terça-feira, março 11, 2025
sexta-feira, fevereiro 22, 2019
IDONEIDADE E BANQUEIROS
A maior parte dos bancos da nossa praça foram parar às mãos de estrangeiros, depois de resgates, vendas de posição e outras manobras que ditaram o afastamento dos portugueses da posse daquelas instituições.
Soube-se agora que a CGD ficou a arder uns largos milhões num banco americano, de seu nome Crown Bank, e que os nomes envolvidos naquele "verdadeiro buraco" são exactamente os mesmos ( e mais alguns) de outros "buracos" não só na CGD como noutras instituições financeiras da nossa praça.
O círculo dos intervenientes na gestão dos nossos bancos e instituições regulatórias é bastante pequeno e fechado, pelo que a desconfiança dos cidadãos, depositantes, e contribuintes é total no que respeita à sua idoneidade.
segunda-feira, janeiro 02, 2012
2012 - O ANO DO DESCONTENTAMENTO
O novo ano não se apresenta com um aspecto agradável, e nem sequer começaram ainda a tombar as contas com os aumentos que nos ditaram.
Em Democracia um governo responde perante os seus cidadãos, mesmo que tenha que cumprir certas obrigações com os seus parceiros internacionais. Espero que os nossos governantes tenham isso bem presente em 2012, porque com o aumento das dificuldades o descontentamento pode facilmente transformar-se em coisas pouco agradáveis de se ver.
terça-feira, novembro 22, 2011
VÃO-SE CATAR
A equipa das Finanças, a começar pelo ministro não atina, e para além de andar a fazer o contrário daquilo que o Passos Coelho prometeu na campanha eleitoral, agora começou a não dizer coisa com coisa.
Depois de cortar os subsídios de Natal e de férias aos funcionários públicos, e depois de anteriormente ter elogiado apenas os funcionários do seu gabinete, Vítor Gaspar veio agora elogiar a “excelência de inúmeros funcionários públicos”.
Vítor Gaspar sabe perfeitamente, mas finge-se esquecido, que a excelência era para ser reconhecida a nível salarial, mas já não é. Os salários eram para ser actualizados mas já não são, e não eram para ser cortados os subsídios porque era um disparate, mas agora são cortados.
Os funcionários públicos dispensam as palavras vãs do senhor ministro, e posso até afirmar que desprezam tanta hipocrisia, porque da parte do senhor ministro gostavam de ouvir coisas concretas sobre o seu futuro, e não palavras ocas.
O desatino do ministério das Finanças é notório basta ver as contradições entre as palavras do secretário de Estado e as do ministro. O primeiro disse com todas as letras que as tabelas salariais dos funcionários públicos iam ser revistas em 2012, já o ministro veio afirmar o seu contrário, dizendo que se estava a especular. Especular, quem? Os jornalistas ou o secretário de Estado?
Eu não confio no senhor ministro, até porque foi ele que disse preto no branco, que faria tudo para atingir o défice previsto no orçamento, e isso quer dizer que existem outras cartas na manga, que ele esconde, por agora.
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SOSSEGOU, MAS PODE CONTINUAR
Depois de vários meses de poluição eleitoral e de promessas a rodos, eis-nos chegados ao fim deste infernal ciclo eleitoral e ao descanso no que respeita à propaganda.
Não fiquei particularmente agradado com os resultados eleitorais, não sou masoquista, mas sou obrigado a aceitar as decisões da maioria, porque não me sinto inclinado a promover uma revolução, pelo menos por agora.
Também não acho que a situação vá melhorar no país, o que não é novidade dada a minha descrença na pessoa do chefe do próximo executivo, mas cá estarei para dizer o que penso quando começar a nova legislatura.
Sossegado, mas pouco!
terça-feira, maio 19, 2009
CREDIBILIDADE
Tive sempre como dado adquirido que a credibilidade da política, ou dos políticos, se afere pela sua atitude e cumprimento de promessas. A política é, ou devia ser, um serviço que se presta a todos os cidadãos independentemente das convicções políticas de cada uma. Um eleito tem por dever servir com todas as suas forças e capacidades o interesse público.
