quarta-feira, maio 04, 2016
O ASSÉDIO NO TRABALHO
domingo, dezembro 21, 2014
LIBERDADE
terça-feira, dezembro 27, 2011
BIZARRIAS
Ficámos todos a saber pela Lusa que a GNR de Braga já deteve 16 vezes o dono de uma pastelaria da cidade por alegadamente se encontrar dentro do estabelecimento uns minutos para além do horário de funcionamento.
Diz-se que uma infracção é sempre uma infracção e que a lei é para se respeitar, e eu até concordo, mas esta notícia não deixa por isso de ser completamente bizarra.
O senhor ministro da Administração Interna ao ler esta notícia deve reflectir bem, e pronunciar-se sobre este procedimento dos agentes que de si dependem, porque a levar a sério este tipo de infracção, então a maioria dos seus agentes anda a fingir que não vê e não sabe o que se passa por este país fora.
Imagine-se que os gerentes bancários eram detidos de cada vez que se vissem funcionários a trabalhar depois da hora? E podia continuar a enumerar empresas e mesmo serviços públicos onde isso acontece, sem que a autoridade manifeste a sua presença e tome qualquer medida.
Por este andar ainda haverá algum cívico mais zeloso que vá ao gabinete do Álvaro e lhe dê ordem de detenção por querer que se trabalhe mais meia hora diária sem remuneração, o que a Constituição naturalmente não permite. Afinal o liberalismo pode ser perverso, não é?
sexta-feira, janeiro 18, 2008
FISCALIZAR A SAÚDE
Achei curioso que o director-geral de Saúde Francisco George tivesse vindo a público dizer que os locais para fumadores devem ser fiscalizados em primeiro lugar para mostrarem que têm as «condições aceitáveis» para o cumprimento da lei. Sempre assumi que os fumadores sabem perfeitamente que o tabaco faz mal à saúde, e que lá por estarem confinados a um espaço expressamente destinado a fumadores, os malefícios não diminuem, pelo contrário.
Eu esperava algo muito diferente do director-geral da Saúde, como por exemplo que se detivesse sobre as condições de funcionamento dos hospitais, dos centros de saúde e de outros aspectos como as condições relativas à saúde nos locais de trabalho. Talvez eu seja muito ingénuo, mas continuo a achar que a Lei do Tabaco apenas visa fechar uma parte substancial de cafés e restaurantes, que parecem incomodar o senhor presidente da ASAE, deixando apenas espaço aos estabelecimentos “normalizados” e incaracterísticos, iguais e assépticos.
Afinal Francisco George apenas tem dúvidas quanto aos casinos, de resto está inteiramente empenhado na cruzada contra os fumadores.

quinta-feira, maio 31, 2007
O ALINHAMENTO JORNALÍSTICO
Hoje falo a propósito da decisão da Comissão de Protecção de Dados e do Editorial do DN de 30 de Maio sobre a matéria. O autor refere logo no título que “protecção de Dados incentiva a falta de rigor”, o que me fez ir logo à procura do rigor a que se referia. Para meu espanto o artigo pretendia ir mais longe, ao considerar a decisão como “surpreendente, porque radica numa desconfiança de comportamento persecutório por parte das chefias do aparelho do Estado não provada no passado”.
Confesso que “fiquei passado” com tanta ignorância, ou indisfarçado apoio a governo numa medida por todos condenada. Senão vejamos: umas páginas à frente o mesmo jornal dá a notícia do caso Charrua e a justificação constante do próprio título é “cargo de Charrua era de confiança política”. Isto devia bastar para o autor deste texto nem sequer ter aludido à possibilidade do tal comportamento persecutório das chefias, pois é bem real e agora até é apoiado pelo incentivo à delação, como todos sabemos.
Mas no final cheguei ao problema da “falta de rigor”, que “incentiva às habituais tácticas para fazer greve sem perder um dia de ordenado”, o que não se verificaria com “uma técnica informática que separaria à velocidade da luz o trigo dos grevistas do joio dos outros faltosos”. Segundo o autor isto poupava dinheiro ao Estado.
Falar do que não se sabe ou fingir que se desconhece os processos habituais, é fatal e não abona nada a favor do jornal que publica um editorial destes, pois o procedimento já é feito informaticamente (à velocidade da luz), mas só pode ser fechado cinco dias úteis após o término duma greve, pois esse é o prazo máximo legal previsto para a entrega dos atestados por doença, e fazer-se um outro levantamento rigoroso e centralizado em menos tempo resultaria numa redundância, demoraria o mesmo tempo ou não forneceria os tais dados rigorosos.
Por fim registo que o próprio ministro das Finanças se demarcou dessa tal ”lista negra”, atirando com as responsabilidades para cima do senhor P. Macedo, que até está de saída. O editorialista não sabia ainda disto e quis dar uma mãozinha, mas não lhe vão agradecer porque se tratava penas duma ilegalidade flagrante.
Depois do Correio da Manhã só faltava agora o Diário de Notícias…







