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quarta-feira, maio 12, 2021

ESTÁ TUDO BEM...

Portugal é um país de brandos costumes, é o que se diz e é bem verdade. Infelizmente, e m diversos aspectos, essa realidade não é boa para todos nós.

Os incidentes da festa do título, justamente ganho pelo Sporting, foram uma vergonha, maior ainda do que os ajuntamentos num miradouro de Lisboa, e infelizmente aconteceram.

Alguns vieram minimizar os dois problemas, dizendo que eram inevitáveis, que eram uma reacção compreensível depois de tanto tempo de confinamento, e que as consequências em termos da epidemia, deverão ter pouca expressão.

Não discuto a vontade de socializar, ou de festejar, mas continuamos a braços com a epidemia, a maioria dos portugueses cumpre as regras impostas, e respeita os outros, mas pelos vistos há quem não tenha consciência e ignore o que é mais básico sobre a Liberdade, é que a nossa não pode interferir com a dos outros.

Estas considerações não ilibam os maiores responsáveis, que estão no Governo, na autarquia e no clube em causa.

Também no sacudir de responsabilidades nada de novo, ninguém as assume. António Costa diz que tem um excelente ministro da Administração Interna. Medina ficou-se pelas covas e em silêncio. O Secretário de Estado que disse anteriormente que estavam a planear o acontecimento diz que a responsabilidade dele é o desporto e que não tem nenhuma responsabilidade neste caso. O ministro Eduardo Cabrita manda abrir um inquérito à PSP. Uns quantos comentadores bem conhecidos, vêm imputar todas as responsabilidades aos cidadãos, que deviam seguir as instruções da DGS. O Sporting diz que não sabe quem colocou os ecrãs gigantes no exterior do seu estádio.

Detesto estados autoritários, mas acho que o Estado deve ter autoridade e exercer a mesma de acordo com a Lei, mas quando não actua quando deve, quando não sabe prevenir, acabando por deixar a responsabilidade nas mãos dos cidadãos, faz com que os cidadãos percam o respeito pela autoridade do Estado.


 

domingo, março 07, 2021

QUAL O LIMITE DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO?

Ontem assisti a um programa chamado Invasões Bárbaras, onde pontuam a moderadora Iryna Shev, Oliver Bonamici, José Milhazes e Helga Saraiva-Stuart, e confesso que fiquei verdadeiramente espantado com as opiniões de Helga Saraiva-Stuart sobre a prisão do rapper espanhol Pablo Hasél que foi condenado a nove meses de prisão por glorificação do terrorismo e críticas à monarquia e à polícia. Já depois desta condenação foi também condenado a mais dois anos e meio de prisão por ameaçar uma testemunha. Nas suas mensagens no Twitter “comparava, por exemplo, o antigo rei Juan Carlos a um patrão da máfia e apelidava as forças de segurança de "merda de mercenários", acusando-os de torturar e assassinar manifestantes e imigrantes.”

As leis dum país democrático são para ser respeitadas, independentemente das nossas opiniões, e a liberdade de expressão não abrange nunca o incitamento ao terrorismo, o incitamento à morte de determinada pessoa, ou às forças da ordem.

Esta senhora que tem muita dificuldade em expressar-se em português, preferindo o inglês, confunde a opinião com o discurso de ódio, que a nossa Constituição também condena trouxe à colação o “Speaker’s Corner” onde, segundo ela se podia dizer o que se quisesse, mas na realidade, e apesar de por lá ter passado Karl Marx, as autoridade britânicas proibiram diversos discursos, e o último terá sido contra a guerra do Iraque, sabe-se bem porquê. Também finge a senhora desconhecer que falar contra a monarquia inglesa é perigoso, e se isso incluir ameaças é crime.

Diz a senhora que se considera de uma minoria, que se alguém começa a dizer vamos começar a enforcar negros num poste, ela não ia gostar, mas gostava de saber o porquê… e não iria condenar a pessoa por isso, ou pedir a sua prisão. Será mesmo?  

Foi curioso verificar que ela foi a única pessoa do painel a ter opiniões desta natureza, e que nenhum a seguiu naquele pensamento irresponsável de defesa duma liberdade individual que, nestes termos, colide com as leis dum país democrático, e com o direito à vida de todos os cidadãos.


