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domingo, outubro 01, 2017

OS CONCEITOS DE NACIONALIDADE



Não sou catalão nem espanhol, pelo que a minha opinião sobre o referendo catalão é perfeitamente desinteressada e despolitizada, tanto quanto é possível a quem tem opinião em matérias desta natureza.

Ouvindo algumas individualidades a quem se dá tempo de antena nas televisões e nas rádios portuguesas, devido à sua notoriedade na nossa sociedade, fiquei surpreso com as opiniões contrárias ao referendo, acenando com motivos legais baseados na legalidade da Constituição Espanhola, pois é nela que se vê referida a nacionalidade histórica da Catalunha, que por sua vez se viu aprovada pelo seu Estatuto de Autonomia, onde está perfeitamente definida por nação.

Creio que a maioria dos comentadores portugueses, independentes como gostam de se apresentar, ou estão mal informados,estão distraídos, ou então preferem estar do lado do mais forte, porque é mais confortável, ainda que estejam a negar tudo o que defendiam há poucos anos.

Em 1640, durante a guerra dos Segadores, em que a monarquia da Catalunha se envolveu contra as tropas de Castela, na guerra dos trinta anos, Portugal conseguiu sacudir o jugo dos Filipes, entretanto mais preocupados com o perigo mais próximo.

Os comentadores nacionais são em geral, conservadores e mais virados para tomar partido pela parte mais forte, mas isso não quer dizer que seja a mais suportada pela História.


Corpus de Sang, um dos eventos iniciais da Guerra dos Segadores

sábado, dezembro 03, 2011

QUE CONSENSO NACIONAL?

É sabido que nós estamos inseridos numa Europa que nunca foi realmente sufragada pelos portugueses. Fizeram-se acordos e tratados sem nunca ser dada a voz ao povo e apesar de muitos nos terem prometido um referendo, quando chegou a oportunidade houve quem recuasse com desculpas de mau pagador.

Foi-nos prometida uma Europa de oportunidades, uma união entre países solidários, um espaço inclusivo onde todos tínhamos voto na matéria.

À partida fomos forçados a abdicar de posições na agricultura e nas pescas, a troco de fundos que diversos governos desperdiçaram, e alguns usaram para tudo menos para a modernização do tecido produtivo. A moeda única acabou por cegar os órgãos decisores e foi o que se viu com o crédito fácil e barato.

Chegadas as primeiras dificuldades foi fácil constatar a falta de solidariedade, traduzida nas “ajudas” a juros bem compensadores, e no auxílio tardio. Os países mais expostos à divida externa e com um tecido produtivo mais fraco estão praticamente de rastos, e a Alemanha e a França passam a tomar as decisões sempre em reuniões bilaterais.

Agora temos o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, a pedir consenso nacional sobre o novo tratado. Dá vontade de perguntar, que tratado? Um tratado que está a ser cozinhado apenas pela senhora Merkel e pelo senhor Sarkozy?

Não sei de que consenso fala Paulo Portas, nem sequer acredito que os portugueses venham a ser consultados sobre isso. Será que o consenso de que fala o ministro continuará a ser a obediência cega às ordens do directório franco-alemão?

Esta Europa não é a Europa dos cidadãos, e que se saiba os portugueses não elegeram nem a senhora Merkel nem o senhor Sarkozy, nem deram legitimidade ao nosso governo para tomarem decisões sobre um novo tratado. A Democracia tem destas coisas, que são os limites da legitimidade dos governos.

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Humor e Capital

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Foto - Parafusos Ferrugentos

quarta-feira, dezembro 02, 2009

UMA ESTRANHA EUROPA

O continente onde nasceu a democracia, há muitos séculos, deixou que um tratado viesse ensombrar esse mesmo conceito de liberdade e democracia de que se arroga defensor.

A legitimidade que os governos alegaram para aprovar o Tratado de Lisboa, sem consultas directas às populações terá sustentáculo formal e de direito, mas nunca conseguirá convencer todos quanto ao seu carácter pouco democrático. Os referendos prometidos e que não se realizaram serão sempre recordados quando as coisas não correrem como é expectável.

