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quarta-feira, agosto 29, 2018

A UNIÃO EUROPEIA EM DESAGREGAÇÃO


O falhanço da União Europeia no campo económico e no campo político está à vista de todos, e são os políticos os que menos parecem preocupados com os sinais que surgem um pouco por todo o lado.

A falta de solidariedade e de acção atempada quando a crise atingiu em cheio as economias mais fracas da União (Grécia, Portugal, Espanha, e Itália), foi gritante. Os “remédios” aplicados foram uma verdadeira punição, e apesar de parecer existir agora alguma bonança, a verdade é que continuam a existir problemas graves por resolver, quer do lado do investimento, quer do lado da dívida soberana.

Esta falta de solidariedade e de coesão, facilmente verificável quando dois ou três países acabam por determinar as políticas, transformando os restantes em meros espectadores, fomentaram o surgimento dos populistas que mascarados de nacionalistas, começam a proliferar em diversos países, por toda a Europa.

O problema do Brexit, e os nacionalismos ameaçam uma Europa onde pontuam os interesses económicos, e onde os políticos fingem não ver o que se passa na Itália, na Hungria e na Polónia, para nomear apenas alguns dos países que têm estado em foco nos últimos dias com atitudes que deviam envergonhar a Europa.



segunda-feira, outubro 03, 2016

A EUROPA HIPÓCRITA

A Europa castigadora que ameaça Portugal a cada dia que passa, dizendo que as regras são para se cumprir, e que quem não as cumpre tem que sofrer as consequências previstas, parece ter dois pesos e duas medidas, dependendo de quem não cumpre.

Os países que não cumprem, ou que não cumpriram as regras a nível de deficit e de superavit, são e foram mais do que muitos, e mesmo agora temos a Alemanha, a França, a Itália, e a Holanda, pelo menos, a não cumprir, para além de Portugal e Espanha, mas nem todos têm o mesmo tratamento.

As regras da União Europeia não se esgotam no campo da economia, e temos regras na liberdade de imprensa e no acolhimento de refugiados, que são quebradas por estados membros, e a Comissão Europeia limita-se a tomar nota dos factos.


A hipocrisia é imensa, é descarada e nem sequer é envergonhada, como se viu com a nova candidata de última hora à ONU. Esta Europa não nos merece qualquer respeito ou consideração.

Gaivota By Palaciano(*)

quarta-feira, março 16, 2016

ESTA EUROPA INDESEJADA

A União Europeia, como a conhecemos hoje, diz-nos qual o tamanho da fruta que podemos exportar, qual o tamanho do carapau que é permitido pescar, quanto tomate podemos produzir, o leite que podemos produzir, o tamanho das capoeiras dos frangos, quanto sal pode ter uma carcaça, e muitas outras coisas que me dispenso de enumerar.

Depois de Cavaco Silva ter ajudado ao abate da frota de pesca, aos subsídios para não produzir na agricultura, estamos agora a ser inundados pelos excedentes de produção dos nossos parceiros europeus, que inviabilizam a venda do que ainda por cá produzimos.

Querem que os portugueses produzam mais, mas inviabilizam essa produção inundando o nosso mercado com os seus excedentes a preços de saldo. “Os nossos amigos” que têm produções subsidiadas, vendem para Portugal a preços inferiores ao que praticam nos seus países, o que não permite qualquer tipo de competição por parte dos produtores nacionais.


Será que a revisão constitucional de que alguns andam a falar vai reforçar as decisões nacionais, ou pelo contrário vamos delegar as competências que nos restam da nossa independência?


quinta-feira, junho 19, 2014

PORTUGAL E ESTA EUROPA POUCO SOLIDÁRIA

Portugal atravessa um mau momento, com uma austeridade galopante, um desemprego colossal e sem que surja qualquer luz ao fundo do túnel, pelo contrário. A Europa solidária que nos "venderam" tem demonstrado muito pouca solidariedade...

Esta Europa, que não é dos cidadãos, recebeu um cartão vermelho em quase todos os países, onde os partidos no poder viram penalizados os seus resultados. Outro factor relevante foi a enorme abstenção registada.

