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quarta-feira, agosto 29, 2018

A UNIÃO EUROPEIA EM DESAGREGAÇÃO


O falhanço da União Europeia no campo económico e no campo político está à vista de todos, e são os políticos os que menos parecem preocupados com os sinais que surgem um pouco por todo o lado.

A falta de solidariedade e de acção atempada quando a crise atingiu em cheio as economias mais fracas da União (Grécia, Portugal, Espanha, e Itália), foi gritante. Os “remédios” aplicados foram uma verdadeira punição, e apesar de parecer existir agora alguma bonança, a verdade é que continuam a existir problemas graves por resolver, quer do lado do investimento, quer do lado da dívida soberana.

Esta falta de solidariedade e de coesão, facilmente verificável quando dois ou três países acabam por determinar as políticas, transformando os restantes em meros espectadores, fomentaram o surgimento dos populistas que mascarados de nacionalistas, começam a proliferar em diversos países, por toda a Europa.

O problema do Brexit, e os nacionalismos ameaçam uma Europa onde pontuam os interesses económicos, e onde os políticos fingem não ver o que se passa na Itália, na Hungria e na Polónia, para nomear apenas alguns dos países que têm estado em foco nos últimos dias com atitudes que deviam envergonhar a Europa.



domingo, maio 17, 2015

A EUROPA E OS URSOS

Pelos vistos Timo Soini, líder d’Os Verdadeiros Finlandeses, porque deve haver alguns falsos finlandeses, poderá ser o próximo ministro das Finanças finlandês. O que interessa tudo isto aos portugueses, dir-me-ão vocês, e eu acrescentarei que este senhor foi protagonista de duras posições contra a participação da Finlândia no programa de assistência a Portugal.

O dito Timo, também conhecido como o “urso da Finlândia”, quer agora expulsar a Grécia do euro, usando a crise do seu país como pretexto, e quer ainda endurecer as políticas anti-imigração do país, continuando a ser um duro crítico da benevolência da Europa para com os países do sul, Portugal incluído.


Com este e outros ursos que aparecem por toda a Europa, como há quem ainda nos queira vender uma União solidária?