Para mim fica o facto de que primeiro quiseram impor uma constituição europeia, e perante as reacções negativas deixaram cair os símbolos federalistas, mas manteve-se o texto na sua essência, e optou-se pela terminologia de tratado.

O poder fica cada vez mais longe das populações, os países mais pequenos deixam de ter o mesmo peso, e a Europa que conhecemos, deixará forçosamente de ter a mesma diversidade que a caracteriza e a tendência de uniformização irá acentuar-se.

Duvido que em referendos livres e com a informação necessária este tratado tivesse conhecido a luz do dia, por isso mesmo não auguro nada de bom para esta Europa cada vez mais divorciada da vontade dos seus cidadãos.
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AVISO - Para que conste, o José Lopes vai aproveitar devidamente a quadra, com os seus feriados e dias simbólicos, pelo que a regularidade dos post's e dos comentários vai ressentir-se.

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Humor com Maresia
Lula por Baptistão

Pirata by Bayram Hajizadeh

quinta-feira, abril 24, 2008

TRATADO DE LISBOA - A INDIGNAÇÃO

Ontem o Parlamento português aprovou o Tratado de Lisboa com os votos favoráveis do PS, PSD e CDS. Segundo as notícias veiculadas pelos órgãos de informação, os deputados do PS e do PSD aplaudiram de pé a aprovação da proposta do Governo.

Escusado será dizer que estou indignado com a atitude destes deputados da Nação, de quem eu esperava, no mínimo, que respeitassem os compromissos eleitorais. Sei que muitos dirão que era esperar muito destes senhores, mas eu continuo a pensar que a política merecia ser exercida por pessoas que soubessem honrar a sua palavra.

Porque a memória dos portugueses é curta, e a leitura não é um hábito verdadeiramente enraizado, deixo aqui umas frases compiladas de outros lados:

«Não apoia nem tem a mínima simpatia pela União Europeia. Ela ofende o seu espírito patriótico e o seu ideal de Pátria. Insurge-se contra a ideia da subserviência às ordens de uma Europa sem valores, incapaz de entender um povo que nela sempre os teve… è o repúdio de um poeta português pela irresponsabilidade com que meia dúzia de contabilistas lhe alienaram a soberania (…) e Maastrischt há-de ser uma nódoa indelével na memória da Europa

Sobre Torga e com palavras suas.

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Fotos Coloridas
HoryMa

KSLight

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Humor Internacional

Julian Pena-Pai

Julian Pena-Pai

domingo, dezembro 16, 2007

OS BASTIDORES DO TRATADO


O tabu criado por José Sócrates nos últimos meses sobre o processo de ratificação do Tratado de Lisboa, aproxima-se do fim com os resultados mais ou menos esperados por quem tem acompanhado o modo como o 1º ministro vem cumprindo as suas promessas eleitorais.
A credibilidade de qualquer político afere-se precisamente pelo cumprimento do programa que se comprometeu a seguir quando se apresentou ao eleitorado, e neste campo podemos todos afirmar que as promessas mais emblemáticas e que pesaram grandemente na sua escolha, como o não aumento dos impostos ou a criação de empregos, saíram goradas. Agora há mais um compromisso solene que está em risco de não acontecer, o que irá agravar certamente uma imagem já manchada.
Segundo as palavras de um conselheiro de Sarkozy, “consideramos que há um acordo político para que este Tratado Reformador seja ratificado pela via parlamentar”, o que a não se verificar deste modo seria considerado uma traição.
Fiquei estupefacto perante o desplante deste senhor francês, mas ainda mais surpreendido por não ter havido um desmentido enérgico do governo português, porque ficou bastante claro que a nossa política está subordinada à vontade de interesses estrangeiros e a acordos indignos de quem se reclama representante da vontade popular.
Sócrates não tem como se sair airosamente no caso de se decidir pela ratificação parlamentar, depois dos compromissos assumidos e até pela importância que não se cansou de atribuir ao Tratado de Lisboa.
Cá estaremos para comentar a decisão que vier a ser tomada…
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Fotos de Aves

