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sexta-feira, novembro 09, 2018

AS VIRGENS OFENDIDAS

A senhora deputada Emília Cerqueira disse em conferência de imprensa que “são todos umas virgens ofendidas” (por falarem do caso), depois de revelar que “inadvertidamente” tinha registado a presença do deputado José Silvano, ao ter usado a password do mesmo.

Não sei se a senhora deputada é ingénua ao ponto de julgar normal que nas empresas é prática corrente a partilha de passwords, pessoais e intransmissíveis, que por responsabilizarem os seus proprietários, são obrigatoriamente trocadas depois de algum tempo de uso, por questões de segurança. Não é normal, nem para mim utilizador, nem para qualquer administrador de rede.

Dizer que a partilha de passwords é comum no Parlamento, como se infere das suas declarações, deixa qualquer um preocupado, já que todos sabemos que os deputados têm acesso a informação que devia ser sigilosa, e que pelos vistos esse sigilo está seriamente comprometido com estas práticas.

Também fiquei preocupado com uma afirmação anterior de outro deputado que insinuou que como não existe qualquer consequência prevista para deputados que incorram em incidentes desta natureza, não podiam ser accionados outros procedimentos contra o deputado José Silvano, e depreendo que contra quem partilha a sua password.

Qualquer funcionário público que incorresse neste “pecadilho”, e fosse apanhado, seria sujeito a um processo disciplinar e seria certamente punido, e existem exemplos bem recentes.  


quarta-feira, julho 27, 2016

PATRONATO LUSO

Quando os representantes das confederações patronais se queixam da situação política, que está calma, e alegam que existe uma falta de investimento porque o Orçamento de Estado não o promove, fica-nos a sensação que estamos perante uma desculpa esfarrapada.

Quando os patrões pedem menos estado na economia, o argumento da falta de investimento, que cabe aos empresários, soa a falso.


terça-feira, outubro 02, 2012

O MITO E A REALIDADE



Um dos maiores mitos, sustentado por governantes e por comentadores económicos tem sido o do peso dos salários da função pública, relativamente ao PIB nacional. Já se ouviu de tudo mas a verdade, essa não tem passado, porque é muito útil a dúvida, que coloca o ónus da culpa nas costas de parte da população trabalhadora.

O “muito inteligente” António Borges foi um dos últimos a intencionalmente atirar com a atoarda de que as despesas com vencimentos dos funcionários públicos atingiam os 80% do Orçamento de Estado, o que não se trata de um lapso mas sim de um erro grosseiro.

Para que se perceba bem o peso dos salários da função pública, que estão pelos 20% dos gastos totais do bolo total constante no Orçamento de Estado, talvez seja bom referir que Portugal está até abaixo da média do que gastam os nossos parceiros da União Europeia, o que é uma verdade inconveniente para quem tem que explicar porque desbarata o Estado tanto dinheiro.


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Fotos by Palaciano

quinta-feira, novembro 05, 2009

A MINHA INCREDULIDADE

Estando a corrupção na ordem do dia são mais do que muitos os comentários e falatórios que se ouvem por aí e se lêem na imprensa. O comentário que agora começa a ser habitual e dado como verdade adquirida é de que “os portugueses são bastante tolerantes perante a pequena corrupção”.

É fantástico que agentes da Justiça, politólogos e comentadores reputados encham a boca com tamanho disparate, para logo de seguida justificarem o fiasco que é a falta de punição dos grandes corruptores e corrompidos. Já há quem diga até que a complacência do povo faz com que a Justiça não funcione correctamente e os facínoras se sintam cada vez mais impunes.

O povo se pudesse castigar os bandidos que roubam desalmadamente, actuaria severamente e descontroladamente por estar farto de ser roubado. Confundir a tolerância perante a “cunha” e outros tipos menores de corrupçãozinha, que na lei até têm nomes diversos, com o roubo desalmado e o tráfico de influências em altas negociatas é como confundir a árvore com a floresta.

Como costumo ser politicamente incorrecto, apetece-me exagerar um pouco as teorias de Saramago, esperando não ser acusado de ser intelectualmente desonesto, e dizer que se deviam interpretar literalmente algumas passagens bíblicas (Antigo Testamento) e aplicar a Lei de Talião (lex talionis) nestes crimes de alta corrupção.



Imagem de Henrique Monteiro

GripeA por Henrique Monteiro

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Foto - Realismo
Look the eyes por lobices

quinta-feira, junho 18, 2009

ERROS NA CULTURA?

