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domingo, abril 16, 2023

LULA NÃO PODE FALAR DE LIBERDADE

Lula da Silva defende que países parem de enviar armas para a Ucrânia para evitar o prolongamento da guerra, e diz que para iniciar uma guerra são necessários dois, e ambas as afirmações são exemplos elucidativos de que a ideologia para Lula é mais importante do que a realidade.

Começando pelo início da guerra é sabido e incontestável que a guerra começou pela invasão da Ucrânia por parte da Rússia, que já tinha iniciado com a invasão da Crimeia e o apoio militar noutra zonas da Ucrânia em 2014, e depois nova invasão em Fevereiro de 2022. Putin bem tentou alegar tudo e mais alguma coisa mas na realidade a Ucrânia não era uma ameaça para a Rússia e a NATO nunca ameaçou invadir ou atacar território Russo. 

Quanto ao fornecimento de armamento militar à Ucrânia não passa de ajuda para o país se defender de quem o invadiu e pretende declaradamente anexar à Rússia, ao arrepio das Carta das Nações Unidas. Se Lula pretende de facto contribuir para a Paz na zona, podia e devia ter começado por apelar à Rússia para terminar a agressão e retirasse das àreas ocupadas de territórios ucranianos.

Para terminar preocupa-me que um político que teve estas afirmações venha falar no Parlamento português no dia 25 de Abril de Liberdade, algo que não defende para o povo ucraniano.


 

sexta-feira, novembro 04, 2022

ONDE ESTÃO A JUSTIÇA E A LIBERDADE HOJE?

Cada vez fica mais claro para todos que a Justiça e a Liberdade não são iguais para todos, nem são iguais em todo o lado...

A Justiça está nas ruas da amargura...

O dinheiro ainda faz a diferença, mesmo nas Democracias...
 

sexta-feira, junho 03, 2022

REBANHO IDEOLÓGICO

A invasão da Ucrânia pela Rússia de Putin, os seus desenvolvimentos, as suas consequências e as declarações dos responsáveis dos dois países têm dividido as opiniões mesmo aqui em Portugal.
As causas da invasão podem ser discutidas, mas a invasão é um facto adquirido, como é adquirido que a Rússia é o agressor e a Ucrânia o país agredido. As mortes e a destruição de alvos civis são evidentes em imagens e testemunhos, e as intenções de Putin são agora muito claras, a integração de territórios "conquistados" na Rússia, quer pela imposição da moeda, como pela imposição dos poderes desses territórios.
 
As mentiras anteriores à invasão são absolutamente claras para todos. Os exercícios militares na Bielorrússia eram uma preparação para o que se seguiu, a retirada com que tentaram enganar a opinião pública foi apenas uma pantomina, a "operação militar" era afinal uma invasão, os "viciados em drogas e nazis" eram afinal os governantes eleitos dum país soberano, e a "libertação" do Donbass traduz-se na destruição de todas as infraestruturas produtivas da região.
 
É difícil perceber que haja quem tenha dúvidas sobre os factos, e que venha falar numa Paz conseguida com o desarmamento da Ucrânia, como se fosse ela a agressora. Mais estranho ainda é que digam que quem condena explicitamente Putin e a Rússia tenha o espírito de rebanho e siga a opinião "imposta" pela imprensa ocidental.
 
No Ocidente existe a Liberdade de opinião e de expressão, pelo que todos podemos aceder ao conhecimento (mesmo da imprensa russa), e podemos pensar pela própria cabeça e emitir a opinião, sem o medo de ser reprimido, bem ao contrário do que acontece na Rússia onde ter opinião discordante é fortemente reprimido e condenado.
 
Aqui chegados temos que pensar pela própria cabeça é um privilégio das Democracias e que o pensamento único (rebanho) é a única opção de quem vive em Estados totalitários. Pelos vistos também por cá temos quem prefira não pensar pela sua cabeça (que atrevimento), e deixar-se embalar pela ideologia, mesmo contra todas as evidências. Dispenso-me dos classificar, respeitando o seu direito... 
 


 

domingo, setembro 26, 2021

AS ELEIÇÕES E O VOTO

No caminho para a Assembleia de voto passei por uma feira e enquanto dava uma vista de olhos às diversas bancas, eis que uma conversa me chamou a atenção; dizia um dos senhores que sempre tinha votado, mesmo na ditadura, e o outro acrescentou, pois claro, até nas ditaduras se pode votar...
 
Na realidade durante a ditadura simularam-se algumas eleições, mas talvez seja melhor ver em que condições se podia (e era obrigatório) votar, e o respeito pela verdade das eleições...