 

sábado, janeiro 16, 2021

O CONFINAMENTO POUCO RESPEITADO

O confinamento fofinho que eu critiquei desde o seu início, tem consequências nefastas que derivam da falta de firmeza nas convicções de quem o decretou. Sabemos que tanto o Governo como a Presidência tentaram atirar as responsabilidades sobre os cidadãos, tentando assim ficar livres de responsabilidades, mas isso demonstra o seu divórcio com a realidade do país.
 
A responsabilidade em casos de emergência é do Governo e do Presidente e não dos cidadãos, e é a eles que compete decidir o que se pode e não pode fazer, em mensagens claras e precisas.
 
Agradar a gregos e a troianos é duma irresponsabilidade imensa, e a fuga às responsabilidades é dum cinismo inimaginável.
 
A tentativa de mandar as autoridades punir os mais fracos e deixar por punir os grandes e poderosos, como se pretende (ver as regras das grandes superfícies) é duma cegueira imensa.
 
O Presidente veio agora "meter a pata na poça" ao dizer que é obrigatório usar a máscara nos passeios higiénicos, quando devia ser o primeiro a saber que a regra não é bem essa. A clareza ficou bem ao lado, e isso vai (e aconteceu em Abril) fazer com que a polícia actue perante cidadãos que estavam a fazer o seu passeio higiénico em zonas onde não era necessário o uso da máscara.
 
O que nasce torto tarde ou nunca se endireita.  
 


Porto - Foto: Rui Oliveira/Global Imagens

 

domingo, outubro 25, 2020

MARCELO O DESATENTO

Não está em causa se concordamos ou não com as medidas que o Governo está a tomar com o pretexto de controlar a epidemia que enfrentamos, mas sim a leveza com que tanto o Governo como o Parlamento agem e impõem medidas restritivas dos direitos dos cidadãos, ignorando a Constituição.
 
Não estou sozinho nesta denúncia, tenho a companhia de muitas pessoas e uma delas é o Prof. Jorge Miranda.
 
Resta-nos esperar que o Presidente Marcelo abandone o silêncio ruidoso com que nos tem brindado por estes dias, e relembre à classe política que a Constituição é para respeitar, ou então merecerá o cognome que já corre na boca de muitos portugueses.


 

domingo, setembro 08, 2019

REPÚBLICA LAICA

A decisão de Marcelo de viajar até ao Vaticano por causa da nomeação da investidura dum cardeal português de 4 a 6 de Outubro, mereceu alguns reparos naturais, e recordou-nos de alguns factos importantes, como sejam o facto de Portugal ser uma República laica, e de o dia 5 ser o dia da implantação da república. 
As convicções religiosas do Presidente são respeitáveis, mas o titular do cargo de Presidente da República terá sempre que ter em conta, e como prioridade, o país e a Constituição. 
Eu sei que alguns não ligam muito a estas coisas, mas Marcelo Rebelo de Sousa não é um cidadão qualquer. 


quarta-feira, julho 31, 2019

AS LEIS E A SUA INTERPRETAÇÃO


As sociedades devem regular-se pelo bom senso e pela justiça, e como há sempre quem não saiba respeitar os outros, promulgam-se leis que obrigam os cidadãos a respeitar alguns desses princípios básicos da vida em sociedade.

Os homens não são perfeitos e as leis também o não são, pelo que se podem mudar procedimentos por força das leis, e também se podem mudar as leis quando elas se tornam obsoletas ou se mostram desadequadas.

O que por estes dias parece estar em causa, e usando as palavras dum ministro, é que há quem recuse que se faça uma “interpretação literal” da lei, a das incompatibilidades que está a causar discussões e suspeitas que incomodam o executivo.

Não posso concordar com o senhor ministro Augusto Santos Silva, pois não vejo como interpretar uma lei dum modo que não seja literal, e além disso todos conhecemos inúmeros casos de leis injustas, que continuam a penalizar os cidadãos, apesar de inúmeras queixas, que só depois de serem pagas as coimas ou outras penas, podem ser contestadas na Justiça, exactamente pela sua “interpretação literal.

