sexta-feira, setembro 25, 2015
A PROSPERIDADE NACIONAL
quarta-feira, agosto 19, 2015
REALIDADES DO TURISMO
sexta-feira, julho 27, 2012
PAÍS POBRE OU POBRE PAÍS?
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
EUROPA – DECADÊNCIA SOCIAL
A Europa social que se foi construindo depois da II Guerra Mundial, que era vista pelo mundo como um projecto a seguir pelo resto do mundo, está a desmoronar-se devido aos maus políticos que nos últimos anos a têm dirigido.
A especulação em crescendo e o desvio do capital para operações não produtivas, juntamente com a deslocalização de boa parte da produção para o oriente, acabaram por tornar as economias menos competitivas e aumentaram a dependência à produção exterior.
Os países com economias mais frágeis e mais dependentes do que vem do exterior ficaram em má situação, e a Europa que se dizia solidária, acabou por obrigar esses países a aumentar o desemprego e a diminuir os salários, a troco do empréstimo de dinheiro, a que convencionaram chamar de “ajuda”.
Por cá o panorama é deprimente, bastando para tal existir um ministro das Finanças que diz que o cumprimento das metas orçamentais é o mais importante, que é o objectivo mais importante, e a maior prioridade do governo.
Políticos desta natureza, e para quem as pessoas têm tão pouca importância, não prestigiam a política, e não merecem o respeito dos seus concidadãos.

quarta-feira, novembro 23, 2011
A FLEXIBILIDADE DO GASPAR
O ministro das Finanças personaliza na sua pessoa o governo de que é membro, e o que ele diz é o que o colectivo decide. Sempre que ouvimos o ministro Vítor Gaspar, já sabemos que vem aí mais algum ataque aos contribuintes.
Não causou grande admiração ouvir há dias o ministro das Finanças dizer que não podia recuar nos cortes dos subsídios dos funcionários públicos e dos pensionistas. Os motivos alegados foram a falta de almofadas ou de alternativas, o facto de só poder ser substituído por outros cortes na despesa pública, e o acordo feito com a troika.
Diferente é o caso da recapitalização da banca, não que me cause grande admiração, que pode vir a ser alterada, nas palavras do mesmo ministro. Agora não fala dos prazos impostos pela troika, mas admite alargar os prazos de reembolso por parte da banca. Curiosamente fica-me também na memória o facto de Vítor Gaspar já ter dito que o Estado, apesar de passar a ser investidor nos bancos, vai ser um actor passivo, o que não lembra nem ao careca.
A flexibilidade do ministro Gaspar só existe para a banca, porque no que respeita aos que vivem dos rendimentos do trabalho, pensionistas e desempregados, a flexibilidade é nula.

domingo, novembro 07, 2010
ACHO TÃO NATURAL QUE NÃO SE PENSE
Pessoa
sábado, agosto 08, 2009
DESATENTOS...
Bóiam leves, desatentos...
Bóiam leves, desatentos
Meus pensamentos de mágoa,
Como no sono dos ventos,
As algas, cabelos lentos
Do corpo morto das águas.
Bóiam como folhas mortas,
A tona de águas paradas.
São coisas vestindo nadas,
Pós remoinhando nas portas
Das casas abandonadas.
Sono de ser, sem remédio,
Vestígio do que não foi,
Leve mágoa, breve tédio,
Não sei se pára, se flui;
Não sei se existe ou se dói.
Pessoa

domingo, outubro 05, 2008
PESSOA
Os Meus Pensamentos são Todos Sensações
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
domingo, janeiro 20, 2008
PARA ALÉM DOS NÚMEROS
Os números têm sempre diversas leituras, vejam-se as enormes discussões no parlamento e na comunicação social, mas a bolsa do cidadão comum é sempre um óptimo indicador, apesar da ausência de critérios científicos.
Qualquer português pode facilmente verificar que os preços na nossa vizinha Espanha estão ao nível dos praticados no nosso país, e falo na alimentação, vestuário, calçado, e despesas relativas à habitação, e que em alguns casos, como sejam os automóveis e os combustíveis até são mais baratos do que deste lado da fronteira. A isto podemos juntar alguns serviços de grande importância, como a Saúde e a Educação, onde também os preços e a qualidade são bastante mais acessíveis. Mesmo sendo benevolentes, e considerando uma relativa igualdade de preços, a maioria dos portugueses está em enorme desvantagem relativamente aos nossos vizinhos, devido à disparidade entre os salários praticados cá, especialmente quando falamos de pessoal operário, administrativo e auxiliar, e os praticados em Espanha.
Os últimos governos, conseguiram a proeza de errar as suas previsões relativas à inflação durante os últimos 10 anos, e com isso fizeram com que os salários durante estes anos todos crescessem abaixo da inflação, diminuindo o poder de compra de grande parte da população que trabalha por contra de outrem.
Este sábado vi no Expresso o quanto terão perdido diversos grupos profissionais, mas curiosamente também se dá mais ênfase aos montantes perdidos por níveis salariais, passando-se ao largo de aspectos importantes, como a injustiça dos aumentos percentuais que cavam um fosso cada vez maior entre os grupos profissionais e ao facto de 50 ou 60 euros mensais significarem em muitos casos uma perda muito maior do que 500 ou 600 euros noutros casos, em que a subsistência ou o equilíbrio do orçamento familiar não ficou verdadeiramente em causa, apesar da efectiva perda de poder de compra.
Como sempre, jogando-se apenas com números, ignora-se convenientemente a má distribuição da riqueza, como se não existissem já muitos portugueses que trabalham, mas que com os salários tão miseráveis que auferem estão já em situação, ou risco de pobreza. Não estou aqui sequer a falar dos que abusaram do crédito fácil, como devem perceber.