É por causa do acima exposto, que é o que penso e defendo, e o contraste evidente que a prática a todos mostra, que eu tenho votado sistematicamente em branco, pelo menos há mais de uma década. Já me acusaram de utopia, o que nem sequer me ofende, ou de ser simplesmente um bota abaixo, o que não aceito.
Quando os partidos políticos deixarem de ser agências de empregos, meros defensores de interesses de qualquer espécie, ou conjuntos de pessoas que acham que a política é um emprego, talvez eu repense a minha posição actual. Por enquanto, e porque os políticos que se me apresentam para eleições, são mais do mesmo, eu continuarei a VOTAR EM BRANCO.

quarta-feira, outubro 08, 2008
GARANTIA...
Ao almoço, diante da travessa de cozido à portuguesa, éramos quatro a conversar sobre as últimas do país e do mundo. A conversa, com toda a naturalidade, versou essencialmente sobre a crise que a todos vai afectando e que, dizem os entendidos, pode vir a agudizar-se.
Para começo de conversa devo dizer que eu costumo ser o mais azedo do grupo, quando toca a zurzir em quem manda cá no pedaço e na economia mundial. Não admira que eu tenha aberto as “hostilidades” com a desconfiança perante as garantias de José Sócrates e de Teixeira dos Santos quanto à segurança dos depósitos dos portugueses.
As sensibilidades dos intervenientes é normalmente diversa na maioria dos temas, como diversas são também as actividades dos convivas, que vão desde o reformado (eu) com actividade liberal, ao bancário, o empresário e um quadro de uma grande empresa.
Com alguma surpresa, quanto ao assunto da confiança, o cepticismo é generalizado. O empresário para se aguentar já andou por Espanha, seguiu por Angola e agora anda pelo Dubai para conseguir manter a sua produção, já que as encomendas nacionais diminuíram cerca de 50% no último ano. O quadro superior admitiu que os despedimentos e a diminuição da actividade da sua empresa vão acontecer a breve trecho. O bancário lá veio dizer que o banco onde trabalha enfrenta níveis incomportáveis de crédito mal parado e falta de liquidez, estando agora a fomentar as poupanças e os depósitos a prazo oferecendo tarifas “muito vantajosas” aos grandes depositantes que têm capacidade negocial.
A tudo isto acrescento que as minhas dúvidas quanto às garantias do Governo são fundamentadas pelas declarações de Teixeira dos Santos quando disse que “aconteça o que acontecer, as poupanças dos portugueses em qualquer banco que opera em Portugal estão garantidas”, e quando questionado se a garantia dos depósitos era ilimitada, respondeu “foi o que eu disse”. Horas depois, tudo mudou, e o mesmo ministro veio afirmar que as garantias iam só até aos 50 mil euros, e por imposição da União Europeia, bem fresquinha.
No fundo, o que o Governo diz estar garantido são apenas os bancos “com relevância sistémica”, que convenientemente não precisa quais são, o que não descansa ninguém.
quarta-feira, abril 30, 2008
ESTOU (MUITO) DESCONFIADO
Segundo o INE, o indicador de confiança dos consumidores aumentou em Abril, interrompendo a tendência descendente que prevalece desde Novembro de 2006. Estranho o timing deste anúncio, feito precisamente no último dia do mês a que se refere o inquérito, que coincide precisamente com a data do 14º aumento dos combustíveis desde o começo deste ano.
Para baralhar um pouco mais a situação, a Comissão Europeia divulgou também o ESI (indicador de sentimento económico), também do mês de Abril, onde diz preto no branco que houve uma queda de confiança em Portugal, precisamente nos sectores da construção, retalho e indústria, e que o dos consumidores ficou estabilizado nos 43 pontos negativos, precisamente onde se encontrava há cerca de um ano.
Tecnicamente os dois estudos devem estar fundamentados em dados objectivos e absolutamente rigorosos, mas não podem é estar simultaneamente correctos, dado que apresentam conclusões opostas. Em que é que ficamos então, confiamos em relatórios, ou acreditamos na evidência que são os nossos pobres bolsos?
Imagem enviada pelo Ludo

