 

sábado, abril 24, 2021

A UTOPIA E A REALIDADE

Estamos a comemorar o 25 de Abril, mas cada um comemora à sua maneira e valoriza o que lhe agradou e nem sempre isso foi igual para todos, tal a diversidade que compões a Liberdade.

O que se passou em 74 e o que se seguiu nos anos quentes, mudou o país e mudou as pessoas, para uns foi o que esperavam, para outros significou vidas destruídas, novos recomeços desilusões, ilusões, até que a realidade se veio a impor.

As cantigas de Abril tinham o seu cunho de insatisfação, desejo de mudança, aspiração dum mundo melhor, mas rapidamente o cariz político partidário começou a ficar evidente. O poder popular começou a evidenciar a ganância de uns a vontade de dominar de outros, as facções iam-se extremando e criaram-se os redutos políticos.

A normalidade das instituições foi tomando forma, e a utopia começou a fenecer perante a realidade que se foi impondo, primeiro timidamente e depois com toda a força. Os desejos de igualdade de direitos, de justiça social, de melhor repartição da riqueza foram sendo esmagados pelo que antes se chamava, capitalismo.

A Liberdade não é um dado adquirido e tem de ser cultivada a cada dia, com a participação cívica de todos. As nossas opiniões podem ser diversas, mas são importantes na procura duma vida melhor. Os políticos e os partidos não podem andar em roda livre, podem e devem ser escrutinados por todos, e temos nas nossas mãos o poder de os derrubar, e não é só nas eleições, mas sim com a nossa participação, apoiando, repudiando ou comentando livremente a actualidade.

Frase – “Não alcançamos a liberdade buscando a liberdade, mas sim a verdade. A liberdade não é um fim, mas uma consequência.”

Leon Tolstoi  


 

sexta-feira, abril 16, 2021

PALAS NOS OLHOS

Um dos ditos populares que mais tenho usado por estes dias é, “não há maior cego do que o que não quer ver”, porque às vezes as coisas estão mesmo em frente dos olhos mas a cegueira ideológica não deixa que os vejamos.

O caso das moradas falsas dadas por alguns deputados, que os fez embolsar verbas indevidas, tem sido alvo de bastantes comentários nas redes sociais, mas até agora para atacar ou defender a deputada do Bloco de Esquerda, Sandra Cunha, ainda que, segundo as notícias, existam mais outros deputados na mira do Ministério Público, e ainda mais dois sob suspeita.

Não sou militante de nenhum partido, nem sequer do Bloco de Esquerda, mas tenho que registar que ela foi a única deputada que renunciou ao mandato logo após a notícia ser conhecida, enquanto que todos os outros se remeteram ao silêncio ou atiraram para canto as suspeitas.

Todos conhecemos este expediente em diversas situações e meios, que se aproveitam ter residências em locais diversos daqueles onde têm o seu posto de trabalho, que no entanto só usam esporadicamente, residindo efectivamente a maior parte do tempo nas imediações dos locais de trabalho.

Dos deputados da nação exige-se muito mais do que a esperteza, ou os expedientes legais mas manhosos, para beneficiarem de verbas indevidas. Os deputados eleitos deviam ser um exemplo para os eleitores, e parece que não o são.

Lamento que muitos portugueses ataquem apenas aqueles de quem não gostam, fingindo não saber nada sobre os outros, e que admitam certas desculpas ou argumentos de uns e não dos outros.


 

terça-feira, setembro 15, 2020

A LIBERDADE E O BOM SENSO

Ser-se livre e ao mesmo tempo equilibrado nem sempre é fácil, mas todos percebemos que temos que fazer concessões para sermos aceites na sociedade em que vivemos.

Há poucos dias foi barrada a entrada no Museu d’Orsey duma senhora que ostentava um decote bastante generoso, facto que a senhora denunciou publicamente, não só perante o museu como frente à comunicação social.

A senhora estava no seu direito, o museu contactou-a e pediu-lhe desculpa, ficando o caso descrito como uma atitude de excesso de zelo do funcionário da recepção. Um facto que não passou despercebido a quem conhece o meio foi o da carta aberta que a senhora publicou nas redes sociais e a foto tirada (nas suas próprias palavras) quatro horas mais tarde. Outro facto também curioso é as instruções dadas em muitos museus, monumentos e palácios para não ser permitida a entrada a pessoas cuja indumentária não seja adequada aos referidos espaços.

