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quarta-feira, setembro 09, 2026

MONTENEGRO E O BODO DOS POBRES

Montenegro vem mais uma vez tentar aliciar os reformados e pensionistas com a esmola do Natal, mas os idosos já perceberam que aquilo que ele afirma dar no final do ano, lhes será cobrado cerca de seis meses mais tarde.
 
Os pensionistas não querem esmolas, nem precisam só de dinheiro no Natal, eles precisam é de receber pensões que lhes permitam viver com dignidade. 


 

domingo, abril 02, 2023

COSTA E OS BAIXOS SALÁRIOS E PENSÕES

Costa e as suas afirmações que não condizem com a prática dos seu Governo. Os aumentos da função pública são anunciados inúmeras vezes mas os aumentos, esses são poucos e em percentagem sempre inferiores à inflação. No caso dos pensionistas e reformados ele diz uma coisa, faz outra, e mesmo enganando todos continua a dizer que o fez para bem da Segurança Social, onde alegremente uns quantos apostam o nosso dinheiro e perdem milhões sem que ninguém os responsabilize.
 
Ainda agora o dr. Costa anunciou um aumento de 1% para os funcionários públicos (não se sabe des quando ou a partir de quando), mas sobre os reformados e pensionistas nem uma palavra saiu daquela boca...
 
O dr. Costa espera mesmo que as empresas privadas aumentem mesmo os salários só porque ele o disse ? Os bons empresários já o fizeram, os outros só darão um chouriço se em troca receberem um porco...


 

terça-feira, julho 02, 2019

MAFRA - BOAS INTENÇÕES, ERROS EVITÁVEIS


Compreende-se que haja quem esteja empenhado em ver o Palácio Nacional de Mafra ser classificado como Património da Humanidade, mas há que ter atenção ao modo como se promove tão importante edifício que faz parte do Património Nacional.

Lamenta-se que o vídeo em questão, com a chancela de entidades públicas nacionais, tenha um erro tão evidente como o que se pode ver na imagem acima.

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

PORTUGAL O PAÍS DAS MARAVILHAS


Depois de se ter passado a crise que vinha de 2009, e com a posse deste governo, o discurso político começou a ser optimista e até muito cor-de-rosa, como se o antes fosse negro e o presente fosse radioso.

O fim da austeridade foi anunciado, a restituição do que tinha sido cortado fez parte da propaganda, e até se falou de aumentos que não eram nada disso como já se percebeu.

Portugal nestes últimos anos viu os rendimentos dos portugueses divergirem claramente do que aconteceu na maioria dos países europeus, apesar dos bons resultados da nossa economia, e isso deita abaixo o discurso do governo.

Muito em breve seremos, nós os portugueses, o quinto país mais pobre da União Europeia, ultrapassados por países como a Estónia, a Lituânia, a Eslováquia, a Eslovénia, a República Checa, Malta e a Letónia.

Esta divergência de rendimentos face à média europeia que se verifica desde 2000 até 2018, e neste espaço de tempo a dívida pública foi aumentando, o que é ainda mais grave e penalizador para quem nos vem “vendendo o país perfeito”.

Leitura recomendada AQUI



segunda-feira, outubro 22, 2018

A PROPAGANDA E A FALTA DE PESSOAL NOS MUSEUS


Este Governo tem aumentado o número de funcionários públicos, segundo rezam os números divulgados, mas existem sectores em que a falta de pessoal é gritante, e afecta o próprio funcionamento dos mesmos.

Um dos sectores em que a falta de pessoal é aflitiva, é o do Património, onde a falta de vigilantes de museus está a causar dificuldades de funcionamento, que vão desde o fecho de salas, até ao relaxamento dos parâmetros de segurança.

Os anúncios de abertura de concursos são muitos, mas na realidade as admissões são poucas, e não conseguem sequer suprir os lugares abertos por aposentações. Os directores dos museus, palácios e monumentos não se pronunciam publicamente, salvo a honrosa excepção do director do Museu de Arte Antiga, mesmo assim sem resultados concretos.