Um dos resultados do descontentamento e da indiferença dos eleitores foi o resultado de grupos extremistas que acabaram por conseguir lugares no Parlamento Europeu.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

EUROPA – DECADÊNCIA SOCIAL

A Europa social que se foi construindo depois da II Guerra Mundial, que era vista pelo mundo como um projecto a seguir pelo resto do mundo, está a desmoronar-se devido aos maus políticos que nos últimos anos a têm dirigido.

A especulação em crescendo e o desvio do capital para operações não produtivas, juntamente com a deslocalização de boa parte da produção para o oriente, acabaram por tornar as economias menos competitivas e aumentaram a dependência à produção exterior.

Os países com economias mais frágeis e mais dependentes do que vem do exterior ficaram em má situação, e a Europa que se dizia solidária, acabou por obrigar esses países a aumentar o desemprego e a diminuir os salários, a troco do empréstimo de dinheiro, a que convencionaram chamar de “ajuda”.

Por cá o panorama é deprimente, bastando para tal existir um ministro das Finanças que diz que o cumprimento das metas orçamentais é o mais importante, que é o objectivo mais importante, e a maior prioridade do governo.

Políticos desta natureza, e para quem as pessoas têm tão pouca importância, não prestigiam a política, e não merecem o respeito dos seus concidadãos.

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Foto - Flor Branca

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Humor - O Poder e o Povo

quinta-feira, junho 17, 2010

A ENVELHECIDA EUROPA

Cá pelo rectângulo assiste-se a um ataque concertado do patronato e dos dois partidos que se vão entretendo a dançar o tango, visando precarizar ainda mais o emprego e a liberalizar mais os despedimentos. Fala-se em diminuir os custos associados à produção, e a pouca imaginação fixa-se apenas nos custos do trabalho.

Eu sei, todos sabemos, que a Europa está a entrar nesta onda, deixando de lado a grande conquista da segunda metade do século XX, o estado social. O capitalismo com preocupações sociais está a dar lugar ao capitalismo selvagem, que alguns preferem chamar de liberal.

É sintomático que se queira ser concorrencial com países com ideologias que se condenam e onde as pessoas não vêem respeitados os seus direitos. A receita para a competitividade é exactamente a da compressão dos direitos laborais e dos cortes nos salários.

O patronato europeu e os burocratas de Bruxelas parecem ignorar que na China já não se aceita os horários de trabalho desumanos e os baixos salários praticados, e as greves já começaram pelas maiores fábricas de produtos que consumimos aqui no Ocidente, como seja na Foxconn e na Honda.

As autoridades chinesas já se começaram a debruçar sobre a paz social, sobre a distribuição da riqueza, e sobre as desigualdades que começam a minar a estabilidade. As novas gerações já não estão dispostas a aguentar o que os seus pais aguentaram, e querem também partilhar da riqueza que produzem.

A Europa envelhece, e amolece, enquanto o Oriente acorda e aspira por maior justiça social e melhor partilha da riqueza. Quem diria!



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Época de Exames
Finally by *Culpeo-Fox

quarta-feira, dezembro 02, 2009

UMA ESTRANHA EUROPA

O continente onde nasceu a democracia, há muitos séculos, deixou que um tratado viesse ensombrar esse mesmo conceito de liberdade e democracia de que se arroga defensor.

A legitimidade que os governos alegaram para aprovar o Tratado de Lisboa, sem consultas directas às populações terá sustentáculo formal e de direito, mas nunca conseguirá convencer todos quanto ao seu carácter pouco democrático. Os referendos prometidos e que não se realizaram serão sempre recordados quando as coisas não correrem como é expectável.

Para mim fica o facto de que primeiro quiseram impor uma constituição europeia, e perante as reacções negativas deixaram cair os símbolos federalistas, mas manteve-se o texto na sua essência, e optou-se pela terminologia de tratado.

O poder fica cada vez mais longe das populações, os países mais pequenos deixam de ter o mesmo peso, e a Europa que conhecemos, deixará forçosamente de ter a mesma diversidade que a caracteriza e a tendência de uniformização irá acentuar-se.

