quarta-feira, abril 23, 2014

O MITÓMANO

Ouvir Passos Coelho a explicar as más medidas tomadas pelo seu governo é confrangedor, mais ainda quando fala de economia e da falta de alternativas aos seus métodos.

O primeiro-ministro querendo combater os "mitos" que envolvem o período de resgate português, na sua opinião, afirmou que não seria possível não cortar salários e pensões, embora tenha omitido se é possível reduzir o défice sem atacar a fundo as rendas excessivas.

Outro "mito" que Passos Coelho é o de que não seria possível ajustar a economia com crescimento mas sim com recessão. Claro que Passos Coelho andou a ler manuais obscuros e a evitar ver o que se passa no mundo, onde os Estados Unidos e o Reino Unido andaram durante esta crise a emitir moeda, só para citar dois países.


O maior cego não é aquele que não vê mas sim aquele que não quer ver, diz o ditado popular, e este aplica-se na perfeição a quem fala de mitos e os "contraria" com teorias nunca comprovadas.


domingo, abril 20, 2014

FUTEBOL

Não percebo nada de futebol mas penso que esta noite foi decretado o final da crise (o Benfica ganhou o 33º campeonato nacional, e pelos vistos o marquês de Pombal foi benfiquista desde que nasceu...


sexta-feira, abril 18, 2014

COMO SACAR MAIS GUITO

Enquanto vamos lendo que as renováveis pesaram 58% na produção eléctrica em 2013, e que no 1º trimestre de 2014 o seu peso foi de 92%, também vamos sabendo que o preço da energia eléctrica não baixa e o défice tarifário também não.

Pode-se desvalorizar o peso das renováveis mas não se pode negligenciar a poupança de mais de 800 milhões de euros provenientes da importação de combustíveis fósseis, e 40 milhões em licenças de emissão de dióxido de carbono.

Se por um lado temos a EDP e a REN que arrecadaram lucros devido a estas poupanças, do outro temos os consumidores que pagam tudo como se as renováveis em nada tivessem contribuído para estes resultados.

É de salientar que o ministro Jorge Moreira da Silva, que detém a pasta do Ambiente e do Ordenamento do Território, é o mesmo que pretende agora taxar os sacos de plástico, para arrecadar mais uns cobres para o erário público, ainda que tenha deixado passar em branco os lucros fabulosos gerados pelo clima favorável que originou poupança reais para os produtores e distribuidores de energia eléctrica.


É sempre mais fácil taxar os pequenos, ou se quiserem os consumidores, do que os grandes, como é o caso da EDP e a REN, que por acaso são empresas estrangeiras…  

quinta-feira, abril 17, 2014

PASSOS E OS SUBMARINOS DE PORTAS

Afinal Passos Coelho que se gabou de cortes de 1,6 mil milhões de euros nas gorduras do Estado, esqueceu-se de dizer que metade dessa poupança teve que ver com a contabilização da compra dos submarinos de Paulo Portas no longínquo ano de 2010...

Os malabarismos de Passos e Portas não conseguem fazer esquecer que os portugueses vivem hoje pior do que há três anos e sem esperança de melhorar as suas vidas no horizonte mais próximo, pelo menos com estas políticas. 


segunda-feira, abril 14, 2014

A CEGUEIRA DA GOVERNAÇÃO



Príncipes, Reis, Imperadores, Monarcas do Mundo: vedes a ruína dos vossos Reinos, vedes as aflições e misérias dos vossos vassalos, vedes as violências, vedes as opressões, vedes os tributos, vedes as pobrezas, vedes as fomes, vedes as guerras, vedes as mortes, vedes os cativeiros, vedes a assolação de tudo? Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. Príncipes, Eclesiásticos, grandes, maiores, supremos, e vós, ó Prelados, que estais em seu lugar: vedes as calamidades universais e particulares da Igreja, vedes os destroços da Fé, vedes o descaimento da Religião, vedes o desprezo das Leis Divinas, vedes o abuso dos costumes, vedes os pecados públicos, vedes os escândalos, vedes as simonias, vedes os sacrilégios, vedes a falta da doutrina sã, vedes a condenação e perda de tantas almas, dentro e fora da Cristandade? Ou o vedes ou não o vedes. Se o vedes, como não o remediais, e se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. Ministros da República, da Justiça, da Guerra, do Estado, do Mar, da Terra: vedes as obrigações que se descarregam sobre vosso cuidado, vedes o peso que carrega sobre vossas consciências, vedes as desatenções do governo, vedes as injustiças, vedes os roubos, vedes os descaminhos, vedes os enredos, vedes as dilações, vedes os subornos, vedes as potências dos grandes e as vexações dos pequenos, vedes as lágrimas dos pobres, os clamores e gemidos de todos? Ou o vedes ou o não vedes. Se o vedes, como o não remediais? E se o não remediais, como o vedes? Estais cegos. 

