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quarta-feira, agosto 08, 2018

DESCOBRIMENTOS E ESTA PINTURA


O tema Museu dos Descobrimentos ou das Descobertas parece que ainda não está esgotado, e continuam a ouvir-se vozes a favor e contra.

É curioso que alguns dos opositores a um museu com esta designação, que ainda nem sequer tem planos definitivos, nem se lhe conhece o conteúdo, ou o propósito (mensagem), sejam pessoas com algum crédito na área da História.

Como circulo um pouco nesse meio, sem currículo nem pretensões como os dos especialistas de que falei, também tenho tentado perceber as razões deles. Foi precisamente num encontro casual de amigos que tive oportunidade de questionar um historiador, e a questão era muito simples, como me podia ele explicar o quadro que eu vira exposto no Museu de Arte Antiga, que exponho mais abaixo.

A resposta foi pronta: a pintura não é tão antiga como dizem e não existem provas concludentes de que represente Lisboa. Fiquei esclarecido, e cada vez mais convicto de que existe muito preconceito ideológico envolvido, para não dizer coisas menos elegantes.



domingo, abril 13, 2014

SOBRE OS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES

Quase todos os autores coincidem em que 1415 e a conquista de Ceuta marcam o início das descobertas portuguesas, período glorioso da nossa História que se prolonga até à empresa do D. Sebastião que nos levaria a 40 anos de dominação espanhola.

Quem sou eu para contrariar os nossos historiadores, que também glorificam o infante D. Henrique, como um visionário e impulsionador da nossa saga marítima?

Claro que posso constatar que a conquista de Ceuta era benéfica para a nobreza, que daí extraia vantagens, ainda que ao país a manutenção dessa praça fosse ruinosa. É também muito evidente que a partir de certa altura foi o interesse comercial que comandou as descobertas para além das Canárias.

Depois dos interesses duma nobreza que perde a sua importância com D. João II e com D. Manuel, surge uma classe burguesa que impulsiona em larga medida a expansão marítima. A expansão da fé esteve presente, por conveniência e para servir de justificação, e irá por acabar por ser um entrave, já que D. João III e a Inquisição acabariam por correr com os judeus e com isso boa parte da importância mercantil vai para os países baixos , onde eles encontrariam guarida.

O mito criado em redor do infante D. Henrique, que tinha largos proventos com a empresa marítima, pode muito bem derivar da tentativa de fazer esquecer Alfarrobeira e a morte trágica de D. Pedro.


Nota: Este texto foi o embrião duma tese apresentada há cerca de 30 anos, que na altura não foi muito bem recebida, mas que depois foi seguida por bastantes colegas.


segunda-feira, setembro 24, 2007

I HAVE A DREAM

Já tenho falado da falta de atenção que é dada à Cultura em Portugal, mas as últimas notícias vieram demonstrar como estava redondamente enganado. O Guardião, afinal não é o detentor da verdade (nem nunca de tal se intitulou) e, portanto venho aqui pedir desculpa pelo engano cometido, e proceder à reposição da verdade.
Não venho falar da senhora ministra da Cultura, que é uma perita em literatura, não em inaugurações e outros tipos de festa, viagens ou croquetes, como pode transparecer de alguns comentários humorísticos aqui produzidos. Também não venho falar do senhor ministro dos Assuntos Parlamentares, que alguns sugerem ser o verdadeiro ministro da Cultura, pois é evidente que tem outras coisas mais importantes para tratar.
Hoje venho falar do senhor ministro da Cultura, perdão, da Economia, que veio anunciar um projecto de requalificação da Fortaleza de Sagres, o monumento mais significativo da saga heróica dos Descobrimentos. O anúncio da construção de um museu interactivo sobre os Descobrimentos portugueses por Sua Exª o Ministro Manuel Pinho, ministro da Economia e da Inovação.
Na ocasião, e perante os jornalistas, revelou M. Pinho que este é um sonho seu, que lhe permitirá “daqui a uns anos, quando já não for ministro da Economia, dizer aos meus (seus) netos que o turismo mudou”. Esta frase absolutamente original e o conteúdo deste seu anúncio, são uma demonstração dos dotes oratórios e da vasta Cultura do senhor ministro.

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Fotografia


Tessar

Иосиф

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Humor Francês

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