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terça-feira, novembro 23, 2021

COSTA É SOCIALISTA NÃO PRATICANTE

Por vezes António Costa lembra-se de que concorreu, e vai concorrer de novo, às legislativas pelo Partido Socialista.
 
Poucos dias depois do seu executivo ter vindo propor aumentos para os funcionários públicos e pensionistas de 0,9%, dizendo que a inflação era desse valor (mentira), esquecendo-se de que no passado se tinha comprometido com um aumento de 1% (que nunca veio), e de vir em seguida afirmar que aumentos superiores a 0,9% só aconteceriam se a inflação fosse superior a 3%, vem agora com um discurso muito estranho, para não dizer coisa pior.
 
Então não é que, com uma grande cara-de-pau vem afirmar, perante economistas (outros que tais) que o "país não será mais competitivo num modelo de salários baixos". 
 
Costa tem arremedos de socialismo à beira de eleições, mas a sua prática recente desmente-o e mostra que do discurso até à prática vai um caminho imenso que ele (e o PS) não quer percorrer.



 

quarta-feira, dezembro 29, 2010

HAJA VERGONHA

Não venho falar da pobreza, que hoje já é evidente para quem tem olhos na cara, mas criticar um governo que se afirma socialista, mas que actua de modo perfeitamente contraditório à ideologia que lhes enche a boca.

A última notícia revoltante que li, e que foi conhecida ontem, é a de que o Ministério das Finanças quer manter durante mais 6 meses os apoios à banca nacional. O governo quer que o Estado mantenha o programa de garantias dadas pelo Estado para a recapitalização da banca.

É curioso que seja o Estado a garantir os empréstimos da banca, quando esta afirma que é devido à divida do Estado que ela não se consegue financiar. Será um paradoxo que aos economistas poderão explicar, mas que não deixa de ser de realçar.

Enquanto se coloca a mão por baixo à banca, atacam-se os pensionistas e os beneficiários do subsídio de desemprego, fazendo-os pagar taxas moderadoras na saúde, e uma percentagem maior nos medicamentos, se auferirem rendimentos globais superiores a 485 euros.

A bitola dos 485 euros, que para este governo se afigura ser a fronteira entre os ricos e os pobres, é um bom referencial para ser a tabela salarial única dos políticos nacionais. Pode ser que imbuídos de tanto socialismo, os governantes venham a aprovar esta medida moralizadora, começando por eles próprios.  

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Foto de Cabeça Levantada

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Música Nacional

quarta-feira, julho 16, 2008

“SALÁRIOS NÃO DEVEM AUMENTAR”

Como está bom de ver esta afirmação não é minha, mas sim do governador do Banco de Portugal e foi repetida por José Sócrates. Devo confessar que não é nada que verdadeiramente me espante, já que conheço bem a cartilha que estes senhores recitam, e a que indevidamente chamam de socialismo.

Devo recordar os meus amigos, de que falo exactamente do mesmo José Sócrates que quando apresentou o último Orçamento de Estado, ainda há menos de um ano, afirmou peremptoriamente que em 2008 nenhum funcionário público iria perder poder de compra. Apresentou aos portugueses o cálculo para a inflação de 2,1%, que quase todos contestaram por ser irrealista, e ainda agora afirma que as previsões do BdP eram os “números esperados” face ao “abrandamento económico”.

Eu sei que o senhor 1º ministro diz que os que previram uma inflação muito superior à que ele “decretou” fizeram um exercício de bruxaria, porque era impossível prever tal coisa, mas como os factos lhes vieram dar razão, parece que José Sócrates, e o seu executivo, errou rotundamente, afinal «… lá que as há (bruxas), isso há».

Numa coisa José Sócrates tem razão, “existe crescimento” e não se vive um “retrocesso”, porque há crescimento dos preços, e consequentemente de pobreza e isto são factos que também demonstram que não há retrocesso nestes indicadores, apesar de toda a propaganda e estatísticas em que ninguém acredita.

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Pinturas Suaves
St. Polten by GreeGW

mlynn by Galandir

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Humor Explosivo
Tab (Thomas Boldt)
Patrick Corrigan

segunda-feira, abril 14, 2008

AFINAL SOU “AMISH”

Descobri hoje nas páginas do DN, que afinal tenho algumas afinidades com a comunidade “Amish”, ainda que nunca tenha dado por isso. O autor do texto que me deu esta novidade é nada mais nada menos, redactor principal do referido jornal.

Covenhamos que a conclusão que tirei não é tão linear como a apresento, porque o seu autor refugia-se na afirmação «recusar alterações ao código laboral é ser como os “amish”», mas também não deixa de ser verdadeira, porque o artigo de opinião (a dele) termina com este parágrafo elucidativo: «Recusar as urgentes alterações ao Código do Trabalho que facilitem os despedimentos e flexibilizem os horários de trabalho, é ter uma atitude idêntica à dos “amish”. Significa teimar em viver no passado».