Padre António Vieira, in "Sermões"


domingo, abril 13, 2014

SOBRE OS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES

Quase todos os autores coincidem em que 1415 e a conquista de Ceuta marcam o início das descobertas portuguesas, período glorioso da nossa História que se prolonga até à empresa do D. Sebastião que nos levaria a 40 anos de dominação espanhola.

Quem sou eu para contrariar os nossos historiadores, que também glorificam o infante D. Henrique, como um visionário e impulsionador da nossa saga marítima?

Claro que posso constatar que a conquista de Ceuta era benéfica para a nobreza, que daí extraia vantagens, ainda que ao país a manutenção dessa praça fosse ruinosa. É também muito evidente que a partir de certa altura foi o interesse comercial que comandou as descobertas para além das Canárias.

Depois dos interesses duma nobreza que perde a sua importância com D. João II e com D. Manuel, surge uma classe burguesa que impulsiona em larga medida a expansão marítima. A expansão da fé esteve presente, por conveniência e para servir de justificação, e irá por acabar por ser um entrave, já que D. João III e a Inquisição acabariam por correr com os judeus e com isso boa parte da importância mercantil vai para os países baixos , onde eles encontrariam guarida.

O mito criado em redor do infante D. Henrique, que tinha largos proventos com a empresa marítima, pode muito bem derivar da tentativa de fazer esquecer Alfarrobeira e a morte trágica de D. Pedro.


Nota: Este texto foi o embrião duma tese apresentada há cerca de 30 anos, que na altura não foi muito bem recebida, mas que depois foi seguida por bastantes colegas.


sexta-feira, abril 11, 2014

QUEM TEM VONTADE DE RIR?

Portugal foi o país da OCDE que mais aumentou os impostos sobre o trabalho em 2013, sendo que neste momento a média dos descontos já supera os 40% dos salários. É lamentável que se diga, e que ainda haja quem pense que todo este esforço fiscal é apenas para pagar os impostos e a segurança social, porque infelizmente essa não é a verdade.

Toda esta brutalidade de descontos sobre os rendimentos do trabalho não são apenas gastos com o funcionamento do Estado, e com a suas funções sociais, porque boa parte vai para os juros da dívida pública e para suportar incentivos fiscais e outras ajudas a grandes grupos económicos que vivem na sombra de um Estado refém de interesses privados.

quarta-feira, abril 09, 2014

SATISFAÇÃO E PRODUTIVIDADE

Quando se fala em “começar a discutir” o aumento do salário mínimo nacional, num país onde as horas de trabalho aumentam, os salários baixam, os despedimentos são facilitados e os direitos são diminuídos, muitos se perguntam sobre as reais intenções de patrões e do governo.

O pretexto com que chegou a este estado de coisas, onde quem trabalha está a ser obrigado a pagar por erros de outrem, tem sido a crise e a falta de produtividade.

É óbvio que a crise só se resolve com mais trabalho, e não com mais desemprego como tem acontecido, mas não existe qualquer evidência de que o aumento de horas de trabalho ou a diminuição de salários e de direitos, resulte em mais produtividade.

Por mera curiosidade, diga-se, uma cidade sueca decidiu reduzir à experiência o horário de trabalho de sete para seis horas diárias. Também, e para que conste, houve uma conclusão da directora da Social Policy at the  New Economics Foundation que diz tudo: “menos horas de trabalho criam uma força de trabalho mais comprometida e estável”.

