Mostrar mensagens com a etiqueta Engano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Engano. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, outubro 29, 2015

TUDO NA MESMA NA CULTURA



No anterior governo da coligação, a Cultura ficou reduzida a secretaria de Estado, não que isso fosse em si mesmo um grande problema, mas porque Passos Coelho deu o sinal inequívoco de que menorizava a área, que estando sob a sua tutela, não tinha recursos e foi entregue a alguém que não dava qualquer garantia de ser exigente na defesa da Cultura.

Neste novo governo, que nasce já condenado a cair, aparece um ministério da Cultura, que integra também a Igualdade e a Cidadania. Se podia parecer que a criação dum ministério da Cultura seria o reconhecimento dum erro, na realidade nada pode ser mais enganador, porque a Cultura seria comandada por um qualquer secretário de Estado, tal como as outras duas valências do ministério, e a ministra Teresa Morais apenas substituía Passos Coelho na tutela da autêntica salganhada que foi anunciada. Para os cépticos do que digo fica um outro pormenor, que seria o minúsculo orçamento que a Cultura teria que partilhar com a Igualdade e a Cidadania.

O povo não é tolo, e esta jogada condenada ao fracasso, não servirá sequer para nos distrair do facto de que a coligação não dá qualquer valor à Cultura.



terça-feira, janeiro 20, 2015

NÚMEROS MARADOS

Um dos nossos jornais económicos decidiu fazer comparações entre os ordenados dos deputados e dos cidadãos do país.

Que os ordenados dos eurodeputados portugueses são pornograficamente maiores relativamente aos ordenados dos cidadãos portugueses, é uma verdade e todos o sabemos, mas depois quando vemos os números constantes da infografia que acompanha a notícia, ficamos com dúvidas quanto a alguns números.

Quando consultei o rendimento médio mensal de um cidadão antes de impostos deparei-me com um número que é, pelo menos, o dobro do que se aufere por cá: 1505€ contra 750€.

Claro que com a correcção deste número temos que um deputado europeu ganha 23 vezes mais do que o trabalhador médio, e um deputado da Assembleia da República ganha 7,5 vezes mais do que o salário médio em Portugal.


Usando este valor que é o razoável em termos de média nacional ficamos a saber que estamos mesmo na cauda da Europa.


sexta-feira, abril 04, 2014

O HOMEM ENGANA-SE A SI PRÓPRIO



Os homens nunca revelam os verdadeiros objectivos pelos quais actuam. Intimamente, exageram os motivos baixos, materiais: publicamente, anunciam os motivos nobres, espirituais. Mentem em ambos os casos. Os homens não conhecem os outros nem a si próprios.
 
A maior parte dos homens vive de instinto, hábito e imitação, animalmente - por vezes, com intermédios de felicidade inconsciente. Os poucos superiores sofrem, tentam, desesperam. Os mais elevados são os que desejam apenas as coisas inacessíveis, impossíveis (amor perfeito, arte perfeita, felicidade, eternidade, etc.).
 
Todos os homens tentam enganar o próximo. Todos os homens procuram superar e dominar o próximo. Todos os homens se imaginam no bem, no passado ou no futuro. Todos homens se esquecem dos verdadeiros fins e fazem dos meios os seus objectivos. Para onde quer que os homens se voltem, depara-se-lhes o impossível. Todos os homens se julgam mais que os outros.
 
Não basta aos homens possuir um bem, se não for maior que o do próximo. E, obtido um bem, cansam-se dele (saciedade, náusea) - ou então têm medo de o perder e padecem - ou desejam outro. Para obterem um bem imediato, não pensam no mal próximo que advirá.
 
Todos tentam extrair dos outros mais do que podem: os industriais dos compradores - os patrões dos operários - os operários dos patrões, etc., etc. -, e dar o menos que podem - e como todos fazem o mesmo, a vida é uma contenda, um engano - sem vantagem para ninguém.

Giovanni Papini

««« - »»»
Fotografia
 

domingo, fevereiro 16, 2014

JOGAR COM OS NÚMEROS

É bem conhecida a possibilidade de com dados estatísticos absolutamente correctos, se chegar a conclusões completamente erradas, bastando para tanto atribuir a razão de certos números a factores errados.

Portugal terá tido em 2013 um recuo do Produto Interno Bruto da ordem de 1,4%, segundo o INE, e só não se registou um número ainda pior devido ao aumento do consumo interno (conclusão da mesma instituição).

As conclusões são muito discutíveis e parecem ignorar a realidade de outros números do próprio INE. Sabe-se que para o governo e para os seus comentadores de serviço é útil esta conclusão, pois assim conseguem explicar o aumento da despesa do Estado, argumentando com o chumbo do Tribunal Constitucional do corte dos subsídios dos funcionários públicos, mas será que é uma explicação suficiente para o dito crescimento do consumo interno?

É óbvio que não porque o crescimento do consumo dentro de fronteiras foi muito superior ao que podia resultar do tal chumbo, conjugado com outros factores como o aumento das contribuições fiscais, e com a diminuição de postos de trabalho.

