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quarta-feira, dezembro 02, 2009

UMA ESTRANHA EUROPA

O continente onde nasceu a democracia, há muitos séculos, deixou que um tratado viesse ensombrar esse mesmo conceito de liberdade e democracia de que se arroga defensor.

A legitimidade que os governos alegaram para aprovar o Tratado de Lisboa, sem consultas directas às populações terá sustentáculo formal e de direito, mas nunca conseguirá convencer todos quanto ao seu carácter pouco democrático. Os referendos prometidos e que não se realizaram serão sempre recordados quando as coisas não correrem como é expectável.

Para mim fica o facto de que primeiro quiseram impor uma constituição europeia, e perante as reacções negativas deixaram cair os símbolos federalistas, mas manteve-se o texto na sua essência, e optou-se pela terminologia de tratado.

O poder fica cada vez mais longe das populações, os países mais pequenos deixam de ter o mesmo peso, e a Europa que conhecemos, deixará forçosamente de ter a mesma diversidade que a caracteriza e a tendência de uniformização irá acentuar-se.

Duvido que em referendos livres e com a informação necessária este tratado tivesse conhecido a luz do dia, por isso mesmo não auguro nada de bom para esta Europa cada vez mais divorciada da vontade dos seus cidadãos.
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AVISO - Para que conste, o José Lopes vai aproveitar devidamente a quadra, com os seus feriados e dias simbólicos, pelo que a regularidade dos post's e dos comentários vai ressentir-se.

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Humor com Maresia
Lula por Baptistão

Pirata by Bayram Hajizadeh

quinta-feira, abril 24, 2008

TRATADO DE LISBOA - A INDIGNAÇÃO

Ontem o Parlamento português aprovou o Tratado de Lisboa com os votos favoráveis do PS, PSD e CDS. Segundo as notícias veiculadas pelos órgãos de informação, os deputados do PS e do PSD aplaudiram de pé a aprovação da proposta do Governo.

Escusado será dizer que estou indignado com a atitude destes deputados da Nação, de quem eu esperava, no mínimo, que respeitassem os compromissos eleitorais. Sei que muitos dirão que era esperar muito destes senhores, mas eu continuo a pensar que a política merecia ser exercida por pessoas que soubessem honrar a sua palavra.

Porque a memória dos portugueses é curta, e a leitura não é um hábito verdadeiramente enraizado, deixo aqui umas frases compiladas de outros lados:

«Não apoia nem tem a mínima simpatia pela União Europeia. Ela ofende o seu espírito patriótico e o seu ideal de Pátria. Insurge-se contra a ideia da subserviência às ordens de uma Europa sem valores, incapaz de entender um povo que nela sempre os teve… è o repúdio de um poeta português pela irresponsabilidade com que meia dúzia de contabilistas lhe alienaram a soberania (…) e Maastrischt há-de ser uma nódoa indelével na memória da Europa

Sobre Torga e com palavras suas.

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Fotos Coloridas
HoryMa

KSLight

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Humor Internacional

Julian Pena-Pai

Julian Pena-Pai

sexta-feira, janeiro 11, 2008

HUMOR E ACTUALIDADE

Desculpas...

A telefonista que faltou em S. Bento

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Fotos e Fumo

Kassandra

Kassandra

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Humor Russo

domingo, dezembro 16, 2007

OS BASTIDORES DO TRATADO


O tabu criado por José Sócrates nos últimos meses sobre o processo de ratificação do Tratado de Lisboa, aproxima-se do fim com os resultados mais ou menos esperados por quem tem acompanhado o modo como o 1º ministro vem cumprindo as suas promessas eleitorais.
A credibilidade de qualquer político afere-se precisamente pelo cumprimento do programa que se comprometeu a seguir quando se apresentou ao eleitorado, e neste campo podemos todos afirmar que as promessas mais emblemáticas e que pesaram grandemente na sua escolha, como o não aumento dos impostos ou a criação de empregos, saíram goradas. Agora há mais um compromisso solene que está em risco de não acontecer, o que irá agravar certamente uma imagem já manchada.
Segundo as palavras de um conselheiro de Sarkozy, “consideramos que há um acordo político para que este Tratado Reformador seja ratificado pela via parlamentar”, o que a não se verificar deste modo seria considerado uma traição.
Fiquei estupefacto perante o desplante deste senhor francês, mas ainda mais surpreendido por não ter havido um desmentido enérgico do governo português, porque ficou bastante claro que a nossa política está subordinada à vontade de interesses estrangeiros e a acordos indignos de quem se reclama representante da vontade popular.
Sócrates não tem como se sair airosamente no caso de se decidir pela ratificação parlamentar, depois dos compromissos assumidos e até pela importância que não se cansou de atribuir ao Tratado de Lisboa.
Cá estaremos para comentar a decisão que vier a ser tomada…
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Fotos de Aves

