroso da privatização dos serviços, e que diz que temos uma Segurança Social acima das nossas posses, viu uma vez na vida, aquilo de que se queixa todo o país, que é precisamente a falta de resposta do SNS às necessidades dos utentes, devido aos cortes que Passo Coelho e seus ministros têm feito no sector.

Um destes dias os cidadãos que pagam os seus impostos e fazem os seus descontos para a Segurança Social ou outros subsistemas de saúde, irão perguntar para onde vai todo esse dinheiro, porque o Estado não lhes proporciona serviços compatíveis com esse esforço. Também haverá quem se lembre da Constituição e pergunte porque é que o governo a não cumpre...
 

terça-feira, julho 03, 2012

A VERDADEIRA FACE DA SAÚDE

A saúde, tal como os restantes sectores, passou a ser considerada, por este governo, como um negócio e nada mais do que isso. O liberalismo apregoado e nunca desmentido, tem consequências que em certos sectores podem ser preocupantes. 

Já se estava a assistir a atrasos nas intervenções cirúrgicas, a protestos dos profissionais de saúde, e a uma degradação de serviços visível aos olhos dos utentes mais frequentes. O acesso aos serviços de saúde está cada vez mais difícil e mais caro. 

O critério utilizado no corte de despesas diz tudo sobre a preocupação deste governo com os aspectos essenciais do serviço de saúde: as adjudicações de bens e serviços são pelo valor mais baixo. 

Transformar hospitais e centros de saúde em mercearias só com produtos de marca branca, é um erro crasso, e uma idiotice que a nossa sociedade pagará a um preço muito caro. Dirigir um sector desta importância com espírito de contabilista é uma atitude assassina! 

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sexta-feira, junho 15, 2012

MENOS SAÚDE

Um dos bens mais preciosos de qualquer pessoa é a saúde, que até está inscrita na Constituição como um direito, mas as coisas nunca são assim tão simples como pode parecer. 

Com o pretexto da crise, que serve para explicar quase todas as acções governamentais nos nossos dias, os cortes atingiram também este sector. Não se combateu a incompetência, nem sequer as más práticas, como seria de esperar, mas apertou-se o cinto sem qualquer critério clínico. 

Não se julgue que o ministério não tem mostrado actividade, porque como se viu recentemente, pois até se pretende ir a casa de crianças para avaliar o risco de acidente, a fim de diminuir o risco para as vulneráveis criancinhas. 

Mesmo com medidas louváveis, mesmo que discutíveis, o ministério tem muito mais com que se preocupar, começando por analisar as dificuldades no acesso à saúde por parte de muitos utentes, ou pela extrema demora na obtenção de consultas de várias especialidades, e a dificuldade em fazer determinados exames. 

Claro que todos ouvimos um senhor do governo dizer que os casos divulgados de dificuldade no acesso à saúde, são caricatos. Talvez seja uma boa oportunidade para convidar o senhor a disponibilizar-se a ir sem comitiva e sem aviso prévio aos hospitais do serviço nacional de saúde, e tirar uma senha e esperar junto dos restantes utentes, de ouvidos atentos às conversas em seu redor. 

A culpa será só da troika, ou será que há muita insensibilidade e muita ignorância da realidade por parte dos altos responsáveis da saúde em Portugal?

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Humor a Conta-Gotas

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Foto Florida

sexta-feira, abril 27, 2012

A SAÚDE NESTE PAÍS

A saúde económica do país é simplesmente deplorável, mas o Sistema Nacional de Saúde (SNS), que até já foi dos mais elogiados do mundo, está muito “doente” e não se preveem melhoras nos tempos mais próximos. 

Neste sector também existem as famosas parcerias público privadas (PPP), as tais parcerias que o governo se comprometeu a rever, pois há fundadas suspeitas que muitas PPP’s são contratos onde os interesses do Estado foram descurados. 

No caso da Saúde temos situações que são no mínimo insólitas e que eu acho que serão difíceis de explicar. 

Uma coisa que me intriga é a de se aceitar que um mesmo grupo económico esteja no negócio dos seguros, tenha hospitais privados com acordos com os sub-sistemas públicos, e que esteja a fazer a gestão de hospitais públicos. O conflito de interesses é óbvio mas isto acontece em Portugal. 

Também se estranha que sejam autorizados e criados hospitais públicos e privados em quantidade e que perante um excesso de oferta se encerrem unidades do serviço público, para rentabilizar os novos investimentos.

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Foto - Azul

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Humor e Mordidela

terça-feira, dezembro 13, 2011

A SAÚDE E O DINHEIRO

Há quem continue a pensar que é apenas o dinheiro que faz o mundo girar, e engana-se, porque sem saúde o dinheiro não vale nada.

A riqueza resulta do trabalho de todas as actividades que se conhecem, mas para trabalhar as pessoas necessitam de ter saúde, porque senão não podem produzir o suficiente para ser suficientemente rentável o seu desempenho.

Em Portugal temos políticos e gestores que encaram a saúde apenas como um negócio e não como um investimento, demonstrando completa falta de visão.

É um dado adquirido e comprovado que trabalhadores motivados, saudáveis e confiantes no seu futuro são mais produtivos, mas a aposta dos nossos políticos actuais vai exactamente em sentido contrário.

A boa saúde dos cidadãos é do interesse de todos, Estado, patronato e restante população, e as medidas que este governo está a tomar, que não moderam o seu acesso, antes o dificultam ou mesmo impedem, são inconstitucionais e lesivas do interesse nacional.