Existe uma explicação mais do que evidente, e que consta em números do INE que o governo até tem esgrimido com frequência, que é o aumento registado da actividade turística em 2013. Creio que o INE e o governo não têm entrado com esta variável para chegar às suas conclusões (erradas), por conveniência ou talvez por cegueira, querendo ver resultados que só existem nas suas mentes.

Falar em sinais inequívocos baseados em conclusões precipitadas e erradas, não é útil ao país nem convence os que cada vez mais estão desiludidos com os sucessivos governos deste pobre país. 


quarta-feira, setembro 25, 2013

INTERESSE PÚBLICO?



A possibilidade avançada de ver as Finanças invocarem o interesse público para travar a suspensão da lei das 40 horas na função pública, atinge as raias do absurdo.

O governo tenta cobrir os cortes de pessoal e de serviços aumentando o horário de trabalho dos seus servidores, sem reflectir de nenhum modo a situação nos seus salários, o que configura uma diminuição efectiva dos seus salários, o que é o que está a ser contestado.

Ao arrepio de qualquer lógica o executivo confunde (propositadamente) cortes nos serviços prestados aos cidadãos com interesse público, mas tal argumento, por tão desajeitado, não conseguirá colher perante os Tribunais, pois duvido que consigam alguma vez explicar consistentemente que todo este processo seja em benefício dos cidadãos que cada vez pagam mais impostos para menos serviços fornecidos pelo Estado.



sábado, maio 05, 2012

POLÍTICOS DISTRAÍDOS

Em Portugal nós não só temos maus políticos como ainda por cima temos políticos bastante distraídos. Como se percebe a um político exige-se que esteja muito atento ao pulsar da sociedade pois essa é única maneira de poder responder aos anseios do povo que dizem querer servir. 

Por cá temos Cavaco Silva que antigamente dizia não ler os jornais e agora afirma convictamente que não viu as imagens da promoção do Pingo Doce, como se este episódio não tivesse tido nenhuma importância social ou relevância informativa. 

O 1º ministro também alinha na distração e lá vem agora dizer que “um modelo assente em baixos salários e em dívida insustentável não é um modelo de crescimento, é de empobrecimento”, poucos dias depois de enfatizar que os funcionários públicos e os pensionistas “talvez” viessem a ver repostos os subsídios agora cortados lá para 2018, se tudo corresse bem. 

Outro distraído é o ministro da Economia, que não se eximiu de dizer que promoções como a do Pingo Doce são “comuns em vários países”, mas não consegue dar um só exemplo de algum caso que tenha acontecido num 1º de Maio, ou dum caso desta natureza (50% de desconto em todos os artigos), num negócio de produtos predominantemente alimentares. Também terá sido por distração que o senhor ministro se pronunciou sobre um caso que está pendente de decisão da autoridade da concorrência devido a indícios de vendas abaixo do preço de custo. 

A selectividade das distrações destes senhores faz-nos meditar nas reais preocupações de quem jurou defender os interesses dos portugueses, e não apenas de alguns.
 
CARTOON
Capuchinho Vermelho 

FOTOGRAFIA

quinta-feira, junho 02, 2011

CAMPANHA INSONSA

As campanhas eleitorais existem para elucidar os potenciais eleitores, isso é o que se diz, contudo a realidade tem sido outra.

Poucos dias antes do inicio desta campanha foi assinado um memorando de acordo entre o governo e a troika, e entre PS, PSD e CDS e a mesma troika. Um dos temas que lá estava bem expresso era o da diminuição da Taxa Social Única (TSU).

Durante a campanha houve um pequeno incidente em torno da diminuição da TSU, mas na verdade a discussão não foi feita, pois ficaram muitos (demasiados) detalhes por esclarecer pelos partidos signatários do memorando.

Para o PS a redução da TSU que está descrita como “significativa” (major reduction), seria “pequena e gradual”, mas que ainda estava em estudo. Para o PSD a redução podia ser de 4 a 8 por cento, mas não se pronuncia sobre como é que se irá cobrir o défice que resultará para a Segurança Social. O CDS diz que tem reservas, mas assinou o memorando assim mesmo.

Com indefinições e mesmo mentiras sobre este tema, e muitos outros, lá vai continuando uma campanha eleitoral pouco esclarecedora e muito pobrezinha.

««« - »»»
Foto - Verde e Amarelo
By Palaciano
««« - »»»
Humor Interpretativo

domingo, maio 08, 2011

CONFUSÕES INTENCIONAIS

No passado houve um rei francês, Luís XIV, que terá proferido a famosa frase “ L’État c’est moi”, que ficou famosa ainda que muitos digam que se trata apenas de um mito.

Nos nossos dias poucos se referem ao Estado pensando no facto de que o Estado somos nós. Em geral confunde-se o Estado com a Administração Central e Local ou até com os funcionários públicos, e nem sempre será por ignorância.

