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sexta-feira, outubro 21, 2022

HÁ FOME EM PORTUGAL

Hoje viram-se diversas notícias relatando o aumento de furtos em supermercados, a grande maioria em artigos de primeira necessidade, de alimentação e de higiene pessoal, confirmados pelas grandes superfícies.

É extraordinário que os órgãos de comunicação social dêem esta notícia, com comentários de representantes do comércio alimentar, e não tenham uma linha sequer de declarações dos responsáveis políticos deste país, nomeadamente do Governo.

Recordo-me de há poucos dias ter comentado que em Espanha existem as filas da fome (são assim conhecidas) e que em Portugal uma manifestação de pobres ter sido evitada. Fui insultado por alguns, porque achavam que a fome não tem grande expressão e que havia ali muita instrumentalização, não sei se também agora mantêm a mesma opinião.

Existe fome em Portugal, isso é cada vez mais evidente, e já não são só os desempregados, bastantes imigrantes, e os sem tecto, mas a estes juntam-se também muitos pensionistas (que o Governo defraudou recentemente) mas também muitos trabalhadores com salários baixíssimos que não asseguram uma vida digna.

De quem podemos esperar ajuda?

 

terça-feira, agosto 17, 2021

AS VACINAS

Isto das vacinas tem sido uma autêntica telenovela. 

Primeiro começaram a vacinar o pessoal da saúde e os idosos dos lares, logo apareceram os políticos a entrar de mansinho. Seguiram-se os idosos e apareceram os professores de sopetão, e depois todos esperavam que fosse sempre pela idade, mas com as pressas foi uma confusão.

Com as vacinas também foi outra confusão, com umas que não podiam ser dadas a idosos, mas depois já podiam e eram desaconselhadas para os mais novos. Surge uma nova vacina e era para todos, depois já era só para os mais velhos, e acabou por ser só para o sexo masculino.

No meio disto tudo tivemos especialistas que iam mudando de discurso como quem muda de camisa. As previsões falhavam, o confinamento resultava mas era politica e economicamente insustentável, e vai de abrir aos poucos.

Os jovens não tinham sintomas graves no início, mas eis que começam a ir parar aos hospitais e vai de vacinar os jovens. As crianças eram ainda menos susceptíveis a ter complicações com o vírus mas como podiam infectar os outros, vão ser vacinadas, e lá aparecem os professores a exigir uma 3ª dose, que nem sequer ainda foi recomendada aos mais idosos e ao pessoal da saúde.

Acrescente-se à narrativa os negacionistas que nem com as evidências à frente dos olhos se convencem.

Ainda teremos mais episódios, mas eu não sou adivinho...


 

quarta-feira, dezembro 26, 2018

FRASE DA SEMANA

“A tensão, mais do que a violência, foi o que marcou a relação do Japão com o cristianismo, com os jesuítas e outros missionários.”

Alexandra Curvelo, historiadora

Leitura recomendada AQUI


sexta-feira, dezembro 14, 2018

EÇA E PORTUGAL

Logo que na ordem económica não haja um balanço exacto de forças, de produção, de salários, de trabalhos, de benefícios, de impostos, haverá uma aristocracia financeira, que cresce, reluz, engorda, incha, e ao mesmo tempo uma democracia de produtores que emagrece, definha e dissipa-se nos proletariados. 

Prosas Bárbaras


sexta-feira, janeiro 08, 2016

PORTUGAL EM POUCAS LINHAS



Patrões 1 – Os industriais deste país alertam para o custo do regresso dos feriados, mas curiosamente não divulgam quais os benefícios das empresas e dos seus proprietários durante o tempo que vigoraram os cortes dos mesmos feriados.

Patrões 2 – Os industriais portugueses dizem que há “bases para um acordo” sobre o salário mínimo com a descida da TSU, mas sabe-se que o desconto que querem não abrange apenas as que têm pessoas que ganham até 520 euros, mas todas as empresas atingidas pelo aumento do salário mínimo. Fica por saber quais são as empresas que vão dizer não serem “atingidas” pelo aumento do SMN.

Economia – Apesar do “sucesso” afirmado por Passos Coelho e sua equipa, as vendas a retalho subiram menos em Portugal do que no resto da União Europeia, tendo mesmo ficado no 2º lugar dos que mais desceram em Novembro passado.

