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sexta-feira, agosto 14, 2015

MÁ-FÉ E BOTIJAS DE GÁS



Os comerciantes que revendem as garrafas de gás são, em princípio, pessoas honestas e honradas, é evidente, mas por causa duma medida do governo, discutível como muitas outras, deitou a perder muita da consideração que os consumidores neles deviam depositar.

Decidiu o executivo que os comerciantes deviam descontar o valor do gás não consumido, quando se devolvem as garrafas, efectuando assim a pesagem das ditas, para se calcular o que não foi consumido pelo cliente.

A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), que os representa, veio a público anunciar a apresentação de uma providência cautelar, porque a medida pode vir a causar mortes.

A explicação da ANAREC parte do princípio da má-fé dos consumidores, pois hipoteticamente estes poderiam querer colocar outro tipo de líquido nas garrafas, em vez do gás, para daí obterem vantagem. O argumento da má-fé dos consumidores cai muito mal, porque não me recordo de ouvir por parte dos consumidores vozes a exigir pesar a botijas entregues como cheias, e muito menos ouvi um só sugerir que os revendedores poderiam acrescentar peso às garrafas, para poderem vender menos gás pelo mesmo preço, podendo assim obter lucros indevidos.

Atenção que o feitiço bem pode voltar-se contra o feiticeiro...



terça-feira, março 25, 2014

CADA VEZ MAIS POBRES EM PORTUGAL

Já todos o sentíamos mas agora é oficial que o fosso entre os mais ricos e os mais pobres aumentou, e também que há cada vez mais lares onde o peixe e a carne já quase não entram por causa das dificuldades económicas.

Há muito tempo já, temos que mesmo os que têm emprego ou auferem pensões sentem grandes dificuldades em sobreviver com os salários e pensões que auferem, não ignorando obviamente os mais desprotegidos que são os desempregados e destes os que já não recebem qualquer subsídio.

Segundo os dados do INE, em Portugal quase metade da população está em risco de pobreza, e que com os anunciados cortes nas despesas sociais este número irá certamente aumentar.

Passos Coelho continua a falar em cortes e desafia os que são contra a sua política a presentarem alternativas, só que parece surdo às alternativas que lhe são sugeridas. Todos sabemos que é fácil cortar em salários, pensões e prestações sociais, que tem sido o caminho trilhado, mas também se sabe quem beneficia de incentivos fiscais, de rendas excessivas, de impostos ridículos sobre lucros fabulosos e até de isenções fiscais.


Não há maior surdo do que aquele que não quer ouvir, mas também tantas vezes o cântaro vai até à fonte que um dia se quebra…