É sintomático que depois de anos
consecutivos a negar a subida do ordenado mínimo nacional, Passos Coelho venha
agora manifestar-se disposto a negociar o seu aumento no âmbito da concertação
social.
A negociação é uma manobra
dilatória, porque é sabido que todos concordam com o aumento do SMN, pelo que
só é necessário acordar qual o montante do aumento, que para fazer apenas jus à
inflação terá que ser superior a 25 euros, para os 510 euros que correspondem
aos 485 euros quando estes foram instituídos.
Resta perguntar onde fica a
teoria de que o aumento do SMN era mau para a competitividade do país e um mau
sinal para os mercados. Estaria Passos Coelho equivocado, ou será que a
proximidade das eleições faz mesmo milagres nas convicções dos nossos
governantes?