Para o vice-presidente da câmara da dita cidade sueca ficam duas afirmações bastante elucidativas: “poupar dinheiro, tornando os seu trabalhadores mais produtivos durante as horas de trabalho” e a esperança de que “os trabalhadores faltem menos ao trabalho e se sintam melhor – tanto mental, como fisicamente – após dias de trabalho mais curtos”.


Porque será que a produtividade em Portugal é menor que na Suécia? A resposta é tão evidente que nem me preocupo em a plasmar aqui…


segunda-feira, abril 07, 2014

ELEIÇÕES MILAGROSAS

É sintomático que depois de anos consecutivos a negar a subida do ordenado mínimo nacional, Passos Coelho venha agora manifestar-se disposto a negociar o seu aumento no âmbito da concertação social.

A negociação é uma manobra dilatória, porque é sabido que todos concordam com o aumento do SMN, pelo que só é necessário acordar qual o montante do aumento, que para fazer apenas jus à inflação terá que ser superior a 25 euros, para os 510 euros que correspondem aos 485 euros quando estes foram instituídos.


Resta perguntar onde fica a teoria de que o aumento do SMN era mau para a competitividade do país e um mau sinal para os mercados. Estaria Passos Coelho equivocado, ou será que a proximidade das eleições faz mesmo milagres nas convicções dos nossos governantes?


sexta-feira, abril 04, 2014

O HOMEM ENGANA-SE A SI PRÓPRIO



Os homens nunca revelam os verdadeiros objectivos pelos quais actuam. Intimamente, exageram os motivos baixos, materiais: publicamente, anunciam os motivos nobres, espirituais. Mentem em ambos os casos. Os homens não conhecem os outros nem a si próprios.
 
A maior parte dos homens vive de instinto, hábito e imitação, animalmente - por vezes, com intermédios de felicidade inconsciente. Os poucos superiores sofrem, tentam, desesperam. Os mais elevados são os que desejam apenas as coisas inacessíveis, impossíveis (amor perfeito, arte perfeita, felicidade, eternidade, etc.).
 
Todos os homens tentam enganar o próximo. Todos os homens procuram superar e dominar o próximo. Todos os homens se imaginam no bem, no passado ou no futuro. Todos homens se esquecem dos verdadeiros fins e fazem dos meios os seus objectivos. Para onde quer que os homens se voltem, depara-se-lhes o impossível. Todos os homens se julgam mais que os outros.
 
Não basta aos homens possuir um bem, se não for maior que o do próximo. E, obtido um bem, cansam-se dele (saciedade, náusea) - ou então têm medo de o perder e padecem - ou desejam outro. Para obterem um bem imediato, não pensam no mal próximo que advirá.
 
Todos tentam extrair dos outros mais do que podem: os industriais dos compradores - os patrões dos operários - os operários dos patrões, etc., etc. -, e dar o menos que podem - e como todos fazem o mesmo, a vida é uma contenda, um engano - sem vantagem para ninguém.

Giovanni Papini

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Fotografia
 

quarta-feira, abril 02, 2014

A FALSA INDIGNAÇÃO



Quando surgiu o Manifesto dos 70 sobre a necessidade de reestruturação da dívida pública foi confrangedor ver a reacção dos governantes e da sua claque de apoio, que só faltou chamar de traidores os signatários do documento.

O contexto em que surgiu o manifesto talvez possa explicar, de certa maneira, ao comportamento destemperado de quem se opunha à reestruturação da dívida, pois o que se dizia então era que esta não era possível de pagar.

Começando pelo princípio, a dívida com os juros ao nível que estão é mesmo impossível de pagar. Segundo, os credores são os mais interessados em que nós a possamos pagar, por isso sabem bem que ou aliviam parte dos encargos ou ficam a ver navios.

Já sei que vão dizer que se não pagarmos as nossas dívidas ficamos sem crédito e isso nos é muito prejudicial, mas isso não implica que procuremos condições que nos permitam crescer para serem satisfeitas as nossas dívidas.

