quinta-feira, abril 04, 2019
CULTURA DE MÉRITO
quarta-feira, agosto 01, 2012
FORMIDÁVEIS GESTORES
quinta-feira, janeiro 26, 2012
CURTINHAS
Justiça para todos – Foi interessante saber-se que a ministra da Justiça admite que há uma justiça para ricos e outra justiça para pobres. É uma realidade para qualquer ceguinho, mas é sempre bom saber-se que um ministro da Justiça se apercebeu que já é uma por demais escandalosa a impunidade de quem tem dinheiro. Não baixando as custas processuais, como é que a senhora ministra vai inverter esta realidade? Será que nos casos de enriquecimento injustificado admite inverter o ónus da prova, como já acontece até nos EUA?
quarta-feira, agosto 12, 2009
DESPERDÍCIO NÃO É FADO
Enquanto se prepara a candidatura do fado à UNESCO, como Património Cultural Imaterial, somos também informados de derrapagens financeiras em auto-estradas, algumas ainda nem começadas.
Se para muitos o fado significa tristeza e desilusão, ainda que com a esperança num horizonte que se deseja e anseia, para outros é apenas um destino ou uma fatalidade a que estamos ligados e a que não podemos fugir.
Não me pretendo prender à música nem à lírica deste estilo musical muito português, nem tenho qualquer conhecimento sobre a matéria, mas apenas me apetece abordar a simbologia e o absurdo que é a política à portuguesa.
Tenho a certeza de que a UNESCO reconheceria, pelo menos a nível europeu, que o fado das derrapagens financeiras nas obras públicas em Portugal são uma singularidade no âmbito dos países ditos desenvolvidos e democráticos.
Imaginem meus caros que nós conseguimos ver aumentos de custos de obras ainda não em execução, de mais de 50% sobre o preço acordado em concurso, numa altura em que o preço da mão-de-obra baixou, os custos de materiais baixou e o crédito ao investimento está mais baixo. O Governo, que talvez venha a acarinhar este fado, diz mesmo que estamos com inflação negativa, mas mesmo perante esta derrapagem afirma que os custos estão em linha com o previsto.
Eu julgava que as empresas se apresentavam a concurso com propostas sérias e realistas e que eram responsáveis pelos riscos que aceitavam correr, mas afinal em Portugal os privados não gostam de correr riscos, e esses ficam para o Estado, que logo a seguir é acusado de gastar mal os dinheiros públicos, e de ter “gorduras” que importa cortar de imediato.
Digam-me quais serão as gorduras onde se gastam sem vergonha verbas imensas, e eu dir-vos-ei qual é o “fado” a que estamos condenados, e não será nada musical a minha conclusão!