Não sei o que levou a que o trabalhador achasse que o traje não era adequado, mas fiquei com a sensação de que a senhora desejava atrair as atenções, mas é apenas a minha impressão.

Quanto às reacções de muitas pessoas, que acham que cada um se veste como deseja quando visita um destes espaços (museus, monumentos, palácios e até igrejas que são monumentos ou parte deles), discordo completamente, mas acho também que devem existir regras explícitas, porque o bom senso não é uma característica de todos os visitantes. Quanto às direcções dos espaços, também deviam ser claros nas instruções que dão aos funcionários e depois saber apoiar as decisões que estejam de acordo com as suas ordens.

Por último, e como exemplo da confusão que alguns fazem entre liberdade individual e ao saber comportar-se em sociedade fica a manifestação que este caso desencadeou, e que por acaso o Facebook bloqueou. A frase “ a obscenidade está nos vossos olhos” não se aplica, e um pouco mais de bom senso faria com que este caso nem tivesse ocorrido.

Resta sempre outra solução, que é a de se permitir que cada um se apresente como desejar em todo o lado, sem restrições, exercendo assim em pleno a sua liberdade de escolha…

Exageros
 

segunda-feira, dezembro 30, 2019

A IMPRENSA COMPROMETIDA

A nossa imprensa, jornais diários e semanários, está em evidente declínio não só económico mas também no que respeita a credibilidade.

Fala-se na possibilidade de haver incentivos à imprensa , possivelmente com dinheiros públicos, e eu confesso que não concordo com isso apesar de ser um leitor assíduo de jornais. 

Para quem não anda distraído já se reparou que existem jornais que (pouco) discretamente vão dando eco à propaganda e acção do Governo, e temos jornais que representam fielmente interesses económicos e políticos. Nada disto seria condenável, se isso fosse assumido por cada  título.

Precisamos duma imprensa de qualidade, mas livre de amarras, sejam elas quais forem.  


segunda-feira, março 19, 2018

CULTURA E SENSIBILIDADES

No princípio de Fevereiro falou-se duma notícia sobre um quadro (Hylas and the Nymphs) que teria sido retirado de exposição, alegadamente por nele figurarem ninfas pubescentes, nuas, que tentam aliciar um jovem, mas que foi considera por alguns visitantes como um cenário impróprio e ofensivo.

Agora é notícia uma exposição para se visitar despido, no Palais de Tokyo,  em Paris, que se vai realizar no próximo dia 5 de Maio, que logo depois de ser anunciada, e em círculo bastante restrito, esgotou e quase 22 mil pessoas manifestaram o seu interesse, apesar de apenas serem aceites 3.145 visitas.


Estas duas situações são um retrato bem curioso das diferentes sensibilidades, dos diferentes públicos, dos museus em todo o mundo. A Cultura tem por dever ser um espaço de liberdade, sem nunca se descurar o bom senso e a correcta informação, procurando desse modo obviar constrangimentos desnecessários.

Hylas and the Nymphs

Cartaz de Anna Wanda Gogusey feito para o evento de 5 de Maio

terça-feira, janeiro 24, 2017

A AMBIÇÃO E O PODER PODEM CEGAR

Os políticos têm feito um péssimo trabalho nos últimos anos e o resultado é o descrédito que o povo nutre por eles, e o surgimento de diversos tipos de populismo, igualmente perigosos, mas que se perfilam como alternativa ao pantanal da política que se vai agarrando ao poder.

O exemplo maior do populismo desbocado e perigoso é sem dúvida Trump, até porque é hoje o presidente de uma grande potência, mas está longe de ser o único exemplar dessa nova ameaça, até porque na Europa, e não só, já vamos tendo diversos (maus) exemplos.

São conhecidos os dislates da família Le Pen em França, mas o exemplo mais recente do um político não deve ser, nem dizer, partiu das afirmações do actual primeiro-ministro holandês, Mark Rutte.

Rutte finge ignorar que em Democracia deve ser possível discordar, manifestar ideias diferentes e protestar e prefere escrever uma carta aberta onde defende que “os que não gostam de um país devem partir devem partir”, como se pretender a mudança fosse algo de errado em si mesmo.


Não está em causa defender estas ou aquelas ideias políticas, o que agora nem vem a propósito, mas apenas a Liberdade de poder almejar a uma mudança, sempre que não estamos de acordo com o estado das coisas.  


quarta-feira, março 16, 2016

ESTA EUROPA INDESEJADA

A União Europeia, como a conhecemos hoje, diz-nos qual o tamanho da fruta que podemos exportar, qual o tamanho do carapau que é permitido pescar, quanto tomate podemos produzir, o leite que podemos produzir, o tamanho das capoeiras dos frangos, quanto sal pode ter uma carcaça, e muitas outras coisas que me dispenso de enumerar.