Numa Democracia as leis existem para ser cumpridas, podem sempre ser revistas e alteradas usando-se os meios legislativos apropriados, e em princípio qualquer alteração ou nova lei não terá efeitos retroactivos.


quinta-feira, abril 25, 2019

TRABALHAR FESTEJANDO O 25 DE ABRIL


Hoje foram muitos os que festejaram os 45 anos do 25 de Abril das mais diversas maneiras, quer desfilando, quer assistindo a diversas cerimónias em vários locais, ou pura e simplesmente gozando o dia da melhor maneira possível.

No meio disto tudo houve quem estivesse apenas a trabalhar, porque há sempre quem esteja a trabalhar, mesmo quando se trata de serviços não essenciais, mas que a isso são forçados pelas regras laborais.

Lembrei-me hoje, por diversas vezes, dum político que acha que os políticos não podem ser tratados pior do que cães, porque há cães que são muito bem tratados, e dum palerma que escreve umas colunas de opinião, que se entretém a malhar nos funcionários públicos, como se fossem eles os culpados pelos males do mundo.

O político teve a frase infeliz ao falar sobre os vencimentos dos políticos e da má opinião que os cidadãos têm deles, numa entrevista ao Público de hoje, e o colunista, que por acaso escreve no mesmo jornal, e hoje dizia que a estátua perfeita ao 25 de Abril devia ter Salgueiro Maia dum lado e um homem com a sua enxada, pois a ambos se deve a liberdade que hoje celebramos.

Milhares de pessoas trabalharam neste dia, muitos com salários muito baixos (entre o SMN e os 1.000 euros na sua maioria), e são constantemente enxovalhados quando lutam por não trabalhar aos domingos, ou serem devidamente recompensados por a isso serem obrigados, senhor Ferro Rodrigues. Além desses factores, outros estavam ao serviço a tomar conta das diabruras dos filhos (e amigos) do colunista, senhor João Miguel Tavares, que por estar de visita a um palácio, “os deixou à solta”, como se estivessem num qualquer parque infantil onde se corre e mexe à vontade em tudo o que nos rodeia.

Cada um festeja como pode, pois o sol quando nasce é para todos, não é?



terça-feira, setembro 18, 2018

FACTOS QUE NÃO COMENTO

A nossa sociedade é muito complexa, como aliás o próprio ser humano, contudo existem sempre factos que nos deixam perplexos, ou reacções aos mesmos que não conseguimos entender, ainda que possam ser legítimas e politicamente correctas.

Viva a diversidade.

FACTOS CURIOSOS
 
Segundo o guionista da Rua Sésamo, Mark Saltzman, existe um relacionamento homossexual entre o Egas e o Becas desta série infantil, e que na realidade os dois personagens eram afinal namorados.


Estas esculturas de Antoni Miró, em Valência, estão a ser alvo de uma polémica em todas as redes sociais e na imprensa, pois parece que escandalizam alguns. Note-se que são baseadas em cerâmicas gregas com 2.600 anos.


domingo, julho 29, 2018

O PALÁCIO DE MAFRA E AS CONFUSÕES

Tenham cuidado quando visitarem o Palácio de Mafra, porque as informações que pode obter podem ser confusas e isso pode estragar-lhe a visita.

Numa consulta no sítio da DGPC ficamos a saber que o tempo médio da visita é de cerca de 1 hora, e consultando o horário pode ver-se que a última entrada é às 16h45m e que o palácio encerra às 17h30m.

Parece que é líquido, mas à entrada do monumento, ainda no exterior, vê-se uma placa em que a hora da última entrada és às 16h30m. Vamos até à porta e no vidro da mesma temos duas folhas coladas com a informação de que a última entrada é às 16h45m, e que a Biblioteca (última sala da visita) encerra às 17h15m.

Ficou confuso? Não fique, porque parece que alguém considera que "dar" 30 minutos para visitar um espaço que normalmente demora 1 hora a visitar, é correcto e perfeitamente aceitável, e que ter informações contraditórias é apenas um mero detalhe. 

Já agora, que tal usarem suportes dignos dum monumento nacional para fornecer a informação aos visitantes, que merecem mais respeito por parte de quem é responsável por um edifício público desta natureza. 

Informação do sítio da DGPC

Placa informativa no exterior

Duas folhas A4 coladas na porta de entrada

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