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terça-feira, outubro 14, 2025
sexta-feira, abril 19, 2024
quinta-feira, abril 25, 2019
TRABALHAR FESTEJANDO O 25 DE ABRIL
Hoje foram muitos os que
festejaram os 45 anos do 25 de Abril das mais diversas maneiras, quer
desfilando, quer assistindo a diversas cerimónias em vários locais, ou pura e
simplesmente gozando o dia da melhor maneira possível.
No meio disto tudo houve quem
estivesse apenas a trabalhar, porque há sempre quem esteja a trabalhar, mesmo
quando se trata de serviços não essenciais, mas que a isso são forçados pelas
regras laborais.
Lembrei-me hoje, por diversas
vezes, dum político que acha que os políticos não podem ser tratados pior do que cães, porque há cães que são muito bem tratados, e dum palerma que escreve
umas colunas de opinião, que se entretém a malhar nos funcionários públicos,
como se fossem eles os culpados pelos males do mundo.
O político teve a frase infeliz
ao falar sobre os vencimentos dos políticos e da má opinião que os cidadãos têm
deles, numa entrevista ao Público de hoje, e o colunista, que por acaso escreve
no mesmo jornal, e hoje dizia que a estátua perfeita ao 25 de Abril devia ter Salgueiro Maia dum lado e um homem com a sua enxada, pois a ambos se deve a
liberdade que hoje celebramos.
Milhares de pessoas trabalharam
neste dia, muitos com salários muito baixos (entre o SMN e os 1.000 euros na
sua maioria), e são constantemente enxovalhados quando lutam por não trabalhar
aos domingos, ou serem devidamente recompensados por a isso serem obrigados,
senhor Ferro Rodrigues. Além desses factores, outros estavam ao serviço a tomar
conta das diabruras dos filhos (e amigos) do colunista, senhor João Miguel
Tavares, que por estar de visita a um palácio, “os deixou à solta”, como se
estivessem num qualquer parque infantil onde se corre e mexe à vontade em tudo
o que nos rodeia.
Cada um festeja como pode, pois o sol quando nasce é para todos, não é?
segunda-feira, fevereiro 12, 2018
OS DISCURSOS ENGANOSOS
O governo e quem o apoia, têm
vindo a terreiro dizer que a situação dos trabalhadores portugueses tem vindo a
melhorar nos últimos dois anos, e que os tempos de austeridade estavam
ultrapassados, o que parecia indicar que não só estavam repostos os rendimentos
do trabalho, como também já estaríamos em melhor situação do que no início da
crise.
A oposição, bastantes
comentadores, e as organizações patronais, também encheram a boca com os tais “aumentos
generosos dos salários” que podem vir a comprometer a economia nacional. Até
parecia que os rendimentos do trabalho tinham aumentado mais do que a economia
nacional.
Afinal um relatório da Comissão
Europeia veio deitar um balde de gelo nesta mentira tantas vezes repetida, e
nele se afirma sem rodeios que o rendimento bruto das famílias continua a ser
inferior ao nível de 2008, o ano do início da crise.
segunda-feira, maio 01, 2017
quinta-feira, fevereiro 09, 2017
TRABALHADOR OU COLABORADOR?
Até muito recentemente só se
usava a palavra trabalhador quando se pretendia mencionar alguém que trabalhava
para alguma entidade, qualquer que fosse, mas nos últimos anos apareceram uns
quantos que começaram a usar o termo colaborador, pretendendo que este
substitua o de trabalhador.
Não sou um linguista mas é
evidente, basta recorrer a um dicionário, que as palavras não são sequer
sinónimos, e que não querem dizer a mesma coisa, mas então porque existe esta
intenção de substituir o termo trabalhador?
Ouvir explicações dadas por
responsáveis de recursos humanos e gestores empresariais, é razão para dar umas
gargalhadas, e penso que pela parte dos trabalhadores ninguém se sente
incomodado com a palavra trabalhador, pelo que parece que só os empregadores
(alguns), preferem o termo colaborador.
A situação acaba por ser
engraçada, e já se imaginam frases como “vou a caminho da minha colaboração”,
“o senhor diga-me onde colabora”, “na sua empresa qual é a sua
colaboração?”, " vá para o seu posto e colabore".
sexta-feira, novembro 25, 2016
O TRABALHO E O DINHEIRO
Uma das coisas que o tempo se
encarregou de me ensinar foi o facto de ninguém enriquecer apenas com os
proveitos do trabalho honrado. Já sei que me chamaram cínico, talvez porque
exista alguém que o conseguiu, mas se virem bem serão bem poucos, e encaixam perfeitamente
na classe das honrosas excepções.