A reestruturação de dívidas é um processo corrente, ao qual nós até já recorremos, e os nossos credores, que também são nossos fornecedores, sabem bem que se os mercados se contraírem, as suas exportações ficam comprometidas, bem como as suas economias.

Note-se que não é apenas Portugal que tem uma dívida pública muito elevada, e que há mais países nessa situação, com mercados muito maiores do que o nosso, e se este tipo de políticas recessivas continuar, também eles atravessarão grandes dificuldades, e aí teremos uma crise mundial, que é o que todos já temem neste momento.

Podem rasgar as vestes os que temem falar em reestruturação da dívida, mas que ela terá de ser feita a curto ou médio prazo, disso não haja a menor dúvida, e quanto mais tardia for, pior para todos, devedores ou credores.   



1.802

domingo, março 30, 2014

ABRIL A CAMINHO

Vou tirar uma semana de férias mas atendendo à situação nacional e ao calendário, deixo-vos aqui músicas que marcaram o mês de Abril...


A música foi, e é, uma arma que já fez cair governos e a ameaça os que ignoram o pulsar do país real do qual está divorciado.

sexta-feira, março 28, 2014

ASNEIRAS RUIDOSAS

Os jogos políticos são por vezes complicados, além de pouco claros, e por vezes o feitiço vira-se contra o feiticeiro, como aconteceu com o caso recente da possibilidade de novo corte nas pensões e nos salários da função pública.

Se foi um isco para ver as reacções, sem se comprometerem, ou se foi apenas um lapso de alguém que acabou por descobrir a careca de governantes que dizem uma coisa e fazem outra, é coisa que pouco importa, já que o que conta são as intenções.

Claro que para os comprometidos tratou-se apenas de ruído, para os defensores oficiais foi manipulação noticiosa e para os mais avisados foi um erro, mas a verdade é só uma: o grupo de trabalho escolhido pelo governo colocou esta hipótese e um membro do governo divulgou-a antes da decisão, pelo que é improvável que o assunto não tenha estado sobre a mesa ou que fosse desconhecido dos governantes.


Dentro de pouco tempo veremos se a saída da troika vai ser um uma nova restauração da nossa independência, como disse Portas, ou será apenas a continuação do pesadelo da colonização económica e política destes pobre país.   

quarta-feira, março 26, 2014

CERTAS PALAVRAS

Certas palavras não podem ser ditas 
em qualquer lugar e hora qualquer. 
Estritamente reservadas 
para companheiros de confiança, 
devem ser sacralmente pronunciadas 
em tom muito especial 
lá onde a polícia dos adultos 
não adivinha nem alcança. 

Entretanto são palavras simples: 
definem 
partes do corpo, movimentos, actos 
do viver que só os grandes se permitem 
e a nós é defendido por sentença 
dos séculos. 

E tudo é proibido. Então, falamos. 


Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, março 25, 2014

CADA VEZ MAIS POBRES EM PORTUGAL

Já todos o sentíamos mas agora é oficial que o fosso entre os mais ricos e os mais pobres aumentou, e também que há cada vez mais lares onde o peixe e a carne já quase não entram por causa das dificuldades económicas.

Há muito tempo já, temos que mesmo os que têm emprego ou auferem pensões sentem grandes dificuldades em sobreviver com os salários e pensões que auferem, não ignorando obviamente os mais desprotegidos que são os desempregados e destes os que já não recebem qualquer subsídio.

Segundo os dados do INE, em Portugal quase metade da população está em risco de pobreza, e que com os anunciados cortes nas despesas sociais este número irá certamente aumentar.

Passos Coelho continua a falar em cortes e desafia os que são contra a sua política a presentarem alternativas, só que parece surdo às alternativas que lhe são sugeridas. Todos sabemos que é fácil cortar em salários, pensões e prestações sociais, que tem sido o caminho trilhado, mas também se sabe quem beneficia de incentivos fiscais, de rendas excessivas, de impostos ridículos sobre lucros fabulosos e até de isenções fiscais.


Não há maior surdo do que aquele que não quer ouvir, mas também tantas vezes o cântaro vai até à fonte que um dia se quebra… 

domingo, março 23, 2014

NÃO ME COMPROMETAM

Apesar de ter uma opinião feita sobre Passos Coelho e companhia sigo com atenção, ainda que algum enjoo, os seus discursos e outras intervenções políticas, tudo porque não gosto de criticar sem conhecimento de causa.

