terça-feira, novembro 23, 2021
COSTA É SOCIALISTA NÃO PRATICANTE
quarta-feira, dezembro 29, 2010
HAJA VERGONHA
A última notícia revoltante que li, e que foi conhecida ontem, é a de que o Ministério das Finanças quer manter durante mais 6 meses os apoios à banca nacional. O governo quer que o Estado mantenha o programa de garantias dadas pelo Estado para a recapitalização da banca.
É curioso que seja o Estado a garantir os empréstimos da banca, quando esta afirma que é devido à divida do Estado que ela não se consegue financiar. Será um paradoxo que aos economistas poderão explicar, mas que não deixa de ser de realçar.
Enquanto se coloca a mão por baixo à banca, atacam-se os pensionistas e os beneficiários do subsídio de desemprego, fazendo-os pagar taxas moderadoras na saúde, e uma percentagem maior nos medicamentos, se auferirem rendimentos globais superiores a 485 euros.
A bitola dos 485 euros, que para este governo se afigura ser a fronteira entre os ricos e os pobres, é um bom referencial para ser a tabela salarial única dos políticos nacionais. Pode ser que imbuídos de tanto socialismo, os governantes venham a aprovar esta medida moralizadora, começando por eles próprios.
quarta-feira, julho 16, 2008
“SALÁRIOS NÃO DEVEM AUMENTAR”
Como está bom de ver esta afirmação não é minha, mas sim do governador do Banco de Portugal e foi repetida por José Sócrates. Devo confessar que não é nada que verdadeiramente me espante, já que conheço bem a cartilha que estes senhores recitam, e a que indevidamente chamam de socialismo.
Devo recordar os meus amigos, de que falo exactamente do mesmo José Sócrates que quando apresentou o último Orçamento de Estado, ainda há menos de um ano, afirmou peremptoriamente que em 2008 nenhum funcionário público iria perder poder de compra. Apresentou aos portugueses o cálculo para a inflação de 2,1%, que quase todos contestaram por ser irrealista, e ainda agora afirma que as previsões do BdP eram os “números esperados” face ao “abrandamento económico”.
Eu sei que o senhor 1º ministro diz que os que previram uma inflação muito superior à que ele “decretou” fizeram um exercício de bruxaria, porque era impossível prever tal coisa, mas como os factos lhes vieram dar razão, parece que José Sócrates, e o seu executivo, errou rotundamente, afinal «… lá que as há (bruxas), isso há».
Numa coisa José Sócrates tem razão, “existe crescimento” e não se vive um “retrocesso”, porque há crescimento dos preços, e consequentemente de pobreza e isto são factos que também demonstram que não há retrocesso nestes indicadores, apesar de toda a propaganda e estatísticas em que ninguém acredita.
segunda-feira, abril 14, 2008
AFINAL SOU “AMISH”
Covenhamos que a conclusão que tirei não é tão linear como a apresento, porque o seu autor refugia-se na afirmação «recusar alterações ao código laboral é ser como os “amish”», mas também não deixa de ser verdadeira, porque o artigo de opinião (a dele) termina com este parágrafo elucidativo: «Recusar as urgentes alterações ao Código do Trabalho que facilitem os despedimentos e flexibilizem os horários de trabalho, é ter uma atitude idêntica à dos “amish”. Significa teimar em viver no passado».
Claro que o senhor Jorge Fiel, pode e deve exprimir a suas opiniões, livremente, o que é um direito seu segundo a Contituição portuguesa, mas não lhe fica muito bem misturar convicções religiosas com opiniões sobre direitos laborais. Talvez o senhor redactor deste jornal diário não se tenha apercebido, mas há muita gente que não vive no passado, nem nutre qualquer aversão às novas tecnologias, mas discorda frontalmente das alterações ao Código do Trabalho que visam facilitar os despedimentos e flexibilizar os horários de trabalho, exactamente porque em contrapartida não temos um sistema de segurança social à altura para absorver o impacto dessas medidas.
