sábado, agosto 09, 2025
sábado, outubro 09, 2021
DEBATER SÓ O QUE ESTÁ NA BERRA
Tem estado na “berra” a discussão da nossa História, das navegações protagonizadas pelos portugueses e de tudo o que aconteceu até ao 25 de Abril de 1974.
É consensual que o História que aprendemos na escola foi sempre influenciada pelo poder político, que aumentou e glorificou o que quis, e demonizou aquilo que de algum modo podia afrontar a narrativa e a linha política que se pretendia impor. Isso foi e ainda é verdade, mas é sempre mais fácil e cómodo falar do passado.
Hoje tive a oportunidade de ler um extenso artigo sobre “O desconforto com as pinturas da sala de visitas da Assembleia”, no jornal Público, e senti que os pruridos da deputada Joacine estão um pouco deslocados, pois centraliza tudo em atacar gerações de portugueses que desde o século XII foram construindo e dirigindo uma nação, vivendo de acordo com os usos e costumes do mundo em que se inseriam, com defeitos e virtudes que são um apanágio do ser humano, só porque a deputada pretende fazer um julgamento dos seus actos à luz dos tempos em que vivemos.
Não sou contra que se coloquem legendas naquelas pinturas, o que aliás se devia fazer com todas as obras de arte, mas continuo a achar que é redutor levantar esse problema apenas para as obras de algum modo ligadas às descobertas e ao tempo da ditadura, como se só sobre essas pudessem existir coisas que devíamos dar a conhecer a todos.
Como agnóstico que sou, confesso que nunca me passou pela cabeça vir exigir ao Estado português que as pinturas e outras obras de arte de cariz religioso viessem a ser obrigadas a colocar legendas em tudo, de modo a ficar claro como a religião católica se comportou desde o início da sua constituição. Talvez pudessem contar as barbaridades praticadas desde Constantino, passando pela expansão marítima, pela Inquisição, e indo até aos casos de pedofilia dos nossos tempos.
A senhora deputada desconhece que na História há sempre duas visões sobre os acontecimentos em que houve confrontos entre povos, a dos vencedores e a dos vencidos, e não se pode impor a todos que tenham a mesma visão, porque certamente uns conseguiram algo que queriam e outros não, pelo menos nessa ocasião.
Para mim fica a ideia de que a deputada é portuguesa de
nacionalidade mas continua agarrada ao passado e não consegue livrar-se dele, e
quanto a isso nada se poderá fazer, porque é o futuro que queremos melhor, não
o passado, que esse é imutável.
sábado, janeiro 27, 2018
PATRIMÓNIO PRESENTE E FUTURO
quinta-feira, setembro 15, 2016
PORTUGAL, TRABALHO, AMBIENTE E ECONOMIA
domingo, outubro 25, 2015
FUTURO ANUNCIADO
domingo, junho 28, 2015
terça-feira, junho 17, 2014
ESTE PAÍS JÁ SÓ É PARA VELHOS
quinta-feira, dezembro 29, 2011
ENQUANTO NÃO DÓI A SÉRIO
Por esta altura os portugueses ainda andam ocupados com as os festejos da passagem do ano, com a ementa do jantar, ou com o almoço do dia de Ano Novo, por isso o governo vai aproveitando para carregar um pouco mais a lista dos sacrifícios para 2012, sem que o pessoal se aperceba.
A comunicação social também não está muito virada para análises profundas, como balanços do ano que está a findar ou previsões sobre o ano que vai começar, porque não há jornalismo de investigação e também eles se acham com direito a aproveitar as festas.
As notícias são interessantíssimas, como por exemplo as bandalheiras da Casa dos Segredos”, a placa do Largo José Sócrates, ou que Richard Nixon era homossexual.
Para 2012 não será com anestesias destas que os portugueses deixarão de sentir as dificuldades que já se perfilam, porque no final dos salários sobrará ainda mês, e o futuro de jovens e menos jovens tornar-se-á cada vez mais cinzento à medida que aumenta o desemprego e diminui a protecção social.

segunda-feira, janeiro 19, 2009
A ACTUALIDADE
Enquanto por cá assistimos a mais uma greve dos professores, que parece ser a única maneira de se conseguir alguma atenção por parte do Governo, que teima em não recuar e encontrar consensos, na Palestina começou o recuo das tropas israelitas, depois da morte de centenas de inocentes imolados pela teimosia de dirigentes pouco sensatos.
Com as movimentações de Paulo Portas e de José Sócrates no passado fim-de-semana, e os seus discursos inflamados, que poluíram literalmente os serviços noticiosos, fiquei com a sensação de que o pensamento de esquerda predomina nestes senhores, ainda que um clame não ser nada de esquerda. A proximidade das eleições, influencia os discursos, mas após a votação tudo muda, e o contrário é sempre o mais provável, como aliás é apanágio da nossa classe política.
Um pouco por toda a Europa começa a desenhar-se o falhanço da injecção de dinheiros públicos na banca, sem serem criadas novas regras e novas formas de regulação, e a prova é a retracção nos créditos e a exigência de mais dinheiro porque as perdas são muito maiores do que aquilo que nos foi dito. Melhor dito, vamos colocar mais recursos nas mãos de quem “estoirou” com a economia, mantendo as regras que permitiram essa actuação lesiva para todos. Anda tudo doido!
Amanhã toma posse Obama como presidente dos EUA, um homem em que muitos depositam altas esperanças, mas que já teve o cuidado de vir dizer que vai defraudar alguns. Esperemos que saiba defender aquilo que transmitiu nos seus discursos.

(Imagens retiradas da Net)