José Sócrates levou uma tareia nas urnas nas eleições para o Parlamento Europeu, mas está a custar-lhe engolir o facto, e a sua principal razão: a falta de modéstia. A frase “só há um Sócrates” pronunciada à entrada dos estúdios da SIC são o exemplo acabado do que digo.

Durante algum tempo, Sócrates passeou a sua arrogância e falta de humildade, com o respaldo de uma maioria parlamentar, e uma notável capacidade discursiva e bom domínio da máquina propagandística que o acompanha.

Falhou muito e cometeu excessos que já se tinham notado em alguns protestos, mesmo antes do acto eleitoral. Perante a evidência, José Sócrates admitiu erros e apontou a falta de investimento na Cultura como exemplo.

Este governo não quis investir na Cultura, diminuindo até as dotações do ministério, com a concordância de dois ministros, que tentaram esconder ou pelo menos minimizar as carências do sector. Apesar desta confissão, e do meu interesse óbvio pela Cultura, não creio que ele esteja realmente preocupado com o sector, mas é sem dúvida um erro conveniente de admitir, porque com poucas verbas pode vir a brilhar neste campo.

Espero que esta confissão não seja apenas uma justificação para o novo Museu dos Coches, enquanto outros museus e monumentos se degradam, e se pede aos directores dos museus para não pagarem devidamente os feriados aos funcionários que são obrigados a trabalhar nesses dias, trocando esse trabalho por compensações em tempo, sabendo que devido à falta de pessoal a compensação só acontecerá quando o serviço tiver alguma folga e nunca quando o funcionário o deseje, ou lhe seja conveniente ao nível pessoal e familiar.

Erros na Cultura, ou falta de Cultura e muitos erros?



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Fotos - Poses Felinas


admvi

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PRÉMIOS
Peço desculpa aos meus amigos que me distinguiram com alguns prémios, porque apesar de ter tomado conhecimento dos mesmos não os agradeci devidamente nem os depositei na prateleira respectiva. O tempo tem sido curto, o trabalho acumula-se e até as máquinas têm mostrado alguma animosidade, ou pelo menos má vontade em cooperar nos últimps dias.
Obrigado a todos, e informo que alguns já foram colocados na prateleira à direita.


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Humor Fraudulento
Nate Beeler

Olle Johansson

quinta-feira, setembro 25, 2008

CURTINHAS

A desculpa – José Sócrates passou pelo Parlamento e durante o debate quinzenal passou ao lado de quase todas as questões colocadas, o que nem me espantou nada. O facto mais notável deste debate terá sido, para mim, rejeitar a discussão do casamento homossexual, com a desculpa de que não está no programa do Governo. Fantástico, porque também lá não estava o pagamento nas Scut’s, o aumento dos impostos nem a criação de taxas de internamento, mas afinal aconteceram por iniciativa do Governo. Que raio, não há ninguém que traga o tal programa no bolso e o leia em todos os debates?

O Magalhães – O famigerado coelho tirado da cartola nos últimos dias, que fez com que o Governo em peso fosse às escolas, afinal vai ser vendido ao público por 285 euros. Segundo a propaganda do Governo cada “brinquedo” destes tem um custo de produção de 180 euros, o que implica um investimento de 80 milhões de euros. O que eu gostava de ver explicado é como se chega ao preço final, ao público, com um acréscimo de 60%? Cheira-me a esturro!



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Arte Digital
Cyber-Neo by vulcania

Autumn bouquet by manapi

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Caricaturas de Famosos
The Gallery of caricature Wouter Tulp from Nederland

The Gallery of caricature Wouter Tulp from Nederland

quinta-feira, junho 12, 2008

DESCULPAS EM CRISE

Foi curioso ouvir e ler as afirmações do primeiro-ministro no dia a seguir ao fim da crise causada pela paralisação dos camionistas. A primeira e mais sensacional, foi na resposta a Mota Amaral que acusou o governo de «falta de previsão», ao que José Sócrates respondeu que ninguém podia prever que o preço do barril de petróleo iria subir aos 134 dólares, acrescentando que «isso não seria previsão, era bruxaria».

Outra curiosidade foi a reafirmação que não existem condições orçamentais para baixar o ISP e que a descida de 1% no IVA a partir de Julho terá efeitos directos sobre os preços dos bens que estão sujeitos à taxa (a)normal do IVA. E para terminar, a cereja no topo do bolo com «a autoridade do Estado é enfrentar e resolver as crises, é obter resultados em favor das pessoas».