Este “amish”, que mudou diversas vezes de entidade patronal, por vontade própria, e até de ramo de actividade, e que hoje apesar de reformado por tempo de serviço, e que se recusa a ficar na inactividade, também porque a reforma é curta, discorda da classificação que o senhor Jorge Fiel encontrou para o seu artigo, mas educadamente recusa-se a classificar o seu autor, deixando a tarefa aos leitores deste blog.





quarta-feira, fevereiro 27, 2008
MODERNIDADE SOCIAL
Uma afirmação fantástica nunca vem só, e o próprio ministro Vieira da Silva contribuiu para a festa ao afirmar que está a desenvolver uma política social “progressista e de Esquerda”. Claro que suavizou um pouco o discurso ao referir-se às “excessivas assimetrias salariais” no país, acrescentando que estas poderão ser combatidas com a qualificação e a formação dos trabalhadores menos qualificados. Já estamos todos a ver a empregada da limpeza e o jardineiro, com um canudo na mão e a auferirem o vencimento de doutores de limpeza ou de engenheiros das ervas.
As desigualdades e a pobreza não são combatidas só com medidas piedosas, ou assistenciais, mas sim com medidas em muitas outras áreas, desde o emprego, melhorias salariais, saúde, ensino e tempos livres, fomentando o desporto escolar, a aprendizagem ao longo da vida, mais segurança laboral, diminuição das assimetrias salariais, enfim políticas que conduzam à plena inclusão dos cidadãos.
O que temos hoje, e a que pelos vistos há quem chame de política social “progressista e de esquerda” de grande (?) sensibilidade social, e que convictamente diz estar num “Estado social moderno”, não passa de uma (má) caricatura do Estado justo e solidário, que nem pintado de rosa se consegue engolir sem se chamar um comboio de nomes a quem parece estar a parodiar com este povo.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
IDEOLOGIA SOCIALISTA ?
Um dos partidos diz-se socialista, mas já meteu o socialismo na gaveta há muito tempo, como todos sabemos, e hoje nada lhe resta das ideias de Karl Marx ou de Friedisch Engels e Karl Kautsky. Duvido mesmo que a grande maioria dos seus militantes e dirigentes alguma vez se tenham debruçado sobre os seus ensinamentos e teorias. O outro ostenta a designação de Social-democrata, mas também não foi beber as estas fontes, afinal a sua matriz, nem com isso deve estar preocupado, embora faça questão de erguer essa bandeira.
Não pretendo aqui dissertar sobre o que penso acerca destes dois partidos, atendendo às suas propostas e acções enquanto partidos, no governo ou na oposição, mas gostava de deixar para reflexão uma coisa:
Os Princípios da Social-democracia
1. O combate a miséria, sendo assegurado direitos como moradia, saúde, educação, e segurança básicas. Cabendo ao estado também criar condições favoráveis a oportunidade de emprego.
2. O fortalecimento das instituições inter-governamentais, sem que, com isso, a soberania dos países seja ameaçada. Livre concorrência, desde que, no momento, tal seja proveitoso para as partes envolvidas.
3. Limites e liberdade as organizações civis como sindicatos, ongs, igrejas, imprensa.
4. Evitar a formação de monopólios e oligopólios, sem sacrificar sectores estratégicos do estado.
5. Desapropriação de terras na medida do necessário como garantia de sobrevivência.
6. Intervenção na economia quando necessário e em sectores estratégicos, evitando grandes prejuízos ao país e à população.
Estes princípios nem são da minha autoria, pelo que deixo à vossa consideração a apreciação, à luz destes princípios que são comuns à social-democracia e ao socialismo democrático, que são uma mesma coisa (para quem não saiba), da acção destes dois partidos, que usando as designações que usam, não me parece que os honrem nem de perto nem de longe.

