Vladimir Kogan

leonart

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Humor de Domingo

Biratan

Biratan

sábado, outubro 27, 2007

O THE ECONOMIST E O TRATADO

Há por estas bandas quem acene com os artigos do The Economist, quando quer dar alguma credibilidade aos seus artigos sobre economia ou desenvolvimento, mas que nunca o utilizará quando as opiniões não são favoráveis à sua propaganda ou ao que dentro de portas nos querem impingir.
Aqui fica para conhecimento público, o que pensa este semanário do Tratado Reformador ou de Lisboa, e das intenções de muitos governantes europeus de fazerem a sua ratificação por via parlamentar.
Apetece-me deixar aqui algumas frases deste jornal, como “… independentemente do que cada um possa pensar sobre o texto «trata-se de uma farsa, que tem para além disso consequências que rebaixam a Europa», ou «em vez de simplificar a arquitectura legal da UE, devolver alguns poderes aos Estados membros e fazer a política mais inteligível para os votantes, fez-se exactamente o contrário», ao que acrescenta «… os líderes europeus regressaram à sua anterior estratégia, consistente embutindo uma vasta quantidade de inovações e emendas num texto legal ilegível.», e recorda que quase uma dezena de governos europeus prometeu submeter a constituição a referendo e acusa-os de falta de honestidade quando dizem que este tratado é tão diferente que não encontram razões para manter aquelas promessas.
Remata o The Economist com esta frase «para uma instituição em que a legitimidade e a responsabilidade são bens escassos, trata-se da pior desculpa possível», porque este tratado «… trata-se basicamente da mesma constituição…».
Recordo que o realce do texto é “surrealista pretender que tratado não é constituição”.

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Fotos - Rosas
swordlady

Silver Lilac

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Humor e Actualidade

Bob Englehart

Michael Ramirez

segunda-feira, outubro 22, 2007

CURTINHAS

Referendo europeu – Depois das negociações do Tratado Reformador e da sua aceitação pelos líderes europeus, ficou marcada a assinatura do mesmo para Dezembro, em Lisboa, mas fica a incógnita de como é que vai ser ratificado por cada país. A única certeza que há, é que a Irlanda tem de efectuar um referendo por imperativos constitucionais. Por cá, temos o tabu de Sócrates, que atirou para depois da assinatura do tratado a sua posição oficial, temos também a posição de Menezes que é contra o referendo, apesar do seu partido ter já decidido uma posição diferente. Recordo os mais distraídos, de que todos os partidos portugueses se apresentaram às eleições legislativas com a intenção expressa de efectuar este referendo. Apetece citar David Cameron, líder do partido conservador britânico, que teve a seguinte afirmação sobre a matéria: “Brown toma eleitores por «idiotas»”.

Flexigurança – Li por aí uma análise interessante sobre este conceito que partia da decomposição do nome: “Flexi” que diz respeito aos patrões que podem assim despedir com mais facilidade e alterar os horários à vontade e “Segurança” que diz respeito aos trabalhadores, que vêem assim garantido um reforço da protecção social a quem for despedido. Apesar da pressa da comunicação social subserviente, em falar num acordo entre sindicatos e patrões, e do regozijo de Sócrates, foi curioso o silêncio dos patrões portugueses e do ministro do Trabalho e da Segurança Social. Fiquei depois a saber que no acordo de princípios está previsto o despedimento “em situações de real necessidade económica”, que os trabalhadores despedidos irão receber um subsídio que lhes permitirá manter o nível de vida que tinham quando estavam desempregados, além da formação profissional e da assistência na procura de trabalho.
Traduzindo isto por miúdos, estamos a falar de alguns milhões de euros, que a Segurança Social não tem, e obrigava os patrões a justificar os despedimentos, coisa que lhes faz urticária. Porque é que as actas do acordo não foram tornadas públicas?

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Fotos de Flores
by Votaris
by Toash

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Humor - Registos

Stavro

Dilem

Dana Summers