Claro que o senhor Jorge Fiel, pode e deve exprimir a suas opiniões, livremente, o que é um direito seu segundo a Contituição portuguesa, mas não lhe fica muito bem misturar convicções religiosas com opiniões sobre direitos laborais. Talvez o senhor redactor deste jornal diário não se tenha apercebido, mas há muita gente que não vive no passado, nem nutre qualquer aversão às novas tecnologias, mas discorda frontalmente das alterações ao Código do Trabalho que visam facilitar os despedimentos e flexibilizar os horários de trabalho, exactamente porque em contrapartida não temos um sistema de segurança social à altura para absorver o impacto dessas medidas.

Este “amish”, que mudou diversas vezes de entidade patronal, por vontade própria, e até de ramo de actividade, e que hoje apesar de reformado por tempo de serviço, e que se recusa a ficar na inactividade, também porque a reforma é curta, discorda da classificação que o senhor Jorge Fiel encontrou para o seu artigo, mas educadamente recusa-se a classificar o seu autor, deixando a tarefa aos leitores deste blog.


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Humor Amarelo







quarta-feira, fevereiro 27, 2008

MODERNIDADE SOCIAL

Quando se ouve um político do partido do governo exaltar este “Estado social moderno”, fica-se na dúvida se estamos a falar deste país ou se estamos a ouvir falar de um outro país, quem sabe do norte da Europa. Bem sei que se tratava de um discurso inserido nas jornadas parlamentares do PS, para consumo interno portanto, mas mesmo assim foi um pouco demais.

Uma afirmação fantástica nunca vem só, e o próprio ministro Vieira da Silva contribuiu para a festa ao afirmar que está a desenvolver uma política social “progressista e de Esquerda”. Claro que suavizou um pouco o discurso ao referir-se às “excessivas assimetrias salariais” no país, acrescentando que estas poderão ser combatidas com a qualificação e a formação dos trabalhadores menos qualificados. Já estamos todos a ver a empregada da limpeza e o jardineiro, com um canudo na mão e a auferirem o vencimento de doutores de limpeza ou de engenheiros das ervas.

As desigualdades e a pobreza não são combatidas só com medidas piedosas, ou assistenciais, mas sim com medidas em muitas outras áreas, desde o emprego, melhorias salariais, saúde, ensino e tempos livres, fomentando o desporto escolar, a aprendizagem ao longo da vida, mais segurança laboral, diminuição das assimetrias salariais, enfim políticas que conduzam à plena inclusão dos cidadãos.

O que temos hoje, e a que pelos vistos há quem chame de política social “progressista e de esquerda” de grande (?) sensibilidade social, e que convictamente diz estar num “Estado social moderno”, não passa de uma (má) caricatura do Estado justo e solidário, que nem pintado de rosa se consegue engolir sem se chamar um comboio de nomes a quem parece estar a parodiar com este povo.

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Destaques

Como devemos lidar com a irritação chinesa? In O Contrablog

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Humor Nacional

terça-feira, fevereiro 12, 2008

IDEOLOGIA SOCIALISTA ?

A queda das ideologias verificada nos dois maiores partidos políticos, tem vindo a baralhar os eleitores que cada vez menos lhes encontram diferenças, mas que permitem sempre aos ditos partidos terem dois discursos, o do poder e o da oposição. Será que isto basta para os diferençar?
Um dos partidos diz-se socialista, mas já meteu o socialismo na gaveta há muito tempo, como todos sabemos, e hoje nada lhe resta das ideias de Karl Marx ou de Friedisch Engels e Karl Kautsky. Duvido mesmo que a grande maioria dos seus militantes e dirigentes alguma vez se tenham debruçado sobre os seus ensinamentos e teorias. O outro ostenta a designação de Social-democrata, mas também não foi beber as estas fontes, afinal a sua matriz, nem com isso deve estar preocupado, embora faça questão de erguer essa bandeira.
Não pretendo aqui dissertar sobre o que penso acerca destes dois partidos, atendendo às suas propostas e acções enquanto partidos, no governo ou na oposição, mas gostava de deixar para reflexão uma coisa:

Os Princípios da Social-democracia

1. O combate a miséria, sendo assegurado direitos como moradia, saúde, educação, e segurança básicas. Cabendo ao estado também criar condições favoráveis a oportunidade de emprego.
2. O fortalecimento das instituições inter-governamentais, sem que, com isso, a soberania dos países seja ameaçada. Livre concorrência, desde que, no momento, tal seja proveitoso para as partes envolvidas.
3. Limites e liberdade as organizações civis como sindicatos, ongs, igrejas, imprensa.
4. Evitar a formação de monopólios e oligopólios, sem sacrificar sectores estratégicos do estado.
5. Desapropriação de terras na medida do necessário como garantia de sobrevivência.
6. Intervenção na economia quando necessário e em sectores estratégicos, evitando grandes prejuízos ao país e à população.

Estes princípios nem são da minha autoria, pelo que deixo à vossa consideração a apreciação, à luz destes princípios que são comuns à social-democracia e ao socialismo democrático, que são uma mesma coisa (para quem não saiba), da acção destes dois partidos, que usando as designações que usam, não me parece que os honrem nem de perto nem de longe.
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Fotografia
drinky by tzuntzi

Bonjour by Visionaria

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Humor e Homenagem

By Joe Heller

Christo Komarnitski