Banca – É formidável como há descaramento suficiente para ouvir da boca de “especialistas” que a subida do salário mínimo nacional podia fazer aumentar as comissões bancárias. O descaramento é tanto maior quanto o aumento das comissões bancárias (pelo menos de alguns), é de 33% e o do SMN é bem menor, basta fazer as contas.


Belém - Calçada by Palaciano 

Belém by Palaciano

sexta-feira, novembro 28, 2014

CURIOSIDADE HISTÓRICA

A 28 de Novembro de 1431, Filipe o Bom duque da Borgonha fixou as normas da Ordem do Tosão de Ouro, criada em 10 de Janeiro de 1430, devido ao seu casamento com a infanta portuguesa Isabel, filha de D. João I.


D. Isabel foi a única filha de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, e do seu casamento resultaram três filhos, tendo dois deles morrido ainda na infância, e um outro, veio a ser conhecido como Carlos o Temerário, que apenas com 20 dias de idade se tornou cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro.


quinta-feira, junho 19, 2014

PORTUGAL E ESTA EUROPA POUCO SOLIDÁRIA

Portugal atravessa um mau momento, com uma austeridade galopante, um desemprego colossal e sem que surja qualquer luz ao fundo do túnel, pelo contrário. A Europa solidária que nos "venderam" tem demonstrado muito pouca solidariedade...

Esta Europa, que não é dos cidadãos, recebeu um cartão vermelho em quase todos os países, onde os partidos no poder viram penalizados os seus resultados. Outro factor relevante foi a enorme abstenção registada.

Um dos resultados do descontentamento e da indiferença dos eleitores foi o resultado de grupos extremistas que acabaram por conseguir lugares no Parlamento Europeu.

domingo, outubro 30, 2011

A PORTUGAL

Esta é a ditosa pátria minha amada.
Não, nem é ditosa porque o não merece,
nem minha amada, porque é só madrasta
nem pátria minha, porque eu não mereço
a pouca sorte de ter nascido nela.
Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
Quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela
Saudosamente nela,
Mas amigos são por serem meus amigos
e mais nada.
Torpe dejecto de romano império,
Babugem de invasões,
Salsujem porca de esgoto atlântico,
Irrisória face de lama, de cobiça e de vileza,
De mesquinhez, de fátua ignorância.
Terra de escravos, de cú para o ar,
Ouvindo ranger no nevoeiro a nau do Encoberto.
Terra de funcionários e de prostitutas,
Devotos todos do Milagre,
Castos nas horas vagas, de doença oculta.
Terra de heróis a peso de ouro e sangue,
E santos com balcão de secos e molhados,
No fundo da virtude.
Terra triste à luz do Sol caiada,
Arrebicada, pulha,
Cheia de afáveis para os estrangeiros,
Que deixam moedas e transportam pulgas
(Oh!, pulgas lusitanas!) pela Europa.
Terra de monumentos
em que o povo assina a merda
o seu anonimato.
Terra-museu em que se vive ainda
com porcos pela rua em casas celtiberas.
Terra de poetas tão sentimentais
Que o cheiro de um sovaco os põe em transe.
Terra de pedras esburgadas,
Secas como esses sentimentos
De oito séculos de roubos e patrões,
Barões ou condes.
Oh! Terra de ninguém, ninguém, ninguém!
Eu te pertenço.
És cabra! És badalhoca!
És mais que cachorra pelo cio!
És peste e fome, e guerra e dor de coração!
Eu te pertenço!
Mas seres minha, não!

Jorge de Sena

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Foto - Roxa

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Humor - Pintor e Pintura

quarta-feira, junho 10, 2009

10 DE JUNHO



CAMÕES

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem, se algum houve, as saudades.


O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já foi coberto de neve fria,

E em mim converte em choro o doce canto.


E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor espanto:

Que não se muda já como soía.




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"De acordo com o Instituto Internacional de Estudos para a Paz, sediado em Estocolmo (Sipri), isso corresponde a 2,4% da riqueza produzida no planeta. E, na prática, significa que por cada pessoa foram gastos 217 dólares em armas (cerca de 156 euros)."

Como eu não comprei arma nenhuma, como não contribuo activamente para o seu fabrico, e como não gosto de ver miséria um pouco por todo o mundo, só posso registar os dados que vieram no DN de 9/6/2009.