quarta-feira, agosto 29, 2018
A UNIÃO EUROPEIA EM DESAGREGAÇÃO
segunda-feira, outubro 03, 2016
A EUROPA HIPÓCRITA
sexta-feira, julho 22, 2016
quarta-feira, março 16, 2016
ESTA EUROPA INDESEJADA
domingo, junho 28, 2015
quinta-feira, junho 19, 2014
PORTUGAL E ESTA EUROPA POUCO SOLIDÁRIA
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
EUROPA – DECADÊNCIA SOCIAL
A Europa social que se foi construindo depois da II Guerra Mundial, que era vista pelo mundo como um projecto a seguir pelo resto do mundo, está a desmoronar-se devido aos maus políticos que nos últimos anos a têm dirigido.
A especulação em crescendo e o desvio do capital para operações não produtivas, juntamente com a deslocalização de boa parte da produção para o oriente, acabaram por tornar as economias menos competitivas e aumentaram a dependência à produção exterior.
Os países com economias mais frágeis e mais dependentes do que vem do exterior ficaram em má situação, e a Europa que se dizia solidária, acabou por obrigar esses países a aumentar o desemprego e a diminuir os salários, a troco do empréstimo de dinheiro, a que convencionaram chamar de “ajuda”.
Por cá o panorama é deprimente, bastando para tal existir um ministro das Finanças que diz que o cumprimento das metas orçamentais é o mais importante, que é o objectivo mais importante, e a maior prioridade do governo.
Políticos desta natureza, e para quem as pessoas têm tão pouca importância, não prestigiam a política, e não merecem o respeito dos seus concidadãos.

quinta-feira, junho 17, 2010
A ENVELHECIDA EUROPA
Cá pelo rectângulo assiste-se a um ataque concertado do patronato e dos dois partidos que se vão entretendo a dançar o tango, visando precarizar ainda mais o emprego e a liberalizar mais os despedimentos. Fala-se em diminuir os custos associados à produção, e a pouca imaginação fixa-se apenas nos custos do trabalho.
Eu sei, todos sabemos, que a Europa está a entrar nesta onda, deixando de lado a grande conquista da segunda metade do século XX, o estado social. O capitalismo com preocupações sociais está a dar lugar ao capitalismo selvagem, que alguns preferem chamar de liberal.
É sintomático que se queira ser concorrencial com países com ideologias que se condenam e onde as pessoas não vêem respeitados os seus direitos. A receita para a competitividade é exactamente a da compressão dos direitos laborais e dos cortes nos salários.
O patronato europeu e os burocratas de Bruxelas parecem ignorar que na China já não se aceita os horários de trabalho desumanos e os baixos salários praticados, e as greves já começaram pelas maiores fábricas de produtos que consumimos aqui no Ocidente, como seja na Foxconn e na Honda.
As autoridades chinesas já se começaram a debruçar sobre a paz social, sobre a distribuição da riqueza, e sobre as desigualdades que começam a minar a estabilidade. As novas gerações já não estão dispostas a aguentar o que os seus pais aguentaram, e querem também partilhar da riqueza que produzem.
A Europa envelhece, e amolece, enquanto o Oriente acorda e aspira por maior justiça social e melhor partilha da riqueza. Quem diria!
quarta-feira, dezembro 02, 2009
UMA ESTRANHA EUROPA
O continente onde nasceu a democracia, há muitos séculos, deixou que um tratado viesse ensombrar esse mesmo conceito de liberdade e democracia de que se arroga defensor.
A legitimidade que os governos alegaram para aprovar o Tratado de Lisboa, sem consultas directas às populações terá sustentáculo formal e de direito, mas nunca conseguirá convencer todos quanto ao seu carácter pouco democrático. Os referendos prometidos e que não se realizaram serão sempre recordados quando as coisas não correrem como é expectável.
Para mim fica o facto de que primeiro quiseram impor uma constituição europeia, e perante as reacções negativas deixaram cair os símbolos federalistas, mas manteve-se o texto na sua essência, e optou-se pela terminologia de tratado.
O poder fica cada vez mais longe das populações, os países mais pequenos deixam de ter o mesmo peso, e a Europa que conhecemos, deixará forçosamente de ter a mesma diversidade que a caracteriza e a tendência de uniformização irá acentuar-se.
sexta-feira, dezembro 14, 2007
CURIOSIDADES EUROPEIAS
O caso mais conhecido pelo público em geral é o da colher de pau que foi proibida por ser considerada pouco higiénica e portanto, uma verdadeira ameaça à saúde pública. Mas as regras são muitas mais e vão até à obrigatoriedade de ter os produtos embalados, mesmo os de produção própria.
Curiosamente, ontem mesmo, os representantes dos países que integram a União Europeia, beberam um Porto de 1957, um verdadeiro néctar segundo desabafo de um dos convivas. Aqueles senhores e senhoras, a elite da Europa moderna, sábios e diligentes na governança deste espaço territorial que vão uniformizando apesar das diferenças com que pontuam os seus discursos, não se lembraram, e também ninguém lhes disse, como é que se fazia o vinho em Portugal, nos idos da década de 50 do século passado. Não que isso tivesse prejudicado a qualidade do vinho, ou que a sua saúde tivesse sido beliscada pelo processo de produção do vinho, mas porque com toda a certeza teriam de alterar substancialmente as suas teorias sobre a gastronomia e outras formas de obtenção de produtos tradicionais, que agora estão ameaçadas, correndo mesmo o risco de extinção, devido aos seus excessos legislativos.

quinta-feira, novembro 22, 2007
ALTERAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO
Já tinha ficado claro, mesmo antes da constituição desta comissão
que o equilíbrio de forças entre as duas partes, empregadores e empregados, estava demasiado desequilibrado a favor dos primeiros,A Europa com verdadeiras preocupações sociais começa a ficar restrita aos países nórdicos, onde a consciência cívica é matriz desde os bancos da escola e o bem comum é uma característica civilizacional. No resto do continente começamos a ver o avanço para um capitalismo selvagem, que passo-a-passo vai tomando forma, enquanto os direitos dos trabalhadores e dos pequenos empresários, vão soçobrando com o beneplácito dos governantes.
A médio prazo esta é uma estratégia suicida, não só porque a contestação social vai aumentar e as verbas para a acção social também vão escassear por esta via, mas sobretudo porque o envelhecimento das populações se vai agravar ainda mais com as políticas de baixos salários e mais precariedade. A Europa com estas políticas economicistas está condenada ao fracasso económico, por não poder competir com as mesmas armas os países emergentes, e a União que alguns sonharam, mas que está a ser construída sem a participação dos cidadãos, irá desagregar-se quando os Estados deixarem de ter capacidade para o apoio social, ou quando a contestação subir a patamares mais difíceis de conter.
Os sinais já começam a manifestar-se em diversos países, como a Alemanha, a França, a Inglaterra e Portugal, mas os governantes e o grande poder económico teimam em não ver a realidade.



