Duvido que em referendos livres e com a informação necessária este tratado tivesse conhecido a luz do dia, por isso mesmo não auguro nada de bom para esta Europa cada vez mais divorciada da vontade dos seus cidadãos.
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AVISO - Para que conste, o José Lopes vai aproveitar devidamente a quadra, com os seus feriados e dias simbólicos, pelo que a regularidade dos post's e dos comentários vai ressentir-se.

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Humor com Maresia
Lula por Baptistão

Pirata by Bayram Hajizadeh

sexta-feira, dezembro 14, 2007

CURIOSIDADES EUROPEIAS

A União Europeia legislou e está a impor regras, que já foram vertidas para a legislação laboral portuguesa, que alteram profundamente o acto de cozinhar nos nossos restaurantes e estabelecimentos afins.
O caso mais conhecido pelo público em geral é o da colher de pau que foi proibida por ser considerada pouco higiénica e portanto, uma verdadeira ameaça à saúde pública. Mas as regras são muitas mais e vão até à obrigatoriedade de ter os produtos embalados, mesmo os de produção própria.
Curiosamente, ontem mesmo, os representantes dos países que integram a União Europeia, beberam um Porto de 1957, um verdadeiro néctar segundo desabafo de um dos convivas. Aqueles senhores e senhoras, a elite da Europa moderna, sábios e diligentes na governança deste espaço territorial que vão uniformizando apesar das diferenças com que pontuam os seus discursos, não se lembraram, e também ninguém lhes disse, como é que se fazia o vinho em Portugal, nos idos da década de 50 do século passado. Não que isso tivesse prejudicado a qualidade do vinho, ou que a sua saúde tivesse sido beliscada pelo processo de produção do vinho, mas porque com toda a certeza teriam de alterar substancialmente as suas teorias sobre a gastronomia e outras formas de obtenção de produtos tradicionais, que agora estão ameaçadas, correndo mesmo o risco de extinção, devido aos seus excessos legislativos.

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Actualidade

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Fotografia

little angel by NO_status


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Humor Natalício
Larry Wright

Tab (Thomas Boldt)

quinta-feira, novembro 22, 2007

ALTERAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO

Dois membros desta comissão (do trabalho) demitiram-se por razões que só agora foram tornadas públicas pela comunicação social. Pelo depoimento de um dos demissionários concluo que a razão que sintetiza melhor a sua decisão foi a de deixar de acreditar que seja ainda possível conseguir-se um consenso favorável aos trabalhadores.
Já tinha ficado claro, mesmo antes da constituição desta comissão que o equilíbrio de forças entre as duas partes, empregadores e empregados, estava demasiado desequilibrado a favor dos primeiros,
A Europa com verdadeiras preocupações sociais começa a ficar restrita aos países nórdicos, onde a consciência cívica é matriz desde os bancos da escola e o bem comum é uma característica civilizacional. No resto do continente começamos a ver o avanço para um capitalismo selvagem, que passo-a-passo vai tomando forma, enquanto os direitos dos trabalhadores e dos pequenos empresários, vão soçobrando com o beneplácito dos governantes.
A médio prazo esta é uma estratégia suicida, não só porque a contestação social vai aumentar e as verbas para a acção social também vão escassear por esta via, mas sobretudo porque o envelhecimento das populações se vai agravar ainda mais com as políticas de baixos salários e mais precariedade. A Europa com estas políticas economicistas está condenada ao fracasso económico, por não poder competir com as mesmas armas os países emergentes, e a União que alguns sonharam, mas que está a ser construída sem a participação dos cidadãos, irá desagregar-se quando os Estados deixarem de ter capacidade para o apoio social, ou quando a contestação subir a patamares mais difíceis de conter.
Os sinais já começam a manifestar-se em diversos países, como a Alemanha, a França, a Inglaterra e Portugal, mas os governantes e o grande poder económico teimam em não ver a realidade.


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Fotografias de Escadas


Nautilus by sm64




Too Easy to Fall by dinojrfrk2


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Caricaturas


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