O público não sabe, nem sonha, que a segurança do Património pode estar em causa, e até a sua própria segurança quando o visita, também corre risco. Pessoal de vigilância insuficiente, meios físicos insuficientes e desactualizados, pessoal com idade demasiado elevada, e falta de acções de formação do pessoal, são um conjunto de factores que deviam preocupar os responsáveis.   

É necessário ouvir quem está no terreno e inverter esta situação, com urgência, porque a propaganda não garante segurança.



quarta-feira, agosto 15, 2018

A QUEDA DE MAIS UM MITO

A imagem de que a função pública é um paraíso, onde se ganham fortunas e tudo está garantido, começa a cair, pois por muito que se faça propaganda negativa, os factos acabam por desmentir os detractores do serviço público.

Grosso modo existem três grupos de trabalhadores na generalidade dos serviços públicos, os assistentes operacionais, os assistentes técnicos e os técnicos superiores, posicionados nesta mesma hierarquia no que diz respeito às remunerações.

Hoje mesmo ouvi alguns comentários sobre as vagas abertas em concurso na Segurança Social, em que os salários variam entre os 683 euros, para os assistentes técnicos e os 1.202 euros brutos, para os técnicos superiores. Estes salários, mesmo os mais elevados, foram considerados irrisórios e pouco competitivos pelos intervenientes na conversa.

É verdade que os salários na função pública são, e sempre foram baixos, por muito que se tente manipular a opinião pública. Quem diria que os assistentes operacionais auferem o salário mínimo nacional?

Sei que devem estar a pensar que me esqueci da segurança laboral, mas olhem que nem isso é hoje garantido, porque muitos serviços têm apenas um quadro do pessoal, e as mudanças de local de trabalho podem acontecer a qualquer momento (eu que o diga), e na maioria dos casos sem qualquer aviso prévio, sem qualquer consideração ou respeito pelos agregados familiares e pela idade dos funcionários.

Por favor não confundam os nomeados pelos diversos governos, que estão por todo o lado, mas que nunca ingressaram por concurso na função pública, com os verdadeiros funcionários públicos, admitidos em concursos públicos. 


quinta-feira, maio 10, 2018

A REALIDADE DOS SALÁRIOS


São difundidas notícias baseadas em dados estatísticos fornecidos pelo INE, que nos levam a pensar que os portugueses cada vez mais recebem salários altos, e quando falamos uns com os outros constatamos que essa não é a realidade.

A realidade que conhecemos é a do aumento dos contratos precários, o alto índice de desemprego jovem, e o ainda alto desemprego (comparando com os parceiros europeus).

Claro que ao Governo interessa mais salientar outros dados, porventura pouco significativos, como dizer que o grupo dos que ganham mais de 3.000 euros mensais líquidos, disparou 30% num trimestre, ou que o escalão dos que ganham entre 1.800 e 2.500 euros mensais aumentou 18,4%.

Claro que a média salarial está (segundo o INE) em 876 euros mensais, o que é muitíssimo discutível, porque os salários mínimos, ou muito próximos disso, continuam a ser uma constante, infelizmente. Outro dado conhecido, este dado pela Eurofound, diz que 23% dos portugueses recebe o salário mínimo nacional.

A realidade nem sempre confirma as estatísticas, e todos podemos ver que quase não não há sector nenhum que não esteja a exigir aumentos salariais ou melhores condições de trabalho, com a resposta habitual por parte do Governo, e do patronato, de que não é possível satisfazer essas exigências. 



sexta-feira, setembro 25, 2015

A PROSPERIDADE NACIONAL

Os dados do INE confirmam que a poupança dos portugueses atingiu um dos níveis mais baixos de sempre, o que fez soar alarmes no ministério das Finanças.

Neste momento gastam-se 96% do rendimento disponível, e o consumo sobe com recurso ao crédito bancário, o que torna a balança de pagamentos deficitária, porque se importa mais do que se exporta.

