sexta-feira, abril 08, 2022
LUCROS ALEATÓRIOS E INESPERADOS?
sexta-feira, dezembro 28, 2018
PORTUGAL ESTÁ A TORNAR-SE NUM PARQUE TEMÁTICO
quinta-feira, abril 29, 2010
ROBINS DOS BANCOS
Não costumo ter paciência para ouvir ou ler os “especialistas em economia”, e muito menos os comentadores dessa área cujas previsões e conselhos surgem sempre com atraso e ao sabor dos grandes interesses instalados.
Recebi por email um artigo de opinião de Nicolau Santos cujo título era “Cinco medidas imediatas para responder à crise”. Conheço bem a opinião do escriba, e o artigo confirmou a opinião (desfavorável) que tinha sobre ele.
As medidas imediatas que Nicolau Santos avança, são mais do mesmo. Cortes nas despesas do Estado, aumento do IVA e mais congelamentos para os funcionários públicos. Previsível e na linha do que os partidos do centrão vão adiantando.
Se bem me recordo não se prevê ir buscar dinheiro onde comprovadamente ele está, nem sequer penalizar quem durante estes anos todos delapidou o erário público, ou os verdadeiros responsáveis pela crise económica que até beneficiaram de ajudas com o nosso dinheiro.
As soluções destes senhores são há muito tempo as mesmas, e incidem sobre os rendimentos do trabalho, sobre as pensões para as quais descontámos durante muitas décadas, e até sobre os subsídios de desemprego que é um direito adquirido.
Votem nestes senhores, e depois venham queixar-se! Um dia a casa vem abaixo, e eu estou preparado para atirar uns quantos tijolos a estas cabecinhas pensantes.
sexta-feira, julho 17, 2009
INTERNET BUÉ CARA
Nem sei se o título está bem escrito, mas o caso não deixa de ser verdadeiro, seja qual for a grafia utilizada. A Autoridade da Concorrência (AdC) acabou de descobrir e divulgar esta realidade ao referir-se globalmente às comunicações electrónicas.
Os serviços de comunicações estão nas mãos de privados, o que segundo os gurus da economia devia ser uma vantagem, mas a verdade é que no caso particular da banda larga, apresentam tarifas exactamente iguais, pacotes iguais e até equipamentos do mesmo tipo. Sobre isto nada consta na análise conhecida.
A aposta do governo, anunciada até à exaustão, de investir nas novas tecnologias parece ter esquecido por completo o preço dos serviços. Não basta anunciar investimentos fabulosos em fibra óptica, e afirmar o apoio do Estado, porque afinal somos nós os utilizadores que pagamos, e demais, para que essas estruturas sejam feitas.
Como apontamento final uma palavrinha no que diz respeito à assistência fornecida pelos fornecedores dos serviços de Internet, que como sabemos são uma perfeita anedota, sendo o cliente atendido por um operador (chamar-lhe-ia telefonista) que quase nunca sabe patavinas de informática e que se limita a ler “a cartilha” que lhe colocam à frente, para procedimentos que os iniciados já fizeram sem resultados, e depois tomam nota dos dados para uma visita dos serviços técnicos. Mais um esclarecimento, as chamadas para o apoio ao cliente são pagos.
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quarta-feira, junho 03, 2009
CAPITALISMO
Todos tendem a considerar que falar do fim do capitalismo é um exagero, e o argumento mais forte é a inexistência de alternativa viável.
Não sei se têm razão, ou se pelo contrário apenas pretendem que assim seja, mas o que é certo é que o capitalismo já não é o que era, e nem sei se a designação faz justiça ao modelo cada vez mais evidente, da economia ocidental.
Há uns anos dizia-se “O que é bom para a GM é bom para os Estados Unidos”, hoje talvez se devesse dizer o inverso, quando nos referimos a esta empresa falida.
Os grandes bastiões financeiros do capitalismo tiveram que recorrer às ajudas estatais para não colapsarem, demonstrando as fragilidades de todo o sistema, assente na especulação. A indústria automóvel, também recorreu ao Estado para não encerrar as portas, e não falo apenas dos EUA, pois no Japão também há mãozinha do estado nesta indústria, e na Alemanha é o que se sabe.
O capitalismo puro e duro deixou de existir, muito por causa das consequências da sua ambição desmedida e da falta de ética e de fiscalização dos estados, mas tentará com toda a certeza, vir a tomar as rédeas da situação logo que as suas necessidades de liquidez estejam satisfeitas, e todos nós estejamos ainda mais pobres.
segunda-feira, junho 01, 2009
ARRISCAR E PERDER...
Esta notícia não é em nada relevante, porque as acções da SLN foram adquiridas e vendidas quando Cavaco Silva ainda não desempenhava as actuais funções, e os fundos que agora dão prejuízos, são uma contingência de quem arrisca em produtos desta natureza, que sabe que nada está garantido.
Afinal os economistas também falham nas suas apostas, mesmo aqueles que se pensa não terem dúvidas ...
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segunda-feira, dezembro 01, 2008
TÍTULOS PATUSCOS
Nunca me canso de achar graça aos grandes títulos dos nossos jornais, que no fundo são o espelho do que se diz nos meios que fornecem as notícias para a nossa imprensa.
Começo pelo grande título do Expresso do passado sábado que dizia textualmente “Governo salva BPP para defender imagem de Portugal”. No domingo, cheguei ao caderno de economia do mesmo semanário, e deparo com outro título sobre o mesmo assunto, “Teixeira dos Santos obrigado a salvar o BPP”.