Dito isto, temos que autoridade do Estado obteve até agora fracos resultados, e só em favor de “algumas pessoas” e não da maioria das pessoas. Que se saiba, e o senhor primeiro-ministro afirmou-o, os consumidores é que vão pagar a actualização «mais do que justa» dos contratos de transporte em função dos preços dos combustíveis.

Quanto à redução do IVA, só mesmo para rir, porque não será nos bens de 1ª necessidade que a redução se vai sentir, mas sim noutro tipo de bens onde já não chega a maioria das pessoas, ou que só se compram muito esporadicamente.

Deixei propositadamente para o final a «falta de previsão» do governo e a «bruxaria» a que aludiu José Sócrates, para dizer que bruxos não faltaram, ainda no 1º semestre de 2007, quando começaram os rumores da crise do imobiliário no EUA, e o seu executivo foi muito ingénuo quando apresentou a sua previsão para o preço do petróleo em 2008, que só por mero acaso foi criticada na altura, por ser absolutamente irrealista, e que foi a mais baixa das previsões dos países do euro.

Assim verifica-se que o governo “apagou parcialmente uns fogos”, satisfazendo alguns interesses dos camionistas, e de alguns pescadores, mas o fardo que os aumentos dos combustíveis trouxe à economia real, continua a cair sobre os consumidores, para os quais o governo não apresentou nenhum paliativo palpável. Julgará José Sócrates que resolveu assim a crise?



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Fotos de Escadas

MWox

ak84
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Humor Combustível

Cameron (Cam) Cardow

Larry Wright
Steve Sack

terça-feira, fevereiro 19, 2008

A HIPOCRISIA DAS DESCULPAS

Habituei-me a respeitar o jornalista Mário Crespo pela serenidade com que comenta os mais diversos assuntos nos órgãos de comunicação social, mesmo quando não concordo com algumas das suas opiniões, como é o caso de hoje, referente a um artigo que tive a oportunidade de ler no JN, sob o título “Brutalidade da descolonização merece pedido de desculpas”.

Na história de quase todos os povos podemos encontrar episódios, ou mesmo fases, em que os factos à luz dos nossos olhos, hoje, nos suscitam condenação absoluta. Podia aqui referir as cruzadas, a inquisição, a escravatura, e muitos outros factos históricos de que os povos hoje não se orgulham de maneira nenhuma.

Pode ser que esteja na moda, ou seja politicamente correcto, nos nossos dias, pedirem-se desculpas pelos erros praticados no passado pelas instituições ou Estados que praticaram actos ou políticas condenáveis, mas não acho que isso possa servir ou ajude sequer a esquecer o que já foi feito, pelo contrário. A igreja católica já pediu desculpas por alguns excessos e não me consta que o sentimento dos povos atingidos se tenha alterado, ou que se tenha deixado de ensinar na sua História nacional, os acontecimentos em causa. A Alemanha pediu desculpas pelos desvarios de um ditador que deu origem à segunda guerra mundial, mas continuamos a falar e a condenar o nazismo.

As boas intenções que possam estar por detrás dos pedidos de desculpa, a que alude Mário Crespo no seu artigo, apenas servem para reavivar a memória dos povos para factos do passado, pelos quais esses mesmos povos já pagaram um elevado preço. No caso vertente, os portugueses que viviam em Moçambique perderam os seus bens, foram humilhados lá e à chegada a Portugal, onde não foram bem recebidos, pelo menos no princípio, e tiveram que refazer as suas vidas e cicatrizar as suas feridas. Os moçambicanos também pagaram, e de algum modo ainda estão a pagar a sua factura pela sua independência, e tem sido bem pesada. Incólumes ficaram apenas aqueles que detendo o poder nunca foram responsabilizados por nada.

Redime-se o jornalista, no final do seu artigo de opinião ao falar da situação actual, onde dentro de portas se continua a explorar os imigrantes, e não só, considerando quem trabalha como um artigo descartável, independentemente da cor, credo, ou nacionalidade, e pretendendo ignorar as Covas da Moura que ainda por aí persistem e a exclusão que nem com roteiros presidenciais, deixa de existir.

Mário Crespo sugere que depois de pedir desculpas poderíamos dizer bem alto “Aleluia, finalmente estamos livres”, mas eu pergunto de quê? Não temos agora as mesmas atitudes e os mesmos comportamentos à porta de casa?

Não sejamos hipócritas, só seremos desculpados por acções concretas, nunca por gestos simbólicos, por muito nobres que se nos afigurem.

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Humor Nacional

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Fotos Floridas

f a k e d things by *alenax

Fuji Phenomena by *Deb-e-ann

Rose by areaka1412

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Humor Internacional

Christo Komarnitski

Lailson