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segunda-feira, agosto 13, 2018

SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO?

Ouvir algumas pessoas que até fugiram ao serviço militar obrigatório na sua juventude, vir agora defender o mesmo, deixa-me verdadeiramente incomodado. Estou farto de hipocrisia.

Lembro-me bem dos tempos passados, por força da minha idade, e não gostaria de ver os meus netos obrigados a fazer o serviço militar obrigatório, provavelmente contra a sua vontade. Há alguns anos pensou-se na possibilidade de se instituir a obrigação de durante um ano os jovens terem de passar pelo serviço militar, mas existindo outras opções, do tipo do serviço cívico, junto de entidades ou organizações com funções sociais, em serviços públicos como museus, e outras hipóteses a estudar, mas depois caiu tudo no esquecimento. Um ano de pausa nos estudos desempenhando um trabalho de acordo com a escolha de cada jovem, pode ser formativo e dar uma experiência de vida que não mais será esquecida.

A obrigatoriedade do SMO (sem alternativas) não me agrada nada, porque todos sabemos que existe sempre a possibilidade de haver a guerra, ou de haver tropas portuguesas noutras paragens, e as guerras não despertam em nós as melhores qualidades humanas.


No caso de haver escolha, as coisas podem ser encaradas de outro modo, e acho mesmo que o Estado devia dar melhores condições aos militares (voluntários e profissionais), por razões que todos entendem, estou certo.


sexta-feira, dezembro 12, 2014

DA AMEAÇA À CHANTAGEM



Passos Coelho enquanto político é simplesmente detestável, pela sua arrogância quando trata dos assuntos, apresentando sempre as suas ideias como as únicas e indiscutíveis.

A privatização da TAP é mais um caso em que o 1º ministro se julga o dono da razão, ainda que se tenha escudado em primeiro lugar numa premissa errada, dizendo que o Estado não podia injectar capital na companhia, o que não é rigorosamente verdade, e esquecendo-se de reconhecer o peso da TAP na captação de recursos para o turismo nacional e do serviço público que a empresa presta aos nossos emigrantes um pouco por todo o mundo.

Não é sério nem aceitável que Passos Coelho sequer sugira que a alternativa à privatização é o despedimento colectivo ou o fim da empresa, porque em Democracia há sempre alternativas, e essa é mesmo a essência da Democracia.