Que me desculpem por falar de
algo que não é da minha área de conhecimento, mas não serei o único.
Este vírus da COVID-19 apareceu e
logo se estabeleceu uma grande confusão. Ouvimos de tudo, desde que era uma
constipaçãozinha, que se curava com isto ou com aquilo, que se combatia com o
confinamento, que as vacinas solucionavam o problema, que a imunidade de grupo
se atingia com 70% de vacinados, que bastavam duas doses, e mais isto e aquilo.
Os conselhos começaram por ser
vacinar os mais velhos e o pessoal da saúde, logo se encaixaram os políticos e
os órgãos de soberania, depois vieram os senhores professores sabe-se lá
porquê, passando à frente de pessoas com mais de 65 anos, bombeiros e polícias,
enfim, uma trapalhada.
Não se vacinavam os mais novos
por serem menos afectados, agora vacinam-se a partir dos 16,esperando-se “evidências
científicas robustas” para vacinar abaixo dessa idade. Sabe-se que os mais
velhos perdem as defesas mais depressa que os mais jovens, e que ao fim de seis
meses as suas defesas são insuficientes, mas aguardam-se “evidências
científicas robustas” para lhes ministrar uma 3ª dose.
Enquanto morrem idosos nos lares,
discute-se se devemos vacinar as crianças e os senhores professores. Não
falaram nos políticos e nos detentores de órgãos de soberania porque esses
encaixam-se sempre.
Alguém que me explique o que são “evidências
científicas robustas”, porque me parece que andam às aranhas e a reboque do que
se vai fazendo noutros países mas com um atraso que está a custar muitas vidas.
Sejam claros.