Mostrar mensagens com a etiqueta Inovação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Inovação. Mostrar todas as mensagens

domingo, abril 08, 2018

PERGUNTAS AO MINISTRO DA CULTURA

Passados mais de 9 meses sobre a data de entrada em vigor do disposto no Despacho nº 5401/2017, gostaria de saber, e creio que muitos outros também gostariam de o saber, quantos Bilhetes Doação foram emitidos pelos serviços dependentes da DGPC, nos períodos da manhã de domingos e feriados, até à presente data, e qual o montante doado pelo público visitante.

Esta "inovação" criada por este Despacho com a assinatura do ministro das Finanças, Mário José Gomes de Freitas Centeno, e do ministro da Cultura, Luís Filipe Carrilho de Castro Mendes, foi considerada por nós como um perfeito disparate, revelador do desconhecimento absoluto dos públicos que temos, e por isso é da mais elementar justiça que o público conheça a sua (in)utilidade. 

A juntar ao nosso natural cepticismo, deve-se salientar a falta de publicitação deste Bilhete Doação, que também gostaríamos de ver explicada por quem de direito.


terça-feira, março 15, 2011

A SANGRIA

Com a minha idade é possível ter uma ideia muito concreta acerca da necessidade de sair do país, por razões económicas. Nas décadas de 50 e 60 do século passado, parte da minha família foi forçada a emigrar por falta de emprego, por razões políticas e por causa da guerra colonial.

Naquela altura o país sofreu uma sangria de uma força de trabalho muito substancial que não teve um impacto maior porque a taxa de natalidade à época era relativamente elevada. O país só veio a beneficiar deste verdadeiro êxodo já na década de 70, quando as remessas de dinheiro dos emigrantes seguraram a economia, e quando os que voltaram começaram a investir cá as suas poupanças.

Na actualidade a juventude começa a fazer a sua demanda para países onde possam encontrar emprego, e onde o futuro se apresente mais promissor do que por cá. Cá só têm como certos, o desemprego, a precariedade e um futuro hipotecado.

A curto e a médio prazo Portugal vai pagar muito caro esta sangria de gente jovem, na qual se investiu muito na sua educação. O país que já está envelhecido vai ficar ainda mais envelhecido, e quem vai beneficiar do pesado investimento feito por todos nós, e especialmente pelas famílias, vão ser os países de acolhimento, isto se não surgirem desequilíbrios entre a oferta e a procura de emprego, que afectem os próprios cidadãos, que certamente reagirão caso sintam ameaçadas as suas condições laborais.

As pessoas são o valor mais importante de qualquer sociedade. Uma sociedade que não respeita e valoriza as pessoas está condenada a definhar e eventualmente a sucumbir por falta de valores.

««« - »»»
Foto - Flores

««« - »»»
Humor e Hipocrisia
Christo Komarnitski

Cameron (Cam) Cardow