quinta-feira, outubro 29, 2015
TUDO NA MESMA NA CULTURA
terça-feira, janeiro 20, 2015
NÚMEROS MARADOS
sexta-feira, abril 04, 2014
O HOMEM ENGANA-SE A SI PRÓPRIO
Giovanni Papini
domingo, fevereiro 16, 2014
JOGAR COM OS NÚMEROS
quarta-feira, setembro 25, 2013
INTERESSE PÚBLICO?
sábado, maio 05, 2012
POLÍTICOS DISTRAÍDOS
quinta-feira, junho 02, 2011
CAMPANHA INSONSA
Poucos dias antes do inicio desta campanha foi assinado um memorando de acordo entre o governo e a troika, e entre PS, PSD e CDS e a mesma troika. Um dos temas que lá estava bem expresso era o da diminuição da Taxa Social Única (TSU).
Durante a campanha houve um pequeno incidente em torno da diminuição da TSU, mas na verdade a discussão não foi feita, pois ficaram muitos (demasiados) detalhes por esclarecer pelos partidos signatários do memorando.
Para o PS a redução da TSU que está descrita como “significativa” (major reduction), seria “pequena e gradual”, mas que ainda estava em estudo. Para o PSD a redução podia ser de 4 a 8 por cento, mas não se pronuncia sobre como é que se irá cobrir o défice que resultará para a Segurança Social. O CDS diz que tem reservas, mas assinou o memorando assim mesmo.
Com indefinições e mesmo mentiras sobre este tema, e muitos outros, lá vai continuando uma campanha eleitoral pouco esclarecedora e muito pobrezinha.
domingo, maio 08, 2011
CONFUSÕES INTENCIONAIS
Nos nossos dias poucos se referem ao Estado pensando no facto de que o Estado somos nós. Em geral confunde-se o Estado com a Administração Central e Local ou até com os funcionários públicos, e nem sempre será por ignorância.Nos últimos tempos tem sido geral a culpabilização do Estado pelo mau estado das nossas finanças pelo crescente endividamento do país. É interessante registar que economistas, políticos, patrões, analistas e até catedráticos insistem e dizer que o Estado é o mau exemplo e portanto o grande culpado da crise.
Que fácil é diluir as culpas pelo colectivo, sacudindo as culpas dos costados de quem na realidade toma ou tomou as decisões que nos conduziram a este estado de coisas. Num país em que a culpa costuma morrer solteira, não são os governantes que governam mal, somos nós (o Estado) que carregamos as culpas todas, quando na realidade só somos culpados de ter votado em gente que não soube governar nem assumir as suas responsabilidades.
segunda-feira, julho 19, 2010
A VERDADE DAS SCUT
Contribuinte - Gostava de comprar um carro.
Estado - Muito bem. Faça o favor de escolher.
Contribuinte - Já escolhi, tenho que pagar alguma coisa?
Estado - Sim. De acordo com o valor do carro (IVA)
Contribuinte - Ah. Só isso.
Estado - e uma "coisinha" para o por a circular (selo)
Contribuinte - Ah!
Estado - e mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro
efectivamente circule (ISP)
Contribuinte - mas sem gasolina eu não circulo.
Estado - Eu sei.
Contribuinte - mas eu já pago para circular.
Estado - claro.
Contribuinte - então vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado - também. Mas isso é o IVA. o ISP é outra coisa diferente.
Contribuinte - diferente?
Estado - muito. O ISP é porque a gasolina existe.
Contribuinte - porque existe?
Estado - há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram
petróleo. E você paga.
Contribuinte - só isso?
Estado - Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.
Contribuinte - como assim?
Estado - Tem que pagar para o estacionar.
Contribuinte - para o estacionar?
Estado - Exacto.
Contribuinte - Portanto pago para andar e pago para estar parado?
Estado - Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.
Contribuinte - Então pago para circular, pago para conseguir circular
e pago por estar parado.
Estado - Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?
Contribuinte - Novo?
Estado - é que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está
em condições de andar por aí.
Contribuinte - Pago para você ver se pode cobrar?
Estado - Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...
Contribuinte - Mais uma coisinha?
Estado - Para circular em auto-estradas
Contribuinte - mas eu já pago imposto de circulação.
Estado - mas esta é uma circulação diferente.
Contribuinte - Diferente?
Estado - Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.
Contribuinte - Só mais isso?
Estado - Sim. Só mais isso.
Contribuinte - E acabou?
Estado - Sim. Depois de pagar os 25 euros acabou.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.
Contribuinte - Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem
quisesse?
Estado - Sim. Mas todos pagam os 25 euros.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros é quanto custa.
Contribuinte - custa o quê?
Estado - Pagar.
Contribuinte - custa pagar?
Estado - sim. Pagar custa 25 euros.
Contribuinte - Pagar custa 25 euros?
Estado - Sim. Paga 25 euros para pagar.
Contribuinte - Mas eu não vou circular nas auto-estradas.
Estado - Imagine que um dia quer...tem que pagar
Contribuinte - Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?
Estado - Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.
Contribuinte - E se eu não quiser?
Estado - Paga multa.


segunda-feira, novembro 23, 2009
LÓGICA OU MENTIRA NA POLÍTICA?
O cidadão comum está preocupado com o desemprego galopante, com os baixos salários e com o espectro dos despedimentos, enquanto vai fazendo malabarismos para esticar os proventos até ao final do mês. Mas a vida e sobretudo o futuro, é sempre uma carta fechada, independentemente das promessas que tenham sido feitas pelos eleitos em processos eleitorais perfeitamente legais.
Não bastavam as contingências da vida, a que chamam oscilações dos mercados, há ainda uma constante que é falta de credibilidade dos políticos, que quando eleitos logo se esquecem das promessas que fizeram.
Ainda há poucos meses era impensável aumentar os impostos e, ainda que não de imediato, o que se previa era uma diminuição dos ditos impostos. Como hoje se começa a desenhar exactamente o inverso, ainda que a “novidade” parta de declarações de Constâncio, podemos começar a contar com os aumentos de impostos, ainda que se desmascare assim mais uma mentira eleitoral, que é a repetição da que já tinha sido feita na legislatura anterior.
Falem-me de verdade e de credibilidade, senhores governantes, que eu digo-vos que mentira após mentira a vossa palavra não vale nem 1 mísero cêntimo.










