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MONTENEGRO E O BODO DOS POBRES
quarta-feira, novembro 13, 2024
domingo, abril 02, 2023
COSTA E OS BAIXOS SALÁRIOS E PENSÕES
terça-feira, julho 02, 2019
MAFRA - BOAS INTENÇÕES, ERROS EVITÁVEIS
sexta-feira, fevereiro 01, 2019
PORTUGAL O PAÍS DAS MARAVILHAS
segunda-feira, outubro 22, 2018
A PROPAGANDA E A FALTA DE PESSOAL NOS MUSEUS
quarta-feira, agosto 15, 2018
A QUEDA DE MAIS UM MITO
quinta-feira, maio 10, 2018
A REALIDADE DOS SALÁRIOS
sexta-feira, setembro 25, 2015
A PROSPERIDADE NACIONAL
quarta-feira, outubro 15, 2014
AS MEIAS VERDADES
domingo, fevereiro 16, 2014
JOGAR COM OS NÚMEROS
segunda-feira, outubro 12, 2009
SOSSEGOU, MAS PODE CONTINUAR
Depois de vários meses de poluição eleitoral e de promessas a rodos, eis-nos chegados ao fim deste infernal ciclo eleitoral e ao descanso no que respeita à propaganda.
Não fiquei particularmente agradado com os resultados eleitorais, não sou masoquista, mas sou obrigado a aceitar as decisões da maioria, porque não me sinto inclinado a promover uma revolução, pelo menos por agora.
Também não acho que a situação vá melhorar no país, o que não é novidade dada a minha descrença na pessoa do chefe do próximo executivo, mas cá estarei para dizer o que penso quando começar a nova legislatura.
Sossegado, mas pouco!
sexta-feira, junho 19, 2009
O ERRO E A PROPAGANDA
O erro admitido por José Sócrates, da falta de investimento na Cultura pode ser encarado de duas maneiras diametralmente opostas: simples propaganda, ou uma desculpa que tem uma solução das mais económicas que se podem encontrar.
A desconfiança manifestada no meio cultural tem as suas razões, até pelas palavras do actual ministro da Cultura, o tal que disse que queria fazer mais com menos dinheiro, que agora diz que mais verbas já eram bem recebidas, hoje.
Chegou ao meu conhecimento um assunto simplesmente escandaloso, que se prende com o trabalho extraordinário. Quando todos falam do caso da Autoeuropa, e do pagamento do trabalho extraordinário aos sábados, quase ninguém sabe que os trabalhadores dos museus que trabalham aos sábados e domingos, não recebem esse trabalho como trabalho extraordinário, e que os feriados caminham na mesma direcção, pretendendo-se agora que sejam compensados em tempo.
Para encerrar, e como justificação patética para umas singularidades quanto aos horários dos trabalhadores dos museus, veja-se que a razão aduzida é a do aumento do fluxo turístico (julgava que os museus estavam dependentes da Cultura), e ao mesmo tempo justifica-se a compensação dos feriados em tempo, por se praticarem entradas grátis no período da manhã.
Se o senhor 1º ministro reconhece que errou na Cultura, como afirmou, pode resolver este problema que tem quase duas décadas e atravessou muitos executivos, que nunca reconheceram ter errado.

terça-feira, dezembro 02, 2008
MINISTRO ALIVIADO
O ministro Teixeira dos Santos veio afirmar que a descida das taxas de juro, que o Banco Central Europeu já «deu a entender» constituirão «algum alívio» para as famílias portuguesas. Não se ficou por aqui e acrescentou, «com certeza que as descidas das taxas de juro, juntamente com a descida do preço do petróleo e com a descida das taxas de inflação, são, num momento de grandes dificuldades que todos estamos a sentir, notícias que não deixarão de ser positivas para todos os portugueses.
O alívio, para desgraça do senhor ministro, não se deve a nenhuma medida tomada pelo executivo que integra, chefiado por José Sócrates, mas sim devido à conjuntura internacional, a mesma (conjuntura) que ele invocou quando estes mesmos factores estavam em alta.
Não fica bem a um governante, ainda mais a um ministro das Finanças, ora desculpar-se com a conjuntura, ora “anunciar” «algum alívio» quando o movimento é de sinal contrário. Ao senhor ministro ficava bem anunciar (agora sem aspas), medidas do seu governo no sentido de nos aliviar do sufoco causado pelos baixos vencimentos e pensões, e do desemprego galopante que assola este país.
Sempre julguei que estávamos a pagar a Teixeira dos Santos para ele tomar medidas a bem dos portugueses, e não para anunciar aquilo que não é obra sua e sobre a qual ele próprio já disse que nada controla.


domingo, setembro 21, 2008
ESQUERDA NEOLIBERAL?
Quando já ninguém encontra diferenças entre PS e PSD, quando estão no poder e quando se encontram na oposição, é interessante, para não dizer risível, ouvir o secretário-geral do PS clamar que «esquerda do passado nada tem a oferecer ao país».
Não sei se José Sócrates pretendeu afirmar que o seu PS é um partido de esquerda moderna, porque então a tal modernidade matou o socialismo que reclama. As suas políticas laborais, para citar apenas um exemplo, são a maior conquista do patronato desde o 25 de Abril, indo mais além das ideias de Bagão Félix, este assumidamente de direita.
Numa altura em que os ricos estão cada vez mais ricos, em que a Justiça dá sinais de completo desnorte, a insegurança é uma triste realidade, e a grande maioria dos portugueses já não consegue apertar mais o cinto, havendo mesmo muitos a quem nem o salário consegue proporcionar uma vida minimamente condigna, o secretário-geral do PS vem falar-nos de socialismo?
O discurso político desceu muito de nível, mas afinal apenas nos transmite com bastante clareza o baixo nível dos políticos que temos.






