Depois de Cavaco Silva ter ajudado ao abate da frota de pesca, aos subsídios para não produzir na agricultura, estamos agora a ser inundados pelos excedentes de produção dos nossos parceiros europeus, que inviabilizam a venda do que ainda por cá produzimos.

Querem que os portugueses produzam mais, mas inviabilizam essa produção inundando o nosso mercado com os seus excedentes a preços de saldo. “Os nossos amigos” que têm produções subsidiadas, vendem para Portugal a preços inferiores ao que praticam nos seus países, o que não permite qualquer tipo de competição por parte dos produtores nacionais.


Será que a revisão constitucional de que alguns andam a falar vai reforçar as decisões nacionais, ou pelo contrário vamos delegar as competências que nos restam da nossa independência?


sábado, abril 25, 2015

DIA DA LIBERDADE

Já se passaram 41 sobre o 25 de Abril de 1974, mas convém recordar a data para que este povo nunca se esqueça de que a Liberdade não é um dado adquirido, teve que ser conquistada e terá que ser merecida. 

 Esta imagem foi repescada duma publicação neste espaço em 25/04/ 2007
Quatro pombas da Paz
Cartoon já postado aqui em 2007

domingo, dezembro 21, 2014

LIBERDADE

Nos últimos dois anos, e nos países europeus onde a austeridade foi mais aguda, surgiram os naturais protestos, que os governos estão agora a combater com punho de ferro, passando a implementar legislação restritiva e medidas de dissuasão musculadas, o que nos faz relembrar regimes políticos do passado.

Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.

George Orwell
A resistência e o exercício do direito à crítica e ao protesto, seja ao nível sindical, seja mesmo ao nível da blogosfera, tem custos que podem ser muito elevados, desde a estagnação ou mesmo o despedimento no emprego, podendo também revelar-se ao nível da perseguição, nas redes sociais e na vida particular.

A liberdade custa muito caro e temos ou de nos resignarmos a viver sem ela ou de nos decidirmos a pagar o seu preço.


José Marti

sexta-feira, janeiro 13, 2012

A VERDADEIRA LIBERDADE DO HOMEM

Nunca acreditei que a liberdade do homem consiste em fazer o que quer, mas sim em nunca fazer o que não quer, e foi essa liberdade que sempre reclamei, que muitas vezes conservei, e me tornou mais escandaloso aos olhos dos meus contemporâneos. Porque eles, activos, inquietos, ambiciosos, detestando a liberdade nos outros e não a querendo para si próprios, desde que por vezes façam a sua vontade, ou melhor, desde que dominem a de outrem, obrigam-se durante toda a sua vida a fazer o que lhes repugna, e não descuram todo e qualquer servilismo que lhes permita dominar.

Jean-Jacques Rousseau, in 'Os Devaneios do Caminhante Solitário'


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Imagem - Dália recortada

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Humor - O Hábito e o CEO

quarta-feira, novembro 02, 2011

CULTURA DE LIBERDADE

O ciberespaço é o último reduto da liberdade em todo o mundo e uma preocupação para muitos Estados. Pode parecer contraditório que Estados ditos democráticos também estejam entre os que desejam controlar a Internet, mas isso é uma realidade.

Ainda há bem pouco tempo a Google, um dos gigantes do ciberespaço, informou que muitos países solicitaram informações sobre tráfego efectuado por cidadãos determinados, e entre eles lá estava Portugal. Na altura até se tentou fazer uma comparação infeliz entre Portugal e os EUA, dizendo que nós pedíamos menos informações.

Os motivos invocados nesta tentativa de controlo do ciberespaço, são sempre idênticas, a segurança e a pirataria, e as penalizações que se anunciam são também semelhantes, e passam pela restrição do acesso à Internet.

O caminho escolhido de controlar o acesso e de exercer a censura, são lesivos dos direitos humanos, e já levaram a esquemas complexos e imaginativos de quem quer mesmo fugir ao controlo governamental, e o controlo incide apenas sobre quem usa a Internet sem pretensões criminosas.

Lamenta-se que em Portugal tenhamos políticos como o secretário de Estado da Cultura interessado em legislar sobre o modo como se usa a Internet em Portugal, um país onde o acesso à Cultura é dificultado pela falta de poder de compra e onde a Internet é pouco utilizada comparativamente com os outros países europeus.

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Foto Florida

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Humor - O Nerdinho