quinta-feira, setembro 25, 2014
PASSOS "O DESMEMORIADO"
domingo, setembro 14, 2014
SEGUREM-SE QUE VEM BORRASCA
sábado, junho 22, 2013
OS SANTOS, AS FESTAS E OS FERIADOS
A única receita que este
executivo conhece para o aumento da produtividade é a diminuição dos custos do
factor trabalho, deixando bem clara a sua ideologia e a sua falta de
conhecimentos sobre a multiplicidade de estímulos já testados com sucesso neste
campo, que passam sobretudo pela satisfação de quem trabalha.quarta-feira, outubro 10, 2012
TRABALHO DE CAMPEÕES
quinta-feira, setembro 29, 2011
CONFUSÕES CULTURAIS
A passagem da Cultura para uma secretaria de Estado, em vez de um ministério, ainda que sob a alçada do 1º ministro está a demonstrar ter sido um enorme erro.
A confusão parece estar instalada para os lados da Ajuda, onde as mudanças (fusões e extinções) demonstram claramente que não têm nenhum propósito de eficiência ou de melhoria do serviço público, mas apenas um puro aperto de orçamento.
Como um mal não vem só, a “entrega” dos Palácios Nacionais de Queluz e de Sintra à empresa pública Parques de Sintra (PSML) é uma trapalhada completa, sobre a qual não se sabe rigorosamente nada, começando pela razão dessa “entrega”, passando pelo destino a dar aos funcionários dos dois palácios, ou quanto ao “acordo” entre as duas partes, leia-se Secretaria de Estado da Cultura e PSML.
Nesta altura Francisco José Viegas está mais preocupado com o Congresso Internacional da Rota do Românico, onde se pronunciou para dizer que vai criar uma comissão mista para «fazer uma carta de intervenção dos locais onde cultura e turismo se cruzam». Claro que também vão falar de temas como a conservação e salvaguarda do Património antes do almoço de sexta-feira, no Mosteiro de Travanca, em Amarante.
Por Lisboa continua a polémica entre Joe Berardo e a Fundação CCB, sobre a existência de um “saco azul”, ou de uma quantia em dinheiro investido não se sabe muito bem onde. As duas fundações que partilham o CCB são financiadas pelo Ministério da Cultura, e não são as únicas.
Penso que seria útil que na audição que a Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura vai ter com o secretário de Estado da Cultura, em Outubro, fosse abordado o assunto das fundações e outras empresas públicas subsidiadas ou comparticipadas pela SEC, porque se anunciam cortes para o sector, ainda que grande parte do orçamento vá precisamente para estas empresas sem o conhecimento dos cidadãos e até dos seus representantes na AR.

terça-feira, setembro 06, 2011
TUDO DO AVESSO
Veja-se o que se passa com as más contas públicas, e constate-se que não há um único indivíduo que tenha passado pelo poder que esteja a ser investigado, ou tenha sido acusado de gestão danosa de dinheiros públicos. Por contraponto veja-se que na Islândia temos um ex-primeiro-ministro que está a ser julgado por possível negligência.
No estrangeiro vemos gente muito rica a pedir para ser mais taxada para contribuir na medida das suas posses para ajudar os seus países, e por cá temos os nossos ricos a assobiar para o ar e a declararem que são meros trabalhadores.
Ouvir um ex-representante dos industriais portugueses dizer que existem mais de 100 mil funcionários públicos excedentários, quando os serviços se debatem na sua generalidade com falta de pessoal, e numa altura em que o desemprego é um flagelo social, indigna.
Indigna saber que se fazem cortes na saúde, forçando a diminuição da qualidade dos cuidados de saúde, quando existem casos vergonhosos como o do BPN, da Madeira e tantos outros, que serão pagos com o dinheiro dos nossos impostos, ainda que em nada tenhamos contribuído para o assunto.
Temem a nossa indignação, a que preferem dar o nome de tumultos, mas não hesitam em fazer no poder aquilo que condenaram quando estavam na oposição. Os cidadãos erram nas escolhas, mas os políticos é que decidem, e têm decidido muito mal, como é mais do que evidente.
quinta-feira, junho 30, 2011
IMPOSTO TRAPALHÃO
Os números em causa não permitem de modo nenhum concluir que o défice encontrado, de 7,7%, tivesse o mesmo reflexo no cômputo anual, porque é sabido que o défice é sempre maior no 1º trimestre. A utilização e a conclusão tirada destes números não são sérias nem fundamentadas, ainda que os números possam estar correctos.
Dizendo que podia ir mais longe do que o que estava no compromisso com a troika, não quer dizer que fosse mais além do que estava no seu programa, e Passos Coelho omitiu este imposto ciente que perderia votos nas eleições.
Agora há também muito que explicar com o dinheiro que vai ser cortado nos subsídios de Natal, como sejam os descontos que sobre esse subsídio recaíam antes do corte, e aqueles que irão ser feitos com este novo imposto. Será que vamos fazer descontos sobre o imposto extraordinário? Será que abate ao IRS deste ano?
Este coelho que Passos Coelho tirou da cartola à última hora é uma trapalhada que como se vê nem estava devidamente estudada.
sábado, junho 26, 2010
EU USO, TU PAGAS
O “negócio” das SCUT é uma completa trapalhada, onde pontua um chip manhoso, e uma obrigatoriedade que nem sequer é legal. Para juntar a estas trapalhadas temos os políticos trapalhões que invocam a crise para cobrar o que nos disseram ser sem custo, ou que acenam com o princípio do utilizador-pagador com discriminação positiva.
Quando nos disseram que as SCUT eram sem custos para o utilizador, mentiram-nos, e que eu saiba isso não é assumido por nenhum partido, nem ouvi nenhum político pedir desculpas por não cumprir a sua palavra. Ainda mais, agora querem cobrar nas SCUT e em outras estradas que não foram financiadas neste sistema, como a A-26 e a Via do Infante, como se tudo fosse a mesma coisa.
Passando ao modo de pagamento ainda temos uma trapalhada maior, com a teimosia dos chips. Já todos perceberam que não haverão portagens físicas, mas portais electrónicos que nos obrigam a utilizar um dispositivo electrónico identificativo da viatura. Sem o chip teremos a viatura fotografada e receberemos pelo correio a portagem, mas aí há penalizações. Curioso é também o facto da obrigatoriedade de utilização do chip é para os carros com matrícula portuguesa e também para os com matrícula estrangeira, que ao atravessarem a fronteira são obrigados a adquiri-lo sob pena de multa quando atravessarem algum dos troços sujeitos a este tipo de portagens.
Termino com as excepções, a que querem chamar discriminação positiva, que isenta de pagamento as populações e empresas das regiões servidas pelas SCUT, o que é a perversão absoluta do princípio do utilizador-pagador de que se socorrem para a cobrança das portagens. Na prática são apenas os utilizadores casuais e os que por necessidade imperiosa lá transitem vindos de zonas não abrangidas pela “discriminação positiva”, que pagam as portagens, em vez dos utilizadores habituais das mesmas.
O disparate começa a ser uma constante na política nacional.
Pode ler também ISTO