Quem ouvisse o inefável Montenegro na televisão poderia julgar que agora o país está melhor, e que os portugueses também já o sentem.

Os números isolados podem ser ilusórios, mas em conjunto não dão aso a enganos. O consumo aumentou, e a economia avançou, mas isto aconteceu à custa de endividamento, porque os portugueses não têm dinheiro disponível, exactamente porque auferem ordenados demasiado baixos.

O consumo aumentou porque existem bens que têm o seu tempo de vida relativamente curtos, como electrodomésticos, viaturas automóveis, maquinaria, e têm que ser substituídos. Outro factor do aumento do consumo foi o aumento do turismo, que naturalmente aumenta o consumo, ainda que não seja feito por nacionais.


Como poupar se não há rendimento disponível depois de serem satisfeitas as necessidades prementes duma vida digna? Como haverá poupança por parte dos grandes grupos se os seus domicílios fiscais são em paraísos fiscais, ou noutras praças que não se importam de cobrar menos a empresas que têm os seus negócios noutras paragens? 


quarta-feira, outubro 15, 2014

AS MEIAS VERDADES

"Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito."

 Abraham Lincoln



domingo, fevereiro 16, 2014

JOGAR COM OS NÚMEROS

É bem conhecida a possibilidade de com dados estatísticos absolutamente correctos, se chegar a conclusões completamente erradas, bastando para tanto atribuir a razão de certos números a factores errados.

Portugal terá tido em 2013 um recuo do Produto Interno Bruto da ordem de 1,4%, segundo o INE, e só não se registou um número ainda pior devido ao aumento do consumo interno (conclusão da mesma instituição).

As conclusões são muito discutíveis e parecem ignorar a realidade de outros números do próprio INE. Sabe-se que para o governo e para os seus comentadores de serviço é útil esta conclusão, pois assim conseguem explicar o aumento da despesa do Estado, argumentando com o chumbo do Tribunal Constitucional do corte dos subsídios dos funcionários públicos, mas será que é uma explicação suficiente para o dito crescimento do consumo interno?

É óbvio que não porque o crescimento do consumo dentro de fronteiras foi muito superior ao que podia resultar do tal chumbo, conjugado com outros factores como o aumento das contribuições fiscais, e com a diminuição de postos de trabalho.

Existe uma explicação mais do que evidente, e que consta em números do INE que o governo até tem esgrimido com frequência, que é o aumento registado da actividade turística em 2013. Creio que o INE e o governo não têm entrado com esta variável para chegar às suas conclusões (erradas), por conveniência ou talvez por cegueira, querendo ver resultados que só existem nas suas mentes.

Falar em sinais inequívocos baseados em conclusões precipitadas e erradas, não é útil ao país nem convence os que cada vez mais estão desiludidos com os sucessivos governos deste pobre país. 


segunda-feira, outubro 12, 2009

SOSSEGOU, MAS PODE CONTINUAR

Depois de vários meses de poluição eleitoral e de promessas a rodos, eis-nos chegados ao fim deste infernal ciclo eleitoral e ao descanso no que respeita à propaganda.

Não fiquei particularmente agradado com os resultados eleitorais, não sou masoquista, mas sou obrigado a aceitar as decisões da maioria, porque não me sinto inclinado a promover uma revolução, pelo menos por agora.

Também não acho que a situação vá melhorar no país, o que não é novidade dada a minha descrença na pessoa do chefe do próximo executivo, mas cá estarei para dizer o que penso quando começar a nova legislatura.

Sossegado, mas pouco!



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Foto - Em Caso de Emergência...
Sitibundo

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Humor Evolucionista

sexta-feira, junho 19, 2009

O ERRO E A PROPAGANDA

O erro admitido por José Sócrates, da falta de investimento na Cultura pode ser encarado de duas maneiras diametralmente opostas: simples propaganda, ou uma desculpa que tem uma solução das mais económicas que se podem encontrar.

A desconfiança manifestada no meio cultural tem as suas razões, até pelas palavras do actual ministro da Cultura, o tal que disse que queria fazer mais com menos dinheiro, que agora diz que mais verbas já eram bem recebidas, hoje.

