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sexta-feira, abril 16, 2021

PALAS NOS OLHOS

Um dos ditos populares que mais tenho usado por estes dias é, “não há maior cego do que o que não quer ver”, porque às vezes as coisas estão mesmo em frente dos olhos mas a cegueira ideológica não deixa que os vejamos.

O caso das moradas falsas dadas por alguns deputados, que os fez embolsar verbas indevidas, tem sido alvo de bastantes comentários nas redes sociais, mas até agora para atacar ou defender a deputada do Bloco de Esquerda, Sandra Cunha, ainda que, segundo as notícias, existam mais outros deputados na mira do Ministério Público, e ainda mais dois sob suspeita.

Não sou militante de nenhum partido, nem sequer do Bloco de Esquerda, mas tenho que registar que ela foi a única deputada que renunciou ao mandato logo após a notícia ser conhecida, enquanto que todos os outros se remeteram ao silêncio ou atiraram para canto as suspeitas.

Todos conhecemos este expediente em diversas situações e meios, que se aproveitam ter residências em locais diversos daqueles onde têm o seu posto de trabalho, que no entanto só usam esporadicamente, residindo efectivamente a maior parte do tempo nas imediações dos locais de trabalho.

Dos deputados da nação exige-se muito mais do que a esperteza, ou os expedientes legais mas manhosos, para beneficiarem de verbas indevidas. Os deputados eleitos deviam ser um exemplo para os eleitores, e parece que não o são.

Lamento que muitos portugueses ataquem apenas aqueles de quem não gostam, fingindo não saber nada sobre os outros, e que admitam certas desculpas ou argumentos de uns e não dos outros.


 

quinta-feira, agosto 09, 2012

APOIAR EXPLORADORES


O governo criou um programa chamado “Estímulo 2012” para as empresas criarem emprego, contratando desempregados, mas as coisas já se revelaram um completo fiasco.

Os empresários chico-espertos que abundam por aí, aproveitam o estímulo financeiro para poupar nos salários e não para criar verdadeiros empregos. Na realidade a maioria das ofertas é para contratos de seis meses e com uma remuneração média que ronda os 650 euros, o que traduz em encargos para as empresas de 340 euros.

O que mais revolta qualquer cidadão é que os números fornecidos pelo próprio Ministério da Economia demonstram a “esperteza saloia” de boa parte dos empresários, mas o pograma continua na mesma a premiar este tipo de “empresários”. 

Recorde-se que quem paga tudo isto somos nós e que no meio disto tudo, ainda temos a Segurança Social que fica sem o dinheiro e sem as contribuições devidas por estes “empregos” criados através deste bónus à gulodice.

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Humor Vernáculo
 
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Foto - Onde Estudei
Colégio Marista - Beira