quinta-feira, setembro 22, 2022
ERROS, MENTIRAS E CONSEQUÊNCIAS
segunda-feira, outubro 11, 2021
A CARGA FISCAL SOBRE OS COMBUSTÍVEIS
Em Portugal temos combustíveis aos preços mais altos da Europa, e uma carga fiscal sobre eles que também é das maiores da União Europeia, simultaneamente temos uma das maiores discrepâncias salariais, que sendo baixos para a grande maioria dos trabalhadores faz com que mesmo os que trabalham e auferem salário vivam abaixo do limiar de pobreza.
Quando se ouve um ministro a dizer que descarta a descida de impostos sobre os combustíveis, falando em estabilidade e previsibilidade fiscal, a propósito do Orçamento de Estado de 2022, o mesmo em que o Estado se propõe aumentar os funcionários públicos nuns “astronómicos” 0,9%, dá vontade de o mandar àquela parte.
O aumento incessante dos combustíveis acompanhado pela vertiginosa subida do preço da electricidade conjugados, vai levar ao aumento de tudo o que compramos, desde os alimentos ao vestuário, transportes e outros bens de primeira necessidade.
O senhor ministro é um sondo ao falar de exportações e competitividade, pois os preços de produção vão subir, enquanto os salários vão baixando consistentemente tendo em conta factores como a inflação e a subida de produtividade em Portugal.
Os nossos políticos, tanto do Governo como da oposição, têm vindo a ter como política social o sistema de atribuir subsídios, como quem dá esmolas, em vez de cuidar de garantir salários decentes e menos desigualdade.
O resultado já está bem à mostra: o país está a ser atraído pelo radicalismo e pelos populismos, por já estar farto duma classe política em que não se revê por ter sido incapaz de resolver os seus problemas apesar das mais variadas promessas repetidas em todas as campanhas eleitorais. O lema começa a ser: venham outros!
domingo, maio 30, 2021
O GOVERNO NÃO APRENDE COM AS ASNEIRAS
sexta-feira, abril 09, 2021
sexta-feira, outubro 30, 2020
COMO SE DÁ FORÇA AOS EXTREMISTAS
A medida restritiva da deslocação dos cidadãos entre concelhos é contrária à letra da Constituição e nenhuma outra lei a ela se sobrepõe, isto é absolutamente claro, mas há quem queira iludir a questão, manifestando o seu medo relativamente ao estado de emergência.
O Presidente Marcelo fugiu à resposta quando questionado sobre a legalidade das medidas do Governo com a já muito conhecida “recomendação agravada” que em termos jurídicos não é nada. Eduardo Cabrito também iludiu a questão dizendo que “a nossa dimensão é essencialmente pedagógica”, e ambos foram contrariados pelas declarações dos responsáveis das forças de segurança que afirmaram claramente que as autoridades farão cumprir a “a lei”, que é a sua missão.
Agora o Governo veio contestar o pedido de suspensão das restrições para a época dos Finados com o argumento de que aquele partido não é “titular de nenhum dos direitos fundamentais”, e mais um outro preciosismo jurídico. É ridículo que estejamos a assistir a esta farsa, pois já se percebeu que a medida é inconstitucional.
Quando quase todos os partidos políticos e o próprio Presidente da República fogem a chamar as coisas pelos nomes, e persistem em assobiar para o ar em matéria constitucional, fazem com que os cidadãos deixem de confiar nos políticos e na política e se atirem nos braços de um qualquer populista que finja defender a Constituição e a legalidade.
Acho que fica claro a quem esta atitude incompreensível serve às mil maravilhas…
terça-feira, outubro 20, 2020
PUBLICIDADE ENGANOSA NA SAÚDE
Bem pode o Presidente apresentar-se sem camisa a levar a vacina contra a gripe, ou a senhora ministra vir dizer sincopadamente que o Governo antecipou a compra das vacinas e a sua administração, que a realidade acaba por desmentir os discursos.
Ontem enviei um mail para o meu Centro de Saúde, e um amigo dirigiu-se ao mesmo, no intuito de marcar a tomada da mesma, pois era o 1º dia indicado para nós, os utentes com mais de 65 anos, a podermos tomar. Ele ficou no exterior do Centro de Saúde durante cerca de 30 minutos (e chovia), para depois ser atendido e ser informado que a marcação ficava para 28 de Novembro.
Eu estava em casa e aguardei o contacto que surgiu hoje, dia 20/10, e a informação era a da marcação para o dia 28/11, um sábado o que estranhei mas que a senhora enfermeira confirmou. Pelo meu amigo soube que o nosso Centro de Saúde ainda nem conseguiu vacinar todos os utentes e funcionários dos lares da zona.
Quem tivesse visto e ouvido o Presidente e a senhora ministra, podia pensar que estava tudo operacional, mas não, nem nos Centros de Saúde, nem nas farmácias onde as remessas chegam aos bochechos.