Nos últimos dias o 1º ministro teve pelo menos duas intervenções que dizem muito sobre a hipocrisia do seu discurso mesmo quando fala de assuntos que afectam a grande maioria dos cidadãos.

Primeiro falou da comissão para a reforma do IRS e ficou-se a saber que a dita comissão não se compromete com a baixa desse imposto que afecta especialmente os rendimentos do trabalho e/ou das pessoas singulares.

Poucos dias depois, o mesmo Passos Coelho veio lembrar que a discussão sobre o salário mínimo está prevista mas que não se compromete com o seu aumento.

É difícil entender que se criem comissões para reformar um imposto e esse não se torne mais justo, e é impensável suscitar-se a discussão pública sobre o salário mínimo e não se estar disposto a aumentá-lo.


Um político que ocupa a chefia do governo não pode estar a criar falsas esperanças abrindo discussões sobre assuntos desta natureza e depois vir dizer que não se compromete com nada. A verdadeira política é um comprometimento com o interesse público e um político que o ignora não merece o lugar que ocupa. 

sexta-feira, março 21, 2014

QUE DIA CHATO

Hoje pode dizer-se que tive um dia mau. Acordei cedo e sem grande vontade de ir trabalhar. O tempo estava cinzento e o frio parecia estar de volta.

Chegado ao serviço senti-me esquisito, as palavras ditas por colegas soavam-me nos ouvidos como sussurros vindos de muito longe, e contudo esforcei-me por não me mostrar ausente. As tarefas que me aguardavam eram burocráticas e aborrecidas. O telefone tocou várias vezes mas eram apenas pedidos de emprego, coisa que não abunda.

O almoço foi no lugar do costume e nem estava muito bom, ou pelo menos assim me pareceu. Abri o jornal enquanto esperava pelo café e as notícias eram mais do mesmo.

A tarde correu tão monótona como a manhã e a chegadas da hora da saída foi uma pequena alegria. Saio depois das despedidas e apanho a chuva miudinha...

Que dia aborrecido! Vale-me o sofá e o YouTube para descontrair enquanto vejo uma curta do Chaplin que tem o condão de me arrancar o primeiro sorriso do dia...  

quinta-feira, março 20, 2014

A IRRELEVÂNCIA

Passos Coelho “atirou para consumo doméstico” que o encontro que teve com Merkel foi um “acto de grande soberania”, mas não convenceu ninguém.

Foi bastante claro pelas palavras de Cavaco Silva que Portugal não risca nada no conjunto da Europa nas decisões para o seu próprio futuro. A Alemanha decidirá se a nossa saída do programa de assistência será limpa ou não, e tal como aconteceu com a Irlanda, o mais certo é ser mesmo uma saída limpa porque isso é mais fácil de “vender” aos alemães.

É certo que há possibilidade de haver um programa de assistência, mas só com uma submissão ainda maior e por um período bastante alargado de tempo.


A Europa sabe muito bem que se a Grécia cair, ou se Portugal cair, o que estará em causa será o euro e isso não convém aos países do norte, mas não há coragem para assumir uma posição, assim espera-se que a França e a Itália entrem em dificuldades, para então se tornar inevitável uma nova política económica e monetária que evite a queda do euro.

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Humor


segunda-feira, março 17, 2014

ARTE PERFORMATIVA

Sinceramente, a política nacional enoja-me cada vez mais e começo a considerar que o discurso do poder não passa de um vómito.

Aquilo que para muitos de nós são vómitos para outros serão “arte performativa”, como diria Lady Gaga.

Ao contrário da excêntrica cantora, para mim o vómito não passa de algo nojento, que nos deve incomodar.


Eu não votei em quem está no poder, mas acho que alguns masoquistas o fizeram, e esses sim, estão a permitir que os políticos que nos (des)governam pratiquem essa” arte performativa” e lhes vomitem na cara…

AVISO
Não veja este vídeo se tem um estômago fraco...