Vladimir Kogan

leonart

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Humor de Domingo

Biratan

Biratan

segunda-feira, outubro 29, 2007

CURTINHAS

Cultura – Isabel Pires de Lima continua a defende a sua dama, o Hermitage, tecendo copiosos elogios à exposição que foi inaugurada na Galeria D. Luís, do Palácio da Ajuda. O que foi curioso nesta última semana, foi o facto de terem surgido algumas críticas de responsáveis de museus que já alertaram para a possibilidade de não verem resolvidas algumas questões tão simples como a falta de meios humanos e materiais, para o normal funcionamento de alguns serviços. A resposta da ministra foi muito interessante ao considerar que as críticas partem de «uma visão nacionalista, provinciana e que revela uma falta de visão cosmopolita. Eu, que não sou tão viajado como a senhora ministra, não gosto de ver o Palácio de Queluz tão mal cuidado, tanto no que diz respeito a interiores como no jardim, também me preocupa ver paredes a salitrar e tinta a destacar-se das paredes interiores do Palácio de Mafra, mas deve ser um reflexo de ser saloio e provinciano.

Ratificação – PS e PSD, uns assustados com os resultados das sondagens e outros inebriados com a subida, decidiram usar a ratificação do tratado como arma de combate político, a nível interno, dando sinais contraditórios mas não definitivos sobre a possibilidade de efectuar ou não, o referendo. Já se percebeu que a nível europeu todos fogem do referendo, com medo da possibilidade de alguma recusa popular. Não será este o caso de Portugal, estou plenamente convencido, porque não é previsível um chumbo popular, e muito menos uma votação que torne o seu resultado vinculativo. Então porque é que há este suspense todo? Por um lado o que foi acordado entre os diversos países, por outro, porque os dois partidos não estão interessados em debater o tratado, até porque pouco ou nada os diferencia nesta matéria.

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Fotografias
P E A C H by Toash

blue vase by Deb-e-ann

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Humor - O Dinheiro

sábado, outubro 27, 2007

O THE ECONOMIST E O TRATADO

Há por estas bandas quem acene com os artigos do The Economist, quando quer dar alguma credibilidade aos seus artigos sobre economia ou desenvolvimento, mas que nunca o utilizará quando as opiniões não são favoráveis à sua propaganda ou ao que dentro de portas nos querem impingir.
Aqui fica para conhecimento público, o que pensa este semanário do Tratado Reformador ou de Lisboa, e das intenções de muitos governantes europeus de fazerem a sua ratificação por via parlamentar.
Apetece-me deixar aqui algumas frases deste jornal, como “… independentemente do que cada um possa pensar sobre o texto «trata-se de uma farsa, que tem para além disso consequências que rebaixam a Europa», ou «em vez de simplificar a arquitectura legal da UE, devolver alguns poderes aos Estados membros e fazer a política mais inteligível para os votantes, fez-se exactamente o contrário», ao que acrescenta «… os líderes europeus regressaram à sua anterior estratégia, consistente embutindo uma vasta quantidade de inovações e emendas num texto legal ilegível.», e recorda que quase uma dezena de governos europeus prometeu submeter a constituição a referendo e acusa-os de falta de honestidade quando dizem que este tratado é tão diferente que não encontram razões para manter aquelas promessas.
Remata o The Economist com esta frase «para uma instituição em que a legitimidade e a responsabilidade são bens escassos, trata-se da pior desculpa possível», porque este tratado «… trata-se basicamente da mesma constituição…».
Recordo que o realce do texto é “surrealista pretender que tratado não é constituição”.

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Fotos - Rosas
swordlady

Silver Lilac

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Humor e Actualidade

Bob Englehart

Michael Ramirez