Chegou ao meu conhecimento um assunto simplesmente escandaloso, que se prende com o trabalho extraordinário. Quando todos falam do caso da Autoeuropa, e do pagamento do trabalho extraordinário aos sábados, quase ninguém sabe que os trabalhadores dos museus que trabalham aos sábados e domingos, não recebem esse trabalho como trabalho extraordinário, e que os feriados caminham na mesma direcção, pretendendo-se agora que sejam compensados em tempo.

Para encerrar, e como justificação patética para umas singularidades quanto aos horários dos trabalhadores dos museus, veja-se que a razão aduzida é a do aumento do fluxo turístico (julgava que os museus estavam dependentes da Cultura), e ao mesmo tempo justifica-se a compensação dos feriados em tempo, por se praticarem entradas grátis no período da manhã.

Se o senhor 1º ministro reconhece que errou na Cultura, como afirmou, pode resolver este problema que tem quase duas décadas e atravessou muitos executivos, que nunca reconheceram ter errado.



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Foto - Símbolo
Eiffel Spider by dantordjman

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Publicidade Imaginária


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Exploração sem Humor
Salah Adarbe

terça-feira, dezembro 02, 2008

MINISTRO ALIVIADO

O ministro Teixeira dos Santos veio afirmar que a descida das taxas de juro, que o Banco Central Europeu já «deu a entender» constituirão «algum alívio» para as famílias portuguesas. Não se ficou por aqui e acrescentou, «com certeza que as descidas das taxas de juro, juntamente com a descida do preço do petróleo e com a descida das taxas de inflação, são, num momento de grandes dificuldades que todos estamos a sentir, notícias que não deixarão de ser positivas para todos os portugueses.

O alívio, para desgraça do senhor ministro, não se deve a nenhuma medida tomada pelo executivo que integra, chefiado por José Sócrates, mas sim devido à conjuntura internacional, a mesma (conjuntura) que ele invocou quando estes mesmos factores estavam em alta.

Não fica bem a um governante, ainda mais a um ministro das Finanças, ora desculpar-se com a conjuntura, ora “anunciar” «algum alívio» quando o movimento é de sinal contrário. Ao senhor ministro ficava bem anunciar (agora sem aspas), medidas do seu governo no sentido de nos aliviar do sufoco causado pelos baixos vencimentos e pensões, e do desemprego galopante que assola este país.

Sempre julguei que estávamos a pagar a Teixeira dos Santos para ele tomar medidas a bem dos portugueses, e não para anunciar aquilo que não é obra sua e sobre a qual ele próprio já disse que nada controla.





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Pinturas
Alinhar ao centroDublin by fecker

London 02 by szklanytygrys

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Humor por Mordillo

domingo, setembro 21, 2008

ESQUERDA NEOLIBERAL?

Quando já ninguém encontra diferenças entre PS e PSD, quando estão no poder e quando se encontram na oposição, é interessante, para não dizer risível, ouvir o secretário-geral do PS clamar que «esquerda do passado nada tem a oferecer ao país».

Não sei se José Sócrates pretendeu afirmar que o seu PS é um partido de esquerda moderna, porque então a tal modernidade matou o socialismo que reclama. As suas políticas laborais, para citar apenas um exemplo, são a maior conquista do patronato desde o 25 de Abril, indo mais além das ideias de Bagão Félix, este assumidamente de direita.

Numa altura em que os ricos estão cada vez mais ricos, em que a Justiça dá sinais de completo desnorte, a insegurança é uma triste realidade, e a grande maioria dos portugueses já não consegue apertar mais o cinto, havendo mesmo muitos a quem nem o salário consegue proporcionar uma vida minimamente condigna, o secretário-geral do PS vem falar-nos de socialismo?

O discurso político desceu muito de nível, mas afinal apenas nos transmite com bastante clareza o baixo nível dos políticos que temos.



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Fotografias
SEVB

mvp23

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Humor da Rússia