sexta-feira, junho 26, 2009
GRANDE TRAPALHADA
O “quase” negócio entre a PT e a Prisa, detentora da TVI, revelou-se uma trapalhada monumental em que o Governo sai bastante mal.
Tudo começou com a afirmação de José Sócrates, que disse que não sabia de nada, apesar de ser público que existiam conversações entre as duas empresas. Não foram muitos os que ficaram convencidos, e a intervenção desastrada de Mário Lino também não contribuiu nada para a credibilidade do executivo.
Depois das afirmações do dirigente da PT, vem o veto do Governo ao negócio, contrariando as afirmações do ministro Lino, tudo em menos de 24 horas. É obra!
Para complicar a situação, e segundo o semanário SOL, a demissão de José Eduardo Moniz estava na calha, e só a pressão política terá evitado este desfecho.
Esta trapalhada é bem capaz de ter um impacto bastante negativo nos próximos actos eleitorais, o que pessoalmente não lamentarei com toda a certeza.

terça-feira, novembro 04, 2008
NACIONALIZAR, O QUÊ?
A notícia mais comentada no começo desta semana é sem dúvida nenhuma a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN). A primeira incredulidade com que fomos brindados, foi sem dúvida o pudor na utilização da palavra nacionalização, que foi evitada, como se efectivamente não fosse de facto uma nacionalização. Talvez a tal conotação ideológica de que falava José Sócrates, agora esteja a incomodá-lo.
Todos nos lembramos de ter ouvido Teixeira dos Santos dizer há bem pouco tempo, que não tinha conhecimento de qualquer banco português que estivesse em dificuldades, mas agora ficámos a saber que pelo menos desde Junho isso era do conhecimento do Banco de Portugal (BdP), e portanto do próprio Governo.
Independentemente destas imprecisões, o problema torna-se ainda mais “cabeludo” porque, e basta ler os títulos dos jornais e da agências de informação para se constatar que não foi a crise que desencadeou esta operação de nacionalização, mas sim fraudes que entretanto já foram detectadas no funcionamento da instituição.
Ao ouvir da boca do ministro Teixeira dos Santos que os accionistas serão indemnizados, assim mesmo, fiquei arrepiado e completamente fora de mim. Então este já não é o mesmo banco que deu lucros fabulosos ainda recentemente, e que tinha uma gestão competente que eu ouvi elogiar?
Algo vai muito mal neste assunto, porque embora até possa aceitar que a nacionalização seja o caminho mais lógico e expedito para evitar a turbulência na banca nacional, que nem quis “entrar com dinheiro” para salvar o BPN, sempre pensei que o Governo antes de apurar o prejuízo e as eventuais fraudes cometidas pelos responsáveis do BPN, nem sequer tivesse o desplante de vir falar em indemnizações aos accionistas. Acho que seria muito mais sensato falar primeiro do apuramento de responsabilidades, na eventual punição dos responsáveis e na devolução dos dinheiros envolvidos em operações ilegais e nos prejuízos daí resultantes. Quanto aos accionistas, que naturalmente são responsáveis pelas escolhas dos gestores do banco, esses teriam de esperar pelo desfecho das investigações, para se saber se não beneficiaram de algum modo de alguma contabilidade criativa, ou de lucros ilícitos, e só depois é que se poderia falar em eventuais indemnizações.
Eu não sou nenhum entendido em economia, ou em actividade bancária, mas concedam-me o direito de duvidar de tanta liberalidade no uso de dinheiros que afinal são de todos nós. Já estou como o outro, nacionalizam-se os prejuízos e privatizam-se os lucros, que é o que me parece que se está a tentar fazer a todo o gás.