Nos últimos tempos tem sido geral a culpabilização do Estado pelo mau estado das nossas finanças pelo crescente endividamento do país. É interessante registar que economistas, políticos, patrões, analistas e até catedráticos insistem e dizer que o Estado é o mau exemplo e portanto o grande culpado da crise.

Que fácil é diluir as culpas pelo colectivo, sacudindo as culpas dos costados de quem na realidade toma ou tomou as decisões que nos conduziram a este estado de coisas. Num país em que a culpa costuma morrer solteira, não são os governantes que governam mal, somos nós (o Estado) que carregamos as culpas todas, quando na realidade só somos culpados de ter votado em gente que não soube governar nem assumir as suas responsabilidades.
««« - »»»
Foto Canina
By Palaciano

segunda-feira, julho 19, 2010

A VERDADE DAS SCUT

Contribuinte - Gostava de comprar um carro.
Estado - Muito bem. Faça o favor de escolher.
Contribuinte - Já escolhi, tenho que pagar alguma coisa?
Estado - Sim. De acordo com o valor do carro (IVA)
Contribuinte - Ah. Só isso.
Estado - e uma "coisinha" para o por a circular (selo)
Contribuinte - Ah!
Estado - e mais uma coisinha na gasolina necessária para que o carro
efectivamente circule (ISP)
Contribuinte - mas sem gasolina eu não circulo.
Estado - Eu sei.
Contribuinte - mas eu já pago para circular.
Estado - claro.
Contribuinte - então vai cobrar-me pelo valor da gasolina?
Estado - também. Mas isso é o IVA. o ISP é outra coisa diferente.
Contribuinte - diferente?
Estado - muito. O ISP é porque a gasolina existe.
Contribuinte - porque existe?
Estado - há muitos milhões de anos os dinossauros e o carvão fizeram
petróleo. E você paga.
Contribuinte - só isso?
Estado - Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.
Contribuinte - como assim?
Estado - Tem que pagar para o estacionar.
Contribuinte - para o estacionar?
Estado - Exacto.
Contribuinte - Portanto pago para andar e pago para estar parado?
Estado - Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.
Contribuinte - Então pago para circular, pago para conseguir circular
e pago por estar parado.
Estado - Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?
Contribuinte - Novo?
Estado - é que se não for novo tem que pagar para vermos se ele está
em condições de andar por aí.
Contribuinte - Pago para você ver se pode cobrar?
Estado - Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha...
Contribuinte - Mais uma coisinha?
Estado - Para circular em auto-estradas
Contribuinte - mas eu já pago imposto de circulação.
Estado - mas esta é uma circulação diferente.
Contribuinte - Diferente?
Estado - Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.
Contribuinte - Só mais isso?
Estado - Sim. Só mais isso.
Contribuinte - E acabou?
Estado - Sim. Depois de pagar os 25 euros acabou.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.
Contribuinte - Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem
quisesse?
Estado - Sim. Mas todos pagam os 25 euros.
Contribuinte - Quais 25 euros?
Estado - Os 25 euros é quanto custa.
Contribuinte - custa o quê?
Estado - Pagar.
Contribuinte - custa pagar?
Estado - sim. Pagar custa 25 euros.
Contribuinte - Pagar custa 25 euros?
Estado - Sim. Paga 25 euros para pagar.
Contribuinte - Mas eu não vou circular nas auto-estradas.
Estado - Imagine que um dia quer...tem que pagar
Contribuinte - Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?
Estado - Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.
Contribuinte - E se eu não quiser?
Estado - Paga multa.

Recebido por mail

««« - »»»
Foto - Domingo de Sol
Domingo by Palaciano

««« - »»»
Humor com Prioridades




segunda-feira, novembro 23, 2009

LÓGICA OU MENTIRA NA POLÍTICA?

O cidadão comum está preocupado com o desemprego galopante, com os baixos salários e com o espectro dos despedimentos, enquanto vai fazendo malabarismos para esticar os proventos até ao final do mês. Mas a vida e sobretudo o futuro, é sempre uma carta fechada, independentemente das promessas que tenham sido feitas pelos eleitos em processos eleitorais perfeitamente legais.

Não bastavam as contingências da vida, a que chamam oscilações dos mercados, há ainda uma constante que é falta de credibilidade dos políticos, que quando eleitos logo se esquecem das promessas que fizeram.

Ainda há poucos meses era impensável aumentar os impostos e, ainda que não de imediato, o que se previa era uma diminuição dos ditos impostos. Como hoje se começa a desenhar exactamente o inverso, ainda que a “novidade” parta de declarações de Constâncio, podemos começar a contar com os aumentos de impostos, ainda que se desmascare assim mais uma mentira eleitoral, que é a repetição da que já tinha sido feita na legislatura anterior.

Falem-me de verdade e de credibilidade, senhores governantes, que eu digo-vos que mentira após mentira a vossa palavra não vale nem 1 mísero cêntimo.



««« - »»»
Fotografia e Vaidade
Look at me by Knut E. Dahle

««« - »»»
Humor Tétrico
Vamos!...