É sabido que os portugueses têm
trabalhado cada vez mais horas, cada vez mais se acumulam funções, e cada vez
mais se penaliza a saúde e a família.
Os salários não esticam e cada
vez mais estão desadequados. Quem se pode admirar que existam cerca de metade
dos portugueses com falta de dinheiro para honrar os seus compromissos?
Quando falamos de riqueza
geralmente referimos o que consta das estatísticas, e portanto à actividade
legal e registada para efeitos fiscais, mas estamos a ignorar toda a economia
subterrânea, que tem uma grande expressão no nosso país, como é sabido.
A redistribuição da riqueza é mal
feita, apesar do que dizem os especialistas, e os políticos, e o resultado está
plasmado nos estudos mais actuais em que se constata que há cada vez mais
ricos, ao mesmo tempo que há mais gente em sérias dificuldades para levar uma
vida decente, mesmo tendo emprego e não tendo hábitos consumistas.
quinta-feira, setembro 15, 2016
PORTUGAL, TRABALHO, AMBIENTE E ECONOMIA
Economistas americanos afirmam
que três dias de folga por semana ajudariam a salvar o planeta, e lembram o
exemplo do estado do Utah, que praticou a semana dos quatro dias, na função
pública, durante cerca de três anos com resultados visíveis, e só não continuou
com isso porque o sector privado não acompanhou a medida e houve o choque
inevitável, entre o sector público e o privado.
Na Suécia a jornada de trabalho
foi reduzida das oito para as seis horas semanais, mantendo-se os salários dos
trabalhadores, já lá vai um ano, e os resultados são positivos, segundo as
autoridades suecas.
Por cá temos o economista João
Duque que considera que ”seria uma má ideia para os povos mais desfavorecidos
no mundo”, e vai ainda mais longe no seu comentário, “um americano de barriga
cheia que está farto de poluição acha bem, mas a parte subdesenvolvida do mundo
acha mal” recordando que as pessoas trabalham para “aumentar o seu bem-estar” e
que o positivo que se colhe do trabalho é “superior ao negativo gerado pela
poluição e desperdício”.
Perante tanta “intelijumência” de
tão reputado economista, nem vale a pena recordar que a América é o exemplo
acabado dum país capitalista, e que a Suécia é uma das sociedades com menos
desigualdades e com mais direitos do mundo. Quanto ao factor ambiental só digo
que ninguém quer ficar rico condenando o planeta e a humanidade a um verdadeiro
holocausto, que acabará com a nossa espécie. Não posso deixar de salientar que
com os avanços das tecnologias a redução do tempo de trabalho será inevitável,
porque o desemprego em massa seria insustentável.
Lamento que o senhor professor, e
economista, tenha vistas tão curtas, bem como lamento que os nossos
ambientalistas sejam tão pouco coerentes com os princípios que dizem defender…
quarta-feira, agosto 03, 2016
A IDADE E O TEMPO DE TRABALHO
Foi feito um estudo sobre os
hábitos de trabalho de pessoas com mais de quarenta anos, e chegou-se à
conclusão que os melhores resultados de testes ao cérebro tinham sido os
daqueles que trabalham apenas 3 dias por semana.
Todos conhecemos o stress e a
exaustão que resulta no final do dia de trabalho, e aqueles que já
ultrapassaram os 60, como eu, sabem que dificilmente se consegue focar a
atenção para outras actividades intelectuais, que estejam para além do
trabalho, porque os lapsos de memória e a dificuldade de concentração se tornam
evidentes ao fim de vários dias de trabalho.
A experiência de quem tem muitos
anos de trabalho é importante, e deve ser bem aproveitada, fazendo o
acompanhamento e dando formação aos novos trabalhadores, mas é necessário
equilibrar a juventude com a experiência para se atingir a máxima produtividade
e um melhor desempenho.
Sei que cada caso é um caso, mas
nem todos se limitam a dar uns palpites de vez em quando, passando o resto do
tempo em escritórios climatizados a assinar papéis que nunca leram…
sexta-feira, maio 27, 2016
A PALHAÇADA DO PATRONATO
O patronato tem vindo a usar todos os meios ao seu dispor para atacar os direitos e as conquistas dos trabalhadores, tanto do público como do privado, ainda que ataque ora um, ora outro sector, dividindo para reinar.
O ataque ao sector público resistindo ao regresso às 35 horas semanais, que até já estiveram em vigor até ao desgoverno de Passos Coelho, teve lugar em toda a imprensa escrita, falada e na televisão, dizendo que no privado todos praticam as 40 horas. É mentira, e os que ain da as têm podiam exercer o direito a ter um tratamento igual, mas isso não constava nas colunas de opinião, nos títulos dos joenais, nos debates radiofónicos ou televisivos.
