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sexta-feira, julho 06, 2018

UM TRONO DIFERENTE


Falar de D. João VI sem ser por causa da ida para o Brasil, por causa das perninhas de frango, dos órgãos de Mafra ou da sua esposa, é uma tarefa delicada, mas ligar este rei a um trono muito diferente do usual, é estranho.

O rei não era propriamente um símbolo de boa saúde, porque tinha problemas digestivos, problemas de locomoção, e ainda, facto menos divulgado, problemas de audição.


Hoje venho falar-vos do “trono acústico” de D. João VI, feito por encomenda real por F. C. Rein, um fabricante inglês de aparelhos auxiliares de audição. O conceito não era novo, já tinha sido inventado um século antes por M. Duguet, para doentes franceses com alto grau de surdez.


Este “trono” era constituído por uma cadeira ao estilo da época, em que os braços eram perfurados terminando com a forma de cabeça de leão de boca aberta, formando condutas que se encontravam nas costas da cadeira, ao qual estava ligado um tubo flexível com um terminal idêntico aos actuais auscultadores, que o rei podia introduzir no seu pavilhão auditivo.


O método discreto de disfarçar a dureza de ouvido, ajudava o monarca durante as cerimónias do beija-mão, em que os súbditos se ajoelhavam diante do rei, falando assim ao mesmo nível dos braços da cadeira.


Infelizmente não se conhece o paradeiro deste “trono acústico”, mas conhecem-se réplicas do mesmo em Inglaterra, e seria interessante ter uma réplica num dos nossos museus ou palácios, possivelmente no de Mafra, que tem bastantes pontos de ligação a D. João VI.  



Trono







         Costas da cadeira                                                                                              Terminal

terça-feira, março 25, 2014

CADA VEZ MAIS POBRES EM PORTUGAL

Já todos o sentíamos mas agora é oficial que o fosso entre os mais ricos e os mais pobres aumentou, e também que há cada vez mais lares onde o peixe e a carne já quase não entram por causa das dificuldades económicas.

Há muito tempo já, temos que mesmo os que têm emprego ou auferem pensões sentem grandes dificuldades em sobreviver com os salários e pensões que auferem, não ignorando obviamente os mais desprotegidos que são os desempregados e destes os que já não recebem qualquer subsídio.

Segundo os dados do INE, em Portugal quase metade da população está em risco de pobreza, e que com os anunciados cortes nas despesas sociais este número irá certamente aumentar.

Passos Coelho continua a falar em cortes e desafia os que são contra a sua política a presentarem alternativas, só que parece surdo às alternativas que lhe são sugeridas. Todos sabemos que é fácil cortar em salários, pensões e prestações sociais, que tem sido o caminho trilhado, mas também se sabe quem beneficia de incentivos fiscais, de rendas excessivas, de impostos ridículos sobre lucros fabulosos e até de isenções fiscais.


Não há maior surdo do que aquele que não quer ouvir, mas também tantas vezes o cântaro vai até à fonte que um dia se quebra…