Por força da minha actividade contacto diariamente com estrangeiros das mais variadas nacionalidades, e devo dizer que os elogios a Portugal, enquanto país interessante a nível paisagístico, monumental e suas tradições gastronómicas e arte de bem acolher quem nos visita, são uma realidade e colhem diante da esmagadora maioria dos estrangeiros, independentemente das nacionalidades. Ao nível político, económico e científico, confesso nunca ter ouvido nenhum elogio rasgado e fundamentado.
O primeiro título é ridículo, porque a imagem de Portugal no estrangeiro a nível económico e de desenvolvimento, é a decorrente do lugar que ocupamos, ou seja no fim das tabelas e indicadores europeus. O segundo, é ainda mais ridículo, porque um banco gestor de carteiras ou fundos e de grandes fortunas, não justifica nenhuma obrigação especial do Estado no seu “salvamento”, por se tratar de um negócio de elevado risco que não é passível de ser confundido com a banca comercial, esta sim factor de desenvolvimento, através do investimento no sector produtivo e receptor das pequenas poupanças.
Com a falência do BPP qual era o sistema que ficava em causa? A especulação bolsista?
sexta-feira, junho 27, 2008
CHORAI MEU POVO
Ao ler o DN de sexta-feira deparei com duas notícias capazes de fazer chorar as pedras da calçada. A primeira dizia que «Grandes famílias “perdem” 7,5 mil milhões» e a segunda refere que «Banca deve 53,4% do PIB ao estrangeiro».As notícias são aparentemente diferentes, mas lá bem no fundo estão relacionadas por um pormenor muito importante: há muito investimento especulativo e muito pouco gerador de trabalho. Na banca, e desde o início do ano, somam-se as perdas continuadas dos títulos cotados, sendo já extremamente difícil encontrar algum que não se tenha desvalorizado. Pode dizer-se que não é um prejuízo real, a menos que se esteja na posição de vendedor, mas esses activos valem presentemente muito menos do que há seis meses.
Na banca também se verificam perdas avultadas, e em todas as instituições cotadas, e tal facto não se deve apenas à crise internacional, porque muitos dos empréstimos foram concedidos para o consumo, há cada vez mais crédito mal parado, e o montante do crédito pedido pelos bancos a instituições estrangeiras atingiu valores tais que já começam a preocupar banqueiros estrangeiros que podem começar a restringir os empréstimos à banca nacional.
Não tarda teremos uns quantos senhores economistas a dizer que estamos a viver muito acima das nossas posses, mas podem crer que são os mesmos que tratam das grandes fortunas e dos maiores grupos económicos, que também recorrem ao crédito, ou então consultores e gestores dos maiores bancos e financeiras, que incentivam o recurso ao crédito, muitas vezes de forma demasiado apelativa e pouco informativa.
O DN enumerou algumas das grandes famílias que mais dinheiro tinham perdido nestes 6 meses, mas por esses eu não choro com toda a certeza, porque há muito boa gente que sofre muito mais com o desemprego, e mesmo entre os empregados há muitos que estão com a corda na garganta por terem baixos salários, e alguns por terem sido seduzidos pelos empréstimos baratos, que hoje já são insustentáveis.
Nota: Imagem retirada do DN de 27/06/2008
segunda-feira, abril 28, 2008
E SE FALTAR O PÃO?
A preocupação com estes aumentos começa a tornar-se visível ao nível dos próprios governos embora nem a esse nível surjam explicações convincentes sobre as causas desta súbita carestia. Tal como o petróleo e as matérias-primas, também os cereais se tornaram alvo do movimento especulativo bolsista, numa altura em que o crescimento económico abrandou e a crise dos mercados se instalou.
A tal lei da oferta e da procura, tão querida a alguns ditos liberais, não existe de facto, ou pelo menos pode ser facilmente manipulada, bastando para tal que a especulação se instale nos sectores e comece a distorcer o real valor dos produtos. De facto não há escassez notória de petróleo nem de cereais que explique esta grande subida de preços, mas todos sabem que sem alimentos e sem energia o mundo ficará ingovernável.
A sede do lucro fácil, leia-se especulativo, pode fazer muito mais mal à economia e à segurança mundial, do que todos os ditadores e terroristas juntos. Para já começamos a assistir ao bloqueio de exportações de alguns tipos de alimentos em diversos países do mundo, e isto irá conduzir, agora sim, à escassez de oferta, que se tornará tanto maior quanto maior for a pressão inflacionista no lado dos preços. Podemos estar perante uma das maiores ameaças à segurança mundial, e ainda há quem assobie para o lado como se nada estivesse a acontecer.
Archiduchess Maria Antonia of Austria, the later Queen Marie Antoinette of France, at the age of 12 years, daughter of Empress Maria Theresia of Austria and Holy Roman Emperor Franz I. Stephan of Lorraine, 1767-68, Schönbrunn, Foto de Martin van Meytens in Wikipédia"Se não têm pão, que sirvam brioches"
Que escreveu isto numa carta dirigida à sua mãe:
"Tendo visto as pessoas nos tratarem tão bem, apesar de suas desgraças, estamos ainda mais obrigados a trabalhar pela felicidade deles".



