Agora fala-se em compensar a não introdução das 35 horas em alguns sectores da função pública, dando mais dias de férias aos prejudicados. Estará tudo doido? Então se não há pessoal para se praticarem horários de 35 horas, há pessoal suficiente para dar mais dias de férias? Não gozem com o pessoal!
O que dizer da mudança dos feriados para a segunda ou para a sexta, mas só se calharem às quintas ou às terças? Eu pergunto o que é que se fará aos que calham às quartas, aos sábados e aos domingos? É justo fazer-se uma leitura global do conceito, ou não?
Fica também uma pergunta final para os patrões que não concedem dias de folga em possíveis pontes, ou para aqueles que obrigam a marcar um dia de férias nestas pontes, porque sairia mais caro abrir as fábricas apenas por um dia de trabalho: como iriam também gozar uns dias de férias à pála dos trabalhadores?
Será que tudo isto é apenas para "dobrar" a espinha aos trabalhadores e aos sindicatos que os representam?
sexta-feira, abril 15, 2016
REJUVENESCER A FORÇA DE TRABALHO
Em Portugal temos diversos
problemas no que diz respeito ao trabalho, à produtividade, às qualificações e
ao desemprego.
Em geral os governos e os
empresários olham para estes problemas com uma preocupação de muito curto prazo,
e pedem ou implementam soluções que visam a poupança imediata, sem qualquer
visão do futuro a médio e longo prazo, o que tem sido prejudicial para todos e
tem gerado tensões desnecessárias.
O Estado e muitas empresas de
grande e média dimensão, têm quadros demasiadamente envelhecidos, sendo mais os
que estão em fim de carreira do que os que dão nela os primeiros passos. A
experiência é muito importante em todas as actividades, mas a inovação e a
necessidade de afirmação das novas gerações é o combustível para a renovação.
Enquanto as grandes empresas
estrangeiras preferem facilitar as rescisões voluntárias dos seus funcionários
mais velhos e com mais anos de serviço, arcando com os encargos dessas saídas,
até à idade de reforma com todos os direitos, por cá dificultam-se e
penalizam-se as saídas de pessoas com grandes carreiras contributivas, como se
isso fosse benéfico para a Segurança Social.
Encontrar o equilíbrio entre a
experiência e a juventude é um processo difícil e controverso, mas ter uma juventude
qualificada desempregada, e trabalhadores em fim de carreira, com saúde muitas
vezes frágil, quantas vezes já desmotivados e a contar os dias para a reforma,
não será a melhor política laboral.
É óbvio que o ónus da mudança não
pode ficar apenas para o Estado e para a Segurança Social, porque os próprios
empregadores que também são beneficiários desta mudança, também devem
contribuir para cobrir os encargos que daí possam advir, na renovação dos seus
quadros.
Pode gostar de ler ISTO
segunda-feira, fevereiro 15, 2016
PRODUTIVIDADE E VISTAS CURTAS
Um dos assuntos que vem sendo
discutido em Portugal tem sido o regresso às 35 horas de trabalho na função
pública, e tem sido notória a intenção da oposição e do patronato, em voltar os
trabalhadores do privado contra os do Estado.
É sabido que os funcionários
públicos já tinham tido as 35 horas semanais e que foi o governo de Passos
Coelho que fez com que o regresso às 40 horas semanais fosse uma realidade,
dizendo que assim se aumentaria a produtividade e se poupariam uns milhares ao
erário público. Nunca o conseguiram quantificar nem foi alcançada nenhuma
melhoria dos serviços, pelo contrário, mas alguns ficaram iludidos com aquela
teoria.
Sempre aqui defendi a diminuição
do horário de trabalho para as 25 horas e a dignificação do trabalho, com
direitos e com salários decentes, porque a produtividade sempre esteve mais
ligada à satisfação dos trabalhadores do que ao tempo de trabalho. Os países
com mais produtividade têm menores jornadas de trabalho e melhores salários, ao
contrário dos que têm menor produtividade, onde se trabalham mais horas e se
praticam menores salários,
Talvez fosse útil a alguns
senhores que andam por aí a dizer cobras e lagartos sobre as 35 horas de
trabalho na função pública, analisarem bem o que se passa nos países do norte
da Europa, sim os mesmos que nos mandam trabalhar mais tempo, antes de
proferirem baboseiras.
Aqui vos deixo um link útil,
curiosamente dum jornal electrónico de direita.
Emprego
Desemprego
sábado, janeiro 16, 2016
A DEMAGOGIA E A INVEJA
O restabelecimento das 35 horas de trabalho para os funcionários públicos parece estar a incomodar muita gente, uns por ideologia, outros por pura inveja. Os nossos políticos, especialmente os da direita não estão isentos de culpas, sendo mesmo os instigadores deste incómodo.
Os pressupostos que levaram ao aumento do horário de trabalho foi o de incrementar a produtividade e o de reduzir os custos do trabalho, isto em plena crise económica, causada pelo sistema financeiro, como ficou claro para todos.
Não é liquido que seja o número de horas de trabalho que faça aumentar a produtividade, pois os países com maior produtividade têm horários com menos de 40 horas, e a redução dos custos à custa de mais horas de trabalho também nunca foi demonstrado nem contabilizado.
Repor as 35 horas de trabalho na função pública é da mais elementar justiça, e no sector privado tal medida também é recomendável, mas terão que ser os trabalhadores a lutar por esse direito, em vez de se desgastarem a manifestar inveja pelas conquistas da luta dos outros. Juntos temos muito mais força, divididos tudo nos é muito mais difícil.
Botões by Palaciano
domingo, novembro 01, 2015
QUANDO O BASTA É IMPERATIVO
A pressão exercida sobre quem
trabalha, quer nos objectivos a atingir, quer no número de horas em
disponibilidade absoluta, é cada vez maior, e sempre com cada vez menos
recursos, é uma constante dos nossos dias, em todos os sectores de actividade.
O lucro, sempre o lucro, é o
objectivo único, sempre presente em todos os serviços e actividades, como se
fosse possível aumentar os proventos indefinidamente.
Há limite para tudo, seja para o
esforço individual, seja para a produtividade, e ignorar esses limites leva a
um retrocesso e consequente perda de produtividade, porque mesmo para a mente
há limites, como para a resistência de todos os materiais.
Há muitos factores que são
frequentemente esquecidos por quem gere recursos humanos, como a saúde, a
realização pessoal, e ausência de preocupações com a satisfação das necessidades
básicas, que impedem que se produza mais.
Em português muito simples, há
quem cegue com o objectivo de obter mais produtividade, esquecendo-se de que há
que saber dar para receber. O equilíbrio é difícil, mas é aí que está a ciência
da produtividade!
sexta-feira, abril 17, 2015
OS DESCARTÁVEIS
De há algum tempo a esta parte o
factor trabalho passou a ser desprezado por quem a ele recorre, e pelos
governantes deste país.
Começando pelos governantes,
basta recordar os nossos, que não têm vergonha em afirmar que os custos do trabalho
ainda pesam muito para as empresas, ainda que tenhamos dos salários mais baixos
da Europa, impostos sobre os salários ao nível dos praticados nos países mais
desenvolvidos, isto logo a seguir a ter aliviado o IMI das empresas, sem mexer
no IRS dos trabalhadores.
Falando dos empregadores, temos
uma grande quantidade deles que se aproveitam do desemprego crescente para
oferecer salários cada vez mais baixos, muitos aproveitam todos os incentivos
governamentais para contratar a prazo, descartando-se destes trabalhadores logo
que acabam as ajudas ou benefícios fiscais, voltando a contratar outros ao
abrigo das mesmas benesses.
Note-se que estes governantes e
empresários são os mesmos que há pouco tempo falavam duma cultura de mérito, da
falta de mão-de-obra qualificada e de falta de produtividade. Não há um só que
consiga demonstrar que este tipo de política de recursos humanos é a mais
eficaz para incrementar a produtividade e o aumento da qualidade do que é
produzido, mas são estes empresários e gestores, que ganham chorudos prémios de
gestão, quem sabe se do tipo dos conseguidos por outros Bavas deste mundo…
quarta-feira, abril 15, 2015
NATALIDADE
Para começo de conversa, temos
que Portugal tem a mais baixa taxa de natalidade da Europa, que se resume a 1,3
filhos por mulher em idade fértil, o que comparado com a taxa mínima para a
substituição de gerações, que seria de 2,1.
Identificado o problema da baixa
natalidade, o que importa agora é, resolver o problema. Claro que os senhores
políticos apanharam a onda, e estão a encher a boca de propostas para atacar a
baixa natalidade.
Fala-se da reposição dos abonos
de família, do aumento de dias de licença parental para os pais, da
possibilidade dos pais e dos avós optarem por trabalhar a meio tempo ganhando
60% do salário, blábláblá…
A solução é muito mais simples e
não é preciso empregar muita massa cinzenta para resolver a falta de natalidade,
basta praticar salários decentes e criar emprego com direitos, que os
portugueses